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Síndrome de Sweet na infância: um relato de caso
Paula Brandalise Nunes; Paula Pozzolo Ogeda; Giselly Dostoievski Quezado Leite Alverne; Maiara Raíssa dos Santos; Paulo Ramos David João
Resid Pediatr. 2025RELATO DE CASO: Lactente com pápulas que progrediram para placas dolorosas associadas à febre e sintomas sistêmicos com 2 meses de evolução, não responsivo à antibioticoterapia. Realizada biópsia cutânea e iniciado tratamento com corticoide sistêmico com boa resposta.
CONCLUSÃO: Dermatose rara na população pediátrica, que faz diagnóstico diferencial com diversas condições infecciosas e inflamatórias. A associação com malignidades ocorre em parte dos casos, sendo necessária a sua exclusão. Apresenta resposta dramática à corticoterapia e necessita seguimento devido ao risco de recorrência.
Síndrome hemolítico-urêmica por mutação genética DGKE: relato de caso familiar na pediatria
Sâmia Marques Lourenço Landim; Káthia Liliane da Cunha Ribeiro Zuntini
Resid Pediatr. 2025Diagnóstico precoce de Síndrome de Klinefelter: um relato de caso
Guilherme Marcondes Ferreira Santos; Tarcísio Lopes; Othon Bergantini Waldemarin; Lucas Chaves de Medeiros; Rita de Cássia Barroso Veríssimo dos Reis; Luádria Alves dos Santos; Simone de Menezes Karam; Linjie Zhang
Resid Pediatr. 2025Aplasia pura de células brancas em crianças: relato de dois casos
Fernanda Daher Pereira; Luciana Balestrero de Oliveira Perim
Resid Pediatr. 2025Manejo de cuidados em sala de parto e unidade de terapia intensiva neonatal: relato de caso de recém-nascido com encefalocele frontoparietal bilateral
Júlia Daniele Tavares Teixeira Mota
Resid Pediatr. 2025Constipação em Pediatria - uma revisão de artigos publicados nos últimos dez anos
Henrique Ortiz
Resid Pediatr. 2025MÉTODOS: Trata-se de um estudo de revisão sistemática do tipo integrativa utilizando as bases de dados Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) e Scientific Electronic Library Online (SciELO), incluindo trabalhos publicados entre 2013 e 2023, em português e inglês. Foram excluídos artigos repetidos; aqueles cujo tema não era compatível com os objetivos do trabalho, ou por não estarem acessíveis gratuitamente.
RESULTADOS: 20 trabalhos foram analisados, nos quais se pode observar que a literatura é divergente quanto aos fatores de risco para o desenvolvimento de constipação, mas o aleitamento materno permanece como fator protetor. A etiologia e a fisiopatologia da condição são multifatoriais e têm como base um círculo vicioso desencadeado por experiências de evacuações dolorosas. Para que o paciente que costumeiramente apresenta baixa frequência evacuatória e dor abdominal seja diagnosticado, utilizam-se critérios em constante evolução e que atualmente obedecem à padronização de Roma IV. O tratamento é baseado em 4 critérios: desmistificação, desimpactação fecal, mudança da dieta e dos hábitos de vida e uso de laxativos.
CONCLUSÃO: Apesar da constante evolução dos conhecimentos sobre o tema, ainda restam lacunas a serem preenchidas, principalmente sobre tratamento e diagnóstico da constipação em pediatria. Além disso, pode-se perceber o relato da falta de conhecimento dos profissionais da saúde quanto às atualizações mais recentes na literatura.
O impacto do vegetarianismo frente ao crescimento e desenvolvimento das crianças durante o período de 0 a 2 anos de idade
Nathalye Emanuelle Souza de Sá Lemos; Lucas Mendes Linard Arrais
Resid Pediatr. 2025Diagnóstico clínico de síndrome de Goltz pré-natal: um relato de caso
Fernanda Sousa Nascimento Chiang; Graziela Paronetto Machado Antonialli; Cristina Touguinha Neves Medina; Lorena de Melo Gama; David Uchoa Cavalcante; Karolyne Michele Moura Raftopoulos
Resid Pediatr. 2025Otimização do procedimento de intubação traqueal de urgência em pediatria
Michelle Toscan; Jefferson Pedro Piva; Patricia Miranda Lago
Resid Pediatr. 2025OBJETIVO: Avaliar os fatores associados ao sucesso e complicações do procedimento de IT realizado no Serviço de Emergência e Medicina Intensiva Pediátrica do Hospital de Clínicas de Porto Alegre.
METODOLOGIA: Estudo transversal contemporâneo envolvendo todas as intubações realizadas durante oito meses. Os dados do procedimento foram obtidos por meio de entrevista com o médico que realizou a IT e coleta direta no prontuário. Entre os dados avaliados, os principais fatores incluem o número de tentativas, adesão ao protocolo, experiência e características clínicas e demográficas da amostra.
RESULTADOS: Foram avaliados 130 procedimentos. A sequência rápida de intubação foi empregada sempre que indicada. As IT foram classificadas como difíceis em 18,5% dos casos. A média de tentativas por procedimento foi de 1,7±1,3. Foram necessárias três ou mais tentativas em 68,1% dos casos com alterações anatômicas faciais ou de vias aéreas (p<0,001). O acesso às vias aéreas foi alcançado em 100% dos pacientes. O maior sucesso no procedimento esteve associado à experiência do profissional envolvido.
CONCLUSÕES: A IT é um procedimento seguro quando realizado por médicos qualificados e treinados. A adesão ao protocolo de sequência rápida, aliada a um plano de ações e alternativas bem definido diante das dificuldades, garante maior segurança em situações críticas.
Retinopatia da prematuridade e a sua relação com oxigenoterapia:uma revisão integrativa
Ed Cleso Pereira de Souza Filho; Manoela Cardoso de Oliveira; Milena Veiga Wiggers; Nathalia Camargo; Tabatha Paegle Beltrão Souza; Carolina Helena Haveroth Lara; Maria Julia Doin-Vieira; Gabrielly Fernanda de Oliveira; Scheila Siebeneicher
Resid Pediatr. 2025OBJETIVOS: Levantar evidências científicas a respeito da ROP e uso de oxigenoterapia, assim como compreender sua fisiopatologia e possíveis fatores de prevenção.
MÉTODOS: Trata-se de uma revisão integrativa. Foram utilizadas base de dados PubMed, Medline, ScienceDirect, SciELO e Cochrane, sendo pesquisados termos relacionados à ROP nos idiomas inglês, francês ou português.
RESULTADOS: A retinopatia da prematuridade trata-se de uma doença vasoproliferativa grave que ocorre em recém-nascidos prematuros, que, se não tratada em tempo hábil, pode levar ao descolamento da retina e deficiência visual. Fisiopatologicamente o desenvolvimento vascular retiniano completo, que ocorre entre a 40ª e a 44ª semana de idade pós-menstrual, é interrompido devido à prematuridade. Atualmente, a principal causa de ROP é o mal uso da oxigenoterapia em recém-nascidos; no entanto, há outros fatores como cardiopatias congênitas e anencefalia.
CONCLUSÃO: Os avanços em cuidados neonatais permitiram uma elevação na taxa de sobrevivência em prematuros e a incidência de ROP acompanhou esse aumento. Visto isso, como a principal causa está relacionada ao uso inadequado de oxigenoterapia, englobando hiperóxia e flutuações nos níveis de saturação de oxigênio, manter o controle dessa técnica terapêutica mostra-se um grande artifício contra a ocorrência de ROP. Entretanto, é necessário cautela ao diminuir os níveis de saturação de oxigênio, já que essa redução pode aumentar a mortalidade dos neonatos.