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Proposta de protocolo de atendimento para consultas pediátricas
Flávia Maestri Nobre Albini; Aline Didoni Fajardo; Carolina Marchi Guerra; Cristina Maria Pozzi; Gastão Dias Junior; Helena Moro; Marco Otilio Duarte Rodrigues Wilde,; Sandra Mara Witkowski
Resid Pediatr. 2022OBJETIVO: Organizar um protocolo de atendimento pediátrico, a fim de facilitar a consulta de puericultura, desde o primeiro dia de vida aos quinze anos de idade e expô-lo em forma de uma única tabela.
MÉTODOS: Esse estudo foi baseado no levantamento bibliográfico realizado nas bases de dados do PubMed, MEDLINE, com artigos dos últimos 10 anos, baseados nas recomendações da Sociedade Brasileira de Pediatria e da Academia Americana de Pediatria, além de outras sociedades internacionais e nacionais. Nesse protocolo, as recomendações iniciam com número e intervalo de consultas, testes de triagens neonatal, uso de vitamina D e sulfato ferroso, orientação de início de dietas e higiene oral, bem como quando iniciar e realizar avalições odontológicas, oftalmológicas, audiológicas, acompanhamento e prevenção de doenças cardiovasculares e enteroparasitoses, quando e que exames complementares devem ser solicitados na consulta de rotina, avaliação do desenvolvimento físico e neuropsicomotor, incluindo escalas para diagnosticar autismo e depressão e o calendário de imunizações.
RESULTADOS: Esse protocolo inclui uma tabela unificando todos as recomendações por mês e data de consulta, todos os aspectos necessários do cuidado, para facilitar o uso diário nos atendimentos ambulatoriais e em consultório.
CONCLUSÃO: O protocolo de atendimento pediátrico facilita a realização da consulta de rotina, evitando falhas e garantindo o desenvolvimento ideal da criança.
Avaliação do conhecimento da equipe médica sobre a exposição solar e icterícia neonatal em um hospital no Sul do Brasil
Aline Didoni Fajardo; Catarina Pfitzer; Emanuelli Rudolf; Flávia Maestri Nobre Albini; Ana Alice Broering Eller; Marco Otilio Duarte Rodrigues Wilde; Sandra Mara Witkowski
Resid Pediatr. 2025OBJETIVO: Avaliar o conhecimento da equipe médica sobre a exposição solar no período neonatal, no que se refere à exposição solar com o intuito de diminuir a icterícia neonatal e fornecer aos participantes o conhecimento atualizado sobre o assunto.
METODOLOGIA: Estudo observacional, analítico e transversal, realizado de outubro de 2020 a agosto de 2021, baseado num questionário dirigido aos médicos das crianças nascidas em Maternidade no Sul do Brasil.
RESULTADOS: Em relação ao conhecimento médico sobre a exposição solar no período neonatal, 24 (51,1%) médicos responderam que a frequência de exposição ao sol deveria ser todos os dias, 17 (37,0%) acham que o melhor horário para o banho de sol seja antes das 10 horas e após as 16 horas, 18 (38,3%) afirmaram que o tempo de permanência aos raios solares deveria ser de 10 a 15 minutos e 21 (44,7%) profissionais acham não ter indicação para tal exposição.
CONCLUSÃO: Há um conhecimento equivocado por parte de alguns médicos sobre a exposição do RN ao sol principalmente com intuito de redução da icterícia. Portanto, é indispensável a educação continuada dos médicos.
Miastenia Gravis Transitória Neonatal: um relato de caso pediátrico
Ana Alice Broering Eller; Natália Merheb Haddad; Catarina Pfitzer; Raiane Suzana Gaiki; Emanuelli Rudolf; Matheus Mariotti Daniel; Sandra Mara Witkowski
Resid Pediatr. 2025RELATO DE CASO: Recém-nascido, feminino, Apgar 7/9, peso ao nascer de 2.490g, Capurro de 36 semanas e 2 dias, mãe portadora de miastenia gravis. Apresentou, ao nascimento, choro fraco e hipotonia leve. Foi encaminhada para unidade de terapia intensiva neonatal devido a desconforto respiratório, com tiragem intercostal baixa e dificuldade de manter saturação acima de 90%. Houve a resolução do quadro respiratório em 8 horas com uso de pressão contínua de vias aéreas (CPAP). Ao exame físico das 12 horas de vida, foi percebido hipotonicidade, mímica perioral diminuída e ausência de sucção, sendo iniciado Piridostigmina como teste terapêutico. Após dois dias do uso da medicação, apresentou melhora dos sintomas. No quinto dia de vida, apresentava-se com boa sucção ao seio materno e ganho de peso adequado, com posterior alta hospitalar usando Piridostigmina e acompanhamento ambulatorial.
COMENTÁRIOS: Miastenia gravis (MG) neonatal transitória é uma doença rara, que afeta cerca de 12% a 20% dos recém-nascidos de mães portadoras de miastenia gravis. Essa patologia ocorre por transferência placentária de anticorpos da imunoglobulina G na gestação. A miastenia gravis neonatal transitória é um diagnóstico clínico, apresenta-se nas primeiras 12 a 72 horas de vida e geralmente não exige tratamento. Nesse caso, a menor apresentou o diagnóstico clínico nas primeiras 24 horas de vida, e boa resposta à piridostigmina. Aprovado pelo Comitê de Ética e Pesquisa sob CAAE 81212524.8.0000.0120.
Comparação das apresentações de cetoacidose diabética antes, durante e após a COVID-19 nos pacientes pediátricos de um hospital no Sul do Brasil
Natália Pilan; Fabrício Sbroglio Lando; Sandra Mara Witkowski; Lireda Meneses Silva; Henri Stuker; Elisa Andrade de Faria
Resid Pediatr. 2026 e1510INTRODUÇÃO: a pandemia da COVID-19 provocou mudanças no atendimento hospitalar, bem como na procura por parte dos pacientes a esses serviços, impactando o seguimento de doenças como Diabetes Mellitus tipo 1 (DM1).
OBJETIVO: (1) avaliar a incidência de cetoacidose diabética (CAD) nos pacientes já diagnosticados com DM1 à internação (grupo A) e nos pacientes com primodescompensação (grupo B); (2) comparar as apresentações de CAD dos grupos A e B de acordo com: idade ao diagnóstico, gravidade da cetoacidose, motivo de descompensação, atraso diagnóstico e relação com o SARS-CoV-2.
MÉTODOS: estudo observacional, transversal, retrospectivo e descritivo, obtendo-se 110 prontuários de pacientes internados com CAD entre janeiro de 2019 a dezembro de 2023.
RESULTADOS: Houve 16 casos no período pré-pandemia, 75 durante a pandemia e 19 no pós-pandemia. O tempo entre início dos sintomas e diagnóstico foi de 6,9 dias no pós-pandemia, e 15,7 dias durante a pandemia.
CONCLUSÕES: a pandemia de COVID-19 impactou a incidência de CAD, aumentando significativamente neste período, com predomínio do grupo B, e um aumento mais discreto no pós-pandemia, com maior presença do grupo A. O tempo para diagnóstico foi menor no período pós-pandemia. A omissão de doses de insulina foi a principal causa de descompensação. Não houve mudanças significativas na média de idade ao diagnóstico ou gravidade dos casos de cetoacidose e não foi observada associação direta à COVID-19.