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ISSN (On-line) 2236-6814

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Resid Pediátr. 2026;16(1):1-1

DOI: 10.25060/residpediatr-2026.v16n1-editorial

15 Milhões de Acessos: Uma Trajetória de Excelência e Compromisso

15 Million Accesses: A Trajectory of Excellence and Commitment to Pediatrics

Marilene Crispino1; Clemax Sant'Anna1

Resid Pediátr. 2026;16(1):1-11

Eficácia e segurança do uso da Cannabis medicinal no transtorno do espectro autista: uma revisão integrativa

Efficacy and safety of medicinal Cannabis use in autism spectrum disorder: an integrative review

Poliana Cristina Carmona Molinari1; Laize Rodrigues Boulhosa Pires2; Vanessa Medeiros Bezerra2; Lays Carvalho Cardoso de Mello2

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INTRODUÇÃO: O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é um transtorno neuropsicomotor complexo, caracterizado pela presença de comportamentos restritos e repetitivos, sensibilidade sensorial e comprometimento na comunicação social e linguagem. Representa desafios significativos para os pacientes, suas famílias e os sistemas de saúde, frequentemente exigindo uma abordagem multidisciplinar ampla para seu manejo. Intervenções tradicionais, como terapia comportamental e tratamentos farmacológicos, apresentam níveis variados de eficácia. Nesse cenário, surge o interesse crescente pela planta Cannabis sativa no tratamento e controle dos sintomas do TEA. OBJETIVO: Avaliar as evidências relacionadas à eficácia e à segurança do uso da Cannabis no tratamento dos sintomas no TEA. MÉTODO: Foi realizada uma revisão integrativa, nas bases de dados PubMed, LILACS e Cochrane Library, de artigos publicados nos últimos 5 anos. RESULTADOS: A amostra foi composta por 13 artigos. Os achados sugerem que a Cannabis, especialmente o canabidiol, pode resultar em melhorias nos sintomas do TEA como inquietação, irritabilidade, comportamentos estereotipados, interação social e regulação emocional, variando de acordo com as características individuais e a gravidade desse transtorno. CONCLUSÃO: O CBD pode melhorar os sintomas do TEA, especialmente quando combinado com doses baixas de tetraidrocanabidiol (THC). No entanto, para validar esses achados, são necessários estudos mais rigorosos como ensaios clínicos randomizados duplo-cego. Apesar dos resultados promissores, a falta de dados conclusivos sobre a segurança e eficácia impede que a Cannabis seja recomendada como tratamento padrão para os sintomas do TEA, porém revela um potencial significativo para melhorar sintomas e a qualidade de vida dos pacientes.

Palavras-chave: Cannabis; Transtorno do Espectro Autista; Criança; Canabidiol; Pediatria

Resid Pediátr. 2026;16(1):1-6

DOI: 10.25060/residpediatr-2026-1397

Eficácia da cetamina na sedoanalgesia pediátrica para a intubação orotraqueal: uma revisão sistemática

Efficacy of ketamine in pediatric sedoanalgesia for orotracheal intubation: a systematic review

Isabelle Cadore Galli1; Juliana Vidotti de Jesus1; Carlos Roberto Calil Anunciação1; Gelson Felisberto Miranda Junior1; Jonathan Monteiro Martins de Mello1; Luisa Fontes Cury Roder1; Mariana Vidotti de Jesus2; Priscila Analu da Silva Previato1; Raul José do Nascimento Moreira1; Ruan Silva Barros1; Victor Nahuel Carruesco1

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OBJETIVO: Comparar a eficácia e os efeitos da administração de cetamina com outros fármacos para sedoanalgesia durante a intubação orotraqueal em pacientes pediátricos hospitalizados. MÉTODO: Revisão sistemática em inglês e português, utilizando as bases de dados PubMed/MEDLINE e LILACS. Foram empregados os descritores “Ketamine” AND “Fentanyl” AND “Propofol” AND “Midazolam” AND “Children”. Após a aplicação dos critérios de inclusão e exclusão, 114 artigos foram inicialmente selecionados para análise, resultando na inclusão de 11 artigos para a extração dos dados. RESULTADO: O estudo compreendeu 7.868 indivíduos de 0 a 18 anos. Observou-se que a administração intranasal de cetamina é uma excelente alternativa em situações de contraindicação ao uso de opioides. Comparando com o sevoflurano para prevenção de agitações, verificou-se que o sevoflurano não é seguro, enquanto a combinação de cetamina intranasal com midazolam apresentou melhores efeitos na indução anestésica e na recuperação. Ademais, um dos estudos revelou que a associação de cetamina com fentanil elevou a pressão arterial e o risco relativo até 30 minutos após a inserção da máscara laríngea, embora tenha proporcionado parâmetros hemodinâmicos mais estáveis e efeitos vantajosos na recuperação dos pacientes. CONCLUSÃO: A eficácia da cetamina pode variar conforme a via de administração e a dosagem utilizada, com a forma nebulizada nas doses entre 1,5mg/kg e 2mg/kg demonstrando maior eficácia. Dessa forma, a cetamina se configura como uma opção eficaz, segura e versátil para procedimentos de intubação orotraqueal em pediatria, representando uma alternativa não opioide viável e com perfil de segurança favorável.

Palavras-chave: Intubação intratraqueal; Criança; Adolescente; Ketamina; Anestésicos; Hospitalização

Resid Pediátr. 2026;16(1):1-7

DOI: 10.25060/residpediatr-2026-1391

Prevalência do excesso de peso e fatores de risco associados à obesidade e síndrome metabólica entre adolescentes em um hospital terciário do Distrito Federal

Prevalence of overweight and risk factors associated with obesity and metabolic syndrome among adolescents in a tertiary hospital in the Federal District

Ana Carolina Sales Jreige1; Marilucia Rocha de Almeida Picanço1; Wesley Soares Pires2; Tiago da Rocha Araújo2

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OBJETIVO: Verificar a prevalência da obesidade e síndrome metabólica e seus respectivos fatores de risco em adolescentes de um serviçode referência noDistritoFederal. MÉTODO:A amostra constitui-se de 47 adolescentes de 10 a 17 anos de idade.A classificação do estado nutricional foi realizada por meio do índice demassa corporal,por idade estabelecida pela Organização Mundialde Saúde. RESULTADOS: O espaço amostral foi de 47 adolescentes, sendo 23 (48,94%) eutróficos, 12 (25,53%) com sobrepeso, 8 (17,02%) obesos e 4 (8,51%) magreza. Dentre esses, 21,28% apresentaram obesidade abdominal e 38,30% hipertensão arterial. Dentre os 32 adolescentes que realizaram os exames laboratoriais, destacam-se as seguintes médias obtidas: glicemia de 87,27 mg/dL, colesterol total de154,09 mg/dL,HDL de47,87 mg/dL etriglicerídeos de71,52mg/dL. Asíndromemetabólica não foi diagnosticada em nenhum dos analisados, mas a obesidade e outros fatores de risco foram identificados, como o aumento da cintura abdominal e hipertensão arterial. Todos os adolescentes obesos tinham pelo menos um fator de risco presente. CONCLUSÃO: Não se encontrou paciente com síndrome metabólica na população estudada dado os critérios estabelecidos. Porém, destaca-se que o tamanho amostral pode ter sido fator importante para os resultados. Portanto, faz-se necessários outros estudos com a ampliação da amostra.

Palavras-chave: Adolescente; Síndrome metabólica; Fatores de risco; Obesidade

Resid Pediátr. 2026;16(1):1-6

DOI: 10.25060/residpediatr-2026-1416

Síncope neurocardiogênica em pediatria: avaliação da resposta ao Teste de Inclinação

Neurocardiogenic syncope in children: head-up Tilt Test response evaluation

Letícia Bergo Veronesi1; Rossano Cesar Bonatto2; Nathália Rocha da Silva3; Carlos Roberto Padovani3

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INTRODUÇÃO: A síncope é uma perda súbita e transitória de consciência, associada à perda do tônus postural seguida de recuperação espontânea. A síncope vasovagal (neurocardiogênica) é a causa mais comum de síncope em crianças. O teste de inclinação (Tilt test) é utilizado como um dos critérios diagnósticos, e pode apresentar três tipos de respostas: vasovagal (sendo vasodepressora, cardioinibitória ou mista), disautonômica e síndrome da taquicardia postural ortostática (STPO). MÉTODOS: Estudo clínico observacional de corte transversal, com coleta de dados de crianças e adolescentes com diagnóstico de síncope submetidas ao Tilt test, a partir da consulta dos prontuários eletrônicos de um hospital terciário. Os dados foram submetidos à análise estatística, considerando nível de significância de 5%. RESULTADOS: De 378 pacientes com diagnóstico clínico de síncope, 212 foram submetidos ao Tilt test, com predominância estatisticamente significante de resultados negativos (58,8%). Houve predomínio da resposta vasovagal (89,5%) em relação à disautonomia e STPO. A resposta tipo vasodepressora foi mais frequente que a resposta mista que, por sua vez, foi mais frequente que a resposta tipo cardioinibitória. A mediana da idade foi maior nos pacientes submetidos ao Tilt test (152,5 meses x 115,4 meses; p<0,05), assim como nos que apresentaram resultado positivo (170,7 meses x 138,8 meses, p<0,05). CONCLUSÕES: A maioria dos pacientes submetidos ao Tilt test apresentaram resultado negativo, mostrando que o exame foi realizado sem sua real necessidade. Sua indicação precisa fundar-se em critérios mais objetivos, caso contrário, configura-se como uma prática desnecessária e dispendiosa.

Palavras-chave: Teste da Mesa Inclinada; Pediatria; Síncope Vasovagal

Resid Pediátr. 2020;10(2):1-8

DOI: 10.25060/residpediatr-2020.v10n2-324

Manifestações cutâneas da COVID-19 na criança: revisão da literatura

Cutaneous manifestations of COVID-19 in children: literature review

Gabriela Roncada Haddad1; Paulo Gonçalves Martin2; Joelma Gonçalves Martin3

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198636
OBJETIVOS: A pandemia da COVID-19 atualmente representa um grande desafio. Os pulmões são o principal local de infecção, com sintomas que variam de leves a desconforto respiratório letal, além de acometimento de diversos órgãos ou sistemas. A população pediátrica parece ser afetada em menor proporção e em menor gravidade, sendo a maioria dos casos descritos como assintomáticos, leves ou moderados. Diversos casos apresentam manifestações cutâneas. O objetivo deste artigo é revisar na literatura os achados descritos, particularmente na faixa etária pediátrica, auxiliando no entendimento da doença e na suspeição clínica.
MÉTODOS: Foram pesquisados artigos publicados desde o início da pandemia através da base de dados PubMed.
RESULTADOS: Entre os relatos de manifestações cutâneas, o achado mais comum foi o rash eritematoso maculopapular, seguido de lesões papulovesiculares no padrão da varicela e lesões urticariformes. Houve também a descrição de lesões acrais purpúricas, livedo reticular e petéquias. As lesões descritas atingiram prioritariamente o tronco, mãos e pés.
CONCLUSÃO: Os achados cutâneos da COVID-19 são semelhantes aos encontrados em outras doenças de etiologia viral. Existe ainda a possibilidade das lesões serem devidas às diversas medicações que, particularmente, os pacientes com quadros clínicos mais graves fazem uso. Devemos também nos atentar para a possibilidade da manifestação inicial da doença ser cutânea. Os autores alertam para a possibilidade de que pacientes na faixa etária pediátrica tenham lesões cutâneas como manifestação única ou acompanhada de sintomas leves, e que estas podem ser semelhantes a outras doenças frequentes na infância.

Palavras-chave: Infecções por Coronavírus Manifestações Cutâneas Revisão.

Resid Pediátr. 2021;11(3):1-4

DOI: 10.25060/residpediatr-2021.v11n3-223

Adolescente com síndrome de Edwards: relato de um caso raro

Teenager with Edwards’ syndrome: a rare case report

Igor Soares Trindade1; Marise Vilas Boas Pescador1

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198630
A síndrome de Edwards é uma doença genética grave (trissomia do cromossoma 18) e que possui um prognóstico bastante reservado, resultando em morte prematura do portador. Esse estudo teve como objetivo relatar um caso de sobrevida de uma paciente com a referida síndrome, atualmente com 12 anos de idade, com diagnóstico nos primeiros meses de vida, sua evolução clínica e os tratamentos realizados pela mesma. O tratamento multidisciplinar realizado pela adolescente desde os primeiros meses de vida reforça a importância dessa abordagem para melhora na qualidade de vida dos portadores dessa síndrome.

Palavras-chave: Síndrome de Edwards, Prognóstico, Qualidade de Vida.

Resid Pediátr. 2020;10(3):1-5

DOI: 10.25060/residpediatr-2020.v10n3-90

Miosite aguda benigna da infância: Resultados de um estudo prospectivo realizado em um pronto-atendimento pediátrico

Acute benign myositis of childhood: Results of a prospective study performed in a pediatric emergency department

Vanuza Maria Rosa1; Gabriela de Sio Puetter Kuzma1; Luana Alves Miranda Hornung1; Márcia Bandeira2

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193831
OBJETIVO: A miosite benigna da infância é caracterizada pelo acometimento musculoesquelético agudo após um quadro de infecção viral, levando a limitações transitórias da deambulação. O objetivo do nosso trabalho é avaliar o perfil clínico-laboratorial de pacientes atendidos em pronto atendimento pediátrico.
MÉTODOS: Estudo prospectivo em pacientes com sinais clínicos e laboratoriais de miosite viral no período de agosto de 2017 a agosto de 2018.
RESULTADOS: Foram analisados 20 pacientes no período de 12 meses. A média de idade foi 8,25 anos. Destes, 83% apresentaram sintomas infecciosos na semana anterior ao quadro álgico. Ao diagnóstico, os sintomas foram dor nas panturrilhas, limitação na deambulação, anormalidade da marcha, mialgia difusa e fraqueza em panturrilhas. A alteração laboratorial mais significativa foi a elevação da CPK (média 3359,556U/L), seguida de TGO (média 131U/L) e TGP (média 64,66U/L). O tempo médio de resolução dos sintomas clínicos foi de 3 dias e em 7 dias todos os exames estavam normais.
CONCLUSÃO: Apesar de não se conhecer a real incidência da doença, o quadro doloroso e de limitação de deambulação gera preocupação para a família e médicos assistentes. Ressaltamos a importância do conhecimento desta condição para evitar-se exames desnecessários e para que condições mais graves não tenham seu diagnóstico atrasado.

Palavras-chave: Miosite, Mialgia, Criança, Pediatria.

Resid Pediátr. 2017;7(1):39-41

DOI: https://doi.org/10.25060/residpediatr-2017.v7n1-09

Os princípios bioéticos

Bioethical principles

Carlindo de Souza Machado e Silva Filho1

184634

Resid Pediátr. 2022;12(1):1-4

DOI: 10.25060/residpediatr-2022.v12n1-433

TOD: perspectivas comportamentais e sua associação ao TDAH e à TC

ODD: behavioural perspectives and their association with ADHD and CT

Taynara Souza Silva1; Julia Sachetin Fontoura1; Viviane Araújo e Silva de Carvalho2; Glenia Arantes Maia1

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183705
O transtorno de oposição desafiante (TOD) é caracterizado por distúrbios do controle de impulsos e da conduta, e por comportamentos agressivos. Frequentemente é associado a outros transtornos, em especial ao transtorno de conduta (TC) e ao transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (TDAH). Trata-se de uma revisão integrativa da literatura médica de natureza qualitativa, que objetiva apresentar quais são as perspectivas para um paciente com TOD e suas principais associações: TC e TDAH. Essas psicopatologias influenciam diretamente relações pessoais e profissionais dos indivíduos e são associados a maior propensão a agressões, crimes e furtos quando não controladas. Portanto, é fundamental diagnosticar esses transtornos e promover as intervenções necessárias.

Palavras-chave: Transtornos de Déficit da Atenção e do Comportamento Disruptivo, Transtornos Disruptivos de Controle do Impulso e da Conduta, Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade.

Resid Pediátr. 2017;7(2):69-72

DOI: https://doi.org/10.25060/residpediatr-2017.v7n2-04

Urticária aguda como manifestação de infecções virais na infância

Acute urticaria as a manifestation of viral infections in childhood

Bruna Piassi Guaitolini1; Priscilla Filippo Alvim de Minas Santos2; Gabriela Dias3; Denise Pedrazzi4; Eduardo Costa5

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OBJETIVO: Relatar série de casos de urticária aguda associada a infecções virais.
MATERIAL E MÉTODOS: Relato de série de casos de crianças com diagnóstico de urticária aguda associada a infecções virais e revisão da literatura.
RESULTADOS: Foram avaliados sete pacientes, sendo três do genêro feminino, com idade média de 3 anos. Três pacientes apresentaram lesões urticariformes, sem outros sintomas associados. Os demais pacientes apresentaram quadro prévio característico de infecção de vias aéreas superiores. Todos foram avaliados em serviço de emergência, medicados com anti-histamínicos e referenciados para avaliação por especialista em alergia e imunologia. O período de remissão da urticária variou entre 5 a 15 dias. Na investigação diagnóstica, duas crianças apresentaram sorologia IgM reativa para Parvovírus B19, três apresentaram sorologia IgM reativa para vírus de Epstein Barr (EBV), uma apresentou IgM reativa para EBV e para vírus Herpes simplex I e II e uma apresentou IgM reativa para Herpes simplex I e II.
CONCLUSÃO: A urticária aguda é uma doença comum na infância, sendo a história clínica e o exame físico detalhados essenciais para o seu diagnóstico etiológico. O pediatra deve estar atento aos principais fatores desencadeantes, entre eles, as infecções virais.

Palavras-chave: urticária, criança, viroses.

Resid Pediátr. 2018;8(1):27-37

DOI: 10.25060/residpediatr-2018.v8n1-04

Principais dúvidas dos pediatras sobre tuberculose em crianças e adolescentes

The main questions of pediatricians about children and adolescents with tuberculosis

Rosana Alves1; Sabrina Marini Araujo Saar2; Clemax Couto Sant’Anna3

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OBJETIVO: A tuberculose (TB) infantil é assunto de grande relevância e, por haver dificuldades por parte dos pediatras sobre vários aspectos da doença e da infecção latente (ILTB), busca-se conhecer quais são estas dificuldades, para promover meios de divulgação da informação.
MÉTODOS: Este trabalho consistiu em agrupar as perguntas mais frequentes dos pediatras sobre TB na criança e no adolescente, realizadas em oito Congressos Brasileiros de Pediatria e de Pneumologia Pediátrica em um período de 12 anos, de 2003 a 2015.
RESULTADOS: Cerca de 200 perguntas foram anotadas pelos autores, referentes a: diagnóstico na criança sintomática ou com ILTB (60%); vacinação BCG (10%); Prova Tuberculínica e outros métodos diagnósticos (10%); tratamento (10%); abordagem do recém-nascido (RN) contato (5%) e cuidados de prevenção do Profissional de Saúde (5%). Foram destacadas 25 perguntas frequentes que abordassem todos estes aspectos, tais como: “Como investigar e tratar TB e ILTB?”; “O que fazer, se não houver cicatriz BCG?”; “O que é Teste Rápido Molecular?”; “O tratamento da TB mudou na criança?”; “O que fazer com o RN coabitante de bacilífero?”; “Como prevenir TB em Profissionais de Saúde?”.
CONCLUSÕES: As mesmas perguntas se mantiveram em anos, mudando quando havia também alterações nas normas para o controle da tuberculose, como um novo teste diagnóstico ou a mudança do tratamento. As respostas foram organizadas em textos de fácil consulta, um material didático que potencialize a atuação do profissional no combate à TB.

Palavras-chave: tuberculose, criança, adolescente, conhecimento, pediatria.

Resid Pediátr. 2021;11(3):1-5

DOI: 10.25060/residpediatr-2021.v11n3-186

Tratamento da bronquiolite viral aguda

Treatment of acute viral bronchiolitis

Carla Cristiane Dall’ Olio1; Maria de Fatima Pombo Sant’ Anna2; Clemax Couto Sant’ Anna3

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INTRODUÇÃO: A bronquiolite viral aguda (BVA) é uma das principais infecções respiratórias em lactentes. São relatadas informações disponíveis sobre o tratamento da BVA em crianças menores de 2 anos, com base nas evidências científicas mais recentes publicadas na literatura.
MÉTODOS: Realizada revisão simples não sistemática nos sites PubMed e Cochrane usando os termos “bronquiolite”, “bronquiolite viral”, “lactente” e “tratamento” na língua portuguesa. Na língua inglesa os termos foram: “bronchiolitis”, “viral bronchiolitis”, “infant” e “drug therapy”. O período da busca foi de 15 anos, de 2004 a 2019. Os materiais obtidos tiveram o título e o resumo lidos; quando os documentos relatavam evidências mais recentes sobre o assunto, eram lidos na íntegra.
RESULTADOS: Nas bases de dados citadas foram encontradas 1.091 revisões não sistemáticas, 113 protocolos clínicos, 3 editoriais, 243 artigos. Os tratamentos mais aceitos atualmente para BVA são a suplementação de oxigênio na presença de hipoxemia e o suporte ventilatório não invasivo ou invasivo, de acordo com a gravidade do quadro de insuficiência respiratória.
DISCUSSÃO: O maior conhecimento sobre a fisiopatologia da BVA permitiu a revisão dos tratamentos utilizados no passado e agora. O tratamento da BVA merece uma reflexão e novas propostas de intervenção, visto que os níveis de evidências científicas atuais não apoiam o uso de corticoides e beta 2 adrenérgicos, práticas rotineiras dos pediatras. Preconiza-se a estabilização clínica do paciente, oxigenoterapia e suporte ventilatório.

Palavras-chave: Bronquiolite, Bronquiolite Viral, Lactente, Tratamento Farmacológico.

Resid Pediátr. 2015;5(3):122-127

Hipoxemia como preditor de gravidade em pacientes internados com pneumonia

Hypoxemia as a predictor of severity in hospitalized patients with pneumonia

Maria Anáide Zacchê de Sá Abreu e Lima1; Luiza Menezes Vieira de Mello2; George Henrique Cordeiro Serra1; Débora Ellen Pessoa Lima3; Eduardo Jorge da Fonseca Lima4

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OBJETIVOS: Analisar a presença de hipoxemia na admissão de pacientes com pneumonia, correlacionando com a evolução clínica insatisfatória e o surgimento de complicações.
MÉTODOS: Série de casos com 120 pacientes, de 1 mês a 5 anos de idade, internados por pneumonia no ano de 2012 em um hospital de referência do Recife. Foram analisadas variáveis demográficas, clínicas e de desfecho final. O diagnóstico de pneumonia foi baseado nos critérios clínicos e radiológicos. Hipoxemia foi considerada quando a saturação de oxigênio foi < 92% e/ou houve uso de oxigênio durante o internamento hospitalar.
RESULTADOS: 58 pacientes (48,3%) internados com pneumonia apresentaram hipóxia. 48 crianças (40%) tinham menos que 1 ano de idade e apenas 33 (27,5%) eram maiores que 2 anos. A frequência de baixo peso ao nascer foi de 16% e a associação desta variável com hipóxia foi significante (p < 0,02). Prematuridade foi encontrada em 10,6%. 105 pacientes (87,5%) foram classificados como pneumonia grave ou muito grave. Derrame pleural ocorreu em 30 pacientes e destes, 18 (60%) apresentaram hipóxia. A forma de oxigênio mais utilizada foi a máscara de Venturi (48%). A duração do internamento foi de até 7 dias em 90,8%. Houve necessidade de transferência de 3 pacientes para a UTI (2,5%) e a taxa de letalidade foi de 2,5%.
CONCLUSÕES: Nosso estudo ressaltou a importância da saturometria na admissão de pacientes com pneumonia e reforça sua realização na rotina, já que consideramos a hipoxemia como um preditor de evolução clínica desfavorável.

Palavras-chave: pneumonia, oximetria, evolução clínica, gravidade do paciente.

Resid Pediátr. 2019;9(3):28

DOI: 10.25060/residpediatr-2019.v9n3-33

Fluidoterapia de manutenção em crianças doentes: estado da arte

Maintenance fluid therapy in sick children: state of art

Emannuely Juliani Souza Izidoro1; Adriana Koliski1

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Fluidos intravenosos são frequentemente usados em pediatria, mas estão associados com efeitos adversos significativos. Compreender a composição dos fluidos prescritos e administrá-los nas taxas adequadas é essencial para a prescrição segura. O uso de fluidos isotônicos pode diminuir o risco de hiponatremia com redução da morbimortalidade infantil. A literatura recente demonstra uma maior incidência de desordens do equilíbrio acidobásico e maior risco de lesão renal aguda com as soluções isotônicas, sendo proposto o uso de fluidos balanceados para minimizar tais danos. O objetivo desta revisão não sistemática é verificar as recomendações atuais quanto a administração da fluidoterapia endovenosa, bem como auxiliar no reconhecimento dos efeitos adversos mais comuns da terapia de manutenção e as razões para escolha de diferentes tipos de fluidos. Concluiu-se que a prescrição de fluidos endovenosos deve ser considerada medicamentosa e que seus riscos e efeitos adversos devem ser considerados e continuadamente monitorizados.

Palavras-chave: Hidratação, efeitos adversos, Estado de Hidratação do Organismo, Criança Hospitalizada.

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