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Perfil clínico e radiológico de crianças internadas com pneumonias complicadas
Laís de Paiva Gabriel; Rafaela Baroni Aurilio; Clemax Couto Sant’Anna
Resid Pediatr. 2022
A maioria das crianças tem de 4 a 6 infecções respiratórias agudas (IRA) por ano. Dessas, apenas 2-3% evoluem para pneumonia. A pneumonia adquirida na comunidade (PAC) é uma das infecções do trato respiratório inferior. PAC em crianças continua a ser um problema de saúde pública global em virtude de sua alta morbimortalidade, sendo a doença que mais mata crianças entre 0 e 5 anos de idade no mundo. A PAC complicada é definida como permanência da febre ou instabilidade clínica após 48-72 h da admissão por PAC. O objetivo deste trabalho é descrever as PACs complicadas, internadas em um hospital pediátrico, entre abril de 2006 e abril de 2018.Trata-se de estudo retrospectivo, observacional e descritivo, com crianças e adolescentes de 0 a 13 anos, internados com PAC complicada nas enfermarias de um hospital pediátrico, no período de abril de 2006 a abril de 2018. Foram levantados dados dos pacientes e preenchido formulário de coleta de dados. Serão estudadas as seguintes variáveis: idade, sexo, tipo de complicação pulmonar/extrapulmonar, estado vacinal (vacina antipneumocócica), tempo de tratamento, frequentadores ou não de creche. Foi feita análise descritiva das variáveis categóricas sob forma de frequência, e das numéricas sob forma de percentual, média e mediana. Concluiu-se com este trabalho que o perfil clínico e radiológico das pneumonias em determinado hospital pediátrico é semelhante ao encontrado na literatura mundial atualmente.
Investigação de neutropenia em pacientes pediátricos
Laís de Paiva Gabriel
Resid Pediatr. 2024
A neutropenia é comum tanto em adultos quanto em crianças. Definida como uma contagem de neutrófilos no sangue periférico <1.500 cels/µl. As causas são variáveis, sendo importante considerar as diferentes faixas etárias e os quadros clínicos associados. Suas consequências podem ser graves, podendo levar até mesmo ao óbito. Na literatura, a mortalidade por neutropenia, quando associada à febre, pode chegar até 10%. Em pacientes onco-hematológicos, essa porcentagem chega a 16%. Diante do exposto e da importância do tema para pediatras e hematologistas, optou-se pela formulação deste trabalho. O estudo será apresentado sob a forma de revisão narrativa. Terá a intenção de revisar as principais causas de neutropenia na infância, a propedêutica e a identificação de indicadores de gravidade com a proposta de aplicação de um fluxograma de investigação inicial de neutropenia em pediatria, além de orientar quando encaminhar esses pacientes para serviços especializados.