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ISSN (On-line) 2236-6814

doi.org/10.25060/residpediatr

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Resid Pediatr. 2026;16(2):1-1

DOI: 10.25060/residpediatr-2026.v16n2-edi

Quando a ciência também fala a linguagem das redes

When science also speaks the language of social media

Bruna Brasil Seixas Bruno1

Resid Pediatr. 2026;16(2):1-7

DOI: 10.25060/residpediatr-2026-1215

Parâmetros antropométricos, metabólicos e os níveis séricos de fenilalanina em pacientes com fenilcetonúria: um estudo de coorte

Anthropometric, metabolic parameters and serum phenylalanine levels in patients with phenylketonuria: a cohort study

Hugo Raphael Resende Cruz1; Luana Teles de Resende2; Jeverton de Santana Santos3; Fábio Augusto de Morais Prado Santos3; Osmar Mendes Peixoto Filho3; Adriana Barbosa de Lima Fonseca3

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OBJETIVO: Investigar os parâmetros antropométricos, metabólicos e os níveis séricos de fenilalanina em pacientes com fenilcetonúria.
MÉTODO: Estudo de coorte, em um serviço público de saúde de nível secundário. Foram incluídos todos os pacientes com fenilcetonúria, entre 4 e 21 anos de idade, acompanhados no serviço entre janeiro de 2017 e janeiro de 2020. Foram excluídos pacientes com diagnóstico tardio de fenilcetonúria, doenças osteometabólicas crônicas, doença renal crônica prévia ou uso de medicamentos com interferência laboratorial. Foram analisadas as medidas antropométricas e exames laboratoriais. Os dados foram coletados através dos prontuários e analisados por meio de medidas descritivas e análises comparativas.
RESULTADOS: Dos 20 pacientes da amostra, 15 (75%) são do sexo masculino e 5 (25%) do feminino. A idade média obtida foi de 13,26 anos (DP ± 3,98), com peso, altura e IMC médios de 33,76kg (DP ± 14,55, 125cm (DP ± 20,48) e 16,71kg/m2 (DP ± 3,56), respectivamente. A média da altura entre os sexos masculino e feminino apresentou variação, sendo de 125,9cm (DP ± 20,48) e 122,3cm (DP ± 22,61), nesta ordem. A análise laboratorial demonstrou alterações nos níveis de HDL, com média de 27,75mg/dL (DP ± 11,84). Houve mau controle dos níveis séricos de fenilalanina com média de 11,5mg/dL (DP ± 3,68).
CONCLUSÕES: Os resultados apontam para a necessidade de uma abordagem mais abrangente, que englobe aspectos como monitoramento contínuo dos níveis de fenilalanina, adesão rigorosa à dieta restritiva e acompanhamento multidisciplinar.

Palavras-chave: Fenilalanina; Antropometria; Metabolismo; Estado nutricional.

Resid Pediatr. 2026;16(2):1-4

DOI: 10.25060/residpediatr-2026-1360

Displasia septo-óptica: relato de caso de lactente com diagnóstico precoce

Septo-optic dysplasia: case report of an infant with early diagnosis

Anna Jamylle Dias Borges Leal1; Rebeca Mont’Alverne Barreto de Paula Pessoa2; Lorenna Costa Leal3; Carlos Henrique Paiva Grangeiro4

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INTRODUÇÃO: A displasia septo-óptica (DSO) é uma doença rara com incidência estimada em 1 a cada 10.000 nascidos vivos, caracterizada por defeitos da linha média, como agenesia do corpo caloso e/ou septo pelúcido, hipoplasia do nervo óptico e anormalidades hormonais pituitárias. Sua etiologia ainda não é completamente compreendida, mas acredita-se que fatores genéticos e ambientais desempenhem um papel crucial no desenvolvimento da condição. Apesar dos avanços na compreensão dessa patologia, muitas questões sobre sua patogênese e manejo clínico permanecem desconhecidas.
OBJETIVO: Relatar um caso de DSO diagnosticada no período neonatal em Hospital Universitário de Fortaleza (Ceará).
RELATO DE CASO: Este relato de caso descreve um lactente diagnosticado com displasia septo-óptica no período neonatal, destacando aspectos clínicos, diagnósticos e terapêuticos.
DISCUSSÃO: A DSO pode se apresentar ao nascimento com manifestações clínicas variáveis. Este caso ilustra a complexidade do diagnóstico e manejo da DSO, uma condição que requer abordagem multidisciplinar e acompanhamento contínuo.

Palavras-chave: Displasia septo-óptica; Septo pelúcido; Hipoplasia do nervo óptico

Resid Pediatr. 2026;16(2):1-5

DOI: 10.25060/residpediatr-2026-1458

Enurese secundária e doença renal crônica em adolescente com medula ancorada: relato de caso

Secondary enuresis and chronic kidney disease in adolescent with anchored spinel cord: case report

Thaís Baylão Trevisan1; Paula Garcez Oliveira Hazan da Fonseca2; Maria Anna Brandão3; Eliane Maria Garcez Oliveira da Fonseca1,2

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OBJETIVO: Descrever um caso clínico de uma adolescente com diagnóstico tardio de disrafismo espinhal oculto, destacando as manifestações clínicas que levaram à suspeita, confirmação do diagnóstico e complicações.
RELATO DE CASO: Adolescente com história de enurese e infecções urinárias de repetição iniciadas aos 10 anos de idade. Nega sintomas urinários anteriores. Aos 11 anos foi internada devido à pielonefrite e insuficiência renal. Ao exame físico apresentava desvio do sulco interglúteo e dedos em garra. A ultrassonografia de rins e vias urinárias mostrou uretero-hidronefrose, a uretrocistografia miccional refluxo vesicoureteral bilateral grau V, avaliação urodinâmica com hiperatividade detrusora e dissinergia vesicoesfincteriana, e a ressonância magnética de coluna evidenciou lipomielomeningocele.
COMENTÁRIOS: O disrafismo oculto é uma malformação congênita da medula espinhal recoberta por pele íntegra. Na medula ancorada, há perda da mobilidade da medula espinhal e, com o crescimento, há o estiramento desta e aparecimento dos sintomas urológicos, intestinais e de membros inferiores caracterizando a síndrome da medula ancorada. O diagnóstico da medula ancorada no início da vida é fundamental para a boa evolução e prevenção de complicações muitas vezes irreversíveis. Entretanto, nesta fase, o seu diagnóstico pode ser um desafio, sendo necessário estar atento para a presença de estigmas neurocutâneos na região lombossacra, simetria do sulco interglúteo e membros inferiores.

Palavras-chave: Disrafismo espinal; Defeitos do tubo neural; Insuficiência renal crônica; Enurese

Resid Pediatr. 2026;16(2):1-7

DOI: 10.25060/residpediatr-2026-1469

Perfil clínico e laboratorial da Síndrome Inflamatória Multissistêmica Pediátrica (SIM-P) em crianças hospitalizadas em um hospital público

Clinical and laboratory profile of pediatric Multisystem Inflammatory Syndrome (MIS-C) in hospitalized children in a public hospital

Taiane Cechin1; Simone Bonatto2; Fernanda dos Santos Biazus1; Luana Castro Fauth1; Laura Bozzetti Sühnel1; Ana Paula Agostini1,2

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OBJETIVO: Avaliar a prevalência da síndrome inflamatória multissistêmica pediátrica nos pacientes internados em um hospital público universitário.
MÉTODO: Estudo transversal realizado por meio de uma análise dos dados documentados em prontuários de pacientes pediátricos internados em um hospital público devido à COVID-19 no período de julho/2021 a maio/2023. Foram incluídos no estudo pacientes com idade entre 0 e 12 anos e 11 meses e de ambos os sexos. Foram considerados SIM-P os casos que se enquadraram nos seguintes critérios: febre ≥38 °C por ≥3 dias, associada a dois dos critérios estabelecidos pela sociedade brasileira de pediatria. As variáveis numéricas foram descritas como média e desvio-padrão e as variáveis categóricas em percentuais. Na análise bivariada, utilizou-se o Qui-quadrado e o Teste de Fisher para as variáveis categóricas e o teste de Mann-Whitney para as variáveis numéricas. Foram consideradas estatisticamente significativas as associações com valor de p<0,05.
RESULTADOS: A amostra geral foi constituída por 45 pacientes, com infecção aguda pelo coronavírus, sendo que a idade média foi de 2,4±2,5 anos. A prevalência da SIM-P foi de 31,1% (IC95%: 19,5–45,6). Desses 14 pacientes, 57,2% tinham idade entre 1 e 5 anos, 85,8% não apresentavam comorbidades e 64,3% eram meninos. As manifestações cutâneas (p=0,033), alteração de marcadores inflamatórios (p<0,001) e a anemia (p=0,013) foram mais prevalentes no grupo SIM-P.
CONCLUSÃO: A prevalência da SIM-P relacionada à infecção aguda por COVID-19 foi de 31,1% (IC95%: 19,5–45,6). Esses pacientes apresentaram maior prevalência de anemia, manifestações mucocutâneas e alterações de marcadores inflamatórios.

Palavras-chave: COVID-19; Anemia; Proteína C-reativa; Síndrome de resposta inflamatória sistêmica; Criança

Resid Pediatr. 2021;11(3):1-4

DOI: 10.25060/residpediatr-2021.v11n3-223

Adolescente com síndrome de Edwards: relato de um caso raro

Teenager with Edwards’ syndrome: a rare case report

Igor Soares Trindade1; Marise Vilas Boas Pescador1

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199098
A síndrome de Edwards é uma doença genética grave (trissomia do cromossoma 18) e que possui um prognóstico bastante reservado, resultando em morte prematura do portador. Esse estudo teve como objetivo relatar um caso de sobrevida de uma paciente com a referida síndrome, atualmente com 12 anos de idade, com diagnóstico nos primeiros meses de vida, sua evolução clínica e os tratamentos realizados pela mesma. O tratamento multidisciplinar realizado pela adolescente desde os primeiros meses de vida reforça a importância dessa abordagem para melhora na qualidade de vida dos portadores dessa síndrome.

Palavras-chave: Síndrome de Edwards, Prognóstico, Qualidade de Vida.

Resid Pediatr. 2020;10(2):1-8

DOI: 10.25060/residpediatr-2020.v10n2-324

Manifestações cutâneas da COVID-19 na criança: revisão da literatura

Cutaneous manifestations of COVID-19 in children: literature review

Gabriela Roncada Haddad1; Paulo Gonçalves Martin2; Joelma Gonçalves Martin3

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198892
OBJETIVOS: A pandemia da COVID-19 atualmente representa um grande desafio. Os pulmões são o principal local de infecção, com sintomas que variam de leves a desconforto respiratório letal, além de acometimento de diversos órgãos ou sistemas. A população pediátrica parece ser afetada em menor proporção e em menor gravidade, sendo a maioria dos casos descritos como assintomáticos, leves ou moderados. Diversos casos apresentam manifestações cutâneas. O objetivo deste artigo é revisar na literatura os achados descritos, particularmente na faixa etária pediátrica, auxiliando no entendimento da doença e na suspeição clínica.
MÉTODOS: Foram pesquisados artigos publicados desde o início da pandemia através da base de dados PubMed.
RESULTADOS: Entre os relatos de manifestações cutâneas, o achado mais comum foi o rash eritematoso maculopapular, seguido de lesões papulovesiculares no padrão da varicela e lesões urticariformes. Houve também a descrição de lesões acrais purpúricas, livedo reticular e petéquias. As lesões descritas atingiram prioritariamente o tronco, mãos e pés.
CONCLUSÃO: Os achados cutâneos da COVID-19 são semelhantes aos encontrados em outras doenças de etiologia viral. Existe ainda a possibilidade das lesões serem devidas às diversas medicações que, particularmente, os pacientes com quadros clínicos mais graves fazem uso. Devemos também nos atentar para a possibilidade da manifestação inicial da doença ser cutânea. Os autores alertam para a possibilidade de que pacientes na faixa etária pediátrica tenham lesões cutâneas como manifestação única ou acompanhada de sintomas leves, e que estas podem ser semelhantes a outras doenças frequentes na infância.

Palavras-chave: Infecções por Coronavírus Manifestações Cutâneas Revisão.

Resid Pediatr. 2020;10(3):1-5

DOI: 10.25060/residpediatr-2020.v10n3-90

Miosite aguda benigna da infância: Resultados de um estudo prospectivo realizado em um pronto-atendimento pediátrico

Acute benign myositis of childhood: Results of a prospective study performed in a pediatric emergency department

Vanuza Maria Rosa1; Gabriela de Sio Puetter Kuzma1; Luana Alves Miranda Hornung1; Márcia Bandeira2

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195341
OBJETIVO: A miosite benigna da infância é caracterizada pelo acometimento musculoesquelético agudo após um quadro de infecção viral, levando a limitações transitórias da deambulação. O objetivo do nosso trabalho é avaliar o perfil clínico-laboratorial de pacientes atendidos em pronto atendimento pediátrico.
MÉTODOS: Estudo prospectivo em pacientes com sinais clínicos e laboratoriais de miosite viral no período de agosto de 2017 a agosto de 2018.
RESULTADOS: Foram analisados 20 pacientes no período de 12 meses. A média de idade foi 8,25 anos. Destes, 83% apresentaram sintomas infecciosos na semana anterior ao quadro álgico. Ao diagnóstico, os sintomas foram dor nas panturrilhas, limitação na deambulação, anormalidade da marcha, mialgia difusa e fraqueza em panturrilhas. A alteração laboratorial mais significativa foi a elevação da CPK (média 3359,556U/L), seguida de TGO (média 131U/L) e TGP (média 64,66U/L). O tempo médio de resolução dos sintomas clínicos foi de 3 dias e em 7 dias todos os exames estavam normais.
CONCLUSÃO: Apesar de não se conhecer a real incidência da doença, o quadro doloroso e de limitação de deambulação gera preocupação para a família e médicos assistentes. Ressaltamos a importância do conhecimento desta condição para evitar-se exames desnecessários e para que condições mais graves não tenham seu diagnóstico atrasado.

Palavras-chave: Miosite, Mialgia, Criança, Pediatria.

Resid Pediatr. 2017;7(1):39-41

DOI: 10.25060/residpediatr-2017.v7n1-09

Os princípios bioéticos

Bioethical principles

Carlindo de Souza Machado e Silva Filho1

185198

Resid Pediatr. 2022;12(1):1-4

DOI: 10.25060/residpediatr-2022.v12n1-433

TOD: perspectivas comportamentais e sua associação ao TDAH e à TC

ODD: behavioural perspectives and their association with ADHD and CT

Taynara Souza Silva1; Julia Sachetin Fontoura1; Viviane Araújo e Silva de Carvalho2; Glenia Arantes Maia1

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184195
O transtorno de oposição desafiante (TOD) é caracterizado por distúrbios do controle de impulsos e da conduta, e por comportamentos agressivos. Frequentemente é associado a outros transtornos, em especial ao transtorno de conduta (TC) e ao transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (TDAH). Trata-se de uma revisão integrativa da literatura médica de natureza qualitativa, que objetiva apresentar quais são as perspectivas para um paciente com TOD e suas principais associações: TC e TDAH. Essas psicopatologias influenciam diretamente relações pessoais e profissionais dos indivíduos e são associados a maior propensão a agressões, crimes e furtos quando não controladas. Portanto, é fundamental diagnosticar esses transtornos e promover as intervenções necessárias.

Palavras-chave: Transtornos de Déficit da Atenção e do Comportamento Disruptivo, Transtornos Disruptivos de Controle do Impulso e da Conduta, Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade.

Resid Pediatr. 2017;7(2):69-72

DOI: 10.25060/residpediatr-2017.v7n2-04

Urticária aguda como manifestação de infecções virais na infância

Acute urticaria as a manifestation of viral infections in childhood

Bruna Piassi Guaitolini1; Priscilla Filippo Alvim de Minas Santos2; Gabriela Dias3; Denise Pedrazzi4; Eduardo Costa5

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13895
OBJETIVO: Relatar série de casos de urticária aguda associada a infecções virais.
MATERIAL E MÉTODOS: Relato de série de casos de crianças com diagnóstico de urticária aguda associada a infecções virais e revisão da literatura.
RESULTADOS: Foram avaliados sete pacientes, sendo três do genêro feminino, com idade média de 3 anos. Três pacientes apresentaram lesões urticariformes, sem outros sintomas associados. Os demais pacientes apresentaram quadro prévio característico de infecção de vias aéreas superiores. Todos foram avaliados em serviço de emergência, medicados com anti-histamínicos e referenciados para avaliação por especialista em alergia e imunologia. O período de remissão da urticária variou entre 5 a 15 dias. Na investigação diagnóstica, duas crianças apresentaram sorologia IgM reativa para Parvovírus B19, três apresentaram sorologia IgM reativa para vírus de Epstein Barr (EBV), uma apresentou IgM reativa para EBV e para vírus Herpes simplex I e II e uma apresentou IgM reativa para Herpes simplex I e II.
CONCLUSÃO: A urticária aguda é uma doença comum na infância, sendo a história clínica e o exame físico detalhados essenciais para o seu diagnóstico etiológico. O pediatra deve estar atento aos principais fatores desencadeantes, entre eles, as infecções virais.

Palavras-chave: urticária, criança, viroses.

Resid Pediatr. 2018;8(1):27-37

DOI: 10.25060/residpediatr-2018.v8n1-04

Principais dúvidas dos pediatras sobre tuberculose em crianças e adolescentes

The main questions of pediatricians about children and adolescents with tuberculosis

Rosana Alves1; Sabrina Marini Araujo Saar2; Clemax Couto Sant’Anna3

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11737
OBJETIVO: A tuberculose (TB) infantil é assunto de grande relevância e, por haver dificuldades por parte dos pediatras sobre vários aspectos da doença e da infecção latente (ILTB), busca-se conhecer quais são estas dificuldades, para promover meios de divulgação da informação.
MÉTODOS: Este trabalho consistiu em agrupar as perguntas mais frequentes dos pediatras sobre TB na criança e no adolescente, realizadas em oito Congressos Brasileiros de Pediatria e de Pneumologia Pediátrica em um período de 12 anos, de 2003 a 2015.
RESULTADOS: Cerca de 200 perguntas foram anotadas pelos autores, referentes a: diagnóstico na criança sintomática ou com ILTB (60%); vacinação BCG (10%); Prova Tuberculínica e outros métodos diagnósticos (10%); tratamento (10%); abordagem do recém-nascido (RN) contato (5%) e cuidados de prevenção do Profissional de Saúde (5%). Foram destacadas 25 perguntas frequentes que abordassem todos estes aspectos, tais como: “Como investigar e tratar TB e ILTB?”; “O que fazer, se não houver cicatriz BCG?”; “O que é Teste Rápido Molecular?”; “O tratamento da TB mudou na criança?”; “O que fazer com o RN coabitante de bacilífero?”; “Como prevenir TB em Profissionais de Saúde?”.
CONCLUSÕES: As mesmas perguntas se mantiveram em anos, mudando quando havia também alterações nas normas para o controle da tuberculose, como um novo teste diagnóstico ou a mudança do tratamento. As respostas foram organizadas em textos de fácil consulta, um material didático que potencialize a atuação do profissional no combate à TB.

Palavras-chave: tuberculose, criança, adolescente, conhecimento, pediatria.

Resid Pediatr. 2021;11(3):1-5

DOI: 10.25060/residpediatr-2021.v11n3-186

Tratamento da bronquiolite viral aguda

Treatment of acute viral bronchiolitis

Carla Cristiane Dall’ Olio1; Maria de Fatima Pombo Sant’ Anna2; Clemax Couto Sant’ Anna3

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INTRODUÇÃO: A bronquiolite viral aguda (BVA) é uma das principais infecções respiratórias em lactentes. São relatadas informações disponíveis sobre o tratamento da BVA em crianças menores de 2 anos, com base nas evidências científicas mais recentes publicadas na literatura.
MÉTODOS: Realizada revisão simples não sistemática nos sites PubMed e Cochrane usando os termos “bronquiolite”, “bronquiolite viral”, “lactente” e “tratamento” na língua portuguesa. Na língua inglesa os termos foram: “bronchiolitis”, “viral bronchiolitis”, “infant” e “drug therapy”. O período da busca foi de 15 anos, de 2004 a 2019. Os materiais obtidos tiveram o título e o resumo lidos; quando os documentos relatavam evidências mais recentes sobre o assunto, eram lidos na íntegra.
RESULTADOS: Nas bases de dados citadas foram encontradas 1.091 revisões não sistemáticas, 113 protocolos clínicos, 3 editoriais, 243 artigos. Os tratamentos mais aceitos atualmente para BVA são a suplementação de oxigênio na presença de hipoxemia e o suporte ventilatório não invasivo ou invasivo, de acordo com a gravidade do quadro de insuficiência respiratória.
DISCUSSÃO: O maior conhecimento sobre a fisiopatologia da BVA permitiu a revisão dos tratamentos utilizados no passado e agora. O tratamento da BVA merece uma reflexão e novas propostas de intervenção, visto que os níveis de evidências científicas atuais não apoiam o uso de corticoides e beta 2 adrenérgicos, práticas rotineiras dos pediatras. Preconiza-se a estabilização clínica do paciente, oxigenoterapia e suporte ventilatório.

Palavras-chave: Bronquiolite, Bronquiolite Viral, Lactente, Tratamento Farmacológico.

Resid Pediatr. 2015;5(3):122-127

Hipoxemia como preditor de gravidade em pacientes internados com pneumonia

Hypoxemia as a predictor of severity in hospitalized patients with pneumonia

Maria Anáide Zacchê de Sá Abreu e Lima1; Luiza Menezes Vieira de Mello2; George Henrique Cordeiro Serra1; Débora Ellen Pessoa Lima3; Eduardo Jorge da Fonseca Lima4

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OBJETIVOS: Analisar a presença de hipoxemia na admissão de pacientes com pneumonia, correlacionando com a evolução clínica insatisfatória e o surgimento de complicações.
MÉTODOS: Série de casos com 120 pacientes, de 1 mês a 5 anos de idade, internados por pneumonia no ano de 2012 em um hospital de referência do Recife. Foram analisadas variáveis demográficas, clínicas e de desfecho final. O diagnóstico de pneumonia foi baseado nos critérios clínicos e radiológicos. Hipoxemia foi considerada quando a saturação de oxigênio foi < 92% e/ou houve uso de oxigênio durante o internamento hospitalar.
RESULTADOS: 58 pacientes (48,3%) internados com pneumonia apresentaram hipóxia. 48 crianças (40%) tinham menos que 1 ano de idade e apenas 33 (27,5%) eram maiores que 2 anos. A frequência de baixo peso ao nascer foi de 16% e a associação desta variável com hipóxia foi significante (p < 0,02). Prematuridade foi encontrada em 10,6%. 105 pacientes (87,5%) foram classificados como pneumonia grave ou muito grave. Derrame pleural ocorreu em 30 pacientes e destes, 18 (60%) apresentaram hipóxia. A forma de oxigênio mais utilizada foi a máscara de Venturi (48%). A duração do internamento foi de até 7 dias em 90,8%. Houve necessidade de transferência de 3 pacientes para a UTI (2,5%) e a taxa de letalidade foi de 2,5%.
CONCLUSÕES: Nosso estudo ressaltou a importância da saturometria na admissão de pacientes com pneumonia e reforça sua realização na rotina, já que consideramos a hipoxemia como um preditor de evolução clínica desfavorável.

Palavras-chave: pneumonia, oximetria, evolução clínica, gravidade do paciente.

Resid Pediatr. 2019;9(3):28

DOI: 10.25060/residpediatr-2019.v9n3-33

Fluidoterapia de manutenção em crianças doentes: estado da arte

Maintenance fluid therapy in sick children: state of art

Emannuely Juliani Souza Izidoro1; Adriana Koliski1

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Fluidos intravenosos são frequentemente usados em pediatria, mas estão associados com efeitos adversos significativos. Compreender a composição dos fluidos prescritos e administrá-los nas taxas adequadas é essencial para a prescrição segura. O uso de fluidos isotônicos pode diminuir o risco de hiponatremia com redução da morbimortalidade infantil. A literatura recente demonstra uma maior incidência de desordens do equilíbrio acidobásico e maior risco de lesão renal aguda com as soluções isotônicas, sendo proposto o uso de fluidos balanceados para minimizar tais danos. O objetivo desta revisão não sistemática é verificar as recomendações atuais quanto a administração da fluidoterapia endovenosa, bem como auxiliar no reconhecimento dos efeitos adversos mais comuns da terapia de manutenção e as razões para escolha de diferentes tipos de fluidos. Concluiu-se que a prescrição de fluidos endovenosos deve ser considerada medicamentosa e que seus riscos e efeitos adversos devem ser considerados e continuadamente monitorizados.

Palavras-chave: Hidratação, efeitos adversos, Estado de Hidratação do Organismo, Criança Hospitalizada.

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