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Hipoglicemia persistente na Síndrome de Shashi-Pena: um relato de caso pediátrico
Carolina Oliveira de Paulo; Jose Antonio Coba Lacle; Ana Clarice Bartosievicz Prestes; Ana Karolina Luchtenberg Cassel; Isadora Cristina Barbosa Lopes; Raiza da Cunha; Larissa Madruga Monteiro; Juliana Cristina Romero Rojas Ramos; Camila Rahal Tauil; Paula Campelo
Resid Pediatr. 2024Cetoacidose diabética associada à hipertrigliceridemia na faixa etária pediátrica - Um relato de caso
Mariana Zorrón; Júlia Piano Seben; Daniela Albiero Camargo; Erika Mendonça Lari Nobrega; Vanessa Cristina Fanger
Resid Pediatr. 2024COMENTÁRIOS: O diagnóstico diferencial entre CAD associada ou não à pancreatite aguda é desafiador, devido à sobreposição dos sintomas e exames laboratoriais. A CAD é uma complicação grave, principalmente relacionada ao diabetes mellitus tipo 1, e a associação com outros distúrbios pode piorar o prognóstico do paciente. Existe uma escassez na literatura em relação ao tratamento de hipertrigliceridemia aguda. Até onde os autores têm conhecimento, este é o primeiro relato de caso brasileiro na faixa etária pediátrica de CAD associada à hipertrigliceridemia grave.
Recidiva orbital da leucemia linfoide aguda LLA em crianças: relato de caso
Nathália Cristina Machado; Kauana da Silveira; Nadine de Nez; Fernanda Cristina Vasconcelos; Carmen Maria Mendonça Costa Fiori,; Aline Carla Rosa,
Resid Pediatr. 2024OBJETIVOS: Realizar uma análise observacional longitudinal de casos de recidivas orbitárias da LLA em crianças durante tratamento em hospital oncológico referência do oeste do Paraná.
RELATO DE CASO 1: Paciente de 1 ano, feminino, em manutenção do tratamento de LLA, apresentou lesão esbranquiçada em olho esquerdo. Em consulta com oftalmologista, foi constatado em olho esquerdo alteração do reflexo vermelho com vitrite, e no olho direito foi visualizada lesão elevada sugestiva de massa intraocular. Após meses de investigação chegou-se à conclusão de recidiva orbital de LLA, sendo iniciado tratamento conforme BFM-90 para recidivas.
RELATO DE CASO 2: Paciente de 2 anos, feminino, em manutenção do tratamento de LLA, apresentou lesões em pele, edema periocular à direita e estrabismo divergente. Em RM de órbita, constatou-se espessamento difuso dos nervos ópticos em seus segmentos intraconais, caniculares e parte do trajeto cisternal, sugestivo de infiltração dos nervos ópticos pela doença de base. Após confirmação do diagnóstico de recidiva orbital de LLA, realizou tratamento conforme protocolo BFM-90.
CONCLUSÃO: Evidenciou-se por meio desta pesquisa a importância de uma avaliação minuciosa de sinais e sintomas oftalmológicos em pacientes com diagnóstico de LLA, para um diagnóstico
Síndrome de Hamman e a importância do controle da asma: relato de caso e revisão da literatura
Ana Clara Charantola Beloni; Ana Beatriz Charantola Beloni; Luciana Noronha Silva; Fabio Roberto Amar
Resid Pediatr. 2024OBJETIVO: Descrever relato de caso sobre síndrome de Hamman e sua correlação com a asma, assim como a importância da adesão terapêutica e do conhecimento entre os profissionais de saúde.
RELATO DE CASO: Pré-escolar, masculino, branco, com IMC de 20,5 kg/m2, foi admitido no serviço com crise asmática há 5 dias, associada a dor torácica e piora da tosse há 1 dia, evoluindo com enfisema subcutâneo. Apresentava-se eupneico, afebril, sem esforço respiratório, com murmúrio vesicular reduzido e estertores subcrepitantes em base posterior esquerda de hemitórax direito, enfisema subcutâneo que, inicialmente, envolvia a circunferência torácica, e, posteriormente, expandiu para a região cervical anterior e supraclavicular, bilateralmente. Estava em uso irregular da medicação para a asma. A tomografia de tórax evidenciou extenso enfisema subcutâneo, pneumomediastino e pneumorraque. Pela suspeita de síndrome de Hamman, orientou-se conduta expectante e observação em leito de enfermaria. Paciente recebeu alta hospitalar após melhora clínica, e foi encaminhado para seguimento no ambulatório de pneumologia pediátrica do serviço.
CONCLUSÃO: Disseminar o conhecimento sobre esta rara afecção entre profissionais de saúde poderá permitir o manejo adequado do paciente, assim como evitar recidivas e desfechos clínicos desfavoráveis.
Dermatite do body: breve relato de dois casos e um alerta aos pediatras
Izabella Rodrigues Reis Gomes; Bruna Luiza Guerrer; Vânia Oliveira de Carvalho
Resid Pediatr. 2024Inspiração e compromisso com a qualidade em artigos científicos
Bruna Brasil Seixas Bruno; Lorrane de Souza Saluzi Albuquerque
Resid Pediatr. 2024Impacto da pandemia de COVID-19 no tratamento cirúrgico e reabilitador de pacientes com fissuras labiopalatinas em hospital pediátrico
Francisca Thainá Machado Magalhães; Assis Filipe Medeiros Albuquerque; Larissa Loiola Batista
Resid Pediatr. 2024METODOLOGIA: Trata-se de um estudo observacional quantitativo retrospectivo. Com base em uma coleta de dados sobre a abordagem cirúrgica no tratamento da fissura labiopalatina em pacientes pediátricos assistidos, no período pré-pandêmico e pandêmico de 2018 a 2021, pelo Núcleo de Atendimento Integrado ao Fissurado. Três diferentes vertentes foram analisadas para uma visão mais aprofundada: o número de novos pacientes que chegaram ao serviço de 2018 a 2021; o quantitativo de procedimentos cirúrgicos de reabilitação realizados no mesmo período; e o número de pacientes em tratamento ortodôntico em espera para alveoloplastia com enxerto ósseo alveolar.
RESULTADOS: A importância de uma equipe multidisciplinar integrada é indiscutível, devido à complexidade dos pacientes; além da indispensabilidade de um método de classificação padronizado para futuras pesquisas; prevalência do sexo masculino foi observada; houve diminuição na admissão de novos pacientes no período pandêmico; e redução do número total de procedimentos cirúrgicos (queiloplastia e palatoplastia) no período pandêmico, enquanto a alveoloplastia foi completamente suspensa.
CONCLUSÃO: A pandemia trouxe agravantes como: diminuição do número de pacientes atendidos; demora da chegada ao serviço; diminuição do número de procedimentos cirúrgicos; em consequência realiza-se o tratamento fora do período ideal, o que acarreta sequelas, principalmente à fala. O impacto reflete nos anos sequenciais, com longas filas de espera e pacientes operados fora do período ideal.
Realidade virtual e seu papel na redução da dor na obtenção de acessos venosos em um departamento de emergência pediátrica
Gabriela Spessatto; Larissa Rosa Passos; Solena Ziemer Kusma Fidalski; Rômulo Targa Pinto; Cláudia Maria Baroni Fernandes; Eduardo Maranhão Gubert; Rita De Cassia Rodrigues Silva
Resid Pediatr. 2024METODOLOGIA: Estudo prospectivo randomizado intervencionista com pacientes atendidos em pronto atendimento pediátrico com indicação de punção venosa: grupo-intervenção (utilizou realidade virtual no procedimento) e grupo-controle (protocolo do hospital, sem outro método distrativo/analgésico). Comparou-se escala de Faces antes e após o procedimento, número de tentativas e tempo do procedimento (análise comparativa por Teste de Wilcoxon, valores de p<0,05 foram considerados significativos). Estudo aprovado pelo Comitê de Ética e Pesquisa do Hospital Pequeno Príncipe (CAAE-55816522.4.0000.0097).
RESULTADOS: 44 pacientes participantes, 22 do grupo com a realidade virtual e 22 do grupo-controle. O número de tentativas da punção foi semelhante entre os grupos, com média de tempo de 78,95 segundos x 104,55 segundos, respectivamente (p=0,158). A média da escala de Faces foi semelhante entre os grupos antes do procedimento: 5,18 no grupo com realidade virtual x 4,45 no grupo-controle (p=0,520). Houve redução da escala de Faces após a punção venosa no grupo da realidade virtual (2,55) x 4,27 no grupo-controle (p=0,038). Na análise individual do grupo da realidade virtual, houve redução da dor em 72,7% dos casos, não havendo aumento da pontuação após o procedimento (p<0,01).
CONCLUSÃO: O estudo demonstrou que a realidade virtual reduziu os níveis de dor medidos pela escala de Faces demonstrando seu benefício na assistência à saúde pediátrica.
Perfil clínico e epidemiológico da hanseníase em menores de 15 anos no estado do Maranhão, 2011 a 2021
Valéria de Jesus Menezes de Menezes,; Thajison Robert Menezes de Holanda; Celijane Melo Rodrigues; Layanne Silva Oliveira; Ana Maria Almeida Silva Carvalho; Monica Elinor Alves Gama; Rebeca Costa Castelo Branco
Resid Pediatr. 2024METODOLOGIA: Estudo epidemiológico, descritivo e abordagem quantitativa, baseado em dados retrospectivos registrados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação /Ministério da Saúde do Brasil.
RESULTADOS: Constatou-se que no período entre 2011 e 2021 foram registrados 3.918 casos de hanseníase na faixa etária de 1 a 14 anos no estado do Maranhão no Brasil, dos quais 53,9% eram do sexo masculino; 45,4% cursaram da 5ª a 8ª série do ensino fundamental; 69,6% eram da cor parda. A forma clínica dimorfa se apresentou em 45,7% dos casos e 69,6% não tiveram episódio reacional. Os casos multibacilares representaram 59,9%; 71,7% não tinham incapacidades enquanto 12% tinham incapacidade Grau I. Após alta por cura, 46,5% não apresentavam incapacidade; variável em branco representaram 35,9% dos casos. Sendo o esquema poliquimioterápico, PQT/MB/12 doses, utilizado em 59,7% dos participantes.
CONCLUSÃO: Há necessidade de implementação de ações educativas sobre a doença, para que a população saiba sobre a transmissão, prevenção e tratamento, onde cabe ao Estado mobilizar recursos que possam ser investidos em políticas públicas voltadas para a educação em saúde, e assim promover o acesso ao diagnóstico e tratamento adequados.
Uso do ringer lactato na correção da depleção de cetoacidose diabética
Fernanda Lorena de Souza; Adriana Koliski; Wendell Paiva Vita; Marcelo Rodrigues; Heloísa Luis Marques
Resid Pediatr. 2024METODOLOGIA: Estudo transversal e analítico, com coleta de dados ambispectiva. Os critérios de inclusão foram: pacientes de 0-14 anos, com diagnóstico de CAD, que receberam correção da depleção com SF0,9% ou RL nas primeiras 24 horas de tratamento. O desfecho primário foi o tempo de resolução da CAD. Os desfechos secundários foram a quantidade de insulina infundida, de volume recebido e as alterações de nível sérico de sódio, cloreto, ânion-GAP, glicemia e lactato em 24 horas.
RESULTADOS: Foram incluídas 48 internações: 33 receberam SF0,9% e 15 receberam RL. A mediana da idade foi de 123,5 (20,9-167,2) meses e 54,2% eram do sexo feminino. A duração da CAD foi inferior no grupo RL (mediana:18 [4-39] horas) em relação ao grupo SF0,9% (mediana: 24 [6-80] horas) (p=0,018). Quanto à velocidade de infusão de insulina, foi demonstrado uma alteração percentual por hora maior no grupo SF0,9% que no grupo RL (p<0,001). Quanto às medidas laboratoriais, não houve diferença estatística entre as variáveis nos subgrupos.
CONCLUSÕES: O uso de RL foi associado a uma resolução mais rápida da CAD quando comparados à solução salina, sugerindo que cristaloides balanceados podem ser preferidos na correção da depleção em CAD nos pacientes pediátricos.