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Qualidade do sono na síndrome de Down
Beatriz Elizabeth Bagatin Veleda Bermudez,; Henrique Yonemuto
Resid Pediatr. 2024METODOLOGIA: A coleta de dados foi baseada no Pittsburgh Sleep Quality Index, uma ferramenta específica para análise da qualidade de sono rápida e eficaz em uma amostra aleatória de 70 pacientes entre julho de 2022 e fevereiro de 2023. Como o PSQI não é válido para menores de 10 anos no Brasil, foram consideradas nas crianças as variáveis comuns do Questionário de Hábitos de Sono das Crianças (CSHQ) e PSQI-BR para permitir a análise dos dados. A análise estatística dos dados foi feita pelo software R Core Team.
RESULTADOS: A idade média dos 70 participantes era de 14,4 anos com 50% do sexo masculino e em 57,2% a qualidade do sono foi ruim. Os escores finais tiveram média 4,92 (0 + 12). Em relação à qualidade percebida do sono, 77,1% relataram qualidade "boa" ou "muito boa". Quanto à latência do sono, 42,9% iniciavam o sono em até 30 minutos. Todos apresentaram duração de sono de no mínimo 6 horas. A maioria (91,4%) tem eficiência de sono igual ou superior a 85%, mas 87,2% apresentaram algum distúrbio do sono. O uso de medicamentos para dormir ocorreu em 12,9%. Disfunção diurna foi observada em 77,2%.
CONCLUSÃO: A maioria (77,1%) julgou sua qualidade do sono boa, mas após análise mais detalhada do sono, foi observado que era ruim em 57,2%. Isso reforça o acompanhamento longitudinal dessa população em saúde integral para investigação e tratamento.
Meningomielocele e seu manejo na genética pediátrica: uma revisão de tema de seus aspectos biomédicos e psicossociais
Luan Nogueira Duarte; Lia Nogueira Duarte; José Humberto Sousa Morais Júnior; Fabricia Maria de Souza Saraiva; Amanda Kely Nogueira Oliveira; Wallace William da Silva Meireles; Erlane Marques Ribeiro,
Resid Pediatr. 2024MÉTODOS: Foi realizada uma revisão de literatura do assunto, abrangendo estudos sobre mielomeningocele e espinha bífida. Foram analisados, interpretados e reunidos dados epidemiológicos, aspectos patológicos e medidas de prevenção primária, como o consumo de ácido fólico e vitamina B12.
RESULTADOS: A mielomeningocele é a manifestação mais comum de espinha bífida, resultante do não fechamento do tubo neural. Pode ser influenciada por fatores genéticos e ambientais. O consumo de ácido fólico e vitamina B12 tem sido associado à redução do risco de malformações congênitas, incluindo a mielomeningocele. No entanto, essas medidas não eliminam completamente os casos.
CONCLUSÃO: A prevenção primária da mielomeningocele envolve a conscientização sobre a importância do consumo de ácido fólico. No entanto, é fundamental reconhecer que essas medidas por si só não são suficientes para erradicar totalmente a doença. A atenção multiprofissional desempenha um papel crucial na melhoria da qualidade de vida dos pacientes, através de uma abordagem longitudinal e contínua nas redes de atenção.
Luxação Bilateral Congênita de Joelho - um caso de redução espontânea
Mariana Penteado Borges,; Larissa Vieira Del Core Barbosa; Julia Barcelos Braglia; Isadora da Silveira; Rosana Loureiro
Resid Pediatr. 2024Descrição dos primeiros recém-nascidos monitorizados por meio de eletroencefalograma de amplitude integrada em uma maternidade privada do Nordeste do Brasil
Lucas Rocha Barreto de Almeida; Marcos Alves Pavione; Arnon Silva de Carvalho; Gabriel Fernando Todeschi Variane
Resid Pediatr. 2024METODOLOGIA: Trata-se de um estudo clínico observacional, descritivo e transversal. Utilizou-se amostra de conveniência, que incluiu todos os RN sequenciais submetidos à neuromonitorização de fevereiro de 2021 a junho de 2022. Por meio de formulário confeccionado pelos pesquisadores, os dados maternos e clínicos dos RN foram coletados e posteriormente submetidos à análise estatística descritiva por meio do software R Core Team 2022 (Versão 4.2.2). O estudo foi submetido e aprovado pelo Comitê de Ética CAAE 55437521.8.0000.5371.
RESULTADOS: Um total de 16 RNs foram incluídos. As indicações mais comuns de monitoramento com aEEG foram a suspeita de crise convulsiva sem tratamento (37,5%) e RNs tratados por crise convulsiva (18,75%). Na evolução, 5 RNs (31,25%) puderam ter o anticonvulsivante suspenso precocemente após monitoramento com aEEG; 5 RNs (31,5%) com suspeita de crise clínica tiveram a hipótese descartada e não iniciaram o uso de anticonvulsivante, e em 18,8% (n=3) dos pacientes observou-se a presença de crises subclínicas ao exame, sendo iniciado o tratamento.
CONCLUSÃO: O aEEG permitiu à equipe médica suspender ou evitar o uso desnecessário de anticonvulsivantes na grande maioria (81,2%) dos RNs investigados e permitiu ainda manter ou iniciar com segurança anticonvulsivantes no restante dos casos (18,8%).
Aleitamento Materno Exclusivo e Desmame Precoce
Julia Coser Seraphim; Katia Valéria Manhabusque
Resid Pediatr. 2024OBJETIVO: Evidenciar através da literatura científica os fatores relacionados à adesão exclusiva ao aleitamento materno até os seis meses de vida.
METODOLOGIA: Trata-se de um estudo de revisão sistemática, realizado por meio de um levantamento de dados nas bases científicas: LILACS, SciELO e MEDLINE.
RESULTADOS: O pré-natal inadequado, ausência de rede de apoio e suporte familiar, idade materna, uso de chupetas e a introdução de fórmulas infantis são fatores importantes para o desmame antes dos 6 meses de vida. É importante a atenção dos profissionais de saúde para cuidados continuados após a alta hospitalar.
CONCLUSÃO: Dentre todos os fatores associados ao desmame precoce, nota-se a extrema importância da assistência puerperal realizada nos serviços de saúde, seja hospitalar ou ambulatorial. Este estudo fornece informações relevantes que podem subsidiar ações de promoção, proteção e apoio ao aleitamento materno, sendo as orientações, o conhecimento e a comunicação da amamentação e do bem-estar do binômio mãe/bebê, uma ferramenta a ser utilizada pelos profissionais de saúde.
Terapêutica não medicamentosa para febre: tem validade?
Victor Lenon Aires Peixoto; Fernando de Almeida Machado
Resid Pediatr. 2024OBJETIVOS: apresentar o que a literatura médica diz sobre o uso dessa modalidade terapêutica não medicamentosa de controle de temperatura corporal, suas vantagens e desvantagens e, se possível, identificar fatores que possam estar associados a essas atitudes.
METODOLOGIA: revisão integrativa da literatura sobre a terapia não medicamentosa da febre. Foi definida a pergunta norteadora: "A terapêutica não medicamentosa da febre tem validade?" Foi selecionada a base de dados Medline e feita uma pesquisa livre para a identificação de material relevante que não estivesse indexado na base de dados selecionada.
RESULTADOS: foram incluídos 25 estudos para análise.
DISCUSSÃO: há muitos resultados conflitantes mostrando ou não eventuais benefícios do tratamento físico da febre, e muitos deles apresentam diminuição da temperatura corporal somente nos primeiros minutos. As inúmeras inconsistências nos resultados podem ser devido a problemas metodológicos.
CONCLUSÕES: atualmente, não existem respostas definitivas na análise de riscos e benefícios referentes ao uso de métodos físicos para controle da febre.
Dermatoses na síndrome de down
Beatriz Elizabeth Bagatin Veleda Bermudez; Charles da Silva Gomes; Iolanda Maria Novadzki; Susana Giraldi
Resid Pediatr. 2024Aspiração de corpo estranho: causa de estridor recorrente no lactente - Relato de caso
Rafaela Baroni Aurilio; Carla Cristiane Dall Olio; Ana Alice Amaral Ibiapina Parente; Priscila Machado de Matos; Ana Flavia Costa Dalla Martha; Luzia Abraão El Hadj; Adriana Cristina da Luz Lopes
Resid Pediatr. 2024Avaliação da qualidade de vida de familiares de pacientes com Dermatite Atópica
Ana Gabriella Bandeira Freire Andrade; Flávia Naranjo Ravelli
Resid Pediatr. 2024MÉTODOS: Estudo individual, observacional e transversal que inclui 20 pacientes pediátricos com idades entre 1 e 12 anos e seus cuidadores. Serão realizados dois momentos de avaliação (A1 e A2), nos quais o SCORAD do paciente será avaliado e o DFI será aplicado ao membro da família.
RESULTADOS: Ao comparar A1 e A2, o SCORAD demonstrou um escore z de 2,76 (p=0,0058), enquanto o DFI mostrou um escore z de 2,52 (p=0,0119). O coeficiente de correlação de Spearman demonstrou uma correlação positiva com significância estatística (rs = 0,74, p = 0,0002).
CONCLUSÕES: Quando os pacientes experimentaram uma diminuição nos escores do SCORAD, a qualidade de vida de seus membros familiares melhorou, como evidenciado por uma diminuição nos escores do DFI. Além disso, na análise de cada consulta individual, também observamos que escores mais altos do SCORAD em pacientes estavam associados a escores mais altos do DFI. Os resultados deste estudo reforçam o que foi previamente demonstrado em outros estudos: o impacto negativo da DA não apenas nos pacientes, mas principalmente em seus cuidadores. Além disso, observamos que quanto mais grave a doença, maior o impacto na família.
Protocolo de investigação e manejo do AVC isquêmico neonatal
Nicolas Ramos; Gustavo Barbosa David; Simone Cristina Stadnick,; Stephanie Ribeiro Raitez,
Resid Pediatr. 2024DESCRIÇÃO DO CASO: Masculino, 38 semanas de idade gestacional, nascido em um hospital terciário do estado de Santa Catarina - Brasil, via cesárea por feto pélvico, sem intercorrências gestacionais ou ao nascimento. Na sala de parto, apresentou hipotonia, hipoatividade e choro fraco, evoluindo com bradicardia, necessidade de VPP e hipoglicemia. Ainda nas primeiras horas de vida, foram observados tremores nos membros superiores ao estímulo. Os exames laboratoriais não elucidaram o quadro, e não foram solicitadas hemoculturas, coleta do LCR ou imagem ultrassonográfica. Na madrugada do nascimento, apresentou episódios de hipoxemia com necessidade de suporte ventilatório. Com 24 horas de vida, foram notados tremores persistentes e desvio de rima labial à direita, com suspeita de crise convulsiva. O manejo foi realizado com doses de fenobarbital para controle dos sintomas. A tomografia computadorizada de crânio evidenciou hipodensidade em hemisfério direito, sugestivo de lesão hipóxico-isquêmica. A angiografia de artérias cerebrais não contribuiu com a investigação diagnóstica. Discutido com a neuropediatra e com o neurocirurgião, foi estabelecido o diagnóstico de AVCin. Nos dias subsequentes, o paciente foi monitorizado e recebeu alta com encaminhamento ao serviço multiprofissional no 35º dia de vida.
COMENTÁRIOS: O AVCin é uma condição prevalente entre os recém-nascidos, porém, pouco diagnosticado no Brasil. Nesta conjuntura, os pacientes acometidos pelo AVCin vivenciam eternamente as sequelas desta condição.