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Nós estamos ouvindo as famílias? Estamos conseguindo ser parceiros destas famílias com crianças e adolescentes com Transtorno do Espectro Autista?
Marina Moreira de Moura; Márcia Cortez Bellotti de Oliveira; Eliane Maria Garcez Oliveira da Fonseca; Juliana da Cunha Ferreira; Dália Balassiano Strosberg; Milena Franklin Felipe de Oliveira
Resid Pediatr. 2020Nós estamos ouvindo as famílias? Estamos conseguindo ser parceiros destas famílias com crianças e adolescentes com Transtorno do Espectro Autista?
Marina Moreira de Moura; Márcia Cortez Bellotti de Oliveira; Eliane Maria Garcez Oliveira da Fonseca; Juliana da Cunha Ferreira; Dália Balassiano Strosberg; Milena Franklin Felipe de Oliveira
Resid Pediatr. 2025
Apesar da prevalência dos Transtornos do Espectro Autista (TEA) ser alta e o tema ser relevante, a literatura brasileira sobre o assunto é escassa.
OBJETIVO: Caracterizar aspectos relacionados ao diagnóstico de TEA em crianças e adolescentes atendidos no ambulatório de Pediatria de uma unidade básica de saúde.
MÉTODOS: Estudo retrospectivo, descritivo de caráter exploratório, com dados coletados em prontuários de crianças/adolescentes atendidos em uma instituição de ensino médico do Rio de Janeiro, parceira do Sistema Único de Saúde no período de 01 de fevereiro de 2023 a 30 de junho de 2024.
RESULTADOS: A amostra é composta por prontuários de 291 crianças e adolescentes. A idade média foi de 82,5 ± 43,9 meses (21-206). Os cuidadores/família suspeitaram de TEA em 84% (199/237) e a creche/escola em 28,5% (83/128). O motivo mais frequente da primeira consulta foram queixas clínicas/rotina em 32,5% (94/289), seguido de suspeita de TEA/Autismo em 15,6% (45/289). Os sintomas mais frequentemente relatados foram aqueles relacionadas ao comportamento em 10,4% (30/289). A idade do início dos sintomas foi de 29,5 ± 21,9 meses. A idade do diagnóstico foi de 63,2 ± 39,7 meses. Em 33,7% (97/288) não havia um diagnóstico prévio.
CONCLUSÃO: A lacuna existente entre a percepção dos primeiros sintomas pelos cuidadores e a idade do diagnóstico sublinham a importância da triagem para TEA. Além disso, como muitos cuidadores suspeitam de TEA e não expressam suas preocupações, é essencial melhorar a educação profissional sobre empatia e construção de confiança entre as famílias e os pediatras.
OBJETIVO: Caracterizar aspectos relacionados ao diagnóstico de TEA em crianças e adolescentes atendidos no ambulatório de Pediatria de uma unidade básica de saúde.
MÉTODOS: Estudo retrospectivo, descritivo de caráter exploratório, com dados coletados em prontuários de crianças/adolescentes atendidos em uma instituição de ensino médico do Rio de Janeiro, parceira do Sistema Único de Saúde no período de 01 de fevereiro de 2023 a 30 de junho de 2024.
RESULTADOS: A amostra é composta por prontuários de 291 crianças e adolescentes. A idade média foi de 82,5 ± 43,9 meses (21-206). Os cuidadores/família suspeitaram de TEA em 84% (199/237) e a creche/escola em 28,5% (83/128). O motivo mais frequente da primeira consulta foram queixas clínicas/rotina em 32,5% (94/289), seguido de suspeita de TEA/Autismo em 15,6% (45/289). Os sintomas mais frequentemente relatados foram aqueles relacionadas ao comportamento em 10,4% (30/289). A idade do início dos sintomas foi de 29,5 ± 21,9 meses. A idade do diagnóstico foi de 63,2 ± 39,7 meses. Em 33,7% (97/288) não havia um diagnóstico prévio.
CONCLUSÃO: A lacuna existente entre a percepção dos primeiros sintomas pelos cuidadores e a idade do diagnóstico sublinham a importância da triagem para TEA. Além disso, como muitos cuidadores suspeitam de TEA e não expressam suas preocupações, é essencial melhorar a educação profissional sobre empatia e construção de confiança entre as famílias e os pediatras.