Resultados da Busca
Queimadas e saúde da criança: rumo a um país inabitável?
Aline Priscila de Souza; Marcos Tadeu Nolasco da Silva; Carla Cristina Gomez de Souza; José Dirceu Ribeiro
Resid Pediatr. 2024Gastrite eosinofílica - Relato de caso
Bruno Carminatti da Silva; Jaqueline Cavalcanti de Albuquerque Ratier; Mônica Lisboa Chang Wayhs; Camila Marques de Valois Lanzarin; Renata Meirelles Gaspar Coelho Tomazzoni
Resid Pediatr. 2024Taquicardia ortostática postural em adolescentes: como e por que diagnosticar
Camila Magalhães Silva; Ludimila Dos Anjos Teixeira Romão; Lalleinny Franthiesca da Costa Alves; Roberta Leão Bassi; Rose Mary Ferreira Lisboa da Silva; Fátima Derlene da Rocha Araújo; Zilda Maria Alves Meira
Resid Pediatr. 2024Metemoglobinemia adquirida secundária à ingestão de alimento ultraprocessado em adolescente: um relato de caso
Camila Dalle Rocha; Ariadne Becker Quirino; Mariana Pinheiro Barbosa de Araújo; Mayanne de Fátima de Oliveira Barreto; Thays Taborda Damas; Francisco Carlos Yokoyama; Priscilla de Souza Prigol; Paulo Ramos David João
Resid Pediatr. 2024Caracterização das crianças com síndrome de Down concomitante ao hipotireoidismo congênito no estado de Mato Grosso, Região Central do Brasil, 2010–2021
Camila Moraes Mello; Stela Maris Silvestrin
Resid Pediatr. 2024METODOLOGIA: Trata-se de estudo transversal e retrospectivo com dados de prontuários de pacientes com síndrome de Down concomitante ao hipotireoidismo congênito, entre nascidos vivos do período de janeiro de 2010 a dezembro de 2021, acompanhados em serviço de triagem neonatal de Mato Grosso, Brasil.
RESULTADOS: Foram analisadas 318 crianças com hipotireoidismo congênito, 11 delas com síndrome de Down (prevalência de 1:28,9 entre as crianças com hipotireoidismo congênito). O achado clínico mais comum foi a icterícia (90,0%), seguida de macroglossia (80,0%), hipotonia (66,7%) e livedo reticular (62,5%). Anomalias cardíacas congênitas ocorreram em todas as crianças com síndrome de Down estudadas. A comunicação interatrial e persistência do canal arterial foram as anomalias cardíacas mais frequentes. Os níveis séricos de tireotropina estavam entre 10µUI/mL e 20µUI/mL em 63,6% da amostra e em dois pacientes, esses valores encontravam-se acima de 100µUI/mL. Em 81,8% das crianças, os níveis da tiroxina livre estavam normais. A maioria absoluta das crianças não apresentou alteração ultrassonográfica da tireoide.
CONCLUSÕES: Alta prevalência da síndrome de Down foi observada entre pacientes com hipotireoidismo congênito, sendo a forma subclínica do hipotireoidismo a de apresentação mais comum. Icterícia, macroglossia e cardiopatias congênitas foram os achados clínicos mais relevantes deste estudo.
Displasia septo-óptica: um relato de caso sobre síndrome de Morsier
Marina Bonagurio Julio; Brenna Marques Amorim Tenorio; Helen Vinco Secchin; Juliana Brizzante Ferreira; Marina Dall'Ara de Souza
Resid Pediatr. 2024OBJETIVO: Relatar um caso de Síndrome da displasia septo-óptica e como se chegou ao seu diagnóstico.
RELATO DO CASO: Paciente do sexo masculino, nascido em maternidade da cidade de São Paulo, com alteração no exame físico inicial: micropênis, macrocrania e nistagmo. Equipe de neonatologia interrogou a presença de alguma síndrome. Como parte da investigação de malformações, solicitaram avaliação oftalmológica que identificou hipoplasia de nervo óptico bilateral. Outros achados foram anormalidades hormonais das pituitárias e, com isso, dois dos critérios diagnósticos para a síndrome de Morsier.
CONCLUSÃO: O pediatra deve estar apto ao raciocínio clínico diagnóstico das síndromes raras, pois é o primeiro profissional que tem contato com o paciente, a fim de iniciar intervenção precoce diminuindo as morbidades associadas.
O papel da cultura brasileira frente à obesidade infantil durante as últimas três décadas
Nathalye Emanuelle Souza
Resid Pediatr. 2024Massa mediastinal em lactente - relato de caso
Thiago Rezende Silveira; Daniel Pinheiro Ferreira; Elina Tosta Oliveira; Danielle Paula de Oliveira Gonçalves; Eliene Machado de Freitas Félix; Adriana Cartafina Perez Bóscollo
Resid Pediatr. 2024OBJETIVO: Evidenciar a ocorrência de tumores mediastinais em crianças com história de pneumonia recorrentes que cursam de forma atípica e ressaltar a importância de ter os tumores mediastinais como diagnóstico diferencial para que a investigação seja realizada adequadamente.
RELATO DE CASO: Lactente, 7 meses de vida, apresentou-se ao pronto-socorro de um hospital universitário no interior de Minas Gerais com quadro de taquidispneia, insuficiência respiratória e rejeição do seio materno. Paciente com múltiplos diagnósticos de pneumonia anteriores sem resposta à antibioticoterapia. Durante a investigação, foram realizados exames de imagem que evidenciaram massa mediastinal em compartimento anterior com componente gorduroso e áreas de calcificação. Foi realizada uma toracotomia esquerda no 5° espaço intercostal, com ressecção completa da teratoma. O paciente evolui com melhora completa do quadro, sendo acompanhado até os 13 anos de idade sem recorrências.
CONCLUSÃO: Tumores mediastinais são raros e aumentam a morbimortalidade infantil. A suspeita e aplicação de métodos de diagnósticos adequados e os procedimentos cirúrgicos são essenciais para o tratamento e redução de danos a esses pacientes, que muitas vezes são submetidos a tratamentos desnecessários antes do diagnóstico.
AVC isquêmico na infância associado à COVID - 19
Victor Hugo Alves Diniz; Guilherme Barros de Mattos; Lucas Roncoletta Vicentino; Vinicius Camargo Achermann; Maria Clara Pimenta Figueiredo; Gustavo Manginelli Lamas; Flavia Faganello Colombo; Katia Maria Ribeiro Silva Schmutzler; Elizete Aparecida Lomazi
Resid Pediatr. 2024Avaliação do teste do coraçãozinho realizado em recém-nascidos do alojamento conjunto de um Hospital Terciário de janeiro de 2015 a julho de 2018
Antonella Márcia Mercadante de Albuquerque do Nascimento; Vanuza Maria Rosa; Ana Barbara Queiroz Farias
Resid Pediatr. 2024OBJETIVO: Analisar os dados sobre o teste do coraçãozinho realizado no Alojamento Conjunto de um Hospital Terciário como triagem para diagnóstico de cardiopatias congênitas críticas (CCC), de janeiro de 2015 a julho de 2018.
METODOLOGIA: Pesquisa observacional, quantitativa e transversal por meio da análise dos dados dos resultados do teste do coraçãozinho realizado no serviço e pesquisa em prontuário eletrônico dos pacientes que tiveram teste alterado.
RESULTADOS: 10.053 pacientes realizaram o teste do coraçãozinho, sendo que 42 apresentaram resultado alterado. Desses 42 pacientes, 15 (35,7%) tinham exames normais após repetição do teste e/ou ecocardiograma; 11 (26,2%) achados de cardiopatia no exame de ecocardiograma; 13 (31%) não repetiram o teste do coraçãozinho ou não realizaram o ecocardiograma; 3 (7,1%) não foram encontrados. Foram realizados ecocardiogramas em 20 pacientes, sendo encontrados achados de cardiopatias em 11 (taxa de falsos positivos de 0,2% para o teste do coraçãozinho). CCC foi observada em apenas 1 (anomalia de Ebstein). Os demais achados foram de cardiopatias acianóticas ou pulmonares.
CONCLUSÃO: Evidenciou-se que o teste do coraçãozinho contribuiu para diagnóstico de CCC, para realização de outros diagnósticos de CC; reforçando a necessidade do correto seguimento do protocolo preconizado pela Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) como forma de diminuir custos de internação e realização de ecocardiogramas desnecessários.