Volume 5 - Número 3
Imunoestimulantes na prevenção de infecções respiratórias em idade pediátrica
Marcos Roberto Martins Sanches; Alexandra Beatriz Antunes Coelho; José Manuel Onofre
MÉTODOS DE REVISÃO: Pesquisa de revisões sistemáticas, metanálises e ensaios clínicos aleatorizados e controlados, usando os termos MeSH: respiratory tract infection, prevention e bacterial lysate. Para avaliação dos níveis de evidência e atribuição de forças de recomendação, foi utilizada a escala Strenght of Recommendation Taxonomy (SORT) da American Academy of Family Physicians.
RESULTADOS: Foram encontrados 29 artigos, dos quais quatro cumpriram os critérios de inclusão: duas metanálises e duas revisões sistemáticas. Todos os artigos demonstraram que os imunoestimulantes em geral (nível de evidência 2) e, em particular, o OM-85 BV (Broncho-Vaxom®) (nível de evidência 1) reduzem a incidência de infecções respiratórias em crianças com história de infecções respiratórias recorrentes com segurança.
CONCLUSÕES: A evidência disponível suporta a eficácia dos imunoestimulantes na prevenção secundária de infecções respiratórias em crianças (SORT B) e em particular o OM-85 BV (SORT A). São fármacos seguros em crianças (SORT B). No futuro serão necessários mais ensaios clínicos aleatorizados controlados com maior seguimento e que clarifiquem outras questões como o papel dos imunoestimulantes na prevenção primária de infecções respiratórias ou da sua eficácia de acordo com o tipo de infeção respiratória. Palavras-chave: adjuvantes imunológicos, infecções respiratórias, criança.
Pneumonia associada à ventilação mecânica em neonatologia: um estudo retrospectivo
Maria Augusta de Macedo Wehbe; Suzana Angelica Silva Lustosa; Ana Paula Ferreira da Rocha; Ilana Vital Dantas de Oliveira
MÉTODOS: Estudo retrospectivo por meio da análise de prontuários de neonatos submetidos à ventilação mecânica por mais de 48 horas, que estiveram internados entre os anos de 2011 a 2013, na unidade de terapia intensiva neonatal, do Hospital São João Batista, do município de Volta Redonda, RJ.
RESULTADOS: Foram diagnosticados 18 pacientes com pneumonia associada à ventilação mecânica na UTI neonatal do Hospital São João Batista, entre os anos de 2011 e 2013. Foram dez casos no ano de 2011 (55,55%); quatro casos no ano de 2012 (22,22%) e quatro casos no ano de 2013 (22,22%). Neste estudo foram identificados os fatores de risco para PAV e as medidas preventivas necessárias para a redução do número de casos.
CONCLUSÃO: A prevalência de PAV pode ser reduzida quando identificamos os seus principais fatores de risco e implementamos medidas preventivas nas unidades de terapia intensiva. Palavras-chave: pneumonia associada à ventilação mecânica, neonatologia, serviços de controle de infecção hospitalar.
Hipoxemia como preditor de gravidade em pacientes internados com pneumonia
Maria Anáide Zacchê de Sá Abreu e Lima; Luiza Menezes Vieira de Mello; George Henrique Cordeiro Serra; Débora Ellen Pessoa Lima; Eduardo Jorge da Fonseca Lima
MÉTODOS: Série de casos com 120 pacientes, de 1 mês a 5 anos de idade, internados por pneumonia no ano de 2012 em um hospital de referência do Recife. Foram analisadas variáveis demográficas, clínicas e de desfecho final. O diagnóstico de pneumonia foi baseado nos critérios clínicos e radiológicos. Hipoxemia foi considerada quando a saturação de oxigênio foi < 92% e/ou houve uso de oxigênio durante o internamento hospitalar.
RESULTADOS: 58 pacientes (48,3%) internados com pneumonia apresentaram hipóxia. 48 crianças (40%) tinham menos que 1 ano de idade e apenas 33 (27,5%) eram maiores que 2 anos. A frequência de baixo peso ao nascer foi de 16% e a associação desta variável com hipóxia foi significante (p < 0,02). Prematuridade foi encontrada em 10,6%. 105 pacientes (87,5%) foram classificados como pneumonia grave ou muito grave. Derrame pleural ocorreu em 30 pacientes e destes, 18 (60%) apresentaram hipóxia. A forma de oxigênio mais utilizada foi a máscara de Venturi (48%). A duração do internamento foi de até 7 dias em 90,8%. Houve necessidade de transferência de 3 pacientes para a UTI (2,5%) e a taxa de letalidade foi de 2,5%.
CONCLUSÕES: Nosso estudo ressaltou a importância da saturometria na admissão de pacientes com pneumonia e reforça sua realização na rotina, já que consideramos a hipoxemia como um preditor de evolução clínica desfavorável. Palavras-chave: pneumonia, oximetria, evolução clínica, gravidade do paciente.
Uma paciente com pneumonia, otorreia e icterícia. Qual o diagnóstico?
Patricia Fernandes Barreto Machado Costa; Adriana Paiva Mesquita; Giuseppe Maria Santalucia; Stella Alonso Coto Dominguez
Linha de Beau
Leonardo Rodrigues Campos; Lucas Berbert Pulcheri; Raquel de Seixas Zeitel
Revista Residência Pediátrica: o que há de novo?
Marilene Crispino Santos
Novas restrições para minimizar os riscos de efeitos no ritmo cardíaco associados à utilização de medicamentos que contêm hidroxizina
Gil Simoes Batista
Baixa estatura como apresentação inicial da síndrome de Bartter
Glaura Nísya de Oliveira Cruz; Mayra Pimenta Fernandes; Suellen da Silva Santos
Síndrome de diferenciação na leucemia promielocítica aguda: relato de caso pediátrico no HC-UFTM
Vanessa de Paula Tiago; Valéria Cardoso Alves Cunali
Estenose subglótica adquirida em recém-nascido sem fatores de risco tratados por laringoplastia: relato de caso
Germana Jardim Marquez; Andre Rezek Rodrigues; Mikhael Romanholo El Cheikh; Paula Pires Souza; Marcus Cavalcante Oliveira Araújo; Melissa Ameloti Gomes Avelino
OBJETIVO: Relatar dois casos de estenose subglótica adquirida aguda em recém-nascidos sem fatores de riscos importantes que justificassem o desenvolvimento da mesma e que evoluíram bem após laringoplastia com balão.
CONCLUSÃO: A laringoplastia com balão deve ser considerada como primeira linha de tratamento nas estenoses subglóticas tanto agudas como crônicas, sendo que nos casos agudos o sucesso chega a 100%, evitando-se a realização de traqueostomias. Palavras-chave: laringoestenose, laringoplastia, dilatação, criança.
Lupus Neonatal: Relato de caso
Ana Luíza dos Santos; Maile Vidigal Prates; Gil Simões Batista; Márcia Galdino Sampaio
Diabetes mellitus tipo 1 e 2 - diagnóstico e manejo
Sylvia Esch; Lia Aguiar Cordeiro