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ISSN (On-line) 2236-6814

doi.org/10.25060/residpediatr

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Problemática da persistência do canal arterial: um vilão ou uma alteração presente ao acaso?

Marina Mafra Carvalhais; José Mariano Sales Alves Júnior; Eduarda Viana Maia Sutana; Marila Cristina Tessari

Resid Pediatr. 2023
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OBJETIVO: Analisar recém-nascidos com peso ao nascimento menor que 1500g que apresentaram complicações como displasia broncopulmonar, retinopatia da prematuridade, hemorragia peri-intraventricular, hemorragia pulmonar e enterocolite necrosante, associadas ou não à patência do canal arterial (PCA). O intuito foi estabelecer relação causal entre as complicações acima e o evento específico PCA.
MÉTODO: Pesquisa no banco de dados da Rede Brasileira de Pesquisas Neonatais de recém-nascidos da Maternidade Hilda Brandão da Santa Casa de Belo Horizonte/MG, entre 2014-2019. Compreendeu neonatos admitidos na maternidade com peso ao nascer entre 401 e 1500g ou idade gestacional de 22 semanas e 0 dias a 29 semanas e 6 dias.
RESULTADOS: Observou-se que, para todas as complicações, o número absoluto de casos foi consideravelmente maior na presença de PCA. Porém, em nossa amostra, não houve estatisticamente relação causal definida entre os eventos estu-dados (presença de canal arterial patente x complicações).
CONCLUSÃO: É indiscutível a presença de alguma associação entre a persistência do canal arterial às várias doenças e complicações inerentes à prematuridade. Porém, como já sugerido em outras séries de caso, neste presente estudo, não foi estabelecida relação causal entre PCA e as comorbidades estudadas, que podem ser todas (inclusive a patência do canal), apenas desdobramentos mais encontrados em um grupo de prematuros mais graves. A ausência de associação causal nos leva a refletir sobre a condução e abordagem do fecha-mento do canal arterial, optando por condutas menos intervencionistas e mais seletivas.
Explorando o conhecimento sobre amamentação: um estudo na maternidade da Santa Casa de Belo Horizonte

Luiza Marques Grossi; Mariele Vilela Rios; José Mariano Sales Alves Júnior

Resid Pediatr. 2026
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INTRODUÇÃO: A amamentação é crucial para a saúde materno-infantil, influenciando desenvolvimento e bem-estar, com benefícios à saúde pública.
OBJETIVO: Avaliar o conhecimento materno sobre amamentação, funções e repercussões.
MÉTODOS: Estudo transversal, quantitativo e descritivo, baseado no conhecimento de mulheres sobre amamentação na Maternidade Hilda Brandão, Santa Casa de Belo Horizonte, através de questionários. O estudo não apresenta financiamento ou conflitos de interesse.
RESULTADOS: A amostra majoritariamente possuía ensino médio completo e renda de até dois salários mínimos. A maioria realizou pré-natal de risco habitual com mais de dez consultas, foi amamentada na infância e já havia amamentado. O principal apoio veio do meio social, e o conhecimento sobre o tema foi considerado razoável, adquirido principalmente por profissionais de saúde. A maioria não acreditava em “leite fraco”. A amamentação foi vista como benéfica, auxiliando na perda de peso e prevenção de câncer; apesar disso, algumas mulheres acreditavam estar relacionada com a flacidez mamária. A maioria acreditava em técnica de amamentação, com dificuldade em identificar a pega correta em imagem real.
CONCLUSÃO: A relevância do debate é justificada pela manifestação de interesse e preocupação com o tema por parte da maioria das mulheres, apesar das desinformações.

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