Volume 13 - Número 3
Fluxograma para diagnóstico precoce, tratamento e monitorização da deficiência de ferro na criança
Maria Cristina Farias de Araújo; Carlos Artur da Costa Moraes; Mônica Patrice Arcoverde Pinheiro; Fernanda Maria Queiroz Pereira
Injúria renal aguda com terapia renal substitutiva na Unidade de Terapia Intensiva Pediátrica do Hospital Infantil Dr. Jeser Amarante Faria
Ana Luiza da Silva Wendhausen; Artur Ricardo Wendhausen; Flávia Helena Bergmann Julião
OBJETIVOS: Este estudo tem por objetivo analisar o perfil epidemiológico e o desfecho dos pacientes diagnosticados com Injúria Renal Aguda submetidos à terapia renal substitutiva na Unidade de Terapia Intensiva.
MÉTODOS: Para isso, foi realizado um estudo descritivo, observacional, transversal, realizado por meio da coleta retrospectiva de dados obtidos através do sistema de prontuários eletrônicos.
RESULTADOS: Entre as internações no período estudado, 3,67% necessitaram de TRS devido à IRA, tendo como principal causa a sepse (48,57%). A maioria dos pacientes foi submetida à TRS por meio da HD. O índice de mortalidade foi de 45,7%, mostrando maior mortalidade naqueles que desenvolveram IRA durante a internação em comparação àqueles que já foram admitidos com IRA.
CONCLUSÃO: É possível concluir que a maioria dos pacientes submetidos à TRS em decorrência de IRA são menores de 2 anos de idade e mais de 50% apresentam comorbidades. A presença de comorbidades e o PIM2 estão relacionados com a mortalidade. Palavras-chave: Terapia de substituição renal, Injúria renal aguda, Unidades de terapia intensiva pediátrica.
Transição de cuidados numa consulta de pediatria diabetes de um hospital distrital
Joana Costa Ribeiro; Ana Pereira Lemos; Ana João Mota; Ana Paula Oliveira; Patrícia Rocha; Pascoal Moleiro; Ester Gama
MATERIAL E MÉTODOS: Estudo transversal. Pacientes com DM1, entre 18-25anos, seguidos na consulta de pediatria de um hospital distrital. Utilizado um questionário com escala de likert: 1 (discordo totalmente) a 5 (concordo totalmente). TC adequada: início 14 anos; promoção da autonomia; participação do paciente; compreensão da diferença dos serviços; multidisciplinar e transmissão de informação entre profissionais.
RESULTADOS: Total 29 pacientes, 14 Grupo A. Obtiveram-se as seguintes medianas no Grupo A e B: "idade de início da PCA": 17 vs 18 anos; "promoção da autonomia": 5 vs 5; "explicação de diferenças entre serviços": 4 vs 4; "participação no processo": 5 vs 3; "transmissão de informação entre profissionais": 4,5 vs 4; "equipe multidisciplinar": 4 vs 3. No grupo A 36% responderam afirmativamente a todos os itens definidos para TC adequada.
DISCUSSÃO: No grupo com TC, a idade mediana do início da PCA foi inferior embora superior ao adequado. Nos restantes itens, as medianas de resposta foram todas superiores no grupo A, exceto na promoção da autonomia e na explicação das diferenças dos serviços, com diferença estatística ao nível da participação do paciente no processo e no envolvimento de uma equipe multidisciplinar. A TC está implementada, mas precisa de ser sistematizada para melhorar os cuidados prestados. Palavras-chave: Transição para Assistência do Adulto, Diabetes Mellitus Tipo 1, Adolescente.
O impacto das variações climáticas na demanda de crianças e adolescentes aos serviços de emergência
Letícia Bergo Veronesi; Joelma Gonçalves Martin; Guilherme Penaforte da Silva; Maria Luisa Rua Prieto; Adriana Polachini do Valle; Paulo José Fortes Villas-Boas; José Eduardo Corrente
MÉTODOS: Estudo ecológico conduzido em uma cidade do interior paulista com análise de 39.336 atendimentos em pronto-socorro infantil em 2018 e correlação com dados meteorológicos obtidos junto à estação meteorológica da Faculdade de Ciências Agronômicas do município. Foram ajustados modelos de regressão de Poisson considerando a estação do ano, temperatura, umidade relativa e precipitação.
RESULTADOS: A maior demanda por atendimento foi da faixa etária ente 0 e 5 anos (65,2%) sendo a nasofaringite aguda (8.7%) a morbidade mais frequente, seguida por febre não especificada (6.1%); infecção aguda das vias aéreas superiores (IVAS): 5.5%; amigdalite aguda: 5.2%; náusea e vômitos: 5%; diarreia e gastroenterites: 4.8%; tosse: 4.6%; asma: 4.2%; broncopneumonia: 2.9% e dor aguda: 2.4%. No verão as morbidades mais frequentes foram febre e diarreia; no outono: nasofaringite aguda e IVAS; no inverno: IVAS e febre; na primavera: febre, nasofaringite aguda. As nasofaringites agudas, a IVAS e a broncopneumonia acometem principalmente crianças mais jovens e essas doenças têm maior chance de ocorrência em temperaturas mais baixas e em baixa umidade do ar.
CONCLUSÕES: Há uma diferente frequência de morbidades nas diferentes estações do ano, assim como a chance de ocorrência varia dependendo de idade, temperatura média, umidade média e não tem correlação com precipitação. Portanto, a partir da análise do clima, os serviços de saúde podem se antecipar para promover medidas preventivas e atender uma maior ou menor demanda de pacientes. Palavras-chave: Clima, Serviços médicos de emergência, Mudança climática, Serviços de saúde da criança.
Análise epidemiológica de pacientes com infecção latente tuberculosa atendidos em hospital pediátrico terciário de Florianópolis
Laís Dadan Perini; Aroldo Prohmann de Carvalho; Marcos Paulo Guchert; Rodrigo Vasconcelos Marzola; Sonia Maria de Faria; Emanuela da Rocha Carvalho
MÉTODO: Pesquisa observacional, descritiva, analítica e retrospectiva, com coleta de dados de prontuário de pacientes com suspeita de ILTB atendidos em um hospital pediátrico terciário de Florianópolis de janeiro de 2011 até maio de 2020.
RESULTADOS: Dos 203 prontuários analisados, totalizaram-se 112 pacientes confirmados com ILTB. O caso-fonte predominante foi a mãe, e o contágio intradomiciliar foi predominante. O tempo de início de tratamento do caso-fonte até o diagnóstico da ILTB na criança foi inferior a 6 meses em 87% dos casos. Em 60% dos casos foi realizada a investigação dos demais contatos do caso fonte. Em relação ao tratamento, 84% receberam isoniazida e 15% receberam rifampicina, 2 pacientes apresentaram evento adverso à isoniazida. A frequência das consultas foi mensal em 51% dos casos. A análise da completude demonstrou que 50% terminaram o tratamento.
CONCLUSÕES: Constatou-se presença da ILTB em mais da metade dos pacientes investigados, podendo se tratar de mais casos ao considerar a perda de seguimento dos casos em análise inicial. Aproximadamente 10% apresentaram conversão tuberculínica. A transmissão intradomiciliar foi a predominante, e o caso-fonte principal foi a mãe. A investigação dos pacientes foi realizada precocemente, porém, em mais de um terço dos prontuários, não havia descrição de investigação dos demais contatos domiciliares. Metade dos pacientes perderam o seguimento ao longo do tratamento. A terapêutica utilizada foi segura e a análise socioeconômica foi prejudicada por não constarem dados no prontuário. Palavras-chave: Tuberculose, Tuberculose latente, Pediatria, Perda de seguimento.
A pandemia COVID-19 e a Organização dos Serviços de Saúde Pediátricos em Portugal - um prisma médico
Ana Fraga; Sara Vale; Pascoal Moleiro
Ampliando a aplicabilidade da ultrassonografia no âmbito neonatal: além das hemorragias cerebrais
Julia Amim Rosa; Milena Rasche; Gabrielly de Araujo; Marcia Wang Matsuoka; Mário Cícero Falcão; Fabiola Roberta Marim Bianchini; Laura Emilia Monteiro Bigelli Cardoso; Lisa Suzuki
OBJETIVOS: Mostrar novas aplicabilidades da ultrassonografia como método auxiliar no diagnóstico de alterações da coluna vertebral, afecções pulmonares e suturas cranianas no período neonatal.
MÉTODOS: Estudo descritivo de exames ultrassonográficos realizados com aparelho Logiq P7 da General EletricT, com transdutores multifrequenciais e microconvexo com frequência de 3 a 11 MHz e linear com frequência de 2 a 11 MHz. As avaliações ultrassonográficas foram realizadas imediatamente após a suspeita diagnóstica, por médico especialista com mais de 15 anos de experiência em ultrassonografia pediátrica, desde que a condição clínica do recém-nascido permitisse o exame e, caso houvesse necessidade, nova ultrassonografia seria realizada para confirmação diagnóstica.
RESULTADOS: Apresentação de imagens ultrassonográficas de exames realizados em uma Unidade Neonatal de nível terciário, incluindo avaliações de coluna vertebral, pulmões e ossos do crânio, assim apresentados: 1. Ultrassonografia de coluna neonatal normal (cone medular e cauda equina). 2. Ultrassonografia de tórax neonatal normal, com presença de linhas A e raras linhas B e representação gráfica da mobilidade diafragmática normal. 3. Ultrassonografia da sutura craniana sagital pérvia e fechada.
CONCLUSÕES: Ultrassonografia é um método com diversas aplicabilidades e seu uso na população neonatal favorece o diagnóstico e acompanhamento satisfatório de várias patologias, de maneira não invasiva e inócua, reservando outros métodos diagnósticos para os casos em que seja necessária complementação diagnóstica. Palavras-chave: Ultrassonografia, Coluna vertebral, Pulmão, Suturas cranianas, Recém-nascido.
Perfil epidemiológico da prematuridade e comorbidades associadas em recém-nascidos prematuros de muito baixo peso
Juliana Cristina Vieira Gmack; João Victor Brincas Ramos; Paulyne Stadler Venzon; Regina Paula Guimarães Vieira Cavalcante da Silva
MÉTODOS: Estudo transversal, com análise retrospectiva de dados coletados de prontuários de 616 recém-nascidos (RN) prematuros de muito baixo peso internados no Complexo Hospital de Clínicas da UFPR (CHC-UFPR), de agosto de 2008 a agosto de 2018. Foram estudadas prevalência de comorbidades, taxas de sobrevida e fatores associados à mortalidade. Para todos os testes estatísticos, considerou-se o nível de significância de 5%.
RESULTADOS: A média de idade gestacional (IG) foi de 28,2 ± 2,9 semanas e de peso de nascimento (PN) 997,4 ± 279,9 gramas. A população com IG < 28 semanas (42,5%) apresentou maior necessidade de reanimação neonatal e suporte ventilatório e obteve maior prevalência das seguintes doenças: síndrome do desconforto respiratório (SDR), displasia broncopulmonar (DBP), hipertensão pulmonar, hemorragia pulmonar, hemorragia peri-intraventricular (HPIV), retinopatia da prematuridade (ROP), persistência do canal arterial (PCA) e sepse neonatal precoce. As principais comorbidades associadas a aumento da chance de óbito foram (p < 0,05): SDR (OR: 4,04), hemorragia pulmonar (OR: 5,21) e HPIV graus III e IV (OR: 3,32). A redução da sobrevida foi associada a valores menores de IG e PN, além da presença de comorbidades respiratórias e neurológicas.
CONCLUSÃO: Recém-nascidos extremo prematuros apresentam maior prevalência de comorbidades e complicações neonatais. Baixo peso de nascimento, morbidades dos sistemas respiratório e neurológico foram os principais fatores associados ao aumento da mortalidade. Palavras-chave: Recém-Nascido Prematuro, Recém-Nascido de muito Baixo Peso, Sobrevida, Mortalidade.
Taxa de mortalidade infantil relacionada à hipóxia intrauterina e asfixia perinatal no estado do Pará no período de 1996 a 2019
Victor Aragão dos Santos
MÉTODOS: estudo retrospectivo, descritivo e quantitativo com dados obtidos da base de dados DATASUS do Ministério da Saúde.
RESULTADOS: a taxa de mortalidade infantil anual por hipóxia intrauterina e asfixia ao nascer no estado do Pará veio diminuindo desde 1996 até 2019, embora de forma mais lenta comparada à média nacional. O estado do Pará apresentou uma redução de 41% da mortalidade infantil entre os anos de 1996 e 2019, uma queda menor se comparada ao índice nacional e da região Norte, que foram respectivamente de 64% e 72%. O Pará foi o estado da região Norte que menos conseguiu reduzir a mortalidade infantil relacionada à condição, tornando-se o detentor do maior índice de mortalidade infantil da região Norte em 2019.
CONCLUSÃO: É necessário que as políticas públicas de saúde sejam direcionadas para a melhoria do atendimento pré-natal e do parto com o intuito de reduzir a taxa de mortalidade infantil por hipóxia intrauterina e asfixia perinatal, especialmente nas regiões mais remotas do estado para que se alcancem os mesmos avanços obtidos no resto do País. Palavras-chave: Asfixia neonatal, Base de dados, Mortalidade infantil.
Perfil clínico e epidemiológico de crianças e adolescentes portadores de hemofilia em um centro de referência
Marcela Bezerra Marques; Maria Aline Ferreira de Cerqueira
MÉTODO: estudo descritivo, observacional e transversal, através de dados extraídos dos prontuários de 63 pacientes abaixo de 18 anos. Os resultados obtidos foram analisados por meio de frequência absoluta e relativa, além de teste qui-quadrado (x2).
RESULTADOS: Entre 63 pacientes, 95% eram portadores de hemofilia tipo A, 67% acometidos pela forma grave e 59% pertenciam à faixa etária de 11 a 18 anos. A presença de complicações esteve associada a maior número de atendimentos por ano. Estas predominaram na forma de artropatia crônica (37%), enquanto que a hemorragia intracraniana (HIC) acometeu 6% dos enfermos. Nos pacientes com indicação de profilaxia, 7% não a realizavam. Dentre os 05 pacientes com hemofilia grave que estiveram presentes em 01 atendimento ao ano, 80% eram oriundos do interior e 20% de outro estado.
CONCLUSÕES: A caracterização clínico-epidemiológica das crianças e adolescentes nesse centro de referência especializada corrobora com os dados disponíveis na literatura. Palavras-chave: Hemofilia A, Hemofilia B, Fatores de coagulação sanguínea, Epidemiologia.
Conhecimento e percepções sobre acne entre adolescentes
Suzane Pasqual; Thais dos Santos Rohde; Luísa Polo Silveira; Mariana Canato; Mariana Aparecida Pasa Morgan; Vânia Oliveira de Carvalho
MÉTODOS: Estudo transversal e analítico, realizado no período de maio de 2018 a maio de 2019. Os dados foram coleta-dos por questionário aplicado a discentes com 13 a 20 anos matriculados em duas escolas, com 793 participantes (462 de escola pública e 331 de particular). Os dados foram avaliados pelos testes qui-quadrado de Pearson, de Yates e t de Student.
RESULTADOS: A média de idade dos participantes da escola particular foi de 15.02±1.25 anos e da pública 16.21±1.45 anos (p=0.07). Tinham acne 75.8% dos adolescentes da escola particular e 79.6% da pública (p=0.08). Consultaram um médico em função da acne 54.7% dos adolescentes da escola particular e 45.8% da pública (p<0.0001). Mais alunos da escola pública acharam desnecessário consultar um médico em função da acne em comparação a alunos da escola particular (67.8% vs 32.2% - p<0.0001). Mais alunos da escola pública responderam que ácaros causam acne. A percepção de que contraceptivos hormonais pioram a acne esteve presente em 42% dos alunos da escola pública contra 28.4% da escola particular (p<0.001).
CONCLUSÕES: Os adolescen-tes demonstraram percepções equivocadas sobre acne, principalmente os da escola pública, que também tiveram menos acesso ao atendimento médico. Palavras-chave: Acne vulgar, Comportamento do adolescente, Conhecimento.
Disfonia e estridor em paciente pediátrico
Alice de Mora Vogt; Rafael Rocha; Priscila Coelho Amaral
Relação entre reação de hipersensibilidade e a dose zero da vacina tríplice viral: um relato de caso
Paula Caixeta de Andrade; Ana Elisa Choucair Hosken Arão; Anna Carlinda Arantes De Almeida Braga; Igor Yury Silva; Helena Fontenelle de Carvalho; Débora Cruz Cerqueira
RELATO DE CASO: Paciente sexo masculino, 6 meses de idade, compareceu à consulta de puericultura para investigação de possível reação de hipersensibilidade após administração da dose zero da vacina Tríplice Viral. Ao exame físico, apresentava bom estado geral, desenvolvimento compatível com a idade e hipersensibilidade generalizada.
DISCUSSÃO: Aborda sobre a importância da Vacina Tríplice Viral e levanta a questão de poucos estudos acerca das consequências diante do novo protocolo vacinal, que preconiza a administração da dose zero em crianças menores de um ano, diante do surto de sarampo.
CONCLUSÃO: A vacina Tríplice Viral é um eficiente mecanismo para o combate ao sarampo. Os benefícios se sobrepõem aos efeitos adversos da vacina, no entanto, faz-se necessário mais estudos a fim de se conhecer as reais consequências da administração da dose zero em crianças menores de um ano. Palavras-chave: Vacinas, Vacina contra sarampo-caxumba-rubéola, Efeitos adversos, Hipersensibilidade.
Enterocolite necrosante neonatal: relato de caso e revisão de literatura
Karla Denise Barros Ribeiro Vasques; Érika de Oliveira Santos; Neideana Ewerton Aleixo
Manifestações raras de apresentação de tuberculose em crianças: série de casos
Halana Salles Amorim Tavares Sias; Yoana Palatianos de Araújo; Fernanda Pinheiro Barra; Caio Pluvier Duarte Costa; Selma Azevedo Sias; Clemax Couto Sant'anna; Christiane Mello Schmidt; Claudete Araújo Cardoso
Um olhar especial para o hipopituitarismo na infância: relato de caso
Anna Paula Cesar Costa; Janaína Cardozo Gomes Ferreira; Mariana Lins Lacerda; Fauzi Ali Rached; Camila De Conti Fochi
Epilepsia por dependência de piridoxina: um relato de caso
Larissa Magalhães de Paiva; Luigi Neves Reis; Rinara Grossi de Andrade; Shaira Salvadora Cunha Brito; Giulia Antunes Chieppe; Isabela Bernardino Freire
Síndrome de Bart: relato de caso e revisão
Maria Paula Sandri Facchin; Mayara Reis de Oliveira; Mauren Seidl; Marina Helena Capra; Ana Carolina Vieira; Fabiana Rubbo de Melo; Jaqueline Reginatti
Perfil epidemiológico e clínico de crianças com nevo melanocítico congênito gigante em um serviço de dermatologia
Bruna Cavaleiro de Macêdo Souza; Ana Carolina Batista Pamplona de Freitas; Lorena de Britto Pereira da Cruz; Carla Andrea Avelar Pires; Jaqueline Azevedo Leão; Thais Suellen Ramos Allen; Maria Amelia Lopes Santos
DESCRIÇÃO DOS CASOS: Pacientes com idades entre 1 e 11 anos, sendo quatro do sexo feminino, todos pardos, bom estado nutricional, pré-natal sem intercorrências e negavam consanguinidades. Os cinco casos apresentavam lesões no tronco, com diversos padrões de distribuição: calção de banho (1), corpo (1), costas (1) e bolero (2), maioria com mais de cinquenta lesões-satélites contendo hipertricose e prurido. Na análise histopatológica, todos foram compatíveis com nevo, um dos casos teve associação com neurofibroma, dois com melanose neurocutânea e um desses com melanoma no cérebro evoluindo para óbito.
COMENTÁRIOS: o Nevo Melanocítico Congênito Gigante é uma afecção rara, definida pela presença de lesão melanocítica, medindo no mínimo 20cm, presente desde o nascimento. Tem sua relevância clínica pela associação com complicações graves como o melanoma e/ou melanose neurocutânea. O registro dessa casuística visa contribuir com maior conhecimento sobre a doença, que traz implicações físicas, psicoemocionais, sociais e risco de malignidade. Palavras-chave: Dermatologia, Pediatria, Nevo, Nevo pigmentado, congênito.
Síndrome de West associada à lisencefalia: relato de caso
Gabriella Mendes Dias Santos; Pedro Teixeira Meireles; Beatriz Moreira Motta de Freitas; Janaina Barbosa de Oliveira; Heloisa Cirilo Sousa; Luciana Silva Godoy; Julieta Isabel Triana Cansino
Aplasia cútis congênita no couro cabeludo: relato de caso e revisão de literatura
Tiago Lima Castro; Carolina Garcia Pereira; Queila Esteves de Oliveira; Leandro Meirelles Nunes
MÉTODO: Relatamos o caso de um neonato ao primeiro exame físico com lesão anular vesicular, em região occipital, de 0,8 cm em maior diâmetro, com conteúdo hialino/ sanguinolento e hiperemia periférica. Após ter sido feito diagnóstico clínico, optamos pelo tratamento conservador com aplicação tópica de hidrogel até cicatrização completa. Paciente, então, recebeu alta hospitalar, com posterior retorno e resolução da lesão aos 30 dias de vida.
CONCLUSÃO: Aplasia cútis congênita é uma doença rara, que pode atingir somente couro cabeludo, mas também pode apresentar-se com ausência de parte da calota craniana, o que aumenta a mortalidade devido ao maior risco de complicações como fístula liquórica, meningoencefalite e sangramento. Palavras-chave: Displasia ectodérmica, Couro cabeludo, Recém-nascido.
Acidente botrópico em paciente pediátrico: relato de caso
Karoline Silva Zeni; Aline Campani Rodrigues; Camila Cé de Souza; Diego Gonçalves Mastella; Guilherme Michelon; Rafaela Dahlke; Leticia Fortkamp de Almeida; Fabiana Stradiotto Sartor
Diagnóstico tardio de síndrome de deleção 22q11.2 em criança com hipocalcemia sintomática: relato de caso
Camila Dalle Rocha; Maisa Andressa Sohn; Felipe Augusto Moreschi; Daniel Almeida do Valle; Mara Lúcia Schmitz Ferreira Santos; Vitor Costa Palazzo
Deficiência de Lipase Ácida Lisossômica (LAL): análise enzimática em papel-filtro como ferramenta diagnóstica em paciente com diagnóstico prévio de doença de Niemann-Pick tipo C
Marcella Borges; Luissa Hikari Hayashi Araujo; Bruno Lima; Laura Vagnini; Alberto Salles; Guerino Pelicer Neto-Magalhães; João Paulo Cristofolo; João Paulo Freitas; Pedro Ivo Aranas; Jacqueline Harouche Rodrigues Fonseca; Fernanda Seabra Souza Timm; Charles Marques Lourenço,
RELATO DE CASO: Paciente, 12 anos, sexo masculino, foi encaminhado para investigação de hepatomegalia. Inicialmente diagnosticado como portador de doença de Niemann-Pick tipo C (NPC), não apresentava mutações confirmatórias dessa doença. Posteriormente, com dosagem enzimática da lipase ácida lisossomal em papel-filtro foi redirecionado o diagnóstico para LAL-D (com confirmação em dosagem enzimática em leucócitos e fibroblastos).
DISCUSSÃO: Apesar de LAL-D ser considerada uma rara e incomum causa de doença hepática, estudos recentes apontam para uma prevalência maior dessa doença. Diagnóstico precoce é fundamental, visto já ser disponível tratamento específico para essa doença. Cerca de metade dos pacientes com LAL-D falecem antes dos 21 anos de idade na ausência de tratamento adequado. Palavras-chave: Encefalopatias metabólicas congênitas, Fígado gorduroso, Hepatomegalia, Diagnóstico.
Síndrome de quilomicronemia familiar: relato de caso
Alana Maria Vasconcelos Parente; Ricardo Fernando Arrais; Jenner Chrystian Veríssimo de Azevedo; Marina Targino Bezerra Alves
RELATO DE CASO: Lactente do sexo masculino com histórico de irritabilidade, baixo ganho ponderal e regurgitações desde 15 dias de vida, com piora progressiva. Aos 3 meses, evoluiu com vômitos biliosos e desidratação, com necessidade de internação hospitalar. Evidenciados acidose metabólica e hipertrigliceridemia, além de aspecto lipêmico do soro. Instituída hidratação venosa rigorosa, dieta zero e antibioticoterapia, com melhora clínica e redução drástica de triglicerídeos séricos. Após suspeita de síndrome de quilomicronemia familiar, iniciada dieta à base de leite desnatado e coleta de teste molecular específico, o qual confirmou o diagnóstico posteriormente. Após alta hospitalar, encaminhado ao ambulatório de endocrinologia pediátrica para seguimento.
DISCUSSÃO: A descrição de um caso raro de dislipidemia grave é ferramenta essencial para suspeição clínica, possibilitando o manejo adequado e redução das complicações e risco de morte. Palavras-chave: Dislipidemias, Hipertrigliceridemia, Lipase lipoproteica.
Aneurisma de apêndice atrial esquerdo: um achado radiográfico acidental - relato de caso
Camila Maria Malnarcic; Roberta Costa Palmeira; Jessica Terribele; Myka Paloma Mascarenhas; Pedro Henrique Coelho; Mylena Narumi Takahashi; Natan Terribele; Elisa Brandalize
Abscesso renal em pediatria - desafios para o diagnóstico e manejo: relato de caso
Alexandre Neves da Rocha Santos; Maria Cristina Andrade; Eduardo Freitas Hatanaka
RELATO DE CASO: Adolescente de 16 anos, masculino, com antecedente de transtorno do espectro autista e distrofia muscular de Duchenne, apresenta-se em pronto socorro infantil com queixa de febre em vigência de antibioticoterapia para tratamento de infecção de trato urinário. Apesar de haver leucocituria, a urocultura era negativa. Foi realizado ultrassonografia do aparelho urinário que não evidenciou alterações. Em complementação com tomografia computadorizada, foram observados abscesso renais múltiplos à direita. Foi realizada punção por radiologia intervencionista com cultura do aspirado positiva para Klebsiella pneumoniae cepa produtora de betalactamase (ESBL). Administrado antimicrobiano endovenoso por 21 dias, com resolução completa dos sinais e sintomas.
DISCUSSÃO: Abscessos renais são raros na população pediátrica. No entanto, devem ser lembrados como diagnóstico diferencial de febres prolongadas e evolução desfavorável de infecção do trato urinário, particularmente diante de quadros recorrentes. O diagnóstico oportuno de tal condição é essencial para o adequado manejo e redução de complicações. Palavras-chave: Infecções urinárias, Ultrassonografia de intervenção, Abscesso abdominal, Doenças Urológicas.
Tromboembolismo pulmonar em criança com Distrofia Muscular de Duchenne: relato de caso
Daniel Raylander da Silva Rodrigues; Paulo Sucasas Costa; Patrícia Marques Fortes; Dégila da Costa Cruz; Flávia Medeiros Fonseca; Deborah Cristina Fogaça
MÉTODOS: As informações foram obtidas através de revisão do prontuário médico do paciente acrescido de discussão com base em revisão bibliográfica. Discussão: TEP não é comum entre crianças, sendo que, em 95% dos casos, há uma causa subjacente, entre elas a doença de Duchenne que é uma afecção predisponente devido ao estado de hipercoagulabilidade. O diagnóstico da população pediátrica não conta com testes validados como para adultos, nesse caso a angiotomografia foi o exame de escolha com sensibilidade e especificidade acima de 90%. Além do diagnóstico, é essencial a classificação de risco, a qual é necessária para a escolha terapêutica. Nesse sentido, pacientes de baixo risco recebem anticoagulação, enquanto pacientes de alto risco recebem terapia com drogas trombolíticas; em pacientes com contraindicações para essas classes medicamentosas pode ser necessária intervenção cirúrgica. A identificação correta e o manejo precoce são fundamentais para a interrupção na progressão da doença e prevenção das sequelas, bem como para evitar abordagens invasivas desnecessárias.
CONCLUSÃO: Devido à dificuldade diagnóstica do tromboembolismo pulmonar na população pediátrica, é essencial realizar uma investigação clínica detalhada, por meio da realização de diagnóstico diferencial e avaliação dos fatores de risco, visto que outras doenças podem mimetizar essa condição clínica, que pode cursar com sinais e sintomas inespecíficos. Palavras-chave: Embolia pulmonar, Distrofia muscular de Duchenne, Criança, Adolescente.
Enterocolite necrotizante grave em recém-nascido a termo: relato de caso
Julia Miranda Menezes; Leonardo Van De Wiel Barros Urbano Andari; Manuela Maria Insuellos Besen; Graziela de Araujo Costa; Tadeu Silveira Martins Renattini; Viviane Mauro Corrêa Meyer
Pneumotórax espontâneo como manifestação inicial de Influenza A (H1N1) em pediatria: relato de caso
Thomas Eugenio Portes de Almeida; Raisa Nalin Bucater; Thalia Vieira Pires; Isabela Daher Anbar; Fernanda Fortuci Resende Botelho
DESCRIÇÃO DO CASO: Escolar, 8 anos, masculino, história de tosse seca há um dia, evolui com dispneia, tosse produtiva, taquipneia, taquicardia e enfisema subcutâneo, referenciado para hospital terciário. À admissão no hospital apresenta-se taquicárdico com enfisema subcutâneo palpável bilateralmente na parede torácica, em uso de máscara de oxigênio e evidenciando quedas na saturação arterial de oxigênio. Ausculta pulmonar com roncos, sibilos expiratórios e retração de fúrcula. Administrado corticoide, broncodilatador, oxigenoterapia e antibioticoterapia. Avaliação radiológica evidenciou pneumotórax bilateral e enfisema subcutâneo bilateral. Optada pela internação em Unidade de Terapia Intensiva Pediátrica (UTI-Ped). Realizada drenagem de tórax bilateral, intubação e ventilação mecânica. No sexto dia de internação obteve resultado positivo para Influenza A H1N1. Recebeu alta da UTI-Ped no nono dia de internação e alta hospitalar no dia seguinte, assintomático.
COMENTÁRIOS: O pneumotórax como manifestação inicial em criança com Influenza A (H1N1) é uma entidade rara. O presente caso reforça a necessidade de ampliar as opções de diagnóstico diferencial na criança com pneumotórax espontâneo. Palavras-chave: Pediatria, Pandemia de Influenza, Pneumotórax.
Janela aortopulmonar em lactente: rara cardiopatia - relato de caso
Gessianni Claire Alves de Souza,; Caio César Melo Delgado; Helena Maria Fonseca de Souza; Rafaela Andrade Melo; Yngra Bastos Mesquita Minora de Almeida; Luziene Alencar Bonates dos Santos; Taiana Alves de Alcantara Andrade