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ISSN (On-line) 2236-6814

doi.org/10.25060/residpediatr

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Diagnóstico diferencial de dor abdominal: Neuroblastoma de adrenal em paciente pediátrico: Relato de caso

Maria Ururahy Póvoa Duarte Villela; Katia Farias e Silva

Resid Pediatr. 2026
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A dor abdominal em crianças é uma queixa comum, com diversas causas possíveis, que vão desde condições benignas até doenças graves. O objetivo deste relato de caso é descrever o quadro de um paciente de oito anos que teve diagnóstico de neuroblastoma de adrenal após diversas idas a emergências, tendo, no início do quadro, apenas queixa de dor abdominal. Para o diagnóstico, obteve-se auxílio de exames complementares de imagem, feito meses após início dos sintomas, e foi descoberto que o paciente já havia metástase para coluna. Atualmente, em acompanhamento com serviço especializado em oncologia pediátrica para quimioterapia e definição de tratamento.

Para além do diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista: comorbidades e utilização dos serviços de saúde e escolares

Dalia Balassiano Strosberg; Marina Moreira Moura; Juliana da Cunha Ferreira; Márcia Cortez Bellotti de Oliveira; Eliane Maria Garcez Oliveira da Fonseca; Milena Franklin Oliveira

Resid Pediatr. 2026
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INTRODUÇÃO: O transtorno do espectro autista (TEA) apresenta alta prevalência, mas existem lacunas na literatura nacional sobre as comorbidades, o uso de serviços de saúde e escolares.
OBJETIVO: Descrever as comorbidades e o perfil de utilização dos serviços de saúde e de educação de crianças e adolescentes com TEA, atendidos em uma Unidade Básica de Saúde (UBS) de ensino em pediatria na cidade do Rio de Janeiro.
MÉTODOS: Estudo retrospectivo, descritivo, exploratório, com dados coletados em prontuários de crianças/adolescentes atendidos em uma UBS, de ensino médico do Rio de Janeiro, parceira do Sistema Único de Saúde (SUS), de fevereiro de 2023 a junho de 2024.
RESULTADOS: A amostra é composta por prontuários de 291 crianças e adolescentes. A idade média é de 82,5 ± 43,9 meses, 72,2% (210/291) do sexo masculino, 67,1% (204/291) eram pardos/negros; sendo que chegam ao ambulatório pela primeira vez para diagnóstico aos 60,8 ± 35,2 meses; 96,6% das mães cursaram até o fundamental incompleto. As comorbidades eram presentes em 72,9% (212/291), 79,2% (168/291) apresentavam pelo menos 2 comorbidades com maior prevalência das alérgicas; os transtornos mentais perfazem 16,4% (63/385). Em 72,5% apresentavam 1 internação, sendo as mais prevalentes aquelas por doenças respiratórias. Em 13,9% (39/281) não estavam matriculados na escola, 86% (141/164) estavam sem mediador em sala de aula, destes 54,6% (77/141) foram solicitados sem sucesso. Em 68,6% (190/277) estavam sem tratamento.
CONCLUSÃO: Observamos barreiras de acesso ao tratamento e a uma educação mais inclusiva, em um contexto de um SUS sobrecarregado, e em que o tratamento melhora o prognóstico.

Trombo atrial em pré-escolar com síndrome nefrótica: um relato de caso

Simone Sodré Latorraca; Nathalie Jeanne Magioli Bravo-Valenzuela

Resid Pediatr. 2026
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INTRODUÇÃO: A síndrome nefrótica envolve proteinúria, hipoalbuminemia, edema e hiperlipidemia, sendo associada a tromboembolismo por perda urinária de anticoagulantes. Trombos intracardíacos são raros, porém graves, e requerem diferenciação de tumores cardíacos via ecocardiograma. O tratamento inclui anticoagulação, trombólise ou cirurgia.
OBJETIVO: Relatar um caso de trombo atrial em criança pré-escolar com síndrome nefrótica, enfatizando sua relevância para pediatras e especialistas.
MÉTODO: Relato de caso baseado na revisão de prontuário de paciente acompanhada em hospital universitário.
RELATO DE CASO: Paciente feminina, 3 anos, com síndrome nefrótica descompensada. Tomografia revelou imagem hipodensa na auriculeta/átrio direito, sugerindo trombo. Ecocardiograma evidenciou imagem hiperrefringente de 1,7 x 3,2 cm, móvel, sem obstrução ao fluxo. Paciente assintomática do ponto de vista cardiológico. Foi iniciada anticoagulação com heparina de baixo peso molecular. Ressonância magnética confirmou o diagnóstico. Ecocardiogramas seriados foram realizados para seguimento.
DISCUSSÃO: Crianças com síndrome nefrótica apresentam risco elevado de trombose por perda de proteínas anticoagulantes. Trombo atrial, embora raro, pode levar a complicações graves. O manejo exige monitoramento contínuo da função renal e cardíaca, além de ajuste criterioso da anticoagulação para evitar hemorragias. A abordagem multidisciplinar é fundamental para otimizar o tratamento e reduzir riscos.

A relação entre as medidas antropométricas e a qualidade de vida em alunos do 9º ano do Ensino Fundamental e do Ensino Médio

Hector Fonseca Chaves De Oliveira; Carlos Rocha Oliveira; Maysa Alves Rodrigues Brandão Range

Resid Pediatr. 2026
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A obesidade na adolescência tem se consolidado como uma epidemia global, com impactos adversos significativos sobre o desenvolvimento físico, mental e social. Estudos recentes apontam um aumento progressivo da prevalência da obesidade entre adolescentes, acompanhado de uma elevação nos diagnósticos de transtornos psiquiátricos, como depressão e ansiedade. Esse cenário é preocupante, uma vez que a obesidade está associada a diversas comorbidades e à redução da expectativa de vida. Diante desse contexto, o presente estudo teve como objetivo analisar a relação entre obesidade e qualidade de vida em adolescentes, considerando aspectos antropométricos, interpessoais e sociais. A pesquisa foi conduzida com uma amostra de 65 estudantes, de ambos os sexos, matriculados no 9º ano do Ensino Fundamental e nos três anos do Ensino Médio na cidade de São José dos Campos, São Paulo, Brasil. Foram coletadas medidas antropométricas e aplicados questionários padronizados para avaliar a qualidade de vida e bem-estar dos participantes. Espera-se que os achados desta investigação contribuam para uma melhor compreensão dos impactos da obesidade sobre a saúde global dos adolescentes, fornecendo subsídios para o desenvolvimento de estratégias de intervenção voltadas à promoção da saúde e à prevenção de doenças associadas ao excesso de peso. Além disso, os resultados poderão auxiliar na formulação de políticas públicas voltadas ao bem-estar da população jovem, mitigando os efeitos negativos da obesidade na vida adulta.

Hemangioma congênito rapidamente involutivo: um relato de caso

Ticiane Yukie Takata; Jéssica Saab; Gisele Douradinho Teixeira; Bruno Augusto Alvares,

Resid Pediatr. 2026
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INTRODUÇÃO: O hemangioma congênito é neoplasia vascular benigna infrequente, relacionado com mutações dos genes GNAQ e GNA11. Seu desenvolvimento ocorre intraútero, estando, portanto, presente ao nascimento. A depender de seu comportamento clínico, pode ser classificado em rapidamente involutivo, não involutivo e parcialmente involutivo.
RELATO DE CASO: Recém-nascido, 25 dias de vida, exibindo nódulo cervical à esquerda, desde o nascimento, de coloração esverdeada associada a telangiectasias. Não houve crescimento da lesão entre o nascimento e avaliação dermatológica. Realizado ultrassom de partes moles no primeiro dia de vida com diagnóstico de hemangioma.
DISCUSSÃO: Os hemangiomas congênitos rapidamente involutivos geralmente se apresentam como lesões únicas, podendo estar associados ou não a outras lesões vasculares em órgãos sólidos. O diagnóstico é eminentemente clínico, podendo ser complementado com avaliação ultrassonográfica. Sua regressão ocorre espontaneamente entre 6 e 14 meses; sendo assim, a conduta expectante está indicada na maioria dos casos.

Análise epidemiológica das internações hospitalares no SUS por cardiopatias congênitas, e do ecocardiograma transtorácico, no Município de São Paulo

Nathiely Porto Trigueiro; Yára Juliano; Ana Cristina Ribeiro Zollner

Resid Pediatr. 2026
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OBJETIVO: Analisar as internações hospitalares no SUS por cardiopatias congênitas (CC), assim como o número de ecocardiograma transtorácico (ECO TT) realizados no período de 2015 a 2023, no Município de São Paulo.
MÉTODO: Estudo epidemiológico, retrospectivo e descritivo, com total de 8.279 internações hospitalares por CC em crianças menores de 1 ano. Na análise dos dados, foram aplicados teste Qui-quadrado, com informações provenientes do DATASUS.
RESULTADOS: Foram analisadas as internações por Cardiopatia Congênita, 8.279 (0,59% dos nascidos vivos) de 2015 a 2023. Das malformações congênitas, a que se destacou foi o CID Q21= 3354 com 40,51% das internações hospitalares, com p<0,0001. O ECO TT em crianças menores de 1 ano teve um total de 32.009, o ano 2020 (9,48%) e 2023 (14,31%), p<0,0001. Na variável relacionada ao sexo, 51,55% referiam-se ao sexo masculino. Na varável cor/raça, 65,78% apresentavam cor branca.
DISCUSSÃO: Neste estudo, o maior número de internações hospitalares foi por Malformações congênitas dos septos cardíacos, CID10 Q21. O aumento de ECO TT pode ser explicado por melhorias de acessos aos serviços e tecnologia, mas ainda existe uma distância da condição ideal. Nas variáveis sexo, cor/raça, o sexo masculino e a cor branca predominam. Conclusão: As internações hospitalares nos cardiopatas congênitos, no intervalo de 9 anos, tiveram como principal diagnóstico o CID Q21. Além disso, os procedimentos de ECO TT, durante o mesmo intervalo, tiveram um aumento, exceto no ano de 2020.

Uso da dexmedetomidina na sedação e analgesia dos recém-nascidos com encefalopatia hipóxico-isquêmica submetidos à hipotermia terapêutica: elaboração de um protocolo clínico

Thaísa Silva Zanatta; Mauricio Magalhães

Resid Pediatr. 2026
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Este estudo teve como objetivo descrever o uso do cloridrato de dexmedetomidina para sedação e analgesia em recém-nascidos com encefalopatia hipóxico-isquêmica submetidos à hipotermia terapêutica. Trata-se de uma revisão narrativa da literatura da base de dados PubMed/MEDLINE de artigos publicados entre 2001 e 2024. O uso da dexmedetomidina se destaca nos artigos avaliados, principalmente quando comparado com opioides, devido ao seu perfil de segurança, capacidade de promover sedação adequada em baixas doses, mínimo impacto respiratório e na motilidade gastrointestinal, assim como possibilidade de neuroproteção. A partir dos aspectos descritos nesta revisão, foi elaborado protocolo a ser implementado em nosso serviço para uso da dexmedetomidina como medicação de primeira linha em recém-nascidos com encefalopatia hipóxico-isquêmica submetidos à hipotermia terapêutica.

A dimensão do cuidado pediátrico inseguro: uma chamada à ação

Cristina Ortiz Sobrinho Valete

Resid Pediatr. 2026
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A segurança do paciente é um tema prioritário para a agenda da Organização Mundial da Saúde. O cuidado inseguro representa uma parcela de sofrimento para todos os envolvidos, com consequências para toda a sociedade. As crianças são particularmente vulneráveis à ocorrência de danos relacionados aos cuidados em saúde. No Brasil, ainda há muito que se conhecer acerca das taxas de eventos adversos na pediatria, sua natureza e gravidade. Os profissionais de saúde têm obrigação moral de ofertar um cuidado seguro, especialmente às crianças, mas, para isso, elas precisam de apoio. As sociedades civis e os gestores desempenham papel fundamental na promoção e educação dos profissionais de saúde acerca da segurança do paciente na pediatria.

Nevo melanocítico congênito gigante em lactente: relato de caso

Iuli Ferro da Silva Krieck; Vanessa Borges Platt

Resid Pediatr. 2026
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OBJETIVO: descrever uma condição rara de doença dermatológica na população pediátrica com taxa de ocorrência de aproximadamente 1 em cada 20.000 a 1 em cada 500.000 nascimentos.
RELATO DE CASO: lactente de 4 meses de idade, sem comorbidades e com antropometria e desenvolvimento neuropsicomotor adequados para a idade, apresentava múltiplos nevos circulares, acastanhados, de diâmetros e distribuições variáveis na face, couro cabeludo, tronco, nádegas, membros superiores e inferiores, mãos e pés, com o maior nevo medindo mais de 20cm de diâmetro, caraterizado como tipo “calção de banho”.
DISCUSSÃO: o diagnóstico é clínico, e se destaca a importância de utilizar a classificação da “Regra dos 6B” para medir o tamanho das lesões em casos de nevo melanocítico congênito gigante. Há recomendação a respeito da realização de exames de imagem do sistema nervoso central em idade apropriada para descartar envolvimento neurológico. Neste caso específico, o paciente ainda não realizou tais exames, o que reforça a necessidade de seguimento e monitoramento contínuo.

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