Logo

ISSN (On-line) 2236-6814

doi.org/10.25060/residpediatr

Powered by Google Translate

Resultados da Busca

Efeitos do corticoide antenatal em prematuros de muito baixo peso

Gabriela de Carvalho Nunes; Mauricio Obal Colvero

Resid Pediatr. 2019
|
| TEXTO COMPLETO
INTRODUÇÃO: Os benefícios do corticoide antenatal (CA) para o prematuro são bem estabelecidos. Sua ação em múltiplos tecidos promove a maturidade de estruturas fetais, tendo grande impacto na diminuição da morbimortalidade neonatal.
OBJETIVO: Avaliar os efeitos do uso do CA nos recém-nascidos prematuros de muito baixo peso (RNPTMBP).
MÉTODOS: Foram utilizados os dados enviados pela Unidade à Rede Gaúcha de Neonatologia dos RNPTMBP nascidos entre 01/01/2008 e 31/12/2014 no Hospital Fêmina, em Porto Alegre. Analisou-se a exposição ao CA (1 ou 2 doses de 12 mg de betametasona intramuscular) e sua relação com a mortalidade e seguintes comorbidades: doença da membrana hialina (DMH), hemorragia intraventricular (HIC), leucomalácia periventricular (LPV), retinopatia da prematuridade (ROP), enterocolite necrosante (ECN), persistência do canal arterial (PCA) e displasia broncopulmonar (DBP).
RESULTADOS: Obteve-se um total de 496 pacientes, dos quais 68% receberam pelo menos uma dose de CA e 32% não receberam nenhuma. Observou-se significativa redução na incidência de DMH (OR 0,468, p = 0,001), favorável aos pacientes que receberam CA. Notou-se uma redução em 60% de HIC (OR 0,401, p < 0,001). Também foi observada redução na incidência de DBP com o uso de CA (OR 0,269-0,903, p = 0,018). Na&#771; foi observada diferença estatística na incidência de LPV (p = 0,3), PCA (p = 0,68), ECN (p = 0,44) ou ROP (p = 0,58). A redução na incidência de óbitos foi de 78% (OR 0,22, p < 0,001).
CONCLUSÃO: A exposição ao CA, independente do número de doses, confere menor morbidade e menor mortalidade aos RNPTMBP.
Impactos da pandemia do coronavírus nos fluxos de atendimento do banco de leite humano de um hospital de Porto Alegre/RS

Patricia do Amaral Vasconcellos; Mauricio Obal Colvero; Humberto Holmer Fiori; Claudia Helena Abreu Nunes

Resid Pediatr. 2023
|
| TEXTO COMPLETO
INTRODUÇÃO: Realizou-se um estudo epidemiológico de corte transversal, através de uma comparação do fluxo de atendimento e do volume de leite humano retirado no banco de leite entre os períodos pré e durante a pandemia. O período pré-pandemia é o período referente aos anos de 2017, 2018 e 2019, e o período com pandemia refere-se ao período entre 1º de março de 2020 até 31 de dezembro de 2021.
RESULTADOS: O número de atendimento em grupo durante a pandemia apresentou uma redução significativa, com uma média de 0,2 atendimento e um desvio-padrão (DP) de ±0,9 em comparação ao período sem a pandemia, que teve uma média de 31,1 atendimentos e com desvio-padrão de (DP) de ±13,6 (p<0,001). Em relação aos volumes de leite coletados, houve uma diminuição significativa durante a pandemia com uma média de 28,9 litros retirados ao mês e um desvio-padrão (DP) de ± 11,9, em relação ao período sem pandemia que apresentou uma média de 59,8 litros ao mês e um desvio-padrão (DP) de ± 29,2 (p<0,001). O número de doadoras mensais diminuiu significativamente durante a pandemia, com uma mediana (P25 -P75) de 16 (10 - 110) em relação ao período sem pandemia, que foi de 158 (131 -201) (p<0,001).
CONCLUSÃO: Durante a pandemia, houve redução significativa de doadoras e consequentemente de volume de leite doado ao banco de leite.
Fatores medicamentosos que influenciam na produção de leite materno

Patricia Amaral Vasconcellos; Mauricio Obal Colvero; Humberto Holmer Fiori

Resid Pediatr. 2023
|
| TEXTO COMPLETO
INTRODUÇÃO: Diversos fatores podem afetar a produção de leite materno, dentre eles a própria dificuldade em amamentar, a redução de ocitocina por estresse e o uso de medicamentos. No presente estudo, foi realizada uma revisão sistemática sobre o assunto, através de bases de dados do PubMed, SciELO e LILACS.
OBJETIVO: Avaliar os fatores medicamentosos que influenciam na produção de leite materno.
DISCUSSÃO: Medicamentos como os galactogogos e os inibidores da lactação interferem aumentando ou reduzindo os volumes de leite produzidos pelas mães.
CONCLUSÃO: Medicamentos como a metoclopramida, a sulpirida e a domperidona são galactogogos, ou seja, aumentam a produção de leite. Dentre os medicamentos que podem inibir a lactação, destaca-se a pseudoefedrina. Entretanto mais estudos são necessários para avaliar a real segurança do uso de medicamentos durante a amamentação.
Logo

Todos os artigos publicados pela revista Residência Pediátrica utilizam a Licença Creative Commons