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ISSN (On-line) 2236-6814

doi.org/10.25060/residpediatr

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Supraventricular Tachycardia in a Newborn with Camptodactyly: Case Report

Rinaldo Fábio Souza Tavares; Danielle Kauwane Latge; Karina Andrade dos Reis Ferreira; Luiza Oliveira Ribeiro; João Moraes dos Santos Neves; Mariah Nascimento Peres; Joaquim Soletti; Wesley Santos de Jesus

Resid Pediatr. 2025
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Taquicardia supraventricular (TSV) neonatal é definida como o aumento anormal da frequência cardíaca com origem acima do Feixe de His. A camptodactilia é uma deformidade congênita caracterizada pela flexão progressiva e não traumática da articulação interfalângica proximal (IFP). Descrevemos o quadro clínico e o manejo de uma taquicardia supraventricular em neonato, quadro não muito comum na prática diária do neonatologista, como também associado à camptodactilia, sendo essa associação ainda não relatada na literatura. Enfatizamos o diagnóstico precoce e seu tratamento adequado na crise, bem como profilaxia para novos episódios. Novos estudos poderão confirmar se essa associação é apenas fortuita (casual).
A relação entre puberdade precoce e a pandemia da COVID-19

Rafaela Silva Cintra; Marcelo Pinho Bittar; Paula Cristina Gomes

Resid Pediatr. 2025
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A puberdade precoce é um fenômeno que ocorre quando os caracteres sexuais secundários aparecem antes dos oito anos nas meninas e antes dos nove anos nos meninos. O diagnóstico é feito após observar o aparecimento de sinais puberais e realizar exames complementares para confirmar o tipo de puberdade precoce. O tratamento da puberdade precoce central é feito com análogos de GnRH, visando bloquear a evolução puberal. Foram analisados os dados fornecidos pelo Departamento Regional de Saúde (DRS) antes e durante a pandemia de COVID-19, e foi possível observar um aumento nos casos de puberdade precoce, indicando uma possível relação entre a pandemia da COVID-19 e o aumento de casos. Fatores como estresse, alterações na rotina diária e exposição ao vírus podem ter influenciado o início da puberdade. Estudos mostram que outros aspectos, como nutrição, exposição a produtos químicos e uso de dispositivos eletrônicos, também podem contribuir para o início precoce da puberdade. Em outros países também foi encontrado um aumento na incidência de puberdade precoce durante a pandemia. Todos esses fatores ressaltam a importância de continuar estudando e monitorando a incidência de puberdade precoce e seu impacto em diferentes populações.
Identificação dos fatores de risco referentes ao estresse tóxico em crianças de 0 a 6 anos em dois centros de saúde escola da cidade de Botucatu/SP

Breno Salles Guazzone; Alice Y. Prearo

Resid Pediatr. 2025
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INTRODUÇÃO: Considerando os impactos do estresse tóxico no desenvolvimento infantil, com prejuízos social, econômico, biológico, identificar seus fatores de risco é fundamental. Deve-se avaliar objetivamente o contexto em que se inserem as crianças brasileiras.
OBJETIVO: Diagnóstico epidemiológico de exposição ao estresse tóxico em crianças de 0 a 6 anos no Centro de Saúde Escola (CSE) em Botucatu/São Paulo, e avaliar condicionantes socioeconômicos correlacionados ao estresse tóxico.
MATERIAIS E MÉTODOS: Estudo Transversal analítico populacional. Excluídas crianças fora da faixa etária de 0 a 6 anos e fora da abrangência do CSE. Aplicado questionário de formulação própria. Levantados dados socioeconômicos, acesso à saúde, e exposições de risco ao estresse tóxico. Realizada análise quantitativa, seguida de estatística de regressão linear com resposta Poisson ajustada por blocos para explicar alterações de comportamento em crianças entre 2 a 6 anos.
RESULTADOS: Amostra final de 70 questionários (N=70). 78,9% estavam eutróficas; 91,2% em seguimento de puericultura e vacinação adequada. 74,4% das famílias apresentaram renda até 3 salários mínimos. Encontrou-se razão de prevalência (RP) de alterações de comportamento em crianças de 2 a 6 anos que já faziam seguimento em ambulatórios de especialidades (RP 4,69 IC95% 0,47-47,14 p=0,189) e em seguimento de saúde mental (RP 2,6 IC95% 0,94-7,15 p=0,64). A união de genitores foi fator protetor (RP 0,48 IC95% 0,17-1,33 p=0,159).
CONCLUSÃO: Obtido panorama da população estudada, dados sem compilação prévia, auxiliando adequações na assistência. Evidenciou-se a relevância da união de genitores no estresse tóxico. Com maior amostra pode-se obter novas correlações. Não houve financiamentos ou conflitos de interesse.
15 Milhões de Acessos: Uma Trajetória de Excelência e Compromisso

Marilene Crispino; Clemax Sant'Anna

Resid Pediatr. 2026
Eficácia e segurança do uso da Cannabis medicinal no transtorno do espectro autista: uma revisão integrativa

Poliana Cristina Carmona Molinari; Laize Rodrigues Boulhosa Pires; Vanessa Medeiros Bezerra; Lays Carvalho Cardoso de Mello

Resid Pediatr. 2026
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INTRODUÇÃO: O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é um transtorno neuropsicomotor complexo, caracterizado pela presença de comportamentos restritos e repetitivos, sensibilidade sensorial e comprometimento na comunicação social e linguagem. Representa desafios significativos para os pacientes, suas famílias e os sistemas de saúde, frequentemente exigindo uma abordagem multidisciplinar ampla para seu manejo. Intervenções tradicionais, como terapia comportamental e tratamentos farmacológicos, apresentam níveis variados de eficácia. Nesse cenário, surge o interesse crescente pela planta Cannabis sativa no tratamento e controle dos sintomas do TEA. OBJETIVO: Avaliar as evidências relacionadas à eficácia e à segurança do uso da Cannabis no tratamento dos sintomas no TEA. MÉTODO: Foi realizada uma revisão integrativa, nas bases de dados PubMed, LILACS e Cochrane Library, de artigos publicados nos últimos 5 anos. RESULTADOS: A amostra foi composta por 13 artigos. Os achados sugerem que a Cannabis, especialmente o canabidiol, pode resultar em melhorias nos sintomas do TEA como inquietação, irritabilidade, comportamentos estereotipados, interação social e regulação emocional, variando de acordo com as características individuais e a gravidade desse transtorno. CONCLUSÃO: O CBD pode melhorar os sintomas do TEA, especialmente quando combinado com doses baixas de tetraidrocanabidiol (THC). No entanto, para validar esses achados, são necessários estudos mais rigorosos como ensaios clínicos randomizados duplo-cego. Apesar dos resultados promissores, a falta de dados conclusivos sobre a segurança e eficácia impede que a Cannabis seja recomendada como tratamento padrão para os sintomas do TEA, porém revela um potencial significativo para melhorar sintomas e a qualidade de vida dos pacientes.
Eficácia da cetamina na sedoanalgesia pediátrica para a intubação orotraqueal: uma revisão sistemática

Isabelle Cadore Galli; Juliana Vidotti de Jesus; Carlos Roberto Calil Anunciação; Gelson Felisberto Miranda Junior; Jonathan Monteiro Martins de Mello; Luisa Fontes Cury Roder; Mariana Vidotti de Jesus; Priscila Analu da Silva Previato; Raul José do Nascimento Moreira; Ruan Silva Barros; Victor Nahuel Carruesco

Resid Pediatr. 2026
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OBJETIVO: Comparar a eficácia e os efeitos da administração de cetamina com outros fármacos para sedoanalgesia durante a intubação orotraqueal em pacientes pediátricos hospitalizados. MÉTODO: Revisão sistemática em inglês e português, utilizando as bases de dados PubMed/MEDLINE e LILACS. Foram empregados os descritores “Ketamine” AND “Fentanyl” AND “Propofol” AND “Midazolam” AND “Children”. Após a aplicação dos critérios de inclusão e exclusão, 114 artigos foram inicialmente selecionados para análise, resultando na inclusão de 11 artigos para a extração dos dados. RESULTADO: O estudo compreendeu 7.868 indivíduos de 0 a 18 anos. Observou-se que a administração intranasal de cetamina é uma excelente alternativa em situações de contraindicação ao uso de opioides. Comparando com o sevoflurano para prevenção de agitações, verificou-se que o sevoflurano não é seguro, enquanto a combinação de cetamina intranasal com midazolam apresentou melhores efeitos na indução anestésica e na recuperação. Ademais, um dos estudos revelou que a associação de cetamina com fentanil elevou a pressão arterial e o risco relativo até 30 minutos após a inserção da máscara laríngea, embora tenha proporcionado parâmetros hemodinâmicos mais estáveis e efeitos vantajosos na recuperação dos pacientes. CONCLUSÃO: A eficácia da cetamina pode variar conforme a via de administração e a dosagem utilizada, com a forma nebulizada nas doses entre 1,5mg/kg e 2mg/kg demonstrando maior eficácia. Dessa forma, a cetamina se configura como uma opção eficaz, segura e versátil para procedimentos de intubação orotraqueal em pediatria, representando uma alternativa não opioide viável e com perfil de segurança favorável.
Prevalência do excesso de peso e fatores de risco associados à obesidade e síndrome metabólica entre adolescentes em um hospital terciário do Distrito Federal

Ana Carolina Sales Jreige; Marilucia Rocha de Almeida Picanço; Wesley Soares Pires; Tiago da Rocha Araújo

Resid Pediatr. 2026
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OBJETIVO: Verificar a prevalência da obesidade e síndrome metabólica e seus respectivos fatores de risco em adolescentes de um serviçode referência noDistritoFederal. MÉTODO:A amostra constitui-se de 47 adolescentes de 10 a 17 anos de idade.A classificação do estado nutricional foi realizada por meio do índice demassa corporal,por idade estabelecida pela Organização Mundialde Saúde. RESULTADOS: O espaço amostral foi de 47 adolescentes, sendo 23 (48,94%) eutróficos, 12 (25,53%) com sobrepeso, 8 (17,02%) obesos e 4 (8,51%) magreza. Dentre esses, 21,28% apresentaram obesidade abdominal e 38,30% hipertensão arterial. Dentre os 32 adolescentes que realizaram os exames laboratoriais, destacam-se as seguintes médias obtidas: glicemia de 87,27 mg/dL, colesterol total de154,09 mg/dL,HDL de47,87 mg/dL etriglicerídeos de71,52mg/dL. Asíndromemetabólica não foi diagnosticada em nenhum dos analisados, mas a obesidade e outros fatores de risco foram identificados, como o aumento da cintura abdominal e hipertensão arterial. Todos os adolescentes obesos tinham pelo menos um fator de risco presente. CONCLUSÃO: Não se encontrou paciente com síndrome metabólica na população estudada dado os critérios estabelecidos. Porém, destaca-se que o tamanho amostral pode ter sido fator importante para os resultados. Portanto, faz-se necessários outros estudos com a ampliação da amostra.
Síncope neurocardiogênica em pediatria: avaliação da resposta ao Teste de Inclinação

Letícia Bergo Veronesi; Rossano Cesar Bonatto; Nathália Rocha da Silva; Carlos Roberto Padovani

Resid Pediatr. 2026
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INTRODUÇÃO: A síncope é uma perda súbita e transitória de consciência, associada à perda do tônus postural seguida de recuperação espontânea. A síncope vasovagal (neurocardiogênica) é a causa mais comum de síncope em crianças. O teste de inclinação (Tilt test) é utilizado como um dos critérios diagnósticos, e pode apresentar três tipos de respostas: vasovagal (sendo vasodepressora, cardioinibitória ou mista), disautonômica e síndrome da taquicardia postural ortostática (STPO). MÉTODOS: Estudo clínico observacional de corte transversal, com coleta de dados de crianças e adolescentes com diagnóstico de síncope submetidas ao Tilt test, a partir da consulta dos prontuários eletrônicos de um hospital terciário. Os dados foram submetidos à análise estatística, considerando nível de significância de 5%. RESULTADOS: De 378 pacientes com diagnóstico clínico de síncope, 212 foram submetidos ao Tilt test, com predominância estatisticamente significante de resultados negativos (58,8%). Houve predomínio da resposta vasovagal (89,5%) em relação à disautonomia e STPO. A resposta tipo vasodepressora foi mais frequente que a resposta mista que, por sua vez, foi mais frequente que a resposta tipo cardioinibitória. A mediana da idade foi maior nos pacientes submetidos ao Tilt test (152,5 meses x 115,4 meses; p<0,05), assim como nos que apresentaram resultado positivo (170,7 meses x 138,8 meses, p<0,05). CONCLUSÕES: A maioria dos pacientes submetidos ao Tilt test apresentaram resultado negativo, mostrando que o exame foi realizado sem sua real necessidade. Sua indicação precisa fundar-se em critérios mais objetivos, caso contrário, configura-se como uma prática desnecessária e dispendiosa.
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