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ISSN (On-line) 2236-6814

doi.org/10.25060/residpediatr

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Perfil de pacientes pediátricos com Trombocitopenia Imune Primária acompanhados em um serviço universitário de hematologia pediátrica

Vanessa Cristina Fanger; Thiago de Souza Vilela; Desiree Lombardi Novaes; Josefina Aparecida Pellegrini Braga

Resid Pediatr. 2026 e1516
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INTRODUÇÃO: A Trombocitopenia Imune Primária (PTI) é um dos distúrbios da coagulação mais frequentes em pediatria, caracterizada por baixa contagem de plaquetas e risco de sangramento. Este estudo visa a descrever o perfil clínico e terapêutico de crianças com esta condição atendidas em um serviço universitário de hematologia pediátrica.
MÉTODOS: Estudo retrospectivo com 57 pacientes pediátricos diagnosticados entre 2019 e 2023. Foram coletados dados demográficos, clínicos, laboratoriais e informações sobre o tratamento inicial e o seguimento.
RESULTADOS: A idade média dos pacientes foi de 84,18 meses, com 54,39% dos pacientes do sexo masculino. 50,91% dos pacientes apresentaram sangramentos de grau I ou II, 29,09% de grau III e 1,82% de grau IV. 18,18% dos pacientes não relataram qualquer sangramento. A infecção prévia ocorreu em 24,56% dos pacientes, e houve relato de vacinação em 5,26%, precedendo a PTI. Ao longo do acompanhamento, 32,14% dos pacientes foram classificados como recém-diagnosticados, 19,64% como persistentes e 48,22% como crônicos. A remissão foi alcançada em 76% dos pacientes. No tratamento inicial, 48,21% receberam corticoides e 17,86% imunoglobulina intravenosa. Em 28,07% dos pacientes, devido a características atípicas, foi coletado o mielograma.
CONCLUSÃO: O perfil observado reflete o contexto de um serviço terciário, que atende casos mais complexos e com maior proporção de cronicidade. As limitações incluem o número reduzido de pacientes e perdas no seguimento. Este estudo destaca a relevância de um serviço especializado no manejo da PTI, especialmente em casos persistentes e crônicos, e sugere a necessidade de acompanhamento intensivo para melhor prognóstico.

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