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ISSN (On-line) 2236-6814

doi.org/10.25060/residpediatr

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Doença da aglutinina fria - relato de caso

Brenda de Aguiar Burack; Isabela Tramontini Benevenuto; Paulo Ramos David João; Edna Kakitani Carboni; Paula Adamo de Almeida

Resid Pediatr. 2025
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A anemia hemolítica autoimune por anticorpos frios é um subtipo raro de anemia hemolítica, principalmente quando se fala em faixa etária pediátrica. Nesse subtipo de anemia, o sistema imune produz anticorpos denominados de crioaglutininas, os quais hemolisam as células eritrociárias, especialmente em vigência de baixas temperaturas. Pode ser uma doença de etiologia primária ou secundária e os principais sintomas incluem palidez, letargia, icterícia e febre. O tratamento varia conforme o grau de anemia e severidade dos sintomas, sendo o controle térmico um dos pilares essenciais. Plasmaférese pode ser uma das modalidades terapêuticas, sendo reservada para os casos refratários a transfusões; seu uso, apesar de comum entre os adultos, não é tão frequente na pediatria. Esse tipo de anemia hemolítica em crianças geralmente é um quadro clínico leve e autolimitado, porém neste relato foi descrita a evolução de um paciente de 8 anos, inicialmente com um quadro frustro e inespecífico. Apresentou evolução clínica desfavorável com anemia importante, diagnosticado com anemia hemolítica por anticorpos a frio, tendo sido refratário ao tratamento com plasmaférese e necessitado inclusive do uso de rituximabe, reforçando a importância deste relato. Aprovação no Comitê de Ética, parecer CAAE 81598824.4.0000.0097.
Perfil clínico epidemiológico de pneumonia adquirida na comunidade complicada em crianças de um hospital de referência materno-infantil

Raul José Almeida Albuquerque; Camila Esteves Paredes; Ana Carolina de Souza Vasconcelos; Ítalo José Sampaio Vieira da Cruz; Renê Elias Gonçalves; Vitória Souza Araújo; Ilka Juliana Ferreira Rodrigues; Yuri Francilane Carvalho Dos Santos

Resid Pediatr. 2025
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OBJETIVO: Analisar o perfil clínico-epidemiológico da pneumonia adquirida na comunidade complicada em crianças para melhorar estratégias de prevenção e diagnóstico e, com isso, reduzir morbidade e mortalidade causada pela doença.
MÉTODO: Estudo descritivo, transversal e prospectivo foi realizado no hospital de referência materno-infantil envolvendo 130 crianças hospitalizadas por pneumonia comunitária, com idade menor que 10 anos, durante 6 meses. As crianças foram classificadas em dois grupos: pneumonia não complicada e pneumonia complicada.
RESULTADOS: 74,6% das crianças internadas tinham Pneumonia Adquirida na Comunidade e 25,4% foram diagnosticadas com alguma complicação. Ambos os grupos apresentaram perfis socioeconômicos semelhantes, com predominância de crianças pardas, de baixa renda e pais com escolaridade entre 9 e 13 anos. Apesar de não haver diferença estatística significativa entre os grupos quanto à vacinação e presença de comorbidades, a literatura aponta que a introdução da vacina pneumocócica conjugada 10-valente no Brasil reduziu a mortalidade e hospitalizações por pneumonia pneumocócica. Essa falta de diferença estatística pode estar relacionada à resistência emergente de sorotipos específicos, como o 19A, que mostrou resistência significativa à penicilina.
CONCLUSÕES: É essencial aumentar a cobertura vacinal contra outros sorotipos do Streptococcus pneumoniae, monitorar os sorotipos e a resistência antimicrobiana para melhorar o controle da pneumonia em crianças.
Mutação CDC42 relacionada a quadro de resposta inflamatória sistêmica com repercussão grave em uma paciente de 17 anos: um relato de caso

Iassiminy Santos Merhi; Lucas Ryba de Oliveira; Isabela Dantas Oliveira; Gabriela Fávaro Zavan; Paulo Ramos David João

Resid Pediatr. 2025
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O gene CDC42 é um membro da família de pequenas Rho GTPases, que desempenha um amplo espectro de funções fisiológicas na regulação do ciclo celular (adesão, polaridade, proliferação, migração, motilidade e ativação da transcrição celular). Sua mutação pode resultar em um grupo heterogêneo de fenótipos e manifestações. Caso a mutação ocorra na porção C-terminal (determinado pelo exame genético exoma), em conjunto com critérios clínicos (pancitopenia, autoinflamação, erupção cutânea e episódios de linfohistiocitose hemofagocítica), será caracterizada a síndrome NOCARH. O tratamento pode ser realizado com corticoides, imunossupressores, imunomoduladores ou anticorpos monoclonais, sendo o tratamento definitivo o transplante de células-tronco hematopoiéticas. Este relato de caso tem por objetivo acrescentar conhecimento sobre a síndrome NOCARH, síndrome complexa e ainda pouco conhecida na literatura, auxiliando no diagnóstico mais precoce assim como intervenção adequada e em tempo hábil.
Agenesia unilateral de artéria pulmonar associada à hipoplasia pulmonar e sequestro pulmonar: relato de dois casos pediátricos

Milka Eugenia Monsalves Nilo; Ângela Elizabeth de Holanda Araújo Freitas; José Holanda Maia Filho; David Freire Maia Vieira; Vivianne Calheiros Chaves Gomes; Ana Julia Velozo Ribeiro

Resid Pediatr. 2025
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A agenesia isolada da artéria pulmonar direita ou esquerda é uma anomalia congênita rara, decorrente da malformação do sexto arco aórtico do lado afetado durante a embriogênese. São relatados dois casos pediátricos de agenesia da artéria pulmonar direita: o primeiro corresponde a um quadro isolado de agenesia de artéria pulmonar com hipoplasia pulmonar; o segundo também apresenta hipoplasia pulmonar e está associado a sequestro pulmonar. Ambos os casos foram avaliados por meio de exames de imagem e acompanhados ambulatorialmente. A apresentação clínica pode variar desde quadros assintomáticos até manifestações graves, como hipertensão pulmonar, hemoptise e insuficiência cardíaca congestiva. A suspeita e o diagnóstico precoce são fundamentais para o manejo adequado. O presente relato visa contribuir para o reconhecimento dessa condição rara e suas possíveis associações anatômicas.
Efetividade do ensino de Suporte Básico de Vida Pediátrico para leigos e profissionais da saúde em uma comunidade

Nathália Moretti Bonilha; Lays Da Silva Sales; Cristiano Martins Beserra; Geovani Ozorio Fernandes; Daniely Santos Silva; Aline Yukari Takeuchi; Jade Moraes de Oliveira; Sergio Yoshio Yamamoto; Julia Roberta Constantino; Paulo Gonçalves Martin; Mateus Boteon Della Coletta; Tatiana de Campos Melo; Haroldo Teófilo de Carvalho; José Roberto Fioretto; Joelma Gonçalves Martin

Resid Pediatr. 2025
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Acidentes como engasgos e afogamentos são importantes causas de óbito na faixa pediátrica, por levarem rapidamente à parada cardiorrespiratória (PCR) em ambiente extra-hospitalar. A aplicação dos procedimentos de Suporte Básico de Vida (SBV) nesse cenário é imprescindível para melhorar a sobrevida desses pacientes, sendo fundamental que a população esteja capacitada para realizar tais medidas; porém, há um déficit no conhecimento da população quanto às medidas que devem ser adotadas em situações de emergência pediátrica. Nesse contexto, este estudo observacional prospectivo do tipo ensaio comunitário teve como objetivo analisar a efetividade do ensino das técnicas de SBV pediátrico para adultos que têm contato frequente com crianças. Antes e após as atividades teóricas e práticas, foram aplicados questionários aos participantes, após assinatura de TCLE, que posteriormente foram analisados para esclarecer os impactos dessas medidas. Como resultado, obtivemos 172 respostas aos questionários pré-treinamento e 122 pós-treinamento. Após análise comparativa, observado aumento do percentual de participantes que se sentiam seguros para aplicar as manobras de SBV diante de situações de emergências pediátricas e para treinar alguém após as atividades realizadas. Conclui-se que o ensino das principais medidas básicas a serem tomadas em situações de emergência são de simples execução e reprodução, sendo ideal a difusão desse conhecimento nos locais com maior circulação de leigos que possuem contato frequente com crianças, visando reconhecimento e início rápido das manobras necessárias e, consequentemente, aumento de sobrevida e redução de sequelas neurológicas.
Prevalência de defeitos no desenvolvimento do esmalte em recém-nascidos prematuros de muito baixo peso

Simone Cristina Susin; Michelle Toscan; Vandréa Carla de Souza

Resid Pediatr. 2025
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A prematuridade tem sido identificada como uma das principais causas de defeitos do esmalte desde a década de 1930. Esses defeitos variam de modificações de cor a anomalias dentárias mais graves. Apesar do reconhecimento de longa data dessa correlação, há dados contemporâneos limitados sobre a prevalência de Defeitos do Desenvolvimento do Esmalte (DDE) na dentição decídua de crianças nascidas com muito baixo peso ao nascer (MBP). Este estudo tem como objetivo avaliar a prevalência de DED na dentição decídua de crianças de 12 a 60 meses que nasceram com MBP. Um estudo transversal foi conduzido com 93 crianças acompanhadas em um ambulatório de referência para recém-nascidos prematuros em um centro universitário. Um exame físico intraoral foi realizado por um único examinador usando o Índice de Defeitos do Desenvolvimento do Esmalte Modificado. A prevalência (IC 95%) de DDE foi de 67% (57 a 76), sendo a hipoplasia do esmalte o defeito mais frequente, afetando predominantemente os incisivos superiores. Os resultados deste estudo destacam a prevalência significativa de DED em crianças nascidas com MBPN, ressaltando a necessidade de cuidados odontológicos direcionados e medidas preventivas nesse grupo de alto risco. A identificação e a intervenção precoces são cruciais para mitigar os desafios de saúde bucal a longo prazo enfrentados por essas crianças.
Profilaxia primária de hemorragia digestiva alta varicosa em crianças e adolescentes com hipertensão portal: uma revisão integrativa

Igor Braga Vieira Baião Salgado; Eleonora Druve Tavares Fagundes; Adriana Teixeira Rodrigues; Simone Diniz Carvalho; Lara Floresta Neves Gonçalves; Alexandre Rodrigues Ferreira

Resid Pediatr. 2025
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A hipertensão portal é caracterizada pelo aumento da pressão sanguínea na veia porta e suas ramificações. Estudos recentes mostram que a hemorragia digestiva alta em crianças está associada à morbidade significativa, embora taxas de mortalidade sejam menores que em adultos. Estratégias profiláticas são aplicadas em alguns centros pediátricos, mas não há consenso sobre o melhor acompanhamento para essa população. O objetivo deste trabalho foi a realização de uma revisão integrativa sobre a profilaxia primária da hemorragia digestiva alta varicosa na população pediátrica com hipertensão portal, cirrótica ou não, tanto por meio do uso de betabloqueadores quanto pela realização de procedimentos endoscópicos, como ligadura elástica e a escleroterapia. Foi realizada uma revisão integrativa da literatura científica nas bases de dados PubMed/Medline. Foram identificados 153 artigos e selecionados 26 para revisão integrativa, após leitura completa, sendo 2 metanálises, 3 ensaios clínicos randomizados e 21 observacionais não controlados. A revisão integrativa destaca as dificuldades e limitações associadas ao uso de betabloqueadores não seletivos em crianças, evidenciando uma considerável frequência de efeitos colaterais, levando à suspensão do medicamento. Estudos comparativos indicam um maior risco de sangramento no grupo utilizando propranolol em comparação com a profilaxia primária endoscópica, apesar das limitações metodológicas. Já os estudos avaliados sobre a profilaxia primária endoscópica indicam que ela possui poucas complicações e demonstra eficácia na erradicação das varizes, embora persista um alto risco de recidiva.
Meningoencefalite bacteriana e suas complicações: relato de 2 casos em pacientes pediátricos

Flávia Yasmine Elias; Letícia Carlota Bonatto; Marina Hideko Kinoshita Assahide; Victor Horácio de Souza Costa Junior

Resid Pediatr. 2025
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A meningite bacteriana constitui-se de uma infecção potencialmente grave e com 100% de letalidade se não tratada. Os principais agentes etiológicos entre 2 meses e 2 anos são o Streptococcus pneumoniae e Neisseria meningitidis. Este relato apresenta dois lactentes menores de um ano de idade, previamente hígidos, com quadro de meningoencefalite bacteriana atendidos em hospital terciário pediátrico no Paraná, que complicaram com empiema subdural e crises convulsivas. A análise do liquor cefalorraquidiano isolou pneumococo no primeiro e meningococo e Herpesvírus no segundo paciente. Ambos receberam antibioticoterapia de amplo espectro por tempo prolongado e realizaram drenagem cirúrgica com posterior derivação ventricular externa. A efusão subdural está presente em 20% a 39% das crianças com meningite bacteriana, configurando uma das principais complicações a curto prazo dessa infecção. Com frequência aparece associada a crises convulsivas, presentes nos dois pacientes relatados. Atualmente, a melhor forma de prevenção às complicações de curto e longo prazo é através da vacinação.
Um relato de caso de Síndrome de Melkersson-Rosenthal na adolescência

Emerson Faria Borges; Gabriela Favaro Zavan; Larissa Rosa Passos; Bruna Schuster de Oliveira Mercer; Jacqueline Martins Siqueira; Natasja Boszczowski; Anderson Nitsche

Resid Pediatr. 2025
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A Síndrome de Melkersson-Rosenthal (SMR) é caracterizada pela tríade: edema orofacial recorrente, paralisia facial e língua fissurada. Ela é uma desordem rara e pode se manifestar na forma oligossintomática ou monossintomática. No relato atual, apresenta-se uma paciente de 13 anos, com paralisia facial periférica e cefaleia diária desde os 8 anos de idade, principalmente em região temporal e frontal, em masseteres bilaterais e holocraniana, com dor em períodos noturnos sem sinais de alerta. Após o primeiro episódio de paralisia facial, manteve seguimento ambulatorial, com melhora parcial dos movimentos de pálpebras e desvio labial, sendo estabelecido o diagnóstico de Síndrome de Melkersson-Rosenthal devido à presença de paralisia facial periférica persistente, dois episódios de língua plicata e edema orofacial em crises. Ressalta-se a importância de realizar o diagnóstico precoce e o tratamento adequado para a melhora da qualidade de vida e investigação de doença sistêmica subjacente, podendo ou não estar presente.
Síndrome nefrite tubulointersticial e uveíte (TINU) após uso de isotretinoína- relato de caso

Raphael de Freitas Borges; Luciana Meister Dei Ricardi; Clotilde Druck Garcia

Resid Pediatr. 2025
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A síndrome TINU é caracterizada pela presença de nefrite tubulointersticial aguda associada à uveíte. Trata-se de uma síndrome rara e uma condição imunomediada que pode ser desencadeada principalmente por infecções e medicamentos. Os autores relatam o caso de uma adolescente que desenvolveu nefrite tubulointersticial e uveíte após o uso de isotretinoína. O principal objetivo desta descrição é alertar sobre a possibilidade de efeitos adversos renais em pacientes que fazem uso dessa medicação, visando auxiliar no diagnóstico e tratamento precoces no caso de comprometimento renal. A isotretinoína é uma medicação eficaz e segura, mas se destaca a importância da monitorização da função renal com exame sumário de urina e creatinina durante o uso dessa medicação e da valorização de sintomas oftalmológicos se houver.
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