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ISSN (On-line) 2236-6814

doi.org/10.25060/residpediatr

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Precepção dos profissionais de saúde em um hospital escola sobre cuidados paliativos em pediatria

Fernanda Queiroz Xavier; Juliana Queiroz Xavier

Resid Pediatr. 2025
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Resumo A filosofia do cuidado paliativo diz respeito a maximizar a qualidade de vida de uma pessoa. Através de suporte físico, social, psicológico, espiritual e familiar, de uma forma significativa e efetiva, é permitido ao paciente a possibilidade de ser ele mesmo em um momento de dificuldade. Trata-se de uma pesquisa quanti-qualitativa, que utilizou de técnicas de entrevista estruturada e semiestruturada, realizada em Goiânia, com uma amostra de 30 profissionais de saúde, que estavam ativamente trabalhando em setores do Departamento de Pediatria do Hospital das Clínicas de Goiás - EBSERH. A média de idade dos participantes foi de 30,97 anos, com predominância do sexo feminino. Aproximadamente 56,7% eram solteiros e os(as) médicos(as) foram os mais prevalentes no estudo. Em relação aos questionários, a maioria afirmou sentir insegurança ao falar sobre cuidados paliativos, além de afirmar que não acredita no preparo da equipe frente a essa temática. Os resultados da entrevista semiestruturada foram dispostos em tópicos, sendo que os mais prevalentes foram capacitação, cuidado e comunicação. Há a necessidade de se ampliar a discussão acerca dos CPP, para melhor aplicação de seus princípios.
Tumor edematoso de Pott: complicação rara de uma doença pediátrica comum

Caio Sousa Cortes; Paula Brandalise Nunes; Luana Deon Dulaba; Thayná Siqueira Lipienski; Adriano Keijiro Maeda; Rafaela Wagner

Resid Pediatr. 2025
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INTRODUÇÃO: A sinusite bacteriana aguda é uma complicação comum das infecções de vias aéreas superiores na faixa etária pediátrica em cerca de 8% dos casos. Em alguns casos, pode evoluir com complicações intra e extracranianas.
OBJETIVO: Relatar o caso de um paciente que evoluiu com uma rara complicação após quadro de sinusite bacteriana, denominada tumor edematoso de Pott.
RELATO DE CASO: Paciente masculino, 12 anos, com história de sintomas gripais e febre há 3 meses. Evoluiu com cefaleia diária com sinais de alarme e piora progressiva, associado à massa em região frontal. Realizou ressonância magnética de crânio que demonstrou formação expansiva nos planos extracranianos da região frontal mediana, que se estende até a região fronto-etmoidal erodindo a calota craniana. Levado ao centro cirúrgico e drenado secreção purulenta, com posterior crescimento de Streptococcus intermedius em cultura, diagnosticado como tumor edematoso de Pott.
CONCLUSÃO: Apesar de raro, a sinusite bacteriana pode evoluir com complicações graves que necessitam abordagem cirúrgica e terapia antimicrobiana de largo espectro.
Hipertricose generalizada exuberante em um lactente: relato de caso

Gabriel Bordignon; Pietra Spinardi; Laura Serpa; Ana Paula Boguchewski; Nadia Aparecida Pereira de Almeida

Resid Pediatr. 2025
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Resumo A hipertricose é caracterizada pelo crescimento excessivo de pelos em qualquer região corporal, podendo ocorrer de forma localizada ou generalizada. Esta última comumente está relacionada a síndromes genéticas ou uso de determinados fármacos. Este relato de caso apresenta um lactente com mucopolissacaridose tipo II que foi submetido a um transplante de medula óssea (TMO) e fez uso de ciclosporina, apresentando consequentemente um quadro exacerbado de hipertricose generalizada. O objetivo deste estudo é revisar as principais causas de hipertricose e discutir sobre as hipóteses que levam ao desenvolvimento dessa patologia.
A influência da hipertrofia de tonsilas no crescimento e desenvolvimento infantil

Monique Frank de Vasconcelos; Luisa Barbosa Soares; Pedo Pereira Bissoli; João Daniel Caliman e Gurgel

Resid Pediatr. 2025
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OBJETIVO: Comparar o desenvolvimento pôndero-estatural de crianças com hipertrofia adenoamigdaliana em relação à curva de crescimento normal.
MÉTODO: Estudo prospectivo, com população-alvo de crianças com hipertrofia de tonsilas submetidas à adenoidectomia e/ou amigdalectomia. As informações foram adquiridas antes do procedimento cirúrgico através de questionário destinado aos responsáveis, que avaliaram sexo, idade, peso, altura, índice de massa corpórea e queixa principal.
RESULTADO: Foram analisados 52 pacientes com indicação de tonsilectomia entre três e onze anos. As crianças, em sua maioria, encontravam-se eutróficas, 30,8% das crianças estavam acima do peso ideal e 3,8% estavam abaixo do peso ideal. Quanto à relação estatura por idade, 96,15% das crianças apresentavam estatura adequada e 3,85% apresentavam baixa estatura para a idade. As principais queixas que levaram as crianças ao atendimento médico foram roncos, amigdalite crônica, respiração bucal e infecções de vias aéreas superiores de repetição. O principal exame complementar solicitado foi a radiografia de cavum.
CONCLUSÃO: Não houve relação direta da hipertrofia de tonsilas com o déficit de crescimento pôndero-estatural nas crianças estudadas. Foi observado apenas um pequeno aumento da taxa de sobrepeso e obesidade, em crianças maiores, porém sem significância estatística.
Obstáculos no tratamento da dor pediátrica: visão dos profissionais de saúde de um hospital universitário

Poliana Cristina Carmona Molinari; Gabriela Camila Ramos Alvarenga; Lais Fernandes Swenson; Esther Angelica Luiz Ferreira

Resid Pediatr. 2025
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INTRODUÇÃO: O tratamento da dor na criança é considerado essencial no cuidado à sua saúde, devendo ser realizado através de uma excelente avaliação e planejamento terapêutico. Nesse cenário, ainda existem dificuldades na assistência e lacunas no conhecimento.
OBJETIVO: Verificar quais são as barreiras para o tratamento da dor na visão dos profissionais de saúde que trabalham em um hospital universitário.
MÉTODO: Estudo observacional, descritivo e transversal, do tipo survey, com profissionais de saúde dos diversos setores pediátricos do Hospital Universitário da Faculdade de Medicina de Jundiaí. Resultados: Foram 56 profissionais da saúde, média de 41 anos, 91,1% do sexo feminino, 80,4% com graduação em medicina e tempo médio de formação de 15 anos. Em torno de 65% utilizam escalas de avaliação de dor na rotina e 50% relataram que não há um protocolo para tratamento de dor infantil em seu setor de trabalho. Aproximadamente 83% acreditam que a dor é subdiagnosticada e/ou subtratada e 26,8% tiveram um bom aprendizado em dor durante a graduação. Em torno de 34% expressaram medo em prescrever opioides; em relação à morfina, 17,9% concordaram que ela é utilizada apenas em situações extremas e para pacientes em cuidados paliativos e 26,8% não se sentem confortáveis em prescrevê-la. Para melhorar o tratamento da dor, 67,5% sugerem a educação e treinamento, e quase 40%, a elaboração de protocolos institucionais.
CONCLUSÃO: As principais barreiras para o tratamento da dor foram: falta de treinamento/aprendizado em dor, ausência de protocolo institucional e falta de conhecimento para prescrição e manejo dos opioides.
Fatores relacionados ao internamento na primeira infância em um Hospital Terciário de Fortaleza, Ceará

Rebeca Holanda Nunes; Virna da Costa e Silva; Francisco Helder Félix Cavalcante

Resid Pediatr. 2025
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INTRODUÇÃO: O perfil de morbidade na primeira infância é um considerado um indicador dequalidadede assistência básica de saúde. Acredita-se que pacientes com falha de acompanhamento pediátrico sejam mais vulneráveis, com maior risco para internações de repetição e por condições preveníveis.
OBJETIVO: estudar os fatores de risco associados ao internamento na primeira infância no Hospital Infantil Albert Sabin, Fortaleza,Ceará,Brasil.
MÉTODOS: estudo transversal observacional com dados colhidos por formulário aplicado a crianças de 1 mês a 5 anos.
RESULTADOS: A amostra foi de 100 crianças, das quais 38% referiram alguma doença crônica. 10% foram classificados com internação intermediária e 59% como internação prolongada. Houve correlação estatisticamente significativa com relação do tempo de internamento e às seguintes variáveis: sexo masculino, primeiro filho, contato com animais, tabagismo passivo, dificuldade com aleitamento materno, comorbidades prévias, procedimento cirúrgico e suplementação.O principal sistema orgânico acometido foi o respiratório (54%), sendo pneumonia o diagnóstico mais prevalente.
DISCUSSÃO: A maioria dos pacientes estava na sua primeira internação. Realização de procedimento cirúrgico durante a internação pode corresponder à maior gravidade do quadro. A taxa devacinação encontrada foi baixa, quando comparada ao esperado. Mais da metade dos pacientes não fazia consulta de rotina com um profissional de saúde capacitado.
CONCLUSÃO: Neste estudo conseguimos levantar a suspeita de que pacientes que passam por procedimento cirúrgico em uma enfermaria clínica pediátrica tendem a ter internação prolongada. Além disso,uso devitamina D econtato com animais domésticos foramrelacionados a fatores protetores para internações intermediárias.
Conhecimento das necessidades e da satisfação dos familiares de pacientes admitidos na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal e Pediátrica de um hospital do Sul do Brasil

Lidia Guarezi Marcon; Karla Dal Bó Michels

Resid Pediatr. 2025
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INTRODUÇÃO: A UTI Neonatal e Pediátrica é um ambiente reservado para cuidados de alta complexidade. As necessidades familiares de seus pacientes internados, quando não supridas satisfatoriamente, podem intensificar o seu sofrimento. O objetivo do estudo foi conhecer as necessidades em relação a conforto, segurança, proximidade, informação e suporte dos familiares de pacientes admitidos na UTI Neonatal e Pediátrica e a sua satisfação em relação a tais serviços prestados por ela.
MÉTODO: estudo observacional com delineamento descritivo. A população foi composta por familiares dos pacientes internados na unidade nos meses de março a agosto de 2020 e investigaram-se as suas necessidades por meio da aplicação do Inventário das Necessidades e Estressores de Familiares em Terapia Intensiva (INEFTI).
RESULTADOS: Dos 71 familiares participantes da pesquisa, 59,1% não possuíam conhecimento sobre o diagnóstico clínico dos seus parentes. As necessidades consideradas mais importantes estão relacionadas à Segurança e à Informação. As menos importantes ao Suporte e ao Conforto. As necessidades de maior satisfação estão relacionadas à Segurança e Proximidade com o paciente. As menos satisfeitas, ao Suporte e Conforto.
CONCLUSÃO: O presente estudo sugere que a equipe médica seja acessível e compreensiva e que dê informações completas aos familiares sobre o diagnóstico de admissão dos pacientes, bem como as causas e consequências da doença.
Prevalência do uso de telas em crianças: um estudo observacional no extremo sul catarinense

Ketlyn da Luz Borges; Bruna Melo Bianchini; Ana Cláudia Bortolotto Milanesi

Resid Pediatr. 2025
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OBJETIVO: A exposição excessiva às telas durante a primeira infância tem sido progressivamente associada a um inadequado desenvolvimento cognitivo e psicossocial. Nesse sentido, este estudo teve como objetivo principal avaliar a prevalência do uso de telas na primeira infância nos ambulatórios de pediatria de uma universidade do extremo sul catarinense no segundo semestre de 2022.
MÉTODOS: Estudo observacional transversal, com coleta de dados primários, no local pré-determinado, e que envolveu 135 pacientes de zero a seis anos, cujos pais e/ou responsáveis responderam ao questionário elaborado e assinaram o termo de consentimento livre e esclarecido.
RESULTADOS: Do total de crianças avaliadas, encontrou-se uma prevalência de 85,92% do uso de telas. Os principais dispositivos tecnológicos utilizados foram a televisão (73,3%), seguida pelo celular (19,8%). O tempo médio diário de exposição encontrado foi de 1,07 horas. Das 21 variáveis testadas, seis apresentaram associação significativa ao tempo de exposição às telas: idade, tipo de tela, frequência em escola/creche, presença de estímulo à atividade física, tela utilizada durante refeições e presença de limite de uso de telas.
CONCLUSÕES: Observou-se um uso de telas na primeira infância altamente prevalente e precoce na população estudada. Os achados de perfil sociodemográfico, assim como as associações entre tempo de tela e fatores predisponentes ampliam a literatura brasileira, evidenciando semelhanças e diferenças com estudos prévios.
Tipo de parto e alimentação complementar: o impacto no excesso de peso em crianças pré-púberes

Gabriela Carvalho Valencia; Nádia Cristina Pinheiro Rodrigues; Lívia Drumond de Lima; Fernanda Mussi Gazolla Jannuzzi; Cecília Lacroix de Oliveira; Paulo Ferrez Collett Solberg; Livia de Castro Araujo Valente; Elisabeth de Amorim Machado; Valéria Yasmine Marinelli Vicente; Beatriz Louise Costa Themístocles; Isabel Rey Madeira

Resid Pediatr. 2025
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OBJETIVOS: Avaliar a associação entre tipo de parto e alimentação no primeiro ano de vida com excesso de peso em crianças pré-púberes.
MÉTODOS: Estudo observacional e trans-versal realizado em ambulatório de pesquisa em obesidade infantil com crianças de 5 a 11 anos eutróficas e com excesso de peso. Os dois grupos foram comparados quanto a variáveis relacionadas ao nascimento e à nutrição infantil no primeiro ano de vida, e foi avaliada a associação dessas variáveis com excesso de peso.
RESULTADOS: Foram estu-dadas 143 crianças, sendo 32 (22,4%) crianças alocadas no grupo de eutróficos e 111 (77,6%) alocadas no grupo com excesso de peso. Na comparação entre os grupos, foi encontrada diferença significativa (p<0,05) em relação à média de idade, ao tipo de parto, ao aleitamento materno nas primeiras seis horas de vida e à mediana de idade de intro-dução de sólidos. A regressão logística múltipla mostrou associação entre parto cesárea e excesso de peso.
CONCLUSÃO: Verifica-se que o nascimento por parto normal diminui em 79% as chances de uma criança ter excesso de peso. O estudo mostra a influência do tipo de parto sobre a saúde futura dos recém-nascidos, e sua proteção contra o desen-volvimento de obesidade infantil.
Distúrbios do sono em adolescentes: uma avaliação crítica da influência dos dispositivos eletrônicos - revisão de literatura

Arthur Almeida dos Santos Lisboa; Magda Lahorgue Nunes

Resid Pediatr. 2025
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OBJETIVO: Apresentar uma revisão narrativa da literatura sobre o impacto do uso excessivo de aparelhos eletrônicos por adolescentes na qualidade do sono.
FONTES DE DADOS: Foram revisados artigos listados nos repositórios do PubMed e National Library of Medicine, utilizando os termos de busca sono, adolescência, celulares, mídias eletrônicas, assim como livros e referências diversas.
SÍNTESE DE DADOS: A adolescência é uma fase marcada por mudanças profundas, afetando o bem-estar dos jovens. O sono é crucial, mas tem sido afetado pelo uso intenso de mídias sociais e eletrônicos, resultando em desafios para o aprendizado, equilíbrio emocional e saúde física e mental.
CONCLUSÃO: Os dispositivos eletrônicos impactam negativamente o sono dos adolescentes de várias formas, seja pela emissão de luz azul, pela influência das mídias sociais ou por fatores externos. Portanto, é crucial adotar estratégias abrangentes para promover hábitos saudáveis de sono e, assim, melhorar a qualidade e a duração do sono nessa faixa etária.
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