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ISSN (On-line) 2236-6814

doi.org/10.25060/residpediatr

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Gravidez na adolescência: um estudo de base hospitalar

Carolina Dresch Dociatti; Maria Beatriz Reinert do Nascimento; Scheila Siebeneicher; Marco Antonio Moura Reis

Resid Pediatr. 2021
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OBJETIVOS: Caracterizar as adolescentes atendidas em uma maternidade de grande porte no sul do Brasil e avaliar a associação da assistência pré-natal inadequada com desfechos perinatais adversos.
MÉTODOS: Trata-se de um estudo observacional, retrospectivo, de abordagem quantitativa, por meio da avaliação de prontuários eletrônicos de adolescentes, com idade inferior a 18 anos, e de seus neonatos. Para caracterizar a população estudada, foram utilizados métodos estatísticos descritivos, calculando-se distribuições de frequências e medidas de tendência central. Para a análise da associação entre falta de realização de pré-natal satisfatório (oito consultas ou mais) e variáveis maternas e neonatais foram utilizados o teste do qui-quadrado e o teste exato de Fisher, admitindo-se um nível de significância de 0,05.
RESULTADOS: Foram 378 partos de gestantes com menos de 18 anos de idade. A frequência de prematuridade, baixo peso ao nascimento, admissão no berçário, óbito neonatal e amamentação à alta foram respectivamente 11,3%, 8,9%, 5,5%, 2,4% e 99,7%. Ter feito menos de oito consultas médicas no período pré-natal foi associado significativamente a variáveis neonatais como prematuridade, baixo peso ao nascer, internação na unidade neonatal e óbito neonatal (p=0,0000, p=0,0339, p=0,0231 e p=0,0152).
CONCLUSÕES: Assistência pré-natal insatisfatória foi associada à prematuridade, baixo peso ao nascer, admissão na unidade neonatal e óbito neonatal.
Retinopatia da prematuridade e a sua relação com oxigenoterapia:uma revisão integrativa

Ed Cleso Pereira de Souza Filho; Manoela Cardoso de Oliveira; Milena Veiga Wiggers; Nathalia Camargo; Tabatha Paegle Beltrão Souza; Carolina Helena Haveroth Lara; Maria Julia Doin-Vieira; Gabrielly Fernanda de Oliveira; Scheila Siebeneicher

Resid Pediatr. 2025
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INTRODUÇÃO: Retinopatia da prematuridade (ROP) trata-se de uma doença caracterizada por angiogênese anormal da retina ainda imatura. Uma das principais causas é a inadequada e má administração de oxigênio em salas de parto e/ ou unidades de cuidados intensivos neonatais.
OBJETIVOS: Levantar evidências científicas a respeito da ROP e uso de oxigenoterapia, assim como compreender sua fisiopatologia e possíveis fatores de prevenção.
MÉTODOS: Trata-se de uma revisão integrativa. Foram utilizadas base de dados PubMed, Medline, ScienceDirect, SciELO e Cochrane, sendo pesquisados termos relacionados à ROP nos idiomas inglês, francês ou português.
RESULTADOS: A retinopatia da prematuridade trata-se de uma doença vasoproliferativa grave que ocorre em recém-nascidos prematuros, que, se não tratada em tempo hábil, pode levar ao descolamento da retina e deficiência visual. Fisiopatologicamente o desenvolvimento vascular retiniano completo, que ocorre entre a 40ª e a 44ª semana de idade pós-menstrual, é interrompido devido à prematuridade. Atualmente, a principal causa de ROP é o mal uso da oxigenoterapia em recém-nascidos; no entanto, há outros fatores como cardiopatias congênitas e anencefalia.
CONCLUSÃO: Os avanços em cuidados neonatais permitiram uma elevação na taxa de sobrevivência em prematuros e a incidência de ROP acompanhou esse aumento. Visto isso, como a principal causa está relacionada ao uso inadequado de oxigenoterapia, englobando hiperóxia e flutuações nos níveis de saturação de oxigênio, manter o controle dessa técnica terapêutica mostra-se um grande artifício contra a ocorrência de ROP. Entretanto, é necessário cautela ao diminuir os níveis de saturação de oxigênio, já que essa redução pode aumentar a mortalidade dos neonatos.
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