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ISSN (On-line) 2236-6814

Publicação Contínua | Acesso Aberto

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Fumante passivo e perda auditiva em pré-escolares e escolares: estudo caso-controle.

Raquel Nobre Monteiro; Adauto Dutra Moraes Barbosa; Licínio Esmeraldo da Silva

Resid Pediátr. 2023
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INTRODUÇÃO: Indivíduos não fumantes que convivem com fumantes em ambientes fechados estão inclusos entre aqueles com maior risco de perda auditiva, pois a orelha interna é sensível a alterações sistêmicas, principalmente vasculares.
OBJETIVO: Investigar se existe associação entre tabagismo passivo e perda auditiva em pré-escolares e escolares.
MATERIAL E MÉTODO: estudo retrospectivo, descritivo, caso-controle, composto por 76 crianças entre 2 e 10 anos de idade, que realizaram avaliação audiométrica entre janeiro de 2016 e dezembro de 2018. As crianças incluídas foram divididas em dois grupos: expostas passivamente ao tabaco e não expostas ao tabaco. A associação entre exposição ou não ao tabaco e tipo de perda auditiva foi avaliada por meio do teste exato de Fisher, e calculado o odds ratio de perda auditiva naquelas expostas.
RESULTADOS: As crianças expostas ao tabagismo apresentaram quatro vezes mais chance de perda auditiva em comparação com seus pares não expostos (OR 4,2, IC 95% 1,584 a 11,138). Também foi observada associação significativa entre exposição ao tabagismo e perda auditiva neurossensorial (OR 5,60, IC 95% 1,783 a 17,591, p=0,002). Não foi encontrada associação entre a gravidade da exposição. Conclusão: A perda auditiva neurossensorial ocorre mais frequentemente em crianças expostas ao tabagismo do que em seus pares da mesma idade não expostos. No entanto, não podemos afirmar conclusivamente se existe associação entre exposição passiva à fumaça e perda auditiva condutiva, nem entre o grau de perda auditiva e o nível de exposição à nicotina avaliado pelo teste de Fagerström.
Avaliação de conteúdos da consulta pediátrica pré-natal pela técnica Delphi

Caroline Helena Vetromille Jarque; Renata Artimos de Oliveira Vianna; Adauto Dutra Moraes Barbosa

Resid Pediátr. 2025
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OBJETIVO: Avaliar os conteúdos necessários ao pediatra para auxílio à consulta pré-natal.
MÉTODOS: Estudo prospectivo, quali-quantitativo, exploratório, descritivo, com emprego da técnica Delphi, em duas rodadas, com aplicação de dois questionários online a um painel de pediatras/neonatologistas. Na primeira rodada, aplicou-se um questionário para identificar o perfil sociodemográfico dos participantes e listar os conteúdos que consideravam necessários para a consulta. Os conteúdos listados inicialmente foram levados para apuração do painel na segunda rodada, em que os especialistas assinalaram o grau de concordância (escala de Likert de cinco pontos). O consenso para manter ou excluir o item da relação de conteúdos foi pré-estabelecido em 70%. Foi feita também a análise comparativa da avaliação de pediatras neonatologistas e não neonatologistas.
RESULTADOS: Foi obtida uma relação com 33 itens listados. Não houve diferença significativa entre as respostas de pediatras neonatologistas e não neonatologistas.
CONCLUSÃO: Os itens finais listados corroboram as recomendações da literatura já existentes sobre a consulta e a apresentação dessa relação de conteúdos instrumentaliza o pediatra para essa atuação.
Impacto da variabilidade climática nas visitas hospitalares por dermatite atópica em crianças e adolescentes em Brasília, Brasil

Marianna Corrêa da Costa Moraes Barbosa; Layla Barbosa Jorge; Maria Cláudia Almeida Issa; Selma Maria Azevedo Sias; Adauto Dutra Moraes Barbosa

Resid Pediátr. 2025
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OBJETIVO: Investigar se há correlação entre a variação dos elementos climáticos e o número de exacerbações de dermatite atópica em crianças e adolescentes.
MÉTODO: estudo retrospectivo, realizado entre janeiro de 2014 e dezembro de 2020, quando crianças e adolescentes com diagnóstico de dermatite atópica foram aceitos no estudo e divididos em grupo 1 (apenas 1 exacerbação durante o período do estudo) e grupo 2 (2 ou mais exacerbações no mesmo período). Após análise estatística básica dos dados do estudo, foi realizada regressão logística para avaliar qual fator climático estava associado à variação do número de atendimentos por exacerbação de dermatite atópica e uma curva ROC foi criada para determinar o melhor valor desse fator discriminante para a ocorrência de exacerbação.
RESULTADOS: A amostra foi composta por 220 pacientes, 55,5% no grupo 1 e 44,5% no grupo 2, que apresentaram um total de 298 atendimentos por exacerbação de dermatite atópica. A maior frequência de consultas ocorreu no inverno, entre junho e agosto (106/298 - 53,5%).
CONCLUSÃO: A umidade relativa do ar, quando inferior a 44,18%, foi o fator que mais contribuiu para a ocorrência de crise da dermatite, em comparação aos demais fatores climáticos.
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