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ISSN (On-line) 2236-6814

doi.org/10.25060/residpediatr

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O Impacto do Treinamento Simulado Continuado em Emergência na confiança do médico residente de pediatria

The impact of Continuous Simulation Training on pediatric resident physician confidence

Fernanda Louise Schmidlin Nascimento1; Washington Luiz Bittencourt1; André Luis Santos do Carmo1

https://doi.org/10.25060/residpediatr-2026-1423 Residência Pediátrica, 16(1), 1-13

RESUMO

OBJETIVO: Avaliar o impacto do Treinamento Simulado Continuado em Emergência na confiança dos médicos Residentes em Pediatria do Complexo do Hospital de clínicas da Universidade Federal do Paraná (CHC-UFPR).
MATERIAL E MÉTODO: A pesquisa realizada foi de caráter analítico transversal observacional, com coleta de dados prospectiva por meio de questionário estruturado com a escala Likert, desenvolvido especificamente para o presente estudo, no período de setembro a outubro de 2024. O recrutamento de participantes ocorreu por meio de plataforma online e incluiu cinquenta e quatro Médicos Residentes e Pediatras que participaram do Treinamento Continuado Simulado em Emergência entre 2021 e 2024. A estatística foi realizada com auxílio do software Graph Pad Prism 9.2.
RESULTADOS: Os resultados indicaram que, segundo a maioria da população do estudo, a grade curricular obrigatória não favorece de maneira adequada o desenvolvimento de habilidades e autoconfiança e que a realização do Treinamento Simulado Continuado em Emergência aumenta os níveis de confiança perante o reconhecimento e o manejo de situações emergenciais.
CONCLUSÃO: A simulação realística se mostrou uma ferramenta valiosa no treinamento de emergência para residentes em pediatria, pois proporciona um ambiente controlado que favorece o aprimoramento de habilidades técnicas e cognitivas, elevando a confiança e a competência dos residentes para lidar com situações críticas.

Palavras-chave: Treinamento por simulação; Internato e residência; Reanimação cardiopulmonar; Ensino

Abstract

OBJECTIVE: To evaluate the impact of Continuous Simulated Training in Emergency on the confidence of Resident Doctors in Pediatrics at the Clinical Hospital Complex of the Federal University of Paraná (CHC-UFPR).
MATERIAL AND METHOD: The research carried out was of an observational cross-sectional analytical nature, with prospective data collection through a structured questionnaire with the Likert scale, developed specifically for the present study, from September to October 2024. Participant recruitment took place through an online platform and included fifty-four Resident Doctors and Pediatricians who participated in Simulated Continuing Training in Emergency between 2021 and 2024. The statistics were carried out using the Graph Pad Prism 9.2 software.
RESULTS: The results indicated that, according to the majority of the study population, the mandatory curriculum does not adequately promote the development of skills and self-confidence and that carrying out Continuous Simulated Training in Emergency increases levels of confidence in recognition and management of emergency situations.
CONCLUSION: Realistic simulation has proven to be a valuable tool in emergency training for pediatric residents, as it provides a controlled environment that favors the improvement of technical and cognitive skills, increasing residents confidence and competence to deal with critical situations.

Keywords: Simulation training; Internship and residency; Cardiopulmonary resuscitation; Teaching

INTRODUÇÃO

Ao longo da carreira médica, as emergências pediátricas desafiam as habilidades e competências dos profissionais. Por serem potencialmente fatais, os pediatras devem estar aptos a reconhecê-las prontamente e manejá-las adequadamente.

A exposição a situações reais de emergência durante a Residência Médica em Pediatria pode ser escassa. O treinamento com simuladores de cenários clínicos de alta fidelidade é uma estratégia utilizada para aquisição de habilidades e de confiança, por meio do gerenciamento emergencial sem gerar desconforto e riscos potenciais.

Além disso, a simulação relacionada à ressuscitação pediátrica pode ampliar a experiência dos residentes em reanimações, elevando os esforços de ressuscitação e aprimorando o desempenho coletivo da equipe.

Os conhecimentos adquiridos em cursos de Suporte Básico e Avançado de Vida, quando não renovados, tendem a se deteriorar ao longo do tempo. Estudo realizado por Roy et al. (2011)1 demonstra que, após 8 meses da formação inicial, as habilidades no manejo de Ressuscitação Cardiopulmonar decaem. Comprovou-se que treinamentos continuados (semanalmente, mensalmente e trimestralmente) foram mais efetivos na fixação do conteúdo e confiança do profissional1.

Os cursos tradicionais de emergências pediátricas tendem a avaliar os conhecimentos adquiridos em momentos predefinidos, o que permite que os participantes se preparem especificamente para as situações abordadas. Diversos estudos na literatura médica evidenciam os múltiplos benefícios da utilização de simulações realísticas na formação de profissionais para a emergência pediátrica.

O estudo de van Shaick et al. (2008)2 avaliou médicos residentes de um serviço terciário e demonstrou que 61 (74%) entrevistados relataram participação em 4,9 +/- 3,6 de treinamentos simulados e 3,9 +/- 5,0 de situações reais. Foi visto que os residentes estavam mais confiantes em habilidades básicas do que em habilidades avançadas / especializadas em reanimação. A confiança correlacionou-se mais com casos simulados do que com casos reais. Foi ressaltada a importância do debriefing após a exposição às emergências, que ocorreram com maior frequência nos treinamentos.

O Treinamento Simulado Continuado em Emergência traz uma oportunidade de aprimoração de habilidades clínicas em ambiente controlado e seguro, com possibilidade de inserção do médico a múltiplas situações reais de atendimento, além de estimular o raciocínio clínico, tomada de decisões e desenvolvimento de competências.

Apesar de estudos demonstrarem a importância da realização de Treinamentos Simulados durante a Residência Médica, esses não fazem parte da grade curricular obrigatória dos Programas de Residência Médica de Pediatria. Em vista disso, viu-se a necessidade da realização de cursos de treinamentos simulados periódicos com aplicação de questionário para avaliar seu impacto na confiança do Médico Residente.

É esperado que com a ocorrência periódica dos treinamentos, os médicos residentes ganhem autoconfiança em colocar em prática o aprendizado, com a segurança necessária para que as decisões sejam precisas, melhorando a qualidade de cuidados e o tratamento dos pacientes pediátricos.

Este estudo visou a demonstrar o Impacto do Treinamento Simulado Continuado em Emergência na confiança do Médico Residente e a possibilidade de sua utilização como ferramenta a ser implementada como parte da formação curricular do Médico Pediatra.

 

MATERIAL E MÉTODO

A pesquisa realizada foi de caráter analítico transversal observacional, com coleta de dados prospectiva por meio de questionário estruturado com a escala Likert, desenvolvido especificamente para o presente estudo (Anexo 1).

O Treinamento Simulado Continuado em Emergência foi implantado no ano de 2021 no Complexo do Hospital de clínicas da Universidade Federal do Paraná (CHC-UFPR), como um complemento não obrigatório ao currículo de residência. Foram disponibilizados artigos de revisão sobre o tópico a ser abordado, para serem lidos antes da sessão de simulação. O treinamento foi realizado mensalmente no Centro de Simulação do CHC-UFPR, com todo material e medicações necessárias disponíveis para o atendimento das emergências propostas. Foi utilizado o manequim Little Junior QCPR (Laerdal Medical), o qual possui tecnologia de feedback em tempo real sobre compressões e ventilações. Após a realização da simulação, um momento de debriefing foi utilizado para observação de pontos positivos e pontos a serem melhorados individualmente e como equipe.

O Programa de Residência Médica em Pediatria do CHC-UFPR contava, em 2024, com a inscrição de 35 Médicos Residentes, sendo 13 do primeiro ano (R1), 10 do segundo (R2) e 12 do terceiro (R3), e possui três anos de duração.

Foram convidados a participar todos os Médicos Residentes e Médicos Pediatras do CHC-UFPR que realizaram os Treinamentos Simulados Continuados em Emergência, desde sua implementação, em 2021.

O questionário aplicado foi o mesmo em todos os grupos e tinha por objetivo determinar o grau de concordância dos médicos referente ao reconhecimento de situações emergenciais graves bem como seu manejo, a segurança em enfrentar situações desafiadoras à vida e a importância do Treinamento Simulado Continuado em Emergência diante dessas situações.

O instrumento de avaliação foi criado pelos autores, tendo como referência principal o trabalho de Friedman et al. (2010)3. Foi composto por perguntas de identificação para caracterização qualitativa da população do estudo, treze questões que buscaram caracterizar o preparo dos médicos e abrangeram o nível de confiança em realizar os procedimentos de intubação orotraqueal e punção de acesso venoso intraósseo, reconhecimento das principais emergências (sepse, insuficiência respiratória aguda e parada cardiorrespiratória), bem como seu manejo. Duas perguntas foram realizadas para quantificar os procedimentos realizados. As respostas foram graduadas pela escala Likert de 5 pontos. Quanto maior o valor do escore, maior foi a concordância com as situações abordadas.

Para coleta de dados, foi utilizada a plataforma Google Forms. O questionário foi compartilhado com os participantes através do Whatsapp. A escolha dessa abordagem contribuiu para o acesso e a participação, dadas as facilidades em responder de maneira rápida, objetiva e privada em seus dispositivos móveis. Todos os participantes tiveram participação voluntária e assinaram virtualmente o TCLE em concordância com a coleta de dados e desenvolvimento da pesquisa (Apêndice 1).

Os dados foram coletados durante um período de dois meses, entre setembro e outubro de 2024, e foram organizados e tabelados no programa Microsoft Excel®. Posteriormente, foi realizado estudo por tabelas de frequência e contingência. A distribuição de dados nominais foi estudada pelo teste de Shapiro-Wilk. As tendências centrais de dados numéricos paramétricos foram expressas em média e desvio-padrão, e os numéricos não paramétricos, em mediana e intervalos interquartis de 25 e 75. Os dados nominais foram expressos em porcentagem e comparados pelos testes do Qui-quadrado ou Fisher, dependendo do tamanho da amostra. Para comparação de dados numéricos utilizou-se o teste T não pareado ou o de Mann-Whitney de acordo com a distribuição da amostra. Os testes foram calculados com auxílio do software Graph Pad Prism 9.2. O nível de significância adotado foi de 5%.

Este estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa em Seres Humanos (CEP) da instituição (parecer 7.045.072, CAAE - 80506324.9.0000.0096) e seguiu as recomendações éticas conforme resolução nº 466/2012 do Conselho Nacional de Saúde, preservando o anonimato dos pacientes e garantindo confidencialidade dos dados que foram analisados.

 

RESULTADOS

Foram incluídos 12 Médicos Residentes do primeiro ano (R1), 10 do segundo (R2), 10 do terceiro (R3) e 22 Médicos Pediatras que frequentaram o Treinamento Simulado Continuado em Emergência e concordaram com a participação voluntária, totalizando 54 participantes.

A idade variou de 25 a 35 anos, com mediana de 28 anos. Quarenta e cinco participantes eram do sexo feminino (83,33%). As características da população e o número de procedimentos emergenciais (Intubação orotraqueal – IOT e Ressuscitação Cardiopulmonar – RCP) são apresentadas na Tabela 1.

 

 

Devido à representatividade limitada de cada amostra (R1 x R2 x R3 x Pediatras), a realização de testes estatísticos não traria valores suficientes para associação das respostas do questionário. Foi realizada análise de tendências estatísticas baseadas no percentual obtido para cada resposta.

Para avaliação de concordância de cada indagação, os grupos de respostas 4 (concordo parcialmente) e 5 (concordo totalmente) foram agrupados.

Quando questionados sobre a confiança na tomada de decisões médicas importantes na conduta de uma emergência pediátrica, 47 participantes (87,03%) demonstraram concordar em algum grau com a assertiva, sendo que o percentual variou de 80%-90,9% entre os grupos de R1, R2, R3 e Pediatras. O mesmo valor total (87,03%) foi encontrado na pergunta sobre estarem preparados para avaliar e estabilizar pacientes instáveis – nesta colocação, 100% dos R3 obtiveram respostas 4+5.

Em relação à avaliação sobre a grade curricular obrigatória da Residência Médica preparar o suficiente para lidar com emergências, observou-se que 58,33% dos R1 (n=7) afirmou concordar com o posicionamento (p=0,079), enquanto apenas 10% dos R2 (n=1), 30% dos R3 (n=3) e 36,36% dos Pediatras (n=8) obtiveram as mesmas respostas.

Trinta e sete participantes (68,51%) sentiram que foram expostos a diferentes situações de emergência e realizaram procedimentos durante a residência, tendo maior representatividade entre o grupo de R3, em que 80% (n=8) tiveram a mesma pontuação.

Nas questões que avaliaram a confiança em realizar procedimentos de intubação e punção de acesso intraósseo, as maiores diferenças percentuais foram encontradas entre os grupos dos R1 e R2, sendo que se sentiram confiantes em realizar IOT (16% vs. 30%) e AIO (25% vs. 70%), respectivamente. Nos demais grupos, resultados acima de 70% foram obtidos para os dois procedimentos.

Para os apontamentos que envolveram a segurança em reconhecer e manejar pacientes em sepse e insuficiência respiratória, o único grupo que não se sentiu 100% confiante foi o dos R1, em que 83,33% sentiram-se aptos a reconhecer a sepse e 91,66% em reconhecer a insuficiência respiratória aguda.

Em relação às perguntas sobre ressuscitação cardiopulmonar, 94,43% (n=51) da população do estudo se sentiu confiante na indicação e 90,74% (n=49) na execução das manobras de RCP.

Na pergunta cerne para o desenvolvimento do estudo, os resultados são demonstrados na tabela 2, em que 100% dos participantes responderam concordar que os treinamentos simulados auxiliam na confiança na tomada de decisões em situações reais.

 

 

Os dados referentes ao número de procedimentos realizados durante a residência médica estão demonstrados na tabela 3.

 

 

Diferenças estatisticamente significativas foram encontradas na análise dos números de procedimentos realizados por R1 e R3. A média de IOT no primeiro grupo foi de 1 (0,25-2,75) e no segundo de 4 (2,75-4), com p=0,0128. O número médio de RCP foi de 1 (0,25-2,75) para os R1 e 3 (1,75-4) para os R3, com p=0,0463.

As respostas das demais perguntas do questionário estão listadas na Tabela 4.

 

 

DISCUSSÃO

O Treinamento Simulado Continuado em Emergência foi implementado no CHC-UFPR como estratégia para capacitação complementar ao Programa de Residência Médica atual, atendendo a uma solicitação dos próprios residentes, que relataram sentir-se inseguros ao lidar com situações de emergência. O questionário aplicado possibilitou a análise através da concordância com circunstâncias que podem ser enfrentadas ao longo da carreira profissional. Os resultados indicaram que, segundo a maioria, a grade curricular obrigatória não favorece de maneira adequada o desenvolvimento de habilidades e autoconfiança.

Emergências pediátricas são pouco frequentes e, por vezes, difíceis de serem antecipadas4. Durante a Residência Médica em Pediatria, os médicos residentes são pouco expostos às emergências, podendo limitar o desenvolvimento de habilidades necessárias para o atendimento de pacientes gravemente enfermos.

No estudo realizado por van Schaik et al. (2008)2, os residentes de pediatria de uma instituição foram avaliados sobre sua confiança nas habilidades técnicas e de liderança em ressuscitação cardiopulmonar, bem como em relação à experiência com situações reais e simuladas. Os residentes estavam mais confiantes em habilidades básicas do que em avançadas. A confiança correlacionou-se com códigos simulados (r = 0,52) e em menor grau com códigos reais atendidos (r = 0,36). A maioria dos residentes relatou ter atendido de 1 a 5 códigos de emergência por mês, o que indicou baixa exposição para o desenvolvimento de confiança nas habilidades2. Tal situação também ocorreu no presente estudo: ao avaliar o número de procedimentos realizados no total de três anos de residência médica pelo grupo de Médicos Pediatras formados na instituição, nem todos intubaram quatro ou mais pacientes e poucos participaram de quatro ou mais RCP.

Apesar da ocorrência de procedimentos ter sido pequena, a grande maioria dos R3 e pediatras se sentiu confiante para realizar intubações orotraqueais e demonstraram confiar em suas capacidades para a punção de acesso intraósseo.

No artigo "Pediatric Mock Code Curriculum.Pediatric Emergency Care" desenvolvido por Friedman et al. (2013)3, residentes de pediatria avaliaram o envolvimento, conforto e liderança antes e após um ano de treinamentos simulados mensais, incorporados ao currículo do programa de residência médica. Após esse período, foi verificado um aumento estatisticamente significativo em seu conforto com o conhecimento durante um código (odds-ratio 2,5; intervalo de confiança de 95%, 1,2-5,2). Foi relatada diminuição na ansiedade e aumento na capacidade de executar um código, embora esses números não fossem estatisticamente significativos.

Na avaliação da grade curricular obrigatória da residência médica, a maioria dos R1 afirmou sentir que a preparação é suficiente para lidar com emergências, divergindo da tendência encontrada no grupo de R2, R3 e pediatras. Questionamos se o resultado poderia estar associado ao efeito Dunning-Kruger, em que pessoas com menos habilidades tendem a superestimar seus conhecimentos5, ou se o modelo da grade curricular, que constantemente está em aperfeiçoamento, melhorou a capacitação técnica. Um estudo de seguimento dessa população poderia auxiliar a estabelecer correlação com fatores causais.

Apesar de a maioria dos médicos avaliados não sentir preparação adequada no currículo obrigatório da residência, eles se sentem seguros em reconhecer, tomar decisões e manejar as principais situações de emergências pediátricas, como sepse, insuficiência respiratória e parada cardiorrespiratória.

No estudo conduzido por Nadel et al. (2000)6, a retenção de conhecimentos dos residentes de pediatria que realizaram o curso de PALS foi avaliada por meio da aplicação de um teste padronizado e de um teste suplementar de resposta curta. Foi demonstrado que notas mais altas foram obtidas no primeiro teste (93,2% +/- 5,5), mas o desempenho. Ao responder a perguntas mais complicadas, foi menor (60,0% +/- 9,9) no segundo. Ninguém conseguiu executar com sucesso as habilidades básicas e avançadas de vias aéreas, e apenas 11% concluíram com sucesso as duas habilidades vasculares. A experiência em ressuscitações reais e simuladas foi infrequente. Os residentes relataram receber feedback sobre seu desempenho em menos da metade do tempo6.

Um grupo de residentes europeus participou de cinco sessões de simulação de arritmias cardíacas em crianças, com debriefing, e outro participou de duas sessões, sem debriefing, em um intervalo de duas semanas. Os questionários aplicados avaliaram mudanças autopercebidas em eficácia, estresse e satisfação sobre habilidades. Após o treinamento, o estresse diminuiu e a satisfação sobre as habilidades aumentou no primeiro grupo, enquanto permaneceu o mesmo no segundo7.

Uma revisão sistemática realizada pela equipe do Department of Pediatrics and Adolescent Medicine, Aarhus University Hospital, verificou estudos com grupos que realizaram treinamentos simulados e revelou que o desempenho da equipe em liderança, comunicação e confiança no trabalho em equipe melhoraram. Autores da maioria dos estudos mostraram melhora na confiança percebida, níveis de habilidade e capacidade de comunicação em situações emergenciais após a introdução do treinamento de equipe baseado em simulação4.

O Treinamento Simulado Continuado em Emergência realizado no presente estudo foi avaliado por todos como eficaz para a confiança na tomada de decisões em situações reais. Dos 35 residentes matriculados na Residência Médica de Pediatria em 2024, 34 participaram dos treinamentos voluntariamente, embora nem todos responderam ao questionário.

O estudo coreano de Yu et al. (2021)8, realizado com alunos de graduação de medicina que participaram de treinamentos, demonstrou redução nos níveis de ansiedade e aumento na confiança após as simulações. Na Filadélfia, em pesquisa realizada em ambientes de cuidados primários, o treinamento baseado em simulação resultou em maior confiança e competência no gerenciamento de emergências médicas, destacando o valor da simulação como uma ferramenta educacional9.

Durante o programa curricular obrigatório, não costumam ser oferecidos cursos de treinamentos simulados e, quando ocorrem, são de maneira isolada. Além disso, estudo demonstrou com relevância estatística que médicos que têm conhecimento teórico e qualificado em técnicas de reanimação podem não conseguir aplicá-las adequadamente caso não confiem nas suas capacidades10. No trabalho de Mestrado realizado por Pedrollo (2021)11, a implementação de atividades profissionais confiabilizadoras (EPA) no currículo de uma especialização médica de um hospital terciário do Rio Grande do Sul possibilitou a participação de preceptores e médicos residentes no desenvolvimento do projeto e se tratou de uma prática inovadora na formação dos profissionais, com aperfeiçoamento técnico da equipe assistencial.

Com este estudo, conclui-se que a segurança do paciente e cuidados de saúde em alta qualidade devem ser prioridades para todos os atendimentos pediátricos. Vários aspectos podem aumentar o risco de danos ao paciente, como erros na indicação e administração de medicamentos, equipamentos e competências técnicas inadequadas12.

O treinamento simulado de alta fidelidade é uma ferramenta que pode ser utilizada para auxiliar no desenvolvimento de experiência e aumentar o conforto do profissional em realizar os procedimentos13. Observa-se uma tendência crescente da utilização de Simulação Clínica na área da saúde, por possibilitar oportunidades educacionais padronizadas, disponíveis sob demanda e que permitem aprimorar habilidades em um ambiente seguro e controlado.

Este trabalho teve como participantes os Residentes de Pediatria e Pediatras que realizaram os treinamentos desde sua implantação, constituindo uma amostra com número de participantes limitado.

Embora a amostra não tenha sido suficientemente representativa para a análise estatística de associações, as tendências encontradas demonstram os potenciais do Treinamento Simulado Continuado em Emergência para impactar beneficamente a confiança e o desenvolvimento de competências dos médicos residentes. Outros estudos avaliados pela revisão sistemática do Aarhus University Hospital encontraram as mesmas limitações4, tal qual o estudo de Doymaz et al. (2020)14. Um estudo multicêntrico e de coorte, com mais residentes de pediatria poderia ampliar a aplicabilidade dos resultados e ter a capacidade de detectar alterações nas habilidades de confiança, que se mostraram aprimoradas em nossa pesquisa, mas não alcançaram significância estatística. As tendências demonstram a necessidade de mais estudos sobre o tema e o potencial inovador em melhorar a qualidade de formação da Residência Médica em Pediatria. Treinamentos mais frequentes e compondo a base curricular obrigatória da formação do Pediatra pode ser uma ferramenta valiosa, elevando a confiança e a competência dos residentes para lidar com situações críticas.

 

REFERÊNCIAS

1. Roy KM, Miller MP, Schmidt K, Sagy M. Pediatric residents experience a significant decline in their response capabilities to simulated life-threatening events as their training frequency in cardiopulmonary resuscitation decreases. Pediatr Crit Care Med. 2011 May;12(3):e141-4. DOI: https://doi.org/10.1097/PCC.0b013e3181f3a0d1

2. Van Schaik SM, Von Kohorn I, O'Sullivan P. Pediatric resident confidence in resuscitation skills relates to mock code experience. Clin Pediatr (Phila). 2008 Oct;47(8):777-83. DOI: https://doi.org/10.1177/0009922808316992

3. Friedman D, Zaveri P, O'Connell K. Pediatric mock code curriculum: improving resident resuscitations. Pediatr Emerg Care. 2010 Jul;26(7):490-4. DOI: https://doi.org/10.1097/PEC.0b013e3181e5bf34

4. Thim S, Henriksen TB, Laursen H, Schram AL, Paltved C, Lindhard MS. Simulation-Based Emergency Team Training in Pediatrics: A Systematic Review. Pediatrics. 2022 Apr 1;149(4):e2021054305. DOI: https://doi.org/10.1542/peds.2021-054305

5. Kruger J, Dunning D. Unskilled and unaware of it: how difficulties in recognizing one's own incompetence lead to inflated self-assessments. J Pers Soc Psychol. 1999 Dec;77(6):1121-34. DOI: https://doi.org/10.1037/0022-3514.77.6.1121

6. Nadel FM, Lavelle JM, Fein JA, Giardino AP, Decker JM, Durbin DR. Assessing pediatric senior residents' training in resuscitation: fund of knowledge, technical skills, and perception of confidence. Pediatr Emerg Care. 2000 Apr;16(2):73-6. DOI: https://doi.org/10.1097/00006565-200004000-00001

7. Bragard I, Farhat N, Seghaye MC, Karam O, Neuschwander A, Shayan Y, et al. Effectiveness of a High-Fidelity Simulation-Based Training Program in Managing Cardiac Arrhythmias in Children: A Randomized Pilot Study. Pediatr Emerg Care. 2019 Jun;35(6):412-8. DOI: https://doi.org/10.1097/PEC.0000000000000931

8. Yu JH, Chang HJ, Kim SS, Park JE, Chung WY, Lee SK, et al. Effects of high-fidelity simulation education on medical students' anxiety and confidence. PLoS One. 2021 May 13;16(5):e0251078. DOI: https://doi.org/10.1371/journal.pone.0251078

9. Monachino A, Caraher C, Ginsberg J, Bailey C, White E. Medical Emergencies in the Primary Care Setting: An Evidence Based Practice Approach Using Simulation to Improve Readiness. J Pediatr Nurs. 2019 Nov-Dec;49:72-8. DOI: https://doi.org/10.1016/j.pedn.2019.09.017

10. Maibach EW, Schieber RA, Carroll MF. Self-efficacy in pediatric resuscitation: implications for education and performance. Pediatrics. 1996 Jan;97(1):94-9.

11. Pedrollo DF. Implantação de atividades profissionais confiabilizadoras (EPAs) no ensino baseado em competências em medicina de emergência em um hospital universitário [dissertação]. Porto Alegre: Universidade Federal do Rio Grande do Sul; 2021; [citado 2024 Dez 3]. Available from: http://hdl.handle.net/10183/239689

12. Joseph MM, Mahajan P, Snow SK, Ku BC, Saidinejad M. Optimizing Pediatric Patient Safety in the Emergency Care Setting. Pediatrics. 2022 Oct 3;150(5). DOI: https://doi.org/10.1542/peds.2022-059674

13. Hazwani TR, Alosaimi A, Almutairi M, Shaheen N, Al Hassan Z, Antar M. The Impact of Mock Code Simulation on the Resuscitation Practice and Patient Outcome for Children With Cardiopulmonary Arrest. Cureus. 2020 Jul 15;12(7):e9197. DOI: https://doi.org/10.7759/cureus.9197

14. Doymaz S, Rizvi M, Giambruno C. Improving the Performance of Residents in Pediatric Resuscitation with Frequent Simulated Codes. Glob Pediatr Health. 2020 Oct 30;7:2333794X20970010. DOI: https://doi.org/10.1177/2333794X20970010

 

 

 

Endereço para correspondência: 
Fernanda Louise Schmidlin Nascimento 
Complexo do Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná 
R. Gen. Carneiro, 181 - Alto da Glória
Curitiba - PR, 80060-900 E-mail: fefa.louise@gmail.com

Data de Submissão: 04/02/2025
Data de Aprovação: 16/10/2025

 

 

ANEXO 1 – QUESTIONÁRIO:

Nós, Washington Luíz Bitencourt, André Luís Santos do Carmo e Fernanda Louise Schmidlin Nascimento, pesquisadores da Universidade Federal do Paraná, estamos convidando o (a) Senhor (a), Médico Residente / Ex-Residente a participar de um estudo intitulado "O impacto do Treinamento Prático Simulado Continuado em Emergência na confiança do Médico Residente", a fim de demonstrar os benefícios do Treinamento Prático Simulado Continuado no atendimento do Médico Residente.

A seguir, o(a) senhor(a) encontrará um questionário com perguntas desenvolvidas pelos pesquisadores exclusivamente para o tudo. As questões terão 5 possibili- dades de resposta e deve ser registrada a alternativa que mais se adequa ao seu pensamento.

A sua participação neste estudo é voluntária e se o (a) Senhor (a) não quiser mais fazer parte da pesquisa, poderá desistir a qualquer momento e solicitar o desligamento.

As informações relacionadas ao estudo poderão ser conhecidas por pessoas autorizadas (pesquisadora e orientadores da pesquisa). No entanto, se qualquer informação for divulgada em relatório ou publicação, será feito sob forma codificada, para que a sua identidade seja preservada e seja mantida a confidencialidade.

Nome: Sexo: Idade: Ano de início da Residência Médica em Pediatria: Data em que realizou o treinamento:

• Estou confiante na tomada de decisões médicas importantes na conduta de uma emergência pediátrica. ( ) Discordo totalmente ( ) Discordo parcialmente ( ) Não concordo, nem discordo ( ) Concordo parcialmente ( ) Concordo totalmente

• Estou preparado para avaliar e estabilizar pacientes instáveis. (x) Discordo totalmente ( ) Discordo parcialmente ( ) Não concordo, nem discordo ( ) Concordo parcialmente ( ) Concordo totalmente

• Sinto que a grade curricular obrigatória da Residência Médica me prepara o suficiente para lidar com situações de emergência. ( ) Discordo totalmente ( ) Discordo parcialmente ( ) Não concordo, nem discordo ( ) Concordo parcialmente ( ) Concordo totalmente

• Durante a residência, sinto que fui/ sou exposto a diferentes situações de emergência e realizei procedimentos. ( ) Discordo totalmente ( ) Discordo parcialmente ( ) Não concordo, nem discordo ( ) Concordo parcialmente ( ) Concordo totalmente

• Os treinamentos simulados me auxiliam na confiança para a tomada de decisões em situações reais. ( ) Discordo totalmente ( ) Discordo parcialmente ( ) Não concordo, nem discordo ( ) Concordo parcialmente ( ) Concordo totalmente

• Me sinto confiante para intubar um paciente pediátrico. ( ) Discordo totalmente ( ) Discordo parcialmente ( ) Não concordo, nem discordo ( ) Concordo parcialmente ( ) Concordo totalmente

• Me sinto confiante para puncionar um acesso intraósseo. ( ) Discordo totalmente ( ) Discordo parcialmente ( ) Não concordo, nem discordo ( ) Concordo parcialmente ( ) Concordo totalmente

• Me sinto seguro para reconhecer um paciente em sepse. ( ) Discordo totalmente ( ) Discordo parcialmente ( ) Não concordo, nem discordo ( ) Concordo parcialmente ( ) Concordo totalmente

• Me sinto seguro para manejar um paciente em sepse. ( ) Discordo totalmente ( ) Discordo parcialmente ( ) Não concordo, nem discordo ( ) Concordo parcialmente ( ) Concordo totalmente

• Me sinto confiante para reconhecer um paciente em insuficiência respiratória aguda. ( ) Discordo totalmente ( ) Discordo parcialmente ( ) Não concordo, nem discordo ( ) Concordo parcialmente ( ) Concordo totalmente

• Me sinto confiante para manejar um paciente em insuficiência respiratória aguda. ( ) Discordo totalmente ( ) Discordo parcialmente ( ) Não concordo, nem discordo ( ) Concordo parcialmente ( ) Concordo totalmente

• Me sinto confiante para reconhecer a indicação de Ressuscitação Cardiopulmonar. ( ) Discordo totalmente ( ) Discordo parcialmente ( ) Não concordo, nem discordo ( ) Concordo parcialmente ( ) Concordo totalmente

• Me sinto confiante para executar os passos de uma Ressuscitação Cardiopulmonar. ( ) Discordo totalmente ( ) Discordo parcialmente ( ) Não concordo, nem discordo ( ) Concordo parcialmente ( ) Concordo totalmente

• Durante a Residência Médica em Pediatria intubei: ( ) 0 paciente ( ) 1 paciente (x) 2 pacientes ( ) 3 pacientes ( ) 4 ou mais pacientes

• Durante a Residência Médica participei da Ressuscitação cardiopulmonar de: ( ) 0 paciente ( ) 1 paciente x) 2 pacientes ( ) 3 pacientes ( ) 4 ou mais pacientes

 

APÊNDICE 1

TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO EM AMBIENTE VIRTUAL O (a) Senhor (a) está sendo convidado (a) para participar de um projeto de pesquisa, sendo que as informações sobre o mesmo estão descritas acima. É importante que você leia, ou que alguém leia para você, esse documento com atenção e, em caso de qualquer dúvida ou informação que não entenda, peça ao (a) pesquisador (a) responsável pelo estudo que explique a você. O (a) Senhor (a) não é obrigado (a) a participar desta pesquisa. Ao final desse documento, estará disponível um termo de aceite, para que você assinale a opção "SIM" ou "NÃO". Caso aceite participar da pesquisa você deverá assinalar a opção SIM, e em seguida, será solicitado que você preencha um endereço de e-mail para recebimento de uma cópia desse documento. Caso não deseje participar da pesquisa, você deverá assinalar a opção NÃO, e a sua participação será encerrada automaticamente. Você pode se recusar ou se retirar do estudo a qualquer momento, sem ter que dar maiores explicações e não implicando em qualquer prejuízo.

• O QUE NOS LEVOU A PROPOR ESSA PESQUISA? Nós, Washington Luíz Bitencourt, André Luís Santos do Carmo e Fernanda Louise Schmidlin Nascimento, estamos convidando o (a) Senhor (a), Médico Residente / Ex-Residente a participar de um estudo intitulado "O impacto do Treinamento Simulado Continuado em Emergência na confiança do Médico Residente", a fim de demonstrar os benefícios do Treinamento Prático Simulado Continuado no atendimento do Médico Residente. O objetivo desta pesquisa é avaliar o impacto dos Treinamentos na confiança do Médico Residente frente à situações de Emergência e, assim, justificar a necessidade de maior atenção e incentivo à realização de Cursos de treinamento simulado na grade curricular pedagógica da Residência Médica em Pediatria.

• SE EU ACEITAR PARTICIPAR, A QUE PROCEDIMENTOS SEREI SUBMETIDO? Este estudo envolve a coleta de dados para avaliar o impacto do Treinamento Simulado Continuado em Emergência na confiança do Médico Residente. Caso o (a) Senhor (a) participe da pesquisa, será necessário apresentar frequência mínima de 50% do Treinamento Prático Simulado em Emergência. O (a) Senhor (a) você será convidado (a) a responder algumas questões a respeito dos Treinamentos e vivência na Residência Médica. O questionário será composto por perguntas de identificação e 15 (quinze) questões, a ser respondido de maneira online. Após o preenchimento do questionário, os dados serão armazenados em plataforma online. O material obtido será utilizado unicamente para esta pesquisa e será descartado ao término do estudo, dentro de 12 meses.

• QUAIS SÃO OS RISCOS E DESCONFORTOS SE EU ACEITAR PARTICIPAR? Ao participar deste estudo, o (a) Senhor (a) irá responder a um questionário. Caso se sinta incomodado (a) durante esse procedimento, sinta-se à vontade para conversar com os pesquisadores. Eles irão dar toda a assistência necessária e, se mesmo assim, quiser retirar seu consentimento, não haverá qualquer problema. Suas informações e seus dados estarão em segurança, pois os pesquisadores seguirão as normas estabelecidas pela Resolução 466/2012 do Conselho Nacional de Saúde e pela lei federal LGPD 13709/2018, dessa forma, os pesquisadores evitarão os riscos de vazamento de informações de dados do participante da pesquisa.

• SE EU ACEITAR PARTICIPAR DO ESTUDO, TEREI ALGUM BENEFÍCIO? Os benefícios esperados com essa pesquisa são: incentivar a execução dos Treinamentos Práticos Simulados em Emergência como parte da formação curricular da Residência Médica em Pediatria, embora nem sempre o (a) Senhor (a) seja diretamente beneficiado(a) por sua participação neste estudo.

• SE EU ACEITAR PARTICIPAR, QUAIS OS MEUS DIREITOS? Se depois de ler este Termo de Consentimento Livre e Esclarecido até o final, ou terem realizado a leitura para você, aceitando participar do estudo, deverá dar a sua anuência. Para isso, basta assinalar a opção SIM no termo de aceite ao final do documento e depois disso as perguntas serão apresentadas. Ao participar dessa pesquisa você não renunciará a seus direitos, incluindo o direito de pedir indenização e assistência a que legalmente tenha direito.

• VOU SER PAGO PARA PARTICIPAR DESTE ESTUDO? A sua participação neste estudo é voluntária e se o (a) Senhor (a) não quiser mais fazer parte da pesquisa, poderá desistir a qualquer momento e solicitar suspensão da participação As despesas necessárias para a realização da pesquisa não são de sua responsabilidade e o (a) Senhor (a) não receberá qualquer valor em dinheiro pela sua participação.

• VOU TER MINHA IDENTIDADE MANTIDA EM SEGREDO? As informações relacionadas ao estudo poderão ser conhecidas por pessoas autorizadas (pesquisadora e orientadores da pesquisa). No entanto, se qualquer informação for divulgada em relatório ou publicação, será feito sob forma codificada, para que a sua identidade seja preservada e seja mantida a confidencialidade. Quando os resultados forem publicados, não aparecerá seu nome, e sim um código.

EM CASOS DE DÚVIDAS PARA QUEM EU DEVO LIGAR? Os pesquisadores Washington Luíz Bitencourt, André Luís Santos do Carmo e Fernanda Louise Schmidlin Nascimento, responsáveis por este estudo, poderão ser localizados para esclarecer eventuais dúvidas que o (a) Senhor (a) possa ter e fornecer-lhe as informações que queira, antes, durante ou depois de encerrado o estudo a por e-mail, telefone em horário comercial (segunda a sexta-feira das 08:00 às 18:00 horas). Se o (a) Senhor (a) tiver dúvidas sobre seus direitos como participante de pesquisa, poderá contatar o Comitê de Ética em Pesquisa em Seres Humanos – CEP/HC/UFPR pelo Telefone (41) 3360-1041 das 08:30 horas as 16:30 horas de segunda a sexta-feira. O CEP é de um grupo de indivíduos com conhecimento científicos e não científicos que realizam a revisão ética inicial e continuada do estudo de pesquisa para mantê- lo seguro e proteger seus direitos. Caso se faça necessário direcionamento do problema a instâncias superiores, você poderá entrar em contato diretamente com a CONEP – Comissão Nacional de Ética em Pesquisa, pelo telefone (61)3315-5877 ou pelo e-mail conep@saude.gov.br.

TERMO DE ACEITE

A seguir, há duas opções "SIM e NÃO". Caso aceite em participar da pesquisa e clicar na opção SIM, você será direcionado (a) ao questionário (instrumento avaliativo do estudo), sendo necessário fornecer seu endereço de e-mail para receber uma cópia do TCLE. Caso não deseje em participar da pesquisa e clicar na opção NÃO, sua participação será encerrada automaticamente.

Eu, declaro que concordo em participar desta pesquisa. ( ) SIM ( ) NÃO E-mail: _____________

Eu concordo voluntariamente em participar deste estudo.

Nome por extenso, legível: _____________

Assinatura do Participante e/ou Responsável Legal: _____________

(Somente para o responsável do projeto)

Declaro que obtive, de forma apropriada e voluntária, o Consentimento Livre e Esclarecido deste participante ou seu representante legal para a participação neste estudo.

_____________________________________ Fernanda Louise Schmidlin Nascimento

Curitiba, _____________

Sobre os autores

1 Complexo do Hospital de Clínicas - Universidade Federal do Paraná, Departamento de Pediatria - Curitiba - Paraná - Brasil.

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Como citar este artigo:

Nascimento, FLS, Bittencourt, WL, Carmo, ALS. O Impacto do Treinamento Simulado Continuado em Emergência na confiança do médico residente de pediatria. Resid Pediatr. 16(1):1-13. DOI: 10.25060/residpediatr-2026-1423

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