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ISSN (On-line) 2236-6814

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Brinquedoteca ambulatorial: a importância do brincar na sala de espera

Toy Library in an Outpatient Setting: The Importance of Play in the Waiting Room

Janaina de Alencar Monteiro Rocha1; Edson Vanderlei Zombini2; Camila Gelmeti Serrano2; Leonardo Azevedo Mobilia Alvares2; Raquel Candido Ylamas Vasques2

https://doi.org/10.25060/residpediatr-2025.v15n4-1351 Residência Pediátrica, 15(4), 1-7

RESUMO

INTRODUÇÃO: O brincar é uma forma de as crianças expressarem os seus sentimentos. Favorece a elaboração de experiências desconhecidas e desagradáveis. Os serviços de saúde ambulatoriais apresentam-se abarrotados de usuários, de salas de exames e de instrumentos desconhecidos e assustadores às crianças. A brinquedoteca contribui ao estímulo contínuo do seu desenvolvimento, promove um atendimento mais humanizado, favorecendo a elaboração de experiências desconhecidas e desagradáveis.
OBJETIVO: Verificar a contribuição da implantação de uma brinquedoteca como sala de espera em um ambulatório de pediatria para a promoção da saúde das crianças.
MÉTODO: Pesquisa qualitativa, utilizando o método de análise de conteúdo de dados obtidos a partir de entrevistas com mães de crianças que frequentaram uma brinquedoteca ambulatorial.
RESULTADOS E DISCUSSÃO: Foram entrevistadas 30 mães de crianças na faixa etária de 2 a 6 anos de idade. Suas falas foram agrupadas em três categorias: A importância da brinquedoteca; A brinquedoteca como recurso para melhor aceitação da consulta pediátrica; A brinquedoteca como espaço de interação. A maioria dos acompanhantes tinham uma percepção favorável da brinquedoteca e reconheciam a importância desse ambiente como um fator de amenização da ansiedade e do sofrimento da criança na expectativa da consulta pediátrica, além de promotora de seu desenvolvimento. Conclusão: A brinquedoteca ambulatorial oferece benefícios significativos tanto para as crianças quanto para os seus acompanhantes. Contribui para amenizar a ansiedade e o medo da criança durante o tempo de espera para a consulta médica. Auxilia as inter-relações entre crianças e acompanhantes e das crianças com os profissionais da saúde.

Palavras-chave: Promoção da saúde, Humanização da assistência, Assistência ambulatorial.

INTRODUÇÃO

A infância é uma fase da vida marcada por intensa atividade física, imprescindível para que a criança explore e conheça o ambiente ao seu redor e consequentemente o seu desenvolvimento. Caracteriza-se pela aquisição de habilidades físicas, cognitivas e sociais necessárias à interação nos diferentes contextos.

O principal fator que contribui para o desenvolvimento global das crianças é o brincar.

Brincando a criança observa, aprende sobre o seu mundo, expressa a sua realidade, ordena e desordena, constrói um mundo que corresponda às suas necessidades. Para que isso ocorra, é necessário que as crianças gozem de plena saúde1.

No entanto, durante esse percurso, as crianças podem passar por períodos de agravos de seu estado de saúde, fazendo com que elas interrompam o seu cotidiano à procura de assistência para o seu restabelecimento. Isso as impossibilitam de realizar atividades diárias como de brincar e de ir à escola, particularmente nas situações que exigem hospitalização, restringindo dessa forma o seu desenvolvimento.

No sentido de minimizar os efeitos negativos sobre o desenvolvimento, da vida e do comportamento das crianças que tal situação é imposta, a Lei Federal n. 11.104, de 21 de março de 2005, dispõe sobre a obrigatoriedade de instalação de brinquedotecas nas unidades de saúde que ofereçam atendimento pediátrico em regime de internação2.

A brinquedoteca é um espaço provido de brinquedos e jogos educativos destinados a estimular as crianças e seus acompanhantes a brincar. Nele a criança aprende de forma prazerosa e cooperativa e desenvolve diversas habilidades motoras e cognitivas. É um local que emerge naturalmente atitudes de partilha, cooperação e de competição, negociadas durante a atividade lúdica, proporcionando a oportunidade de socialização das crianças e dos pais.

O brincar é uma forma de as crianças expressarem os seus sentimentos, preferências, receios e hábitos. Favorece a elaboração de experiências desconhecidas e desagradáveis na mediação do mundo familiar e situações novas e ameaçadoras, transpondo limites de tempo e espaço, minimizando assim o seu sofrimento decorrente da enfermidade e eventual hospitalização, aproximando da sua realidade cotidiana3,4.

Brincando a criança imagina, cria e elabora, externaliza situações ruins, aprende a lidar com o seu adoecer e a apropriar-se de situações dolorosas, amenizando a sua ansiedade e a sensação de exclusão das atividades sociais das quais participava até o momento da sua enfermidade5.

No compartilhamento de brinquedos, vivências e emoções, no cuidado com o ambiente físico e mobília, na submissão de regras de um jogo justo, da posse e divisão de brinquedos, a brinquedoteca oferece a oportunidade para que seus frequentadores adquiram noções de democracia e de direitos sociais, contribuindo para a formação da cidadania6-8.

Essa estratégia é fundamental para um adequado desenvolvimento físico, psicológico e social, proporcionando um ambiente terapêutico para que as crianças enfrentem, com sucesso, experiências novas e muitas vezes assustadoras9.

É sabido que mesmo nas situações em que o comprometimento do estado de saúde da criança não demanda internação, o fato de ela ter que interromper a sua rotina para atendimento ambulatorial gera tensão e incômodo devido aos procedimentos necessários ao controle da sua doença.

Além disso, os serviços de saúde ambulatoriais, na maioria das vezes, apresentam-se abarrotados de usuários, de salas de exames e de instrumentos desconhecidos e assustadores às crianças. Nesse contexto, a brinquedoteca assume papel de importância no suporte ao cuidado da recuperação da saúde desse público, pois além de contribuir ao estímulo contínuo do seu desenvolvimento, promove um atendimento mais humanizado5.

Visando a atenção integral à saúde das crianças em contexto ambulatorial, além das intervenções assistenciais diagnósticas e terapêuticas, faz-se necessária a criação de ambientes que favoreçam o processo de experimentação e elaboração das vivências neste ambiente.

Dessa forma, a brinquedoteca constitui uma alternativa de humanização nos serviços que assistem crianças, aliando a qualidade técnica assistencial à atenção com sensibilidade, respeito, solidariedade para com as crianças e seus familiares em um ambiente seguro e acolhedor10.

Há uma carência muito grande de espaços que permitam o brincar das crianças em seguimento ambulatorial. No intuito de suprir essa lacuna e reconhecendo a importância do brincar, foi implantada uma brinquedoteca na Clínica-Escola do Centro de Promoção e Reabilitação em Saúde e Integração Social (PROMOVE) do Centro Universitário São Camilo com a finalidade de humanizar o acolhimento das crianças, proporcionando um ambiente lúdico, de alegria, conforto e bem-estar para o paciente e seu acompanhante durante o período de espera da consulta, buscando amenizar em parte a interrupção da vivência do mundo externo da criança.

A possibilidade de vivenciar uma brinquedoteca ambulatorial pode ser um determinante favorável à melhoria da qualidade de vida das crianças que aguardam em sala de espera por uma consulta pediátrica e, portanto, um importante coadjuvante na promoção de sua saúde.


OBJETIVO

Verificar a contribuição da implantação de uma brinquedoteca como sala de espera em um ambulatório de pediatria para a promoção da saúde das crianças.


MÉTODO

Trata-se de uma pesquisa clínica, observacional, de enfoque qualitativo com intuito de verificar sob o olhar dos acompanhantes a importância da brinquedoteca ambulatorial na atenção à saúde das crianças.

O estudo foi realizado nos meses de janeiro a dezembro de 2023 em um ambulatório de pediatria de ensino, de cunho filantrópico, localizado na região sudeste do município de São Paulo.

Esse serviço atende diariamente crianças e adolescentes em consultas previamente agendadas nas demandas de pediatria geral e especialidades pediátricas.

Na rotina, as crianças e seus acompanhantes, após a admissão, eram encaminhados à brinquedoteca que funcionava como sala de espera até o momento da consulta.

A brinquedoteca localiza-se no interior da instituição e destina-se às crianças de 0 a 10 anos incompletos e seus acompanhantes. Equipada com brinquedos, jogos e material para desenhar, dispostos em estantes e mesas ao alcance dos usuários, o local proporciona a oportunidade de as crianças brincarem em um ambiente confortável e tranquilo, enquanto aguardam o atendimento.

Normalmente as crianças permanecem nesse espaço por um período mínimo de 15 minutos antes de serem chamadas para o atendimento, sempre acompanhadas de seus acompanhantes, garantindo a supervisão e segurança contra acidentes.

Esse é um espaço livre em que a criança tem a liberdade de escolha de seu brinquedo e brincar com alguma outra criança ou com algum acompanhante caso queira.

Quando chamado para a consulta, a criança tem a opção de levar ao consultório médico algum brinquedo que queira da brinquedoteca, dando continuidade assim ao seu lazer.

A consulta é realizada por acadêmicos do 9º semestre do curso de medicina sendo supervisionados por médicos preceptores.

Após a consulta, a criança e seu acompanhante retornam à brinquedoteca enquanto é realizada a discussão clínica com a equipe de alunos e preceptores. A seguir, retornam ao consultório para orientação e prescrição médica, finalizando assim a consulta médica. Nesse momento a criança é orientada a retornar à brinquedoteca e devolver o brinquedo que eventualmente tenha trazido ao consultório, antes da sua saída do ambulatório.

O critério de inclusão dos participantes na pesquisa foi acompanhantes maiores de 18 anos de idade responsáveis pela criança em atendimento ambulatorial na pediatria que desejassem participar de forma voluntária da pesquisa. A criança deveria pertencer à faixa etária pré-escolar de 2 a 6 anos de idade, período em que as crianças relutam mais aos procedimentos da consulta médica.

A avaliação sobre os benefícios e a opinião sobre a implantação da brinquedoteca ambulatorial foi feita a partir de uma entrevista semiestruturada com o acompanhante da criança imediatamente após o término da consulta médica.

Os tópicos abordados referiam-se às características sociodemográficas da população estudada, a percepção dos acompanhantes acerca da brinquedoteca, avaliação do espaço e do serviço oferecido e sugestões de melhoria.

A escolha dos participantes incluídos no estudo foi intencional, e a amostra foi determinada pela saturação teórica da coleta de dados, ou seja, a pesquisa se encerrou quando nenhum novo elemento foi encontrado nas entrevistas, e o acréscimo de novas informações deixou de ser necessária, pois não alteraria a compreensão do fenômeno estudado.

A análise dos dados obtidos das entrevistas foi feita utilizando-se o método de Análise de Conteúdo de Bardin (2008)11.

As respostas fornecidas pelos entrevistados tenderam a ser as mais variadas. Para que pudessem ser adequadamente analisadas, foi necessário organizá-las e agrupá-las em certo número de categorias. O que permitiu o agrupamento foi a parte comum existente entre as respostas dos diferentes atores envolvidos no estudo.

O projeto de pesquisa foi aprovado pela Comissão de Ética e Pesquisa (CAAE: 67467523.9.0000.0062) e a coleta de dados somente se realizou após a aprovação deste comitê.


RESULTADOS E DISCUSSÃO

Foram entrevistados 30 acompanhantes de crianças da faixa etária de 2 a 6 anos de idade que frequentaram a brinquedoteca, sendo 29 mães e 1 avó materna.

Das crianças, 16 (53,3%) eram do sexo feminino e 14 (46,6%) do sexo masculino. O gráfico 1 mostra a distribuição das crianças segundo a faixa etária.

 




A maioria dos acompanhantes ficaram sabendo da existência da brinquedoteca por algum funcionário da recepção após a admissão ao serviço, somente dois acompanhantes informaram que receberam essa orientação do profissional da saúde.

Apenas oito (26,6%) acompanhantes referiram ter acesso a alguma brinquedoteca ambulatorial anteriormente em outros serviços de saúde.

Quanto ao nível de instrução do entrevistado, a maioria (63,3%) referiu ensino médio completo (Gráfico 2).

 




A duração média de permanência dos pacientes no serviço desde a admissão até a finalização da consulta foi de aproximadamente três horas.

Na análise sobre os dados narrativos dos entrevistados aglutinaram-se os conteúdos recorrentes das entrevistas em três categorias: 1. a importância da brinquedoteca; 2. a brinquedoteca como recurso para melhor aceitação da consulta pediátrica; 3. a brinquedoteca como espaço de interação entre os acompanhantes e crianças, conforme disposto no quadro 1.

 




A maioria dos acompanhantes tinham uma percepção favorável da brinquedoteca e reconheciam a importância desse ambiente como um fator de amenização da ansiedade e o sofrimento da criança na expectativa da consulta pediátrica, além de promotora de seu desenvolvimento.

Desde o nascimento as crianças são expostas nos ambientes de saúde a situações diferentes do seu cotidiano, enfrentando, por exemplo, visita à sala de vacinação, consulta médica de rotina com manobras de exame físico algumas vezes desconfortáveis, medicamento oral de sabor desagradável ou injetável extremamente doloroso, aspectos esses intensificados nos momentos de adoecimento ao longo do seu crescimento.

Essas situações impactam de forma negativa a vida das crianças. Conforme crescem, assimilam que o momento da consulta médica pode ser ruim, tendo em vista tudo que vivenciou no passado.

A demora no atendimento médico pode ser estressante para os pequenos pacientes, mas a presença da brinquedoteca torna esse tempo mais agradável e suportável, proporcionando distração e entretenimento enquanto aguardam a consulta médica.

Antes da implantação desse espaço, as mães mostravam-se ansiosas diante do tempo demandado na sala de espera e no consultório médico, uma vez que, por tratar-se de um ambulatório didático assistido por acadêmicos de medicina e supervisionados por preceptores, os pacientes e seus acompanhantes frequentemente permaneciam pelo menos duas horas no serviço para a finalização do atendimento, gerando grande desconforto aos pais e às crianças.

O fato de a brinquedoteca ter se transformado na sala de espera do ambulatório de pediatria diminuiu consideravelmente as queixas pela demora no atendimento.

Criar um ambiente acolhedor em salas de espera proporciona qualidade de vida e bem-estar no processo de tratamento, permite as crianças divertirem-se e agitarem-se alegremente, amenizando assim o medo, a ansiedade e a irritabilidade causada pelo período de ociosidade no aguardo do momento da consulta médica. Brincar no ambiente de saúde é possibilitar que parte da rotina infantil seja preservada, recria e reestrutura a realidade vivenciada, ressignificando os conteúdos vividos, além de permitir a continuidade do desenvolvimento integral da criança5,12.

Os acompanhantes referiram uma mudança na percepção de seus filhos em relação às visitas ao médico desde que passaram a frequentar a brinquedoteca, essa contribuiu de forma positiva na aceitação da consulta pediátrica.

A brinquedoteca constitui-se em um ambiente onde as crianças podem temporariamente esquecer os procedimentos médicos e as intercorrências relacionadas à doença. A presença de brinquedos e outras atividades proporciona uma distração bem-vinda, permitindo que as crianças se envolvam em atividades divertidas e se sintam mais à vontade no ambiente clínico. Isso contribui para uma maior receptividade ao tratamento e uma experiência mais positiva no consultório médico.

O ato de brincar não é apenas uma atividade recreativa, mas também uma oportunidade valiosa para que as crianças expressem seus sentimentos, medos e enfrentem situações desafiadoras. Proporciona um meio seguro e natural para que essas processem suas emoções e desenvolvam habilidades de enfrentamento e tomada de decisões diante de circunstâncias difíceis e desafiadoras, como o tratamento médico. Torna-se um verdadeiro catalisador na relação da criança com a equipe de saúde5.

As atividades lúdicas, ao propiciarem situações de tomadas de decisão e autonomia, transformaram o ambiente de saúde em um lugar mais previsível e controlável para a criança, muito próximo da sua realidade cotidiana, auxiliando na inter-relação entre a criança e a equipe de saúde3.

Assim, a brinquedoteca não é apenas um espaço para diversão e entretenimento, mas também um ambiente terapêutico onde as crianças podem encontrar conforto, compreensão e suporte emocional enquanto enfrentam os desafios, um espaço recreativo e acolhedor que oferece um estímulo adicional para que as crianças se sintam mais motivadas e menos ansiosas em relação às consultas médicas, transformando a experiência em algo mais positivo e menos intimidador13.

A brinquedoteca como um ambiente promotor de interação entre crianças e pais foi exaltada pelos entrevistados.

Nesse ambiente as crianças mostram-se alegres e entusiasmadas com a brincadeira, transmitindo esses sentimentos umas às outras e aos seus acompanhantes.

No compartilhamento de experiências com outras crianças que enfrentam situações semelhantes, a criança percebe que não está sozinha nessa jornada. Tal fato proporciona apoio emocional, conforto e apoio para o desenvolvimento de estratégias e soluções para os desafios durante o processo de cuidado médico14.

A possibilidade de interagir e trocar experiências e vivências com outras famílias que frequentam a brinquedoteca cria um senso de comunidade e solidariedade entre os participantes, fortalece os laços sociais e proporciona um ambiente de apoio mútuo, contribuindo para o bem-estar emocional e social das crianças e acompanhantes, promovendo uma abordagem mais humanizada no cuidado.


CONCLUSÃO

A brinquedoteca ambulatorial oferece benefícios significativos tanto para as crianças quanto para os seus acompanhantes. Além de proporcionar diversão e bem-estar, esse espaço oferece uma perspectiva mais humanizada no processo do cuidado médico, podendo amenizar o tempo que antecede uma consulta, transformando a imagem negativa que este ambiente costuma apresentar, já que a brincadeira é uma forma de passar o tempo, auxiliando a criança a preencher sua mente com atividades distantes da doença e da dor.

Contribui para amenizar a ansiedade e o medo da criança durante o tempo de espera para a consulta médica; colabora na promoção do seu bem-estar no enfrentamento dos procedimentos ambulatoriais demandados.

Além disso, auxilia as inter-relações entre crianças e acompanhantes e das crianças com os profissionais da saúde, pois esse ambiente possibilita a utilização do brincar na educação em saúde, permitindo ao profissional investigar, avaliar e/ou intervir em diferentes situações como: a adaptação da criança e da família à instituição, prevenção de acidentes e doenças, além do acompanhamento do seu desenvolvimento físico e emocional.


REFERÊNCIAS

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2. Presidência da República (BR), Casa Civil, Subchefia para Assuntos Jurídicos. Lei nº 11.104, de 21 de março de 2005. Dispõe sobre a obrigatoriedade de instalação de brinquedotecas nas unidades de saúde que ofereçam atendimento pediátrico em regime de internação. Brasília: 2005; [citado 2023 Jan 8]. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2004-2006/2005/lei/l11104.htm.

3. Oliveira LDB, Gabarra LM, Marcon C, Silva JLC, Macchiaverni J. A brinquedoteca hospitalar como fator de promoção no desenvolvimento infantil: relato de experiência. Rev Bras Crescimento e Desenvolvimento Hum. 2009;19(2):306-12.

4. Mitre RMA, Gomes R. A promoção do brincar no contexto da hospitalização infantil como ação de saúde. Ciênc Saúde Coletiva. 2004;9(1):147-54.

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6. Thinen NC, Moraes ACF, Barbosa MSS. Humanização do ambulatório de especialidades governador Mário Covas: criação de uma brinquedoteca. Cadernos de terapia ocupacional da UFSCar. 2005;13(2):99-107.

7. Machado MAM, Neves NVG. A brinquedoteca hospitalar: um relato de experiencia no Hospital Municipal Santo Antonio em Teixeiras/MG. Revista Elo- Diálogos em Extensão. 2013;2(2):79-88.

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9. Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP). Pediatras destacam a importância das brincadeiras para o desenvolvimento infantil [Internet]. Rio de Janeiro: SBP; 24 set 2018; [acesso em 2024 Ago 7]. Disponível em: https://www.sbp.com.br/imprensa/detalhe/nid/pediatras-destacam-a-importancia-das-brincadeiras-para-o-desenvolvimento-infantil/.

10. Viegas D. Humanização. In: Viegas D. Brinquedoteca hospitalar: isso é humanização. Rio de Janeiro: Wak; 2008. p.47-52.

11. Bardin L. Análise de Conteúdo. São Paulo: Edições 70; 2008.

12. Lima MBS, Oliveira LSM, Magalhães CMC, Silva ML. Brinquedoteca hospitalar: a visão dos acompanhantes de crianças. Rev Psicol: teoria e prática. 2015;17(1):97-107.

13. Magalhães JAP et al. Projeto brinquedoteca: promover o brincar na sala de espera. Sinteses: Rev Eletrônica SIMTEC. 2016;6:67. DOI: http://doi.org/10.20396/sinteses.v0i6.8521.

14. Angelo TS, Vieira MRR. Brinquedoteca hospitalar: da teoria à prática. Arq Ciênc Saúde. 2010;2(17):84-90.



Brinquedoteca ambulatorial: a importância do brincar na sala de esperaRoteiro de Entrevista

1. Identificação:
Iniciais do nome do entrevistado:
Idade:
Profissão:
Escolaridade:
Grau de parentesco com a criança que acompanha no ambulatório:
Idade da criança que acompanha no ambulatório:
Sexo da criança que acompanhada no ambulatório:


2. Você já conhecia alguma brinquedoteca ambulatorial?

Sim ( ) Aonde ? Não ( )


3. Como ficou sabendo da existência da brinquedoteca no PROMOVE?

4. Você acha importante seu(sua) filho(a) frequentar a brinquedoteca do ambulatório enquanto aguarda a consulta pediátrica?

Sim ( ) Não ( ) Por quê?


5. O fato do(a) seu(sua) filho(a) frequentar a brinquedoteca favorece a permanência dele(a) no serviço de saúde?

Sim ( ) Não ( ) Por quê?


6. O(A) seu(sua) filho(a) pede para ir a brinquedoteca quando vem às consultas médicas?

Sim ( ) Não ( ) Por quê?


7. A brinquedoteca contribui para que seu(sua) filho(a) aceite melhor a consulta médica?

Sim ( ) Não ( ) Por quê?


8. O espaço físico e os brinquedos da brinquedoteca são adequados?

Sim ( ) Não ( ) Por quê?


9. Na sua opinião, quais são os pontos positivos da brinquedoteca ambulatorial?


10. Na sua opinião, o que falta na brinquedoteca ambulatorial?










1. Secretaria Estadual da Saúde de São Paulo, Hospital Infantil Cândido Fontoura - São Paulo - São Paulo - Brasil
2. Centro Universitário São Camilo, PROMOVE - São Camilo - São Paulo - São Paulo - Brasil

Endereço para correspondência:

Edson Vanderlei Zombini
Centro Universitário São Camilo. Rua Eng. Ranulfo Pinheiro de Lima
São Paulo, SP, Brasil. CEP: 04264-030.
E-mail: evzombini@gmail.com

Data de Submissão: 04/10/2024
Data de Aprovação: 28/10/2024

Recebido em: 04/10/2024

Aceito em: 28/10/2024

Sobre os autores

1 Secretaria Estadual da Saúde de São Paulo, Hospital Infantil Cândido Fontoura - São Paulo - São Paulo - Brasil.

2 Centro Universitário São Camilo, PROMOVE - São Camilo - São Paulo - São Paulo - Brasil.

Endereço para correspondência:

Edson Vanderlei Zombini

Centro Universitário São Camilo. Rua Eng. Ranulfo Pinheiro de Lima São Paulo, SP, Brasil. CEP: 04264-030

E-mail: evzombini@gmail.com

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Como citar este artigo:

Rocha, JAM, Zombini, EV, Serrano, CG, Alvares, LAM, Vasques, RCY. Brinquedoteca ambulatorial: a importância do brincar na sala de espera. Resid Pediatr. 15(4):1-7. DOI: 10.25060/residpediatr-2025.v15n4-1351

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