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ISSN (On-line) 2236-6814

doi.org/10.25060/residpediatr

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Conhecimento dos médicos residentes de Pediatria quanto aos conceitos e ensino dos cuidados paliativos durante a pós-graduação

Haroldo Teófilo de Carvalho; Ana Lia Lopes Massola; José Roberto Fioretto; Rossano Cesar Bonatto; Joelma Gonçalves Martin; Fábio Joly Campos

Resid Pediatr. 2024
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INTRODUÇÃO: Os cuidados paliativos consistem na assistência multidisciplinar capaz de melhorar a qualidade de vida de pacientes com doenças graves, ameaçadoras, integrando aspectos físicos, psicológicos, sociais e espirituais ao tratamento chamado “convencional”, aliviando a dor e o sofrimento em todas a suas faces. Objetivo: Avaliar o conhecimento de médicos residentes de pediatria quanto aos conceitos e ensino dos cuidados paliativos durante a pós-graduação.
MÉTODOS: Trata-se de um estudo descritivo, qualitativo e fenomenológico. Resultados: Participaram 12 residentes do último ano do programa de Residência Médica, que, ao manifestarem suas concepções sobre a temática, apresentaram peculiaridades de um cuidado que vem sendo aperfeiçoado ao longo do tempo, quebrando paradigmas, como a busca pela cura e manutenção da vida a qualquer preço, sem propiciar espaço para uma abordagem voltada para o ser humano em sua integralidade. Para eles, esse nó górdio pode ser solucionado com a aquisição de habilidades técnicas, de comunicação, de reabilitação e o conhecimento do processo de morrer e da morte.
DISCUSSÃO: De forma muito inata, os seres humanos são resistentes em encarar a morte de forma natural, como parte da vida; isso decorre de aspectos sociais, culturais, espirituais, emocionais e do próprio ensino na área da saúde, evidenciado pelo desconhecimento dos entrevistados quanto à dimensão dos cuidados paliativos, sem, contudo, ignorarem sua importância.
CONCLUSÃO: Tais personagens não se sentem capacitados para interagir com pacientes e familiares com o intuito de discutir a terminalidade. Esses resultados mostram um posicionamento tímido e a necessidade peremptória dessa temática na formação profissional.
Síndrome diencefálica (síndrome de Russell): relato de caso clínico

David Richer Araujo Coelho; Stephanie Pascoal de Miranda Martins; Anna Cecília Silveira Rissi; Victoria Holcman de Marsillac; Tatiana Mendonça Fazecas e Costa; Bruno Pereira Ribeiro Da Rocha,

Resid Pediatr. 2024
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A síndrome diencefálica, ou síndrome de Russell, é caracterizada por um extremo emagrecimento com ausência do tecido adiposo subcutâneo associado a sintomas como vômitos, hipercinesia, euforia, irritabilidade, nistagmo, atrofia óptica e palidez sem anemia. Embora rara, a síndrome diencefálica deve ser pensada em crianças com atraso no desenvolvimento e com preservação do crescimento linear. Apresentamos a seguir um relato de caso clínico de um lactente com síndrome de Russell.
Exacerbação pulmonar de fibrose cística por Brevibacterium sp. em criança: relato de caso e revisão de literatura

Davi Shunji Yahiro; Tayná Bastos Mourão Viana; Gustavo Duque Yecker; Matheus Freire de Lima; Renata Novellino da Rosário Azzi; Maria Izabel Muller de Campos Dutra e Silva de Andrade; Lisandra Leite de Mattos Alcântara; Heitor Vasconcelos Bazilio Pereira; Eduarda Raunheitti Giesteira; Sofia Leite Quintão; Marcos Vinícius Aguado de Moraes; Matheus dos Santos Moura; Andre Ricardo da Silva Araújo,

Resid Pediatr. 2024
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A fibrose cística (FC) é uma doença autossômica recessiva que afeta principalmente o sistema respiratório, resultando em infecções crônicas e deterioração da função pulmonar, além de comumente afetar o sistema digestivo e o pâncreas. Neste relato de caso, descrevemos uma criança do sexo feminino de 8 anos com FC, colonizada por Pseudomonas aeruginosa, que desenvolveu exacerbação pulmonar não responsiva ao tratamento empírico inicial de amplo espectro direcionado contra os agentes de colonização prévia. Brevibacterium sp. foi detectado em cultura de lavado broncoalveolar coletada em broncoscopia. O esquema antimicrobiano foi mudado para meropenem e amicacina com melhora clínica e radiológica após 23 dias de tratamento, recebendo alta após 30 dias de internação para seguimento ambulatorial. É fundamental que os profissionais de saúde considerem a possibilidade de germes atípicos em casos de exacerbação pulmonar em pacientes com fibrose cística, principalmente em crianças sem resposta clínica inicial ao tratamento instituído empírico de amplo espectro.
Hemangioendotelioma Kaposiforme: relato de caso

Alessandra Geraldo; Andrea Gisele Pereira Simoni

Resid Pediatr. 2024
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O Hemangioendotelioma Kaposiforme é considerado um tumor vascular benigno, localmente invasivo e com similaridade histológica ao sarcoma de Kaposi. Está relacionado a complicações com graus variados de morbimortalidade. Tem diagnóstico definitivo através de exame histológico e opção de tratamento cirúrgico ou medicamentoso, que varia conforme indicação clínica do paciente. A pesquisa objetiva a publicação de um caso de Hemangioendotelioma Kaposiforme admitido em um hospital pediátrico de Santa Catarina em 2022. Por meio da consulta ao prontuário do paciente, foram levantados os dados clínicos, epidemiológicos e laboratoriais; os dados do caso relatado foram comparados com o que é descrito na literatura atual acerca do tema, discutindo-se suas similaridades e diferenças e, por fim, confirmando o diagnóstico de Hemagioendotelioma Kaposiforme, através do seu exame padrão-ouro — o exame histológico. Apesar de pouco conhecido entre médicos e pediatras, o Hemangioendotelioma Kaposiforme é uma doença de relevância na área médica, uma vez que tem como diagnósticos diferenciais os tumores vasculares mais comuns da infância, o hemangioma infantil e o hemangioma congênito. A finalidade do estudo é, portanto, descrever um caso da doença em questão, alertar os profissionais de saúde para o reconhecimento de seus sinais e sintomas e a necessidade de realização do diagnóstico diferencial em tais pacientes.
Escorbuto: o retorno de uma doença quase esquecida

Sheila Knupp Feitosa de Oliveira; Felipe Oliveira De Paula

Resid Pediatr. 2024
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Os últimos 20 anos mostraram um aumento nos casos de escorbuto em crianças com queixas de dores nos membros, nas costas e recusa em andar. O artigo ajuda a identificar as causas e os pacientes em risco, como diagnosticar, tratar e prevenir.
Propostas para redução do burnout na Residência Médica: uma revisão narrativa da literatura

Mara Morelo Rocha Felix,; Érica Azevedo de Oliveira Costa Jordão; Elisa Barroso de Aguiar; Mônica Vicente Rente; Ekaterini Simões Goudouris; Edson Detregiachi

Resid Pediatr. 2024
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OBJETIVOS: A síndrome de burnout pode ser definida como a resposta a longo prazo aos estressores emocionais e interpessoais crônicos no trabalho, sendo composta por: exaustão emocional, despersonalização e reduzida realização profissional. A prevalência dessa síndrome entre os médicos residentes é alta. Algumas intervenções para sua prevenção já foram realizadas nessa população, tanto organizacionais quanto individuais. O objetivo deste artigo foi realizar uma revisão da literatura para descrever propostas de intervenção (mindfulness/autocompaixão) na redução da síndrome de burnout dos médicos residentes.
MÉTODOS: Foi realizada uma revisão narrativa da literatura, explorando estudos que avaliaram essas intervenções para redução da síndrome nos médicos residentes, através de uma busca nas bases MEDLINE e LILACS, utilizando as seguintes palavras-chave: "burnout AND resident OR residency", desde 2010 até os dias atuais. Foram utilizados artigos de língua inglesa ou portuguesa.
RESULTADOS: Foram selecionados 104 artigos, sendo excluídos 45 com títulos repetidos e dois de língua holandesa. Dos 57 artigos restantes, 10 foram incluídos (39 excluídos por se tratar de editoriais, cartas ao editor e resumos; 8 por não serem sobre residentes ou de intervenção). Houve demonstração da eficácia das estratégias implementadas (mindfulness, meditação), com melhoria dos escores de alguns aspectos da síndrome, porém não foram observados resultados consistentes de sua redução global. A adesão dos residentes aos programas foi voluntária e variou bastante.
CONCLUSÃO: As estratégias de intervenção para a redução da síndrome de burnout dos médicos residentes foram benéficas. Entretanto, novos estudos, inclusive com dados brasileiros, são necessários para melhor esclarecimento da eficácia desses métodos.
Esclerodermia localizada juvenil: além do que nossos olhos podem ver

Amália Mapurunga Almeida; Carlos Nobre Rabelo Júnior; Marco Felipe Castro da Silva; Francisco Afranio Pereira Neto; José Sávio Menezes Parente; Miria Paula Vieira Cavalcante; Natalia Gomes Iannini

Resid Pediatr. 2024
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INTRODUÇÃO: Esclerodermia localizada juvenil (ELJ) é a forma mais comum de esclerodermia na infância e representa um grupo de entidades clínicas distintas, com espessamento de epiderme, derme e tecido subcutâneo adjacente. Há poucos dados descritos na população brasileira. A apresentação clínica é variável, havendo cinco subtipos, que podem se manifestar com acometimento extracutâneo. Tratamento imunossupressor está indicado na maioria dos casos, com prognóstico favorável, mas evolução para limitação funcional ocorre em 25% dos pacientes.
OBJETIVOS: Descrever e correlacionar com a literatura dados demográficos, clínicos e terapêuticos de uma amostra portadora de ELJ.
MÉTODOS: Realizado estudo transversal, observacional e descritivo envolvendo pacientes com diagnóstico de ELJ entre 2015 e julho de 2022 em acompanhamento regular em unidade de reumatologia pediátrica de um hospital pediátrico terciário.
RESULTADOS: Foram revisados prontuários de 23 pacientes, sendo 60% do sexo feminino, com idade mediana de início dos sintomas de 6 anos e atraso diagnóstico em dois anos ou mais em 39%. ELJ linear e mista foram os subtipos mais prevalentes. Manifestações cutâneas crônicas estavam presentes ao diagnóstico em 74% dos casos e envolvimento extracutâneo em 78% ao seguimento. Metotrexato e prednisona foram utilizados em 91% dos pacientes e 36% necessitou de outras medicações. Complicações foram descritas em 43% dos casos.
CONCLUSÕES: Houve maior porcentagem de pacientes com atraso diagnóstico em relação à literatura, além de elevada prevalência de manifestações cutâneas crônicas e evolução para complicações. Disseminação de conhecimento sobre a ELJ se faz importante para diagnóstico precoce e redução do impacto funcional relacionado à doença.
Impacto da pandemia da SARS-CoV-2 na ocorrência de Diabetes em idade pediátrica na Região Autônoma da Madeira

Beatriz Bonança Pedreira; Lisa Pereira Soares; Mariana Rodrigues; Maria João Borges; Paulo Rego Sousa; Manuel Pedro da Silva Freitas

Resid Pediatr. 2024
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O objetivo deste trabalho foi realizar uma análise comparativa dos pacientes diagnosticados com diabetes em idade pediátrica na Região Autônoma da Madeira (RAM), antes e após o início da pandemia causada pelo vírus SARS-CoV-2. Uma meta-análise, publicada em agosto/2022 na Nature, constatou um aumento estatisticamente significativo no número de doentes que apresentaram cetoacidose diabética, no âmbito de um grupo de pacientes diagnosticados com Diabetes Mellitus Tipo 1 (DMT1) durante a pandemia. Tal constatação não foi verificada na RAM. A inexistência de um período de confinamento total e o fato de a prática médica ter continuado a ser exercida junto à população apontam algumas possíveis hipóteses para explicar o observado. O histórico familiar foi a única variável do estudo em que se verificou uma diferença estatisticamente significativa entre os dois grupos. Esse resultado pode evidenciar que os casos de cetoacidose diabética diagnosticados durante a pandemia (alguns provavelmente em doentes que foram previamente infectados por SARS-CoV-2) podem ter uma fisiopatologia diferente, na qual fatores genéticos têm uma importância menor. Sendo a DMT1 uma doença frequente em idade pediátrica, os profissionais de saúde, além de avaliar a glicose e HbA1c regularmente, precisam estar sempre em alerta e manter um elevado grau de atenção aos pacientes, dada a diversidade de sintomas iniciais que essa doença pode ter. Devem ser realizados mais estudos para tentar compreender o que justifica o fato de essa população não ter sido atingida pelo aumento do número de novos diagnósticos de diabetes, nem ser susceptível a uma maior gravidade desses casos.
Fluido balanceado versus não balanceado em crianças criticamente doentes: revisão sistemática e meta-análise

Dayanna Antas Temóteo; Raquel Silva Melo; Melissa de Lorena Jacques; Vanessa Soares Lanziotti

Resid Pediatr. 2024
Tópicos relevantes para a prática médica

Marilene Crispino Santos

Resid Pediatr. 2024
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