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ISSN (On-line) 2236-6814

doi.org/10.25060/residpediatr

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Líquen aureus na infância: um diagnóstico a ser reconhecido

Maria Fernanda de Almeida Cavalcante Aranha; Maria Amélia Lopes dos Santos; Carla Andréa Avelar Pires; Ana Carolina Magalhães Nascimento; Marina Lopes de Freitas Freire; Rafaela Garcia Pereira; Luana Bastos de Mont’ Alverne Ferreira

Resid Pediatr. 2026
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O Líquen aureus é uma forma rara de dermatose purpúrica pigmentada, a qual é incomum em crianças. Diante disso, objetiva-se relatar um caso de Líquen aureus no membro inferior de uma paciente pediátrica, destacando a apresentação clínica, diagnóstico e o manejo terapêutico utilizado. Retratou-se o caso de uma paciente do sexo feminino, 6 anos, a qual apresentou lesões cutâneas no membro inferior direito há 2 anos, que aumentaram progressivamente em número e tamanho. As lesões, caracterizadas por máculas eritematosas, purpúricas e acastanhadas, algumas com superfície liquenóide, coalescentes em faixa larga, foram submetidas ao exame dermatoscópico e à biópsia de pele, confirmando o diagnóstico de Líquen aureus. Prednisona e colchicina oral foram instituídos como tratamento, com controle satisfatório das lesões. Nesse contexto, o Líquen aureus apresenta desafios diagnósticos e terapêuticos, especialmente em crianças. Este caso ressalta a necessidade de atenção especial às características clínicas da doença, objetivando o reconhecimento diagnóstico nos atendimentos pediátricos. Embora o prognóstico seja geralmente favorável, a involução pode resultar em manchas inestéticas que podem trazer repercussões psicossociais aos pacientes.
Cisto de colédoco congênito e síndrome de Noonan: relato de caso

Marina Julia Luvison; Camila Maques de Valois Lanzarin; Janaina Cruciani Soldateli; Maria Luiza de Andrade Correia

Resid Pediatr. 2026
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OBJETIVO: Relatar o diagnóstico de cisto de colédoco congênito, uma condição pouco frequente. Durante as investigações, foi também diagnosticada a síndrome de Noonan, o que ampliou a pesquisa para explorar a possível associação entre a síndrome de Noonan e o cisto de colédoco congênito, com poucos relatos dessa associação descritos na literatura. RELATO DE CASO: Recém-nascido pré-termo, do sexo masculino, filho de mãe primigesta, com ultrassonografia (USG) pré-natal realizada às 22 semanas sugerindo a presença de cisto de colédoco. Ao nascimento, apresentou icterícia precoce e massa palpável no abdome superior, além de múltiplas malformações, incluindo dismorfias faciais, hipertelorismo ocular e mamário, anomalias cardíacas e criptorquidia. A USG abdominal confirmou a presença de cisto de colédoco intra-hepático, enquanto o ecocardiograma evidenciou miocardiopatia hipertrófica biventricular importante, comunicação interventricular moderada e canal arterial amplo. Os exames laboratoriais demonstraram aumento de bilirrubina direta e alargamento do Tempo de Atividade da Protrombina (TAP). A avaliação genética levantou a suspeita de síndrome de Noonan, confirmada por análise genética, que revelou uma variante patogênica em heterozigose no gene PTPN11. Infelizmente, o paciente evoluiu a óbito antes da possibilidade de intervenção cirúrgica para correção do cisto de colédoco. CONCLUSÃO: Este relato destaca a importância de uma abordagem multidisciplinar envolvendo neonatologistas, gastropediatras, cardiopediatras, médicos geneticistas, ultrassonografistas pediátricos e ultrassonografistas fetais no manejo desses casos complexos. Também ressalta a necessidade de maior conscientização sobre essa associação rara na comunidade médica.
Enfisema lobar congênito em lactente diagnosticado durante bronquiolite viral aguda: relato de caso

Mariana Fialho Araujo da Silva; Pedro Henrique Sant’Anna Antunes; Leonardo Matheus Cardoso de Souza; Dayane Figueiredo Fialho Rocha; Michely Pinheiro Mascarenhas; Rafaela Baroni Aurilio,

Resid Pediatr. 2026
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O enfisema lobar congênito (ELC) é uma doença rara do desenvolvimento pulmonar, caracterizada por hiperinsuflação de um ou mais lobos pulmonares, apresentando maior predileção pelo lobo superior esquerdo. Habitualmente diagnosticado nos primeiros meses de vida, pode estar associado a desvio contralateral do mediastino e, em alguns casos, a malformações cardiovasculares e geniturinárias. O diagnóstico é clínico, confirmado por exames de imagem, como radiografia e tomografia computadorizada, sendo a broncoscopia útil para identificar alterações brônquicas. O tratamento tradicionalmente envolve lobectomia, entretanto, o manejo conservador pode ser considerado em casos assintomáticos. Este estudo tem como objetivo relatar o caso de um lactente diagnosticado com ELC após a resolução de um quadro de bronquiolite viral aguda.
Eritema e mucosite induzido por Mycoplasma pneumoniae como diagnóstico diferencial de gengivoestomatite herpética: um relato de caso

Mariana Fabrini Gomes; Carolina Henke; Ilia Reis de Aragão

Resid Pediatr. 2026
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O presente relato de caso tem por objetivo principal relatar um caso de infecção por Mucoplasma pneumoniae com manifestações extrapulmonares. Será relatado o caso de uma paciente de oito anos, inicialmente com sintomas respiratórios e febre, apresentou com lesões descamativas mucocutâneas em piora progressiva, sendo inicialmente confundido com um caso de gengivoestomatite herpética. Na internação, foi diagnosticada com pneumonia e iniciou-se suspeita de infecção por M. pneumoniae, que foi confirmada com sorologia. Eritema e mucosite induzidos por Mycoplasma (MIRM) devem ser suspeitados em crianças com história de sintomas prodrômicos como tosse, febre e mal-estar precedendo a erupção mucocutânea em aproximadamente uma semana. Evidências laboratoriais de M. pneumoniae reforçam o diagnóstico, podendo ser encontrado aumento de anticorpo IgM, detecção do patógeno na orofaringe ou ainda em cultura do conteúdo das lesões bolhosas.
Esporotricose com envolvimento do sistema nervoso em paciente pediátrico imunocompetente: relato de caso

Barbara de Miranda Schmitz; Rafaela Gomes Dadda; Raphaela Maintinguer; Bruna Cararo Machado; Bruna da Costa; Carine Machado Pereira; Carolina Galhós de Aguiar; Elson Julius Shockness; Andrew Bonifácio Ferreira; Melina Moré Bertotti; Emanuela da Rocha Carvalho,

Resid Pediatr. 2026
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Um pré-escolar do sexo masculino previamente saudável foi encaminhado a um hospital pediátrico com suspeita de meningite e hipertensão intracraniana após apresentar dor de cabeça, vômitos e tontura. Ele estava afebril. Uma tomografia craniana confirmou hidrocefalia, e a análise do líquido cefalorraquidiano sugeriu tuberculose meníngea. Uma derivação ventriculoperitoneal foi realizada e o tratamento para tuberculose foi iniciado. O paciente retornou com obstrução do cateter, dor abdominal e febre. Uma tomografia abdominal mostrou um cisto do líquido cefalorraquidiano, que foi drenado e enviado para análise, identificando Sporothrix. A sorologia para HIV foi negativa. A mãe confirmou posteriormente o contato com gatos. O tratamento para tuberculose foi interrompido e o paciente recebeu anfotericina B por 6 semanas, seguido de itraconazol por 12 meses. A hospitalização foi prolongada devido a múltiplas revisões de derivação e endocardite infecciosa causada por Streptococcus oralis devido à má saúde bucal.
Perfil dos recém-nascidos que necessitaram de oxigênio em maternidade terciária de alto risco em Fortaleza

Marina Sad Navarro; Thânia Maria Rodrigues Figueiredo; Ana Nery Melo Cavalcante; Geraldo Bezerra da Silva Junior; Maria Alix Leite Araujo

Resid Pediatr. 2026
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INTRODUÇÃO: O oxigênio (O2) é uma das terapias mais utilizadas em Unidades de Cuidados Neonatais. Quando necessário, é essencial para manter a integridade biofisiológica do recém-nascido (RN), mas seu uso deve ser criterioso devido ao seu alto potencial de complicações, como lesões cerebrais, pulmonares, oculares, intestinais e até óbito. OBJETIVO: Analisar a prevalência e o perfil dos RN que necessitaram de oxigenoterapia/suporte ventilatório. MATERIAIS E MÉTODOS: Estudo transversal e retrospectivo, no período de julho de 2022 a junho de 2024, no qual foram analisados RN que necessitaram de internação e que fizeram uso de O2, em maternidade terciária de alto risco. RESULTADOS: 1004 RN foram analisados, com média de idade gestacional (IG) de 32,22 semanas (±3,02) e a mediana de peso ao nascimento de 1.840 g (400g-4320g). 674 (67,1%) evoluíram com síndrome do desconforto respiratório (SDR) e 316 (31,5%) com taquipneia transitória do RN (TTRN). Foi realizado corticoide antenatal em 602 (59,96%) gestantes e surfactante exógeno em 194 (19,3%) RN. Fizeram uso de CPAP nasal 537 (53,5%) e 331 (33%) de VMI. A média do tempo total de uso de O2 foi de 6,34 dias (1-82) e a mediana do tempo de ventilação mecânica foi de 5 dias (1-76). Do total da amostra, 26 (2,6%) evoluíram para enterocolite necrotizante e 85 (8,46%) com ROP.
CONCLUSÃO: Observou-se alta prevalência de uso do oxigenioterapia, principalmente nos RN prematuros, mas a monitorização da saturação-alvo durante a hospitalização não foi realizada, aumentando os riscos de complicações do uso do O2.

O Impacto do Treinamento Simulado Continuado em Emergência na confiança do médico residente de pediatria

Fernanda Louise Schmidlin Nascimento; Washington Luiz Bittencourt; André Luis Santos do Carmo

Resid Pediatr. 2026
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OBJETIVO: Avaliar o impacto do Treinamento Simulado Continuado em Emergência na confiança dos médicos Residentes em Pediatria do Complexo do Hospital de clínicas da Universidade Federal do Paraná (CHC-UFPR).
MATERIAL E MÉTODO: A pesquisa realizada foi de caráter analítico transversal observacional, com coleta de dados prospectiva por meio de questionário estruturado com a escala Likert, desenvolvido especificamente para o presente estudo, no período de setembro a outubro de 2024. O recrutamento de participantes ocorreu por meio de plataforma online e incluiu cinquenta e quatro Médicos Residentes e Pediatras que participaram do Treinamento Continuado Simulado em Emergência entre 2021 e 2024. A estatística foi realizada com auxílio do software Graph Pad Prism 9.2.
RESULTADOS: Os resultados indicaram que, segundo a maioria da população do estudo, a grade curricular obrigatória não favorece de maneira adequada o desenvolvimento de habilidades e autoconfiança e que a realização do Treinamento Simulado Continuado em Emergência aumenta os níveis de confiança perante o reconhecimento e o manejo de situações emergenciais.
CONCLUSÃO: A simulação realística se mostrou uma ferramenta valiosa no treinamento de emergência para residentes em pediatria, pois proporciona um ambiente controlado que favorece o aprimoramento de habilidades técnicas e cognitivas, elevando a confiança e a competência dos residentes para lidar com situações críticas.

NBCAL: a visão dos pediatras brasileiros

Racire Sampaio Silva; Lelia Cardamone Gouveia; Dolores Fernandez Fernandez; Eneida Fardim Perim; Izailza Matos Dantas Lopes; Leandro Meirelles Nunes; Lucia Mendes Silva Rolim; Simone Silva Ramos; Vanessa Macedo Silveira Fuck; Rossiclei de Souza Pinheiro; Katia Galeão Brandt

Resid Pediatr. 2026
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A Norma Brasileira de Comercialização de Alimentos de Lactentes e Crianças de Primeira Infância, Bicos, Chupetas e Mamadeiras (NBCAL) é um arcabouço legal que reúne várias determinações para controle do marketing de alimentos para lactentes de primeira infância e objetos relacionados. É de suma importância que seja conhecida por profissionais que têm por função orientar escolhas saudáveis para pais e responsáveis acerca de alimentação de crianças nessa faixa etária. Este estudo teve como objetivo identificar lacunas no conhecimento de pediatras e outros profissionais de saúde brasileiros que participaram do 41º Congresso Brasileiro de Pediatria sobre a NBCAL. Abordou-se uma amostra de 36 pediatras e outros profissionais de saúde inscritos no 4º Simpósio de Aleitamento Materno da Sociedade Brasileira de Pediatria que responderam a um questionário que abordava características pessoais como idade, tempo de formação, local de trabalho e correlacionava com suas respostas a um teste aplicado antes do treinamento. O questionário foi feito utilizando a plataforma Survey Monkey, garantindo a confidencialidade e segurança dos dados. Estes obtidos foram planilhados e os resultados descritos em gráficos e planilhas. Os resultados obtidos demonstraram que ainda existe um grande desconhecimento sobre a legislação nacional. Conclui-se então que treinamentos devem ser realizados de forma mais sistemática entre a comunidade acadêmica, também durante a formação de graduação ou pós-graduação.

Esclerose tuberosa associada à taquicardia atrial de difícil controle como manifestação inicial em lactente: Relato de caso

Marianne Fernanda de Melo Duarte; Gessianni Claire Alves-de-Souza; Fernanda Pessa Valente; Ana Luiza Magalhães de Andrade Lima; Fabiana Gomes Aragão Magalhães Feitosa; Liliane Gomes da-Rocha

Resid Pediatr. 2026
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Tumores cardíacos são entidades raras na pediatria. Podem ser neoplasias benignas ou malignas que surgem principalmente no revestimento interno, na camada muscular ou no pericárdio circundante do coração. Podem ser primários ou metastáticos. Além de raros, tumores primários têm alta chance de benignidade nessa população. O mixoma é o tumor cardíaco primário mais comum em adultos, entretanto, em crianças, os rabdomiomas são os mais frequentes. Uma vez diagnosticados, devem-se investigar outros sítios pela possibilidade de Esclerose Tuberosa. Esses tumores podem causar obstrução da valva ou da via de entrada e saída ventricular, tromboembolia, arritmias ou doenças pericárdicas. O diagnóstico é por ecocardiografia e frequentemente RM cardíaca. O tratamento dos tumores benignos geralmente é a ressecção cirúrgica; entretanto, sua recorrência é incomum. No caso apresentado, relata-se a associação desses dois tipos de tumores com a apresentação grave em uma lactente jovem: arritmia cardíaca.

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