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ISSN (On-line) 2236-6814

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Triagem auditiva neonatal universal em tempos de pandemia

Universal neonatal hearing screening in pandemic times

Tania Maria Sih1; Melissa Ameloti Avelino2; Rodrigo Pereira3

https://doi.org/10.25060/residpediatr-2020.v10n2-341 Residência Pediátrica, 10(2), 1-2

RESUMO

A Triagem Auditiva Neonatal (TANU) conhecida como o Teste da Orelhinha deve ser realizada em todas as crianças na maternidade ou ainda durante o primeiro mes de vida (1);- a confirmação da deficiência auditiva até o terceiro mês de vida (3); a intervenção clínica e terapêutica deverá se iniciar no terceiro mês de vida e ser realizada até o sexto mês (6). As intervenções recomendadas pela TANU, com 1, 3 e 6 meses irão contribuir para otimizar o tratamento indicado. Tão logo as houver um relaxamento das medidas de distanciamento decorrentes da pandemia pelo SARS CoV-2 tanto o diagnóstico quanto a intervenção deverão ser realizados na brevidade. Uma intervenção precoce tem como objetivo promover o adequado desenvolvimento da linguagem.

Palavras-chave: Triagem Neonatal, Vírus da SARS, Surdez.

Os procedimentos para a detecção auditiva e sua intervenção começam ao nascimento com a realização da TANU (Triagem Auditiva Neonatal Universal), também conhecida como o Teste da Orelhinha e culmina em uma intervenção precoce, com um impacto positivo para as crianças com surdez ou com dificuldade auditiva em diferentes graus. A nota técnica sobre a TANU lançada recentemente aborda orientações para sua execução durante os tempos da pandemia pelo SARS CoV-2. Ela elabora recomendações para realizar os testes auditivos, com ênfase naquelas crianças que falharam ao teste da TANU e precisam de um reteste. Compreende-se que neste momento de distanciamento social fica difícil a execução da TANU (caso não tenha sido feita) e o reteste. Entretanto, o diagnóstico e a intervenção precoce terão de ser realizados o mais breve possível, assim que houver um relaxamento das medidas de distanciamento, orientadas pelos gestores de saúde da sua região.

A nota Técnica da TANU alerta os pediatras, otorrinolaringologistas, fonoaudiólogos e as equipes da saúde da família, quanto à orientação e o seguimento destas crianças, não somente durante, mas após a pandemia. É importante salientar que a TANU já deveria ser realizada na maternidade ou no hospital, antes mesmo da alta, ou no máximo durante o primeiro mês de vida da criança. O teste recomendado é o de Emissão Otoacústica Evocada (EOA) realizado nas crianças sem os Indicadores de Risco para a Deficiência Auditiva (IRDA) de causas congênitas ou perinatais ou de causas perinatais ou tardias. O teste do Potencial Evocado Auditivo de Tronco Encefálico - Automático (PEATE - A) também conhecido com BERA Automático deve ser realizado nas crianças com indicadores de risco, em especial nas que permaneceram na UTI neonatal por mais de 5 dias.

Caso houver falha da TANU ainda dentro da maternidade, é recomendado um RETESTE até 15 dias após a alta hospitalar. Se for confirmada esta falha, é necessário o diagnóstico médico e audiológico, objetivando confirmar ou não a perda auditiva. Esta confirmação deverá ser feita até o terceiro mês de vida. A intervenção clínica e terapêutica deve ser iniciada entre o terceiro mês de vida e no máximo até o sexto mês.

O objetivo da TANU é: sua realização até o primeiro mês de vida (1);- confirmação da deficiência auditiva até o terceiro mês de vida (3); intervenção clínica e terapêutica deverá se iniciar no terceiro mês de vida e ser realizada até o sexto mês (6). As intervenções recomendadas pela TANU, com 1, 3 e 6 meses irão contribuir para otimizar o tratamento indicado. Uma intervenção precoce tem como objetivo promover o adequado desenvolvimento da linguagem.

Nestes tempos da pandemia pelo SARS CoV-2 aquelas crianças que deixaram de ser diagnosticadas e tratadas devem procurar os profissionais da Saúde, assim que seja liberado o distanciamento. Caso isto não ocorra pode haver atraso na linguagem e na fala. Estas crianças podem vir a experimentar comprometimentos acadêmicos, sociais e emocionais, na ausência deste reconhecimento precoce.

Assim, a leitura a discussão desta Nota Técnica, aborda aspecto relevante para o melhor esclarecimento da necessidade do diagnóstico e intervenção precoce na perda auditiva. Desta forma, pode ser reduzido o impacto da defasagem da linguagem, somando-se a diminuição da ansiedade dos pais e cuidadores.

Nota Técnica - Comitê Multiprofissional em Saúde Auditiva - COMUSA

Triagem auditiva neonatal universal em tempos de pandemia https://www.sbp.com.br/fileadmin/user_upload/NOTA_COMUSA_2020.pdf










1. Faculdade de Medicina da USP, Laboratorio de Investigação Medica (LIM) 40 - Sao Paulo - SP - Brasil
2. Universidade Federal de Goias, Departamento de Cirurgia - Goiania - Goias - Brasil
3. Hospital Pequeno Principe, Otorrinolaringologia - Curitiba - Paraná - Brasil

Endereço para correspondência:
Tania Maria Sih
Faculdade de Medicina da USP. Av. Dr. Arnaldo, 455 - Cerqueira César, São Paulo - SP, CEP: 01246-903
E-mail: tsih@amcham.com.br

Data de Submissão: 22/06/2020
Data de Aprovação: 23/06/2020

Recebido em: 22/06/2020

Aceito em: 23/06/2020

Sobre os autores

1 Faculdade de Medicina da USP, Laboratorio de Investigação Medica (LIM) 40 - Sao Paulo - SP - Brasil.

2 Universidade Federal de Goias, Departamento de Cirurgia - Goiania - Goias - Brasil.

3 Hospital Pequeno Principe, Otorrinolaringologia - Curitiba - Paraná - Brasil.

Endereço para correspondência:

Tania Maria Sih

Faculdade de Medicina da USP. Av. Dr. Arnaldo, 455 - Cerqueira César, São Paulo - SP, CEP: 01246-903

E-mail: tsih@amcham.com.br

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Como citar este artigo:

Sih, TM, Avelino, MA, Pereira, R. Triagem auditiva neonatal universal em tempos de pandemia. Resid Pediatr. 10(2):1-2. DOI: 10.25060/residpediatr-2020.v10n2-341

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