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Síndrome de Hamman e a importância do controle da asma: relato de caso e revisão da literatura
Ana Clara Charantola Beloni; Ana Beatriz Charantola Beloni; Luciana Noronha Silva; Fabio Roberto Amar
Resid Pediátr. 2024
INTRODUÇÃO: A síndrome de Hamman é uma condição que afeta 1 a cada 25.000 pessoas, entre 5 e 34 anos de idade, sendo a maioria do sexo masculino (70%) e do biotipo longilíneo. Suas repercussões clínicas podem comprometer a qualidade de vida do paciente, sendo necessários seu conhecimento e adoção de medidas de prevenção.
OBJETIVO: Descrever relato de caso sobre síndrome de Hamman e sua correlação com a asma, assim como a importância da adesão terapêutica e do conhecimento entre os profissionais de saúde.
RELATO DE CASO: Pré-escolar, masculino, branco, com IMC de 20,5 kg/m2, foi admitido no serviço com crise asmática há 5 dias, associada a dor torácica e piora da tosse há 1 dia, evoluindo com enfisema subcutâneo. Apresentava-se eupneico, afebril, sem esforço respiratório, com murmúrio vesicular reduzido e estertores subcrepitantes em base posterior esquerda de hemitórax direito, enfisema subcutâneo que, inicialmente, envolvia a circunferência torácica, e, posteriormente, expandiu para a região cervical anterior e supraclavicular, bilateralmente. Estava em uso irregular da medicação para a asma. A tomografia de tórax evidenciou extenso enfisema subcutâneo, pneumomediastino e pneumorraque. Pela suspeita de síndrome de Hamman, orientou-se conduta expectante e observação em leito de enfermaria. Paciente recebeu alta hospitalar após melhora clínica, e foi encaminhado para seguimento no ambulatório de pneumologia pediátrica do serviço.
CONCLUSÃO: Disseminar o conhecimento sobre esta rara afecção entre profissionais de saúde poderá permitir o manejo adequado do paciente, assim como evitar recidivas e desfechos clínicos desfavoráveis.
OBJETIVO: Descrever relato de caso sobre síndrome de Hamman e sua correlação com a asma, assim como a importância da adesão terapêutica e do conhecimento entre os profissionais de saúde.
RELATO DE CASO: Pré-escolar, masculino, branco, com IMC de 20,5 kg/m2, foi admitido no serviço com crise asmática há 5 dias, associada a dor torácica e piora da tosse há 1 dia, evoluindo com enfisema subcutâneo. Apresentava-se eupneico, afebril, sem esforço respiratório, com murmúrio vesicular reduzido e estertores subcrepitantes em base posterior esquerda de hemitórax direito, enfisema subcutâneo que, inicialmente, envolvia a circunferência torácica, e, posteriormente, expandiu para a região cervical anterior e supraclavicular, bilateralmente. Estava em uso irregular da medicação para a asma. A tomografia de tórax evidenciou extenso enfisema subcutâneo, pneumomediastino e pneumorraque. Pela suspeita de síndrome de Hamman, orientou-se conduta expectante e observação em leito de enfermaria. Paciente recebeu alta hospitalar após melhora clínica, e foi encaminhado para seguimento no ambulatório de pneumologia pediátrica do serviço.
CONCLUSÃO: Disseminar o conhecimento sobre esta rara afecção entre profissionais de saúde poderá permitir o manejo adequado do paciente, assim como evitar recidivas e desfechos clínicos desfavoráveis.
Hipoglicemia hiperinsulinêmica da infância refratária ao uso de diazóxido em lactente: relato de caso
Ana Beatriz Charantola Beloni; Ana Clara Charantola Beloni; Mila Pontes Ramos Cunha; Fabio Roberto Amar
Resid Pediátr. 2025
INTRODUÇÃO: A hipoglicemia hiperinsulinêmica da infância é uma patologia rara, grave, porém é a etiologia mais comum de hipoglicemia persistente em crianças e neonatos. Pode ser congênita, secundária, associada a doenças metabólicas e síndromes genéticas, como a Beckwith-Wiedmann.
OBJETIVO: Relatar o caso de hipoglicemia refratária ao uso de diazóxido e descrever a importância do diagnóstico e da terapêutica.
RELATO DE CASO: Lactente do sexo feminino em investigação de hiperinsulinismo congênito não responsivo a diazóxido, com imagem sólido-cística em topografia de pâncreas. Foi realizada pancreatectomia caudal, porém paciente continuou com episódios de hipoglicemia e evoluiu com distensão abdominal e intolerância à dieta enteral. Nova tomografia computadorizada de abdome mostrou sinais de ressecção da cauda pancreática com alças intestinais, sem sinais de tumoração, diagnosticando como nesidioblastose. Paciente manteve quadro de hipoglicemia mesmo com uso de octreotide, sendo encaminhada à cirurgia para pancreatectomia subtotal com exérese de tumor retroperitoneal. Após estabilização do quadro em unidade de terapia intensiva, recebeu alta para seguimento em ambulatório de endocrinologia pediátrica e investigação para a síndrome de Beckwith-Wiedmann.
CONCLUSÃO: O diagnóstico é clínico e a terapêutica consiste no uso de diazóxido via oral, visando prevenir crises hipoglicêmicas e evitar repercussões sistêmicas. Pelo potencial de gravidade, a demora para o diagnóstico e tratamento corretos pode levar a complicações para toda a vida, como danos neurológicos graves.
OBJETIVO: Relatar o caso de hipoglicemia refratária ao uso de diazóxido e descrever a importância do diagnóstico e da terapêutica.
RELATO DE CASO: Lactente do sexo feminino em investigação de hiperinsulinismo congênito não responsivo a diazóxido, com imagem sólido-cística em topografia de pâncreas. Foi realizada pancreatectomia caudal, porém paciente continuou com episódios de hipoglicemia e evoluiu com distensão abdominal e intolerância à dieta enteral. Nova tomografia computadorizada de abdome mostrou sinais de ressecção da cauda pancreática com alças intestinais, sem sinais de tumoração, diagnosticando como nesidioblastose. Paciente manteve quadro de hipoglicemia mesmo com uso de octreotide, sendo encaminhada à cirurgia para pancreatectomia subtotal com exérese de tumor retroperitoneal. Após estabilização do quadro em unidade de terapia intensiva, recebeu alta para seguimento em ambulatório de endocrinologia pediátrica e investigação para a síndrome de Beckwith-Wiedmann.
CONCLUSÃO: O diagnóstico é clínico e a terapêutica consiste no uso de diazóxido via oral, visando prevenir crises hipoglicêmicas e evitar repercussões sistêmicas. Pelo potencial de gravidade, a demora para o diagnóstico e tratamento corretos pode levar a complicações para toda a vida, como danos neurológicos graves.
Espondilodiscite na infância - relato de caso em pré-escolar
Ana Beatriz Charantola Beloni; Ana Clara Charantola Beloni
Resid Pediátr. 2025
INTRODUÇÃO: A espondilodiscite na infância é um agravo de difícil diagnóstico, visto ser incomum e seus sintomas serem inespecíficos, correspondendo a 2% a 4% das doenças osteoarticulares na faixa etária pediátrica. Apresenta-se com lombalgia, recusa ou dificuldade para deambular e/ou sentar-se, associado ou não com sintomas sistêmicos. Entre os microrganismos mais frequentes, citam-se vírus e bactérias, como Staphylococcus aureus (65%-80%).
RELATO DE CASO: Pré-escolar, sexo masculino, asiático, com lombalgia há 2 meses, sem trauma associado. Evoluiu com piora da dor 11 dias antes da internação, associada à dificuldade para deambular e sentar-se. Foram realizados exames laboratoriais, proteína C-reativa (PCR) elevada e 2 hemoculturas negativas, e de imagem, com ressonância magnética (RM) da coluna lombossacra mostrando sinais de liquefação do disco intervertebral de L4-L5. Iniciado tratamento empírico para Staphylococcus aureus com Oxacilina. Houve melhora do quadro clínico, retornando a deambular e a sentar-se sem dificuldade, queda de PCR <0.06 e RM da coluna lombossacra com redução da liquefação do disco intervertebral de L4-L5.
CONCLUSÃO: A espondilodiscite é uma condição rara que acomete aproximadamente 1 a cada 250.000 crianças. O diagnóstico é feito com base na história clínica, geralmente frustra, exames laboratoriais inespecíficos e de imagens. Antibioticoterapia intravenosa durante 4 a 6 semanas é o pilar do tratamento, associado à imobilização e repouso. O seu diagnóstico e tratamento precoces são essenciais para reduzir as chances de deformidades a longo prazo.
RELATO DE CASO: Pré-escolar, sexo masculino, asiático, com lombalgia há 2 meses, sem trauma associado. Evoluiu com piora da dor 11 dias antes da internação, associada à dificuldade para deambular e sentar-se. Foram realizados exames laboratoriais, proteína C-reativa (PCR) elevada e 2 hemoculturas negativas, e de imagem, com ressonância magnética (RM) da coluna lombossacra mostrando sinais de liquefação do disco intervertebral de L4-L5. Iniciado tratamento empírico para Staphylococcus aureus com Oxacilina. Houve melhora do quadro clínico, retornando a deambular e a sentar-se sem dificuldade, queda de PCR <0.06 e RM da coluna lombossacra com redução da liquefação do disco intervertebral de L4-L5.
CONCLUSÃO: A espondilodiscite é uma condição rara que acomete aproximadamente 1 a cada 250.000 crianças. O diagnóstico é feito com base na história clínica, geralmente frustra, exames laboratoriais inespecíficos e de imagens. Antibioticoterapia intravenosa durante 4 a 6 semanas é o pilar do tratamento, associado à imobilização e repouso. O seu diagnóstico e tratamento precoces são essenciais para reduzir as chances de deformidades a longo prazo.