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ISSN (On-line) 2236-6814

doi.org/10.25060/residpediatr

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Nós estamos ouvindo as famílias? Estamos conseguindo ser parceiros destas famílias com crianças e adolescentes com Transtorno do Espectro Autista?

Marina Moreira de Moura; Márcia Cortez Bellotti de Oliveira; Eliane Maria Garcez Oliveira da Fonseca; Juliana da Cunha Ferreira; Dália Balassiano Strosberg; Milena Franklin Felipe de Oliveira

Resid Pediatr. 2020
Nós estamos ouvindo as famílias? Estamos conseguindo ser parceiros destas famílias com crianças e adolescentes com Transtorno do Espectro Autista?

Marina Moreira de Moura; Márcia Cortez Bellotti de Oliveira; Eliane Maria Garcez Oliveira da Fonseca; Juliana da Cunha Ferreira; Dália Balassiano Strosberg; Milena Franklin Felipe de Oliveira

Resid Pediatr. 2025
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Apesar da prevalência dos Transtornos do Espectro Autista (TEA) ser alta e o tema ser relevante, a literatura brasileira sobre o assunto é escassa.
OBJETIVO: Caracterizar aspectos relacionados ao diagnóstico de TEA em crianças e adolescentes atendidos no ambulatório de Pediatria de uma unidade básica de saúde.
MÉTODOS: Estudo retrospectivo, descritivo de caráter exploratório, com dados coletados em prontuários de crianças/adolescentes atendidos em uma instituição de ensino médico do Rio de Janeiro, parceira do Sistema Único de Saúde no período de 01 de fevereiro de 2023 a 30 de junho de 2024.
RESULTADOS: A amostra é composta por prontuários de 291 crianças e adolescentes. A idade média foi de 82,5 ± 43,9 meses (21-206). Os cuidadores/família suspeitaram de TEA em 84% (199/237) e a creche/escola em 28,5% (83/128). O motivo mais frequente da primeira consulta foram queixas clínicas/rotina em 32,5% (94/289), seguido de suspeita de TEA/Autismo em 15,6% (45/289). Os sintomas mais frequentemente relatados foram aqueles relacionadas ao comportamento em 10,4% (30/289). A idade do início dos sintomas foi de 29,5 ± 21,9 meses. A idade do diagnóstico foi de 63,2 ± 39,7 meses. Em 33,7% (97/288) não havia um diagnóstico prévio.
CONCLUSÃO: A lacuna existente entre a percepção dos primeiros sintomas pelos cuidadores e a idade do diagnóstico sublinham a importância da triagem para TEA. Além disso, como muitos cuidadores suspeitam de TEA e não expressam suas preocupações, é essencial melhorar a educação profissional sobre empatia e construção de confiança entre as famílias e os pediatras.
Para além do diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista: comorbidades e utilização dos serviços de saúde e escolares

Dalia Balassiano Strosberg; Marina Moreira Moura; Juliana da Cunha Ferreira; Márcia Cortez Bellotti de Oliveira; Eliane Maria Garcez Oliveira da Fonseca; Milena Franklin Oliveira

Resid Pediatr. 2026
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INTRODUÇÃO: O transtorno do espectro autista (TEA) apresenta alta prevalência, mas existem lacunas na literatura nacional sobre as comorbidades, o uso de serviços de saúde e escolares.
OBJETIVO: Descrever as comorbidades e o perfil de utilização dos serviços de saúde e de educação de crianças e adolescentes com TEA, atendidos em uma Unidade Básica de Saúde (UBS) de ensino em pediatria na cidade do Rio de Janeiro.
MÉTODOS: Estudo retrospectivo, descritivo, exploratório, com dados coletados em prontuários de crianças/adolescentes atendidos em uma UBS, de ensino médico do Rio de Janeiro, parceira do Sistema Único de Saúde (SUS), de fevereiro de 2023 a junho de 2024.
RESULTADOS: A amostra é composta por prontuários de 291 crianças e adolescentes. A idade média é de 82,5 ± 43,9 meses, 72,2% (210/291) do sexo masculino, 67,1% (204/291) eram pardos/negros; sendo que chegam ao ambulatório pela primeira vez para diagnóstico aos 60,8 ± 35,2 meses; 96,6% das mães cursaram até o fundamental incompleto. As comorbidades eram presentes em 72,9% (212/291), 79,2% (168/291) apresentavam pelo menos 2 comorbidades com maior prevalência das alérgicas; os transtornos mentais perfazem 16,4% (63/385). Em 72,5% apresentavam 1 internação, sendo as mais prevalentes aquelas por doenças respiratórias. Em 13,9% (39/281) não estavam matriculados na escola, 86% (141/164) estavam sem mediador em sala de aula, destes 54,6% (77/141) foram solicitados sem sucesso. Em 68,6% (190/277) estavam sem tratamento.
CONCLUSÃO: Observamos barreiras de acesso ao tratamento e a uma educação mais inclusiva, em um contexto de um SUS sobrecarregado, e em que o tratamento melhora o prognóstico.

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