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Gravidez na adolescência: um estudo de base hospitalar
Carolina Dresch Dociatti; Maria Beatriz Reinert do Nascimento; Scheila Siebeneicher; Marco Antonio Moura Reis
Resid Pediatr. 2021
OBJETIVOS: Caracterizar as adolescentes atendidas em uma maternidade de grande porte no sul do Brasil e avaliar a associação da assistência pré-natal inadequada com desfechos perinatais adversos.
MÉTODOS: Trata-se de um estudo observacional, retrospectivo, de abordagem quantitativa, por meio da avaliação de prontuários eletrônicos de adolescentes, com idade inferior a 18 anos, e de seus neonatos. Para caracterizar a população estudada, foram utilizados métodos estatísticos descritivos, calculando-se distribuições de frequências e medidas de tendência central. Para a análise da associação entre falta de realização de pré-natal satisfatório (oito consultas ou mais) e variáveis maternas e neonatais foram utilizados o teste do qui-quadrado e o teste exato de Fisher, admitindo-se um nível de significância de 0,05.
RESULTADOS: Foram 378 partos de gestantes com menos de 18 anos de idade. A frequência de prematuridade, baixo peso ao nascimento, admissão no berçário, óbito neonatal e amamentação à alta foram respectivamente 11,3%, 8,9%, 5,5%, 2,4% e 99,7%. Ter feito menos de oito consultas médicas no período pré-natal foi associado significativamente a variáveis neonatais como prematuridade, baixo peso ao nascer, internação na unidade neonatal e óbito neonatal (p=0,0000, p=0,0339, p=0,0231 e p=0,0152).
CONCLUSÕES: Assistência pré-natal insatisfatória foi associada à prematuridade, baixo peso ao nascer, admissão na unidade neonatal e óbito neonatal.
MÉTODOS: Trata-se de um estudo observacional, retrospectivo, de abordagem quantitativa, por meio da avaliação de prontuários eletrônicos de adolescentes, com idade inferior a 18 anos, e de seus neonatos. Para caracterizar a população estudada, foram utilizados métodos estatísticos descritivos, calculando-se distribuições de frequências e medidas de tendência central. Para a análise da associação entre falta de realização de pré-natal satisfatório (oito consultas ou mais) e variáveis maternas e neonatais foram utilizados o teste do qui-quadrado e o teste exato de Fisher, admitindo-se um nível de significância de 0,05.
RESULTADOS: Foram 378 partos de gestantes com menos de 18 anos de idade. A frequência de prematuridade, baixo peso ao nascimento, admissão no berçário, óbito neonatal e amamentação à alta foram respectivamente 11,3%, 8,9%, 5,5%, 2,4% e 99,7%. Ter feito menos de oito consultas médicas no período pré-natal foi associado significativamente a variáveis neonatais como prematuridade, baixo peso ao nascer, internação na unidade neonatal e óbito neonatal (p=0,0000, p=0,0339, p=0,0231 e p=0,0152).
CONCLUSÕES: Assistência pré-natal insatisfatória foi associada à prematuridade, baixo peso ao nascer, admissão na unidade neonatal e óbito neonatal.
Angina de Ludwig em criança: um raro caso clínico com complicação para mediastinite
Gabriela Weber Machado; Ana Paula Domingues Campos; Leticia Bandeira; Carolina Dresch Dociatti
Resid Pediatr. 2025
S.M.R.S., masculino, 8 anos, iniciou com odinofagia, prostração, febre, cárie dentária, evoluindo para cervicalgia e abaulamento em região cervical, sem insuficiência respiratória. Realizada tomografia de pescoço e tórax, com laudo evidenciando processo infeccioso em região submandibular e submental, com extensão cervical e retrofaríngea esquerda e comprometimento de região mediastinal. Foi feito o diagnóstico de Angina de Ludwig, com complicação para mediastinite. Realizado tratamento com antibioticoterapia e abordagem cirúrgica, sem acometimento de via aérea, com completa melhora. O objetivo do relato foi descrever o caso de uma doença grave e potencialmente fatal em pediatria, com destaque para a rápida abordagem diagnóstica e terapêutica. Como metodologia, realizou-se coleta de dados clínicos para correlacionar com a literatura, corroborando evidências científicas. A angina de Ludwig (AL) é uma patologia infecciosa que acomete os espaços primários mandibulares (submandibular, sublingual e submentoniano), a qual tem como sítio inicial infecções odontogênicas e de vias aéreas superiores. Clinicamente, manifesta-se com febre, disfagia, odinofagia, edema cervical, sialorreia, cervicalgia e disfonia, podendo evoluir para insuficiência respiratória por compressão extrínseca da via aérea e sepse. O diagnóstico é feito com base na avaliação clínica, complementado com exames de imagem. O tratamento envolve o manejo da via aérea, antibioticoterapia e abordagem cirúrgica em determinados casos. Pelo risco de complicações potencialmente fatais, é uma emergência médica com destaque no diagnóstico diferencial de massas cervicais em crianças.