Volume 15 - Número 1
Benefícios da amamentação na redução do risco cardiovascular em crianças a médio e longo prazo: uma revisão sistemática
Ronaldi Gonçalves dos Santos; Tarcila Antunes de Oliveira Banagouro
MÉTODO: Foi realizada a busca sistemática da literatura em inglês, português e espanhol nas seguintes bases de dados: PubMed/MEDLINE, Embase, Cochrane e Scopus. Os principais descritores em ciência da saúde buscados em português e inglês foram: "breastfeeding" e "risk cardiovascular".
RESULTADO: Este estudo revisou 5.936 pacientes que foram avaliados quanto a fatores de risco para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares e a influência da amamentação com leite materno. Dentre os ensaios observou-se uma leve prevalência do sexo masculino em relação ao feminino. A idade média dos estudos variou entre 13,2 e 71 anos.
CONCLUSÃO: A amamentação exclusiva por pelo menos 3-6 meses com leite materno pode estar relacionada à redução do risco cardiovascular por redução de fatores de risco como a reposta endotelial, espessura médio-intimal, chance de desenvolvimento de placas aterosclerótica, colesterol total, pressão arterial e razão LDL/HDL. Também foi observada redução de hemoglobina glicada em pacientes não diabéticos. Além disso, a soma dessas variáveis pode refletir em uma saúde cardiovascular favorável. No entanto, não foi observada diferença estatística em relação ao índice de massa corporal, triglicerídeos e glicemia. Palavras-chave: Aleitamento materno, Fatores de risco de doenças cardíacas, Aterosclerose, Obesidade.
Constipação em Pediatria - uma revisão de artigos publicados nos últimos dez anos
Henrique Ortiz
MÉTODOS: Trata-se de um estudo de revisão sistemática do tipo integrativa utilizando as bases de dados Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) e Scientific Electronic Library Online (SciELO), incluindo trabalhos publicados entre 2013 e 2023, em português e inglês. Foram excluídos artigos repetidos; aqueles cujo tema não era compatível com os objetivos do trabalho, ou por não estarem acessíveis gratuitamente.
RESULTADOS: 20 trabalhos foram analisados, nos quais se pode observar que a literatura é divergente quanto aos fatores de risco para o desenvolvimento de constipação, mas o aleitamento materno permanece como fator protetor. A etiologia e a fisiopatologia da condição são multifatoriais e têm como base um círculo vicioso desencadeado por experiências de evacuações dolorosas. Para que o paciente que costumeiramente apresenta baixa frequência evacuatória e dor abdominal seja diagnosticado, utilizam-se critérios em constante evolução e que atualmente obedecem à padronização de Roma IV. O tratamento é baseado em 4 critérios: desmistificação, desimpactação fecal, mudança da dieta e dos hábitos de vida e uso de laxativos.
CONCLUSÃO: Apesar da constante evolução dos conhecimentos sobre o tema, ainda restam lacunas a serem preenchidas, principalmente sobre tratamento e diagnóstico da constipação em pediatria. Além disso, pode-se perceber o relato da falta de conhecimento dos profissionais da saúde quanto às atualizações mais recentes na literatura. Palavras-chave: Constipação intestinal, Diagnóstico, Pediatria.
O impacto do vegetarianismo frente ao crescimento e desenvolvimento das crianças durante o período de 0 a 2 anos de idade
Nathalye Emanuelle Souza de Sá Lemos; Lucas Mendes Linard Arrais
Retinopatia da prematuridade e a sua relação com oxigenoterapia:uma revisão integrativa
Ed Cleso Pereira de Souza Filho; Manoela Cardoso de Oliveira; Milena Veiga Wiggers; Nathalia Camargo; Tabatha Paegle Beltrão Souza; Carolina Helena Haveroth Lara; Maria Julia Doin-Vieira; Gabrielly Fernanda de Oliveira; Scheila Siebeneicher
OBJETIVOS: Levantar evidências científicas a respeito da ROP e uso de oxigenoterapia, assim como compreender sua fisiopatologia e possíveis fatores de prevenção.
MÉTODOS: Trata-se de uma revisão integrativa. Foram utilizadas base de dados PubMed, Medline, ScienceDirect, SciELO e Cochrane, sendo pesquisados termos relacionados à ROP nos idiomas inglês, francês ou português.
RESULTADOS: A retinopatia da prematuridade trata-se de uma doença vasoproliferativa grave que ocorre em recém-nascidos prematuros, que, se não tratada em tempo hábil, pode levar ao descolamento da retina e deficiência visual. Fisiopatologicamente o desenvolvimento vascular retiniano completo, que ocorre entre a 40ª e a 44ª semana de idade pós-menstrual, é interrompido devido à prematuridade. Atualmente, a principal causa de ROP é o mal uso da oxigenoterapia em recém-nascidos; no entanto, há outros fatores como cardiopatias congênitas e anencefalia.
CONCLUSÃO: Os avanços em cuidados neonatais permitiram uma elevação na taxa de sobrevivência em prematuros e a incidência de ROP acompanhou esse aumento. Visto isso, como a principal causa está relacionada ao uso inadequado de oxigenoterapia, englobando hiperóxia e flutuações nos níveis de saturação de oxigênio, manter o controle dessa técnica terapêutica mostra-se um grande artifício contra a ocorrência de ROP. Entretanto, é necessário cautela ao diminuir os níveis de saturação de oxigênio, já que essa redução pode aumentar a mortalidade dos neonatos. Palavras-chave: Retinopatia da prematuridade, Oxigenoterapia, Nascimento prematuro, Recém-nascido.
Distúrbios do sono em adolescentes: uma avaliação crítica da influência dos dispositivos eletrônicos - revisão de literatura
Arthur Almeida dos Santos Lisboa; Magda Lahorgue Nunes
FONTES DE DADOS: Foram revisados artigos listados nos repositórios do PubMed e National Library of Medicine, utilizando os termos de busca sono, adolescência, celulares, mídias eletrônicas, assim como livros e referências diversas.
SÍNTESE DE DADOS: A adolescência é uma fase marcada por mudanças profundas, afetando o bem-estar dos jovens. O sono é crucial, mas tem sido afetado pelo uso intenso de mídias sociais e eletrônicos, resultando em desafios para o aprendizado, equilíbrio emocional e saúde física e mental.
CONCLUSÃO: Os dispositivos eletrônicos impactam negativamente o sono dos adolescentes de várias formas, seja pela emissão de luz azul, pela influência das mídias sociais ou por fatores externos. Portanto, é crucial adotar estratégias abrangentes para promover hábitos saudáveis de sono e, assim, melhorar a qualidade e a duração do sono nessa faixa etária. Palavras-chave: Transtornos do sono-vigília, Adolescente, Ritmo circadiano, Smartphone, Poluição luminosa.
Otimização do procedimento de intubação traqueal de urgência em pediatria
Michelle Toscan; Jefferson Pedro Piva; Patricia Miranda Lago
OBJETIVO: Avaliar os fatores associados ao sucesso e complicações do procedimento de IT realizado no Serviço de Emergência e Medicina Intensiva Pediátrica do Hospital de Clínicas de Porto Alegre.
METODOLOGIA: Estudo transversal contemporâneo envolvendo todas as intubações realizadas durante oito meses. Os dados do procedimento foram obtidos por meio de entrevista com o médico que realizou a IT e coleta direta no prontuário. Entre os dados avaliados, os principais fatores incluem o número de tentativas, adesão ao protocolo, experiência e características clínicas e demográficas da amostra.
RESULTADOS: Foram avaliados 130 procedimentos. A sequência rápida de intubação foi empregada sempre que indicada. As IT foram classificadas como difíceis em 18,5% dos casos. A média de tentativas por procedimento foi de 1,7±1,3. Foram necessárias três ou mais tentativas em 68,1% dos casos com alterações anatômicas faciais ou de vias aéreas (p<0,001). O acesso às vias aéreas foi alcançado em 100% dos pacientes. O maior sucesso no procedimento esteve associado à experiência do profissional envolvido.
CONCLUSÕES: A IT é um procedimento seguro quando realizado por médicos qualificados e treinados. A adesão ao protocolo de sequência rápida, aliada a um plano de ações e alternativas bem definido diante das dificuldades, garante maior segurança em situações críticas. Palavras-chave: Indução e Intubação de Sequência Rápida, Manuseio das Vias Aéreas, Unidades de Terapia Intensiva Pediátrica, Intubação Intratraqueal, Tratamento de Emergência.
Precepção dos profissionais de saúde em um hospital escola sobre cuidados paliativos em pediatria
Fernanda Queiroz Xavier; Juliana Queiroz Xavier
A influência da hipertrofia de tonsilas no crescimento e desenvolvimento infantil
Monique Frank de Vasconcelos; Luisa Barbosa Soares; Pedo Pereira Bissoli; João Daniel Caliman e Gurgel
MÉTODO: Estudo prospectivo, com população-alvo de crianças com hipertrofia de tonsilas submetidas à adenoidectomia e/ou amigdalectomia. As informações foram adquiridas antes do procedimento cirúrgico através de questionário destinado aos responsáveis, que avaliaram sexo, idade, peso, altura, índice de massa corpórea e queixa principal.
RESULTADO: Foram analisados 52 pacientes com indicação de tonsilectomia entre três e onze anos. As crianças, em sua maioria, encontravam-se eutróficas, 30,8% das crianças estavam acima do peso ideal e 3,8% estavam abaixo do peso ideal. Quanto à relação estatura por idade, 96,15% das crianças apresentavam estatura adequada e 3,85% apresentavam baixa estatura para a idade. As principais queixas que levaram as crianças ao atendimento médico foram roncos, amigdalite crônica, respiração bucal e infecções de vias aéreas superiores de repetição. O principal exame complementar solicitado foi a radiografia de cavum.
CONCLUSÃO: Não houve relação direta da hipertrofia de tonsilas com o déficit de crescimento pôndero-estatural nas crianças estudadas. Foi observado apenas um pequeno aumento da taxa de sobrepeso e obesidade, em crianças maiores, porém sem significância estatística. Palavras-chave: Crescimento e desenvolvimento, Tonsila faríngea, Tonsila palatina, Hipertrofia, Tonsilectomia.
Obstáculos no tratamento da dor pediátrica: visão dos profissionais de saúde de um hospital universitário
Poliana Cristina Carmona Molinari; Gabriela Camila Ramos Alvarenga; Lais Fernandes Swenson; Esther Angelica Luiz Ferreira
OBJETIVO: Verificar quais são as barreiras para o tratamento da dor na visão dos profissionais de saúde que trabalham em um hospital universitário.
MÉTODO: Estudo observacional, descritivo e transversal, do tipo survey, com profissionais de saúde dos diversos setores pediátricos do Hospital Universitário da Faculdade de Medicina de Jundiaí. Resultados: Foram 56 profissionais da saúde, média de 41 anos, 91,1% do sexo feminino, 80,4% com graduação em medicina e tempo médio de formação de 15 anos. Em torno de 65% utilizam escalas de avaliação de dor na rotina e 50% relataram que não há um protocolo para tratamento de dor infantil em seu setor de trabalho. Aproximadamente 83% acreditam que a dor é subdiagnosticada e/ou subtratada e 26,8% tiveram um bom aprendizado em dor durante a graduação. Em torno de 34% expressaram medo em prescrever opioides; em relação à morfina, 17,9% concordaram que ela é utilizada apenas em situações extremas e para pacientes em cuidados paliativos e 26,8% não se sentem confortáveis em prescrevê-la. Para melhorar o tratamento da dor, 67,5% sugerem a educação e treinamento, e quase 40%, a elaboração de protocolos institucionais.
CONCLUSÃO: As principais barreiras para o tratamento da dor foram: falta de treinamento/aprendizado em dor, ausência de protocolo institucional e falta de conhecimento para prescrição e manejo dos opioides. Palavras-chave: Cuidados paliativos, Dor, Pediatria, Analgésicos opioides, Criança.
Fatores relacionados ao internamento na primeira infância em um Hospital Terciário de Fortaleza, Ceará
Rebeca Holanda Nunes; Virna da Costa e Silva; Francisco Helder Félix Cavalcante
OBJETIVO: estudar os fatores de risco associados ao internamento na primeira infância no Hospital Infantil Albert Sabin, Fortaleza,Ceará,Brasil.
MÉTODOS: estudo transversal observacional com dados colhidos por formulário aplicado a crianças de 1 mês a 5 anos.
RESULTADOS: A amostra foi de 100 crianças, das quais 38% referiram alguma doença crônica. 10% foram classificados com internação intermediária e 59% como internação prolongada. Houve correlação estatisticamente significativa com relação do tempo de internamento e às seguintes variáveis: sexo masculino, primeiro filho, contato com animais, tabagismo passivo, dificuldade com aleitamento materno, comorbidades prévias, procedimento cirúrgico e suplementação.O principal sistema orgânico acometido foi o respiratório (54%), sendo pneumonia o diagnóstico mais prevalente.
DISCUSSÃO: A maioria dos pacientes estava na sua primeira internação. Realização de procedimento cirúrgico durante a internação pode corresponder à maior gravidade do quadro. A taxa devacinação encontrada foi baixa, quando comparada ao esperado. Mais da metade dos pacientes não fazia consulta de rotina com um profissional de saúde capacitado.
CONCLUSÃO: Neste estudo conseguimos levantar a suspeita de que pacientes que passam por procedimento cirúrgico em uma enfermaria clínica pediátrica tendem a ter internação prolongada. Além disso,uso devitamina D econtato com animais domésticos foramrelacionados a fatores protetores para internações intermediárias. Palavras-chave: Hospitalização, Tempo de internação, Cuidado da criança.
Conhecimento das necessidades e da satisfação dos familiares de pacientes admitidos na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal e Pediátrica de um hospital do Sul do Brasil
Lidia Guarezi Marcon; Karla Dal Bó Michels
MÉTODO: estudo observacional com delineamento descritivo. A população foi composta por familiares dos pacientes internados na unidade nos meses de março a agosto de 2020 e investigaram-se as suas necessidades por meio da aplicação do Inventário das Necessidades e Estressores de Familiares em Terapia Intensiva (INEFTI).
RESULTADOS: Dos 71 familiares participantes da pesquisa, 59,1% não possuíam conhecimento sobre o diagnóstico clínico dos seus parentes. As necessidades consideradas mais importantes estão relacionadas à Segurança e à Informação. As menos importantes ao Suporte e ao Conforto. As necessidades de maior satisfação estão relacionadas à Segurança e Proximidade com o paciente. As menos satisfeitas, ao Suporte e Conforto.
CONCLUSÃO: O presente estudo sugere que a equipe médica seja acessível e compreensiva e que dê informações completas aos familiares sobre o diagnóstico de admissão dos pacientes, bem como as causas e consequências da doença. Palavras-chave: Unidades de Terapia Intensiva neonatal, Unidades de Terapia Intensiva pediátrica, Cuidados críticos, Família, Conhecimento.
Prevalência do uso de telas em crianças: um estudo observacional no extremo sul catarinense
Ketlyn da Luz Borges; Bruna Melo Bianchini; Ana Cláudia Bortolotto Milanesi
MÉTODOS: Estudo observacional transversal, com coleta de dados primários, no local pré-determinado, e que envolveu 135 pacientes de zero a seis anos, cujos pais e/ou responsáveis responderam ao questionário elaborado e assinaram o termo de consentimento livre e esclarecido.
RESULTADOS: Do total de crianças avaliadas, encontrou-se uma prevalência de 85,92% do uso de telas. Os principais dispositivos tecnológicos utilizados foram a televisão (73,3%), seguida pelo celular (19,8%). O tempo médio diário de exposição encontrado foi de 1,07 horas. Das 21 variáveis testadas, seis apresentaram associação significativa ao tempo de exposição às telas: idade, tipo de tela, frequência em escola/creche, presença de estímulo à atividade física, tela utilizada durante refeições e presença de limite de uso de telas.
CONCLUSÕES: Observou-se um uso de telas na primeira infância altamente prevalente e precoce na população estudada. Os achados de perfil sociodemográfico, assim como as associações entre tempo de tela e fatores predisponentes ampliam a literatura brasileira, evidenciando semelhanças e diferenças com estudos prévios. Palavras-chave: Criança, Saúde da criança, Tempo de tela.
Tipo de parto e alimentação complementar: o impacto no excesso de peso em crianças pré-púberes
Gabriela Carvalho Valencia; Nádia Cristina Pinheiro Rodrigues; Lívia Drumond de Lima; Fernanda Mussi Gazolla Jannuzzi; Cecília Lacroix de Oliveira; Paulo Ferrez Collett Solberg; Livia de Castro Araujo Valente; Elisabeth de Amorim Machado; Valéria Yasmine Marinelli Vicente; Beatriz Louise Costa Themístocles; Isabel Rey Madeira
MÉTODOS: Estudo observacional e trans-versal realizado em ambulatório de pesquisa em obesidade infantil com crianças de 5 a 11 anos eutróficas e com excesso de peso. Os dois grupos foram comparados quanto a variáveis relacionadas ao nascimento e à nutrição infantil no primeiro ano de vida, e foi avaliada a associação dessas variáveis com excesso de peso.
RESULTADOS: Foram estu-dadas 143 crianças, sendo 32 (22,4%) crianças alocadas no grupo de eutróficos e 111 (77,6%) alocadas no grupo com excesso de peso. Na comparação entre os grupos, foi encontrada diferença significativa (p<0,05) em relação à média de idade, ao tipo de parto, ao aleitamento materno nas primeiras seis horas de vida e à mediana de idade de intro-dução de sólidos. A regressão logística múltipla mostrou associação entre parto cesárea e excesso de peso.
CONCLUSÃO: Verifica-se que o nascimento por parto normal diminui em 79% as chances de uma criança ter excesso de peso. O estudo mostra a influência do tipo de parto sobre a saúde futura dos recém-nascidos, e sua proteção contra o desen-volvimento de obesidade infantil. Palavras-chave: Parto normal, Cesárea, Aleitamento materno, Nutrição da criança, Sobrepeso, Criança.
Inovação e Progresso: novidades na revista Residência Pediátrica
Marilene Crispino; Clemax Sant’Anna; Edson Liberal
Impacto social e importância da tuberculose na infância e adolescência
Magnólia Arango Loboguerrero
Transposição corrigida de grandes artérias em rotina de alojamento conjunto: Relato de caso
Bruno Dias Queiroz; Vinicius Dorighetto Ardisson; Sônia Maria Alves Andrade; Priascila de Castro Soares Barreto; Andrea Lube Antunes de S Thiago Pereira,
OBJETIVOS: Descrever sobre a Transposição Corrigida de Grandes Artérias, revendo a anatomia, elucidando os exames complementares confirmatórios e a conduta em um atendimento emergencial diante de cardiopatia congênita dependente de canal arterial.
RELATO DE CASO: Recém-nascido termo, adequado para idade gestacional, sexo feminino, nascido de parto normal sem necessidade de reanimação neonatal. A mãe realizou pré-natal regular, sem intercorrências. Na visita de rotina em alojamento conjunto, paciente apresentava cianose importante, sem alteração no exame físico que explicasse clínica.
CONCLUSÃO: Reforça-se a importância dos ultrassons durante pré-natal em busca do diagnóstico precoce de anomalias congênitas e presença de equipe multidisciplinar preparada para identificar sinais clínicos indicativos de cardiopatia cianótica crítica, permitindo atendimento rápido e assertivo fundamentais para um desfecho favorável para o recém-nascido. Palavras-chave: Cardiopatias congênitas, Atresia pulmonar, Transposição das grandes artérias corrigida congenitamente, Pediatria.
Hipoglicemia hiperinsulinêmica da infância refratária ao uso de diazóxido em lactente: relato de caso
Ana Beatriz Charantola Beloni; Ana Clara Charantola Beloni; Mila Pontes Ramos Cunha; Fabio Roberto Amar
OBJETIVO: Relatar o caso de hipoglicemia refratária ao uso de diazóxido e descrever a importância do diagnóstico e da terapêutica.
RELATO DE CASO: Lactente do sexo feminino em investigação de hiperinsulinismo congênito não responsivo a diazóxido, com imagem sólido-cística em topografia de pâncreas. Foi realizada pancreatectomia caudal, porém paciente continuou com episódios de hipoglicemia e evoluiu com distensão abdominal e intolerância à dieta enteral. Nova tomografia computadorizada de abdome mostrou sinais de ressecção da cauda pancreática com alças intestinais, sem sinais de tumoração, diagnosticando como nesidioblastose. Paciente manteve quadro de hipoglicemia mesmo com uso de octreotide, sendo encaminhada à cirurgia para pancreatectomia subtotal com exérese de tumor retroperitoneal. Após estabilização do quadro em unidade de terapia intensiva, recebeu alta para seguimento em ambulatório de endocrinologia pediátrica e investigação para a síndrome de Beckwith-Wiedmann.
CONCLUSÃO: O diagnóstico é clínico e a terapêutica consiste no uso de diazóxido via oral, visando prevenir crises hipoglicêmicas e evitar repercussões sistêmicas. Pelo potencial de gravidade, a demora para o diagnóstico e tratamento corretos pode levar a complicações para toda a vida, como danos neurológicos graves.
Palavras-chave: Hipoglicemia, Hiperinsulinismo congênito, Síndrome de Beckwith-Wiedemann.
Síndrome de Sweet na infância: um relato de caso
Paula Brandalise Nunes; Paula Pozzolo Ogeda; Giselly Dostoievski Quezado Leite Alverne; Maiara Raíssa dos Santos; Paulo Ramos David João
RELATO DE CASO: Lactente com pápulas que progrediram para placas dolorosas associadas à febre e sintomas sistêmicos com 2 meses de evolução, não responsivo à antibioticoterapia. Realizada biópsia cutânea e iniciado tratamento com corticoide sistêmico com boa resposta.
CONCLUSÃO: Dermatose rara na população pediátrica, que faz diagnóstico diferencial com diversas condições infecciosas e inflamatórias. A associação com malignidades ocorre em parte dos casos, sendo necessária a sua exclusão. Apresenta resposta dramática à corticoterapia e necessita seguimento devido ao risco de recorrência. Palavras-chave: Pediatria, Criança, Síndrome de Sweet.
Síndrome hemolítico-urêmica por mutação genética DGKE: relato de caso familiar na pediatria
Sâmia Marques Lourenço Landim; Káthia Liliane da Cunha Ribeiro Zuntini
Diagnóstico precoce de Síndrome de Klinefelter: um relato de caso
Guilherme Marcondes Ferreira Santos; Tarcísio Lopes; Othon Bergantini Waldemarin; Lucas Chaves de Medeiros; Rita de Cássia Barroso Veríssimo dos Reis; Luádria Alves dos Santos; Simone de Menezes Karam; Linjie Zhang
Aplasia pura de células brancas em crianças: relato de dois casos
Fernanda Daher Pereira; Luciana Balestrero de Oliveira Perim
Manejo de cuidados em sala de parto e unidade de terapia intensiva neonatal: relato de caso de recém-nascido com encefalocele frontoparietal bilateral
Júlia Daniele Tavares Teixeira Mota
Diagnóstico clínico de síndrome de Goltz pré-natal: um relato de caso
Fernanda Sousa Nascimento Chiang; Graziela Paronetto Machado Antonialli; Cristina Touguinha Neves Medina; Lorena de Melo Gama; David Uchoa Cavalcante; Karolyne Michele Moura Raftopoulos
Tumor edematoso de Pott: complicação rara de uma doença pediátrica comum
Caio Sousa Cortes; Paula Brandalise Nunes; Luana Deon Dulaba; Thayná Siqueira Lipienski; Adriano Keijiro Maeda; Rafaela Wagner
OBJETIVO: Relatar o caso de um paciente que evoluiu com uma rara complicação após quadro de sinusite bacteriana, denominada tumor edematoso de Pott.
RELATO DE CASO: Paciente masculino, 12 anos, com história de sintomas gripais e febre há 3 meses. Evoluiu com cefaleia diária com sinais de alarme e piora progressiva, associado à massa em região frontal. Realizou ressonância magnética de crânio que demonstrou formação expansiva nos planos extracranianos da região frontal mediana, que se estende até a região fronto-etmoidal erodindo a calota craniana. Levado ao centro cirúrgico e drenado secreção purulenta, com posterior crescimento de Streptococcus intermedius em cultura, diagnosticado como tumor edematoso de Pott.
CONCLUSÃO: Apesar de raro, a sinusite bacteriana pode evoluir com complicações graves que necessitam abordagem cirúrgica e terapia antimicrobiana de largo espectro. Palavras-chave: Osteomielite, Infecções estreptocócicas, Abscesso epidural, Sinusite.
Hipertricose generalizada exuberante em um lactente: relato de caso
Gabriel Bordignon; Pietra Spinardi; Laura Serpa; Ana Paula Boguchewski; Nadia Aparecida Pereira de Almeida
Resenha de artigo: O uso da ecocardiografia rápida na beira do leito é possível no choque séptico?
Raianne Souza Silva; Michele Alves Medeiros; Vanessa Soares Lanziotti,