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ISSN (On-line) 2236-6814

doi.org/10.25060/residpediatr

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Apendicite aguda em um adolescente com situs inversus totalis: relato de caso

Júlia Buzzato Rainer; Carolina de Souza Fernandes Correa; Sarah Lira Garani; Cecília Pereira Silva,; Camilla Kalil Laviola; Andréa Fabiane Lira

Resid Pediatr. 2024
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A apendicite é a emergência cirúrgica mais comum em pediatria, estando presente em 1% a 8% das crianças com dor abdominal aguda. O quadro clínico clássico é caracterizado pela presença de dor abdominal aguda migratória em fossa ilíaca direita. Entretanto, em pacientes com situs inversus totalis, a dor se manifesta na fossa ilíaca esquerda, o que pode retardar o diagnóstico e predispor ao desenvolvimento de complicações. Dessa forma, o objetivo deste trabalho é relatar um caso de apendicite em um adolescente com situs inversus totalis. Este estudo trata-se de um relato de caso de apendicite em um adolescente portador de situs inversus totalis. A pesquisa foi submetida ao Comitê de Ética em Pesquisa em Seres Humanos e aprovado sob o número do CAAE 53591321.0.0000.5237. A incidência de apendicite em portadores de situs inversus totalis é de 0,016% a 0,024%. Em função da apresentação clínica atípica nesses pacientes, tem-se uma tendência ao retardo no diagnóstico da apendicite, especialmente quando o situs inversus totalis não foi previamente identificado. Com isso, existe um maior risco de desenvolvimento de complicações graves, como a perfuração intestinal e a sepse, o que eleva consideravelmente a morbimortalidade. Portanto, ressalta-se a importância de elencar a apendicite como um possível diagnóstico em pacientes com dor abdominal aguda em fossa ilíaca esquerda pela possibilidade de situs inversus totalis.
Manifestações cutâneas em seis crianças pelo CHIKV: uma série de casos

Hellen Caroline da Silva Moura; Daniel Tardin Monnerat de Carvalho; Pamella Karla Simões de Freitas Costa,; Sabrina Teresinha Alvim; Janiciene de Souza Silva; Juliènne Martins Araújo; Sandra Maria Barbosa Durães; Claudete Araújo Cardoso

Resid Pediatr. 2024
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OBJETIVOS: Descrever uma série de casos de crianças diagnosticadas com infecção pelo vírus Chikungunya (CHIKV) com manifestações dermatológicas atípicas, a fim de ampliar as possibilidades de diagnósticos diferenciais em casos de apresentações clínicas semelhantes.
MÉTODOS: Trata-se de uma série de casos em que foram incluídos todos os pacientes com idade entre 0 e 18 anos e que, entre janeiro de 2018 e novembro de 2020, deram entrada no pronto socorro de um hospital público pediátrico apresentando manifestações cutâneas atípicas associadas a diagnóstico clínico-epidemiológico ou laboratorial do CHIKV.
RESULTADOS: Um total de seis pacientes foram triados de uma coorte de 432 pacientes. Desses seis, quatro eram do sexo feminino e cinco eram menores de um ano. As manifestações mais relatadas foram febre de início súbito, além de exantema e lesões cutâneas bolhosas, acometendo principalmente os membros. Houve internação de cinco pacientes ao todo, sem óbitos.
CONCLUSÃO: As apresentações cutâneas são de magnitude diferente de acordo com a faixa etária acometida pelo CHIKV, principalmente em menores de um ano de idade, acometendo especialmente áreas de extremidades da superfície corporal. Portanto, vale ressaltar que os pacientes pediátricos merecem maior atenção e cuidados precoces, a fim de reduzir as complicações da infecção e, portanto, também a morbidade da população acometida.
Relato de caso: síndrome de Klippel-Trenaunay

Nathalya Gonçalves dos Santos; Adriana Prazeres da Silva; Vitor Hugo L. de O. Rodrigues; Jacqueline Trujillo Vargas; Emelie Otilia Fischer

Resid Pediatr. 2024
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INTRODUÇÃO: A síndrome de Klippel-Trenaunay (SKT) é uma doença congênita rara, caracterizada pela tríade: malformações capilares que se manifestam como mancha vinho do Porto, varicosidades tipicamente venosas, hipertrofia óssea e de tecidos moles.
RELATO DE CASO: LFRR, recém-nascido a termo com 3360 g, sexo masculino, parto cesárea por iminência de eclâmpsia (G3P2C0). Apgar 9/9 com exame físico evidenciando membro inferior esquerdo com mancha vinho do Porto, aumento de volume e lesões violáceas difusas se estendendo dos pododáctilos até glúteos, pulsos periféricos palpáveis e simétricos.
DISCUSSÃO: O manejo da SKT não possui um consenso bem estabelecido, podendo ser realizado tratamento conservador utilizando medidas não invasivas (meias compressivas elásticas ou não elásticas) associadas ou não a suporte psicológico, elevação do membro acometido e fisioterapia. Condutas ativas como escleroterapia podem ser utilizadas em pequenas áreas, assim como a utilização de laserterapia na mancha vinho do Porto e nas ulcerações. O Sirolimus pode ser uma opção terapêutica promissora para o manejo de malformações venosas, incluindo a SKT, levando à melhora de sintomas como a dor e diminuição do tamanho das lesões.
CONCLUSÃO: A SKT, por ser uma síndrome rara, possui uma literatura escassa. O manejo principal se baseia no uso de terapias conservadoras, outras relativas às complicações apresentadas e agora se inicia a fase de uso de medicamentos off-label (Sirolimus) que diminuem a progressão da doença.
Avaliação do neurodesenvolvimento em crianças com sífilis congênita através do teste de Denver II

Larissa de Araújo Correia Teixeira; Carolina Basílio Lucchesi; Mariana Santos Alencastro Figueiredo; Izailza Matos Dantas Lopes; Victoria Santos Moura; Ana Juliana Pereira Franca Dantas; Mariana Mota Dória Maciel

Resid Pediatr. 2024
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OBJETIVO: Avaliar o desempenho dos lactentes com sífilis congênita a partir do Teste de Denver II.
MÉTODOS: Trata-se de um estudo epidemiológico e descritivo. Os dados foram coletados na Maternidade de Ensino de Aracaju, em 2022, através do Teste de Denver II, em crianças de 0 a 6 anos. Este é um teste de rastreamento de risco de desenvolvimento infantil, que inclui 125 itens que avaliam o comportamento social e pessoal, linguagem e habilidades motoras preconizadas.
RESULTADOS: Dentre os itens do instrumento, houve alteração de 4 marcos na avaliação pessoal-social, 3 marcos no motor fino adaptativo e 1 marco na linguagem. Já no motor grosseiro, não houve alterações relevantes. A prevalência de indivíduos que apresentaram um teste de risco no Denver II foi de 80,7%, sendo 54,5% do sexo masculino. Sobre o fator nutricional, 29,8% das crianças praticam a alimentação familiar. Ademais, as genitoras apresentaram uma média de 23,5 anos. A maioria das entrevistadas (61,4%) referiu não ter provedor e 98,2% relataram escolaridade materna, porém apenas 8,8% têm o ensino superior completo. Na estatística inferencial, constatou-se que quando há uma maior quantidade de filhos no contexto familiar, as crianças apresentavam marcos mais atrasados.
CONCLUSÃO: Ao realizar a estatística inferencial comparando a variável materna, quantidade de filhos, com o teste de Denver II, foi encontrado que com mais filhos o p-valor foi de 0,040, portanto estatisticamente significante para marcos atrasados do desenvolvimento. Logo, a escala de Denver II é extremamente importante para a triagem diagnóstica de atraso motor/pessoal-social nos pacientes com sífilis.
Bacteremia e infecção metastática por Staphylococcus aureusmeticilino-resistente associado à comunidade em paciente pediátrico

Nara Mirella Teixeira Paiva Maia; Adriano Monteiro da Silva; Ana Luisa Barbosa de Mendonça; Guilherme Alves de Lima Henn; Diego Leonardo Menezes Maia

Resid Pediatr. 2024
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INTRODUÇÃO: Staphylococcus aureus (SA) é uma bactéria Gram-positiva que pode causar infecções graves, desde bacteremia a infecções invasivas como: pneumonia, endocardite infecciosa, osteomielite, artrite séptica e infecções de partes moles e do sistema nervoso central.
OBJETIVO: Relatar o caso de um paciente pediátrico que teve bacteremia e infecção metastática por Staphylococcus aureus meticilino-resistente as-sociado à comunidade.
RELATO DE CASO: Paciente do sexo feminino, 9 anos, previamente hígida, iniciou um quadro de edema periorbitário à esquerda, de forma aguda e com presença de febre alta. Fez uso de amo-xicilina+clavulanato sem resposta clínica, necessitando de internamento hospitalar. Foram identificadas lesões pustulosas em couro cabeludo próximas à região retroauricular à esquerda, sendo associada oxaci-lina ao tratamento com ceftriaxona. A paciente evoluiu com persistência da febre e sinais de miosite em coxa esquerda, sendo identificada coleção líquida espessa com volume de 5 ml em ultrassonografia. Tam-bém foram identificados múltiplos abscessos pulmonares em ambos os pulmões da paciente pela tomo-grafia. O teste do painel BioFire BCID2 identificou a bactéria Staphylococcus aureus meticilino-resistente, sendo, portanto, trocado esquema terapêutico por vancomicina. O tratamento foi realizado durante seis semanas, havendo, em seguida, melhora clínica e laboratorial da paciente.
CONCLUSÃO: Relatamos o caso de uma paciente que apresentou bacteremia e infecção metastática por Staphylococcus aureus meticilino-resistente associado à comunidade, para o qual foi obtido um desfecho favorável, sem sequelas, devido à instituição de uma cobertura antimicrobiana adequada de forma precoce.
Relato de caso: raquitismo dependente de vitamina d, tipo 1a

Mayã da Costa Bastos; Marta de Aguiar Ribeiro Santos,; Larissa Moulin de Almeida

Resid Pediatr. 2024
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O raquitismo dependente de vitamina D tipo IA é uma doença autossômica recessiva com alteração da ação da enzima 1-alfa-hidroxilase responsável pela conversão de 25-hidroxivitamina D3 em 1,25-dihidroxivitamina D3, metabólito ativo da vitamina D. Este relato apresenta o caso de paciente masculino, que iniciou aos 20 meses de idade investigação devido a baixo ganho ponderal, com relato de regressão do desenvolvimento neuropsicomotor aos 9 meses, associado a hipotonia generalizada e deformidades ósseas em membros e coluna vertebral. Apresentava hipocalcemia, hipofosfatemia, paratormônio (PTH) e fosfatase alcalina elevados, sem alteração da 25-hidroxivitamina D3, com inventário ósseo sugestivo de raquitismo. Optado pela internação hospitalar e iniciada reposição de cálcio, fósforo, colecalciferol e calcitriol. Evoluiu com melhora clínica e laboratorial. Apresentou genoma compatível com raquitismo dependente de vitamina D tipo 1. Atualmente com 5 anos e 2 meses, em acompanhamento regular com endocrinologista, mantendo ganho de peso e desenvolvimento neuropsicomotor adequados. Por ser uma doença rara, o diagnóstico muitas vezes é feito de forma tardia. O diagnóstico precoce e tratamento adequado reduz significativamente a morbidade e as complicações causadas pela doença.
Alojamento conjunto: fatores maternos associados à presença de intercorrências clínicas no recém-nascido

Alessandra Pinheiro Rios; Adriana Cersosimo; Vivian Figueiredo; Mariah Pinheiro Rios Lima; Israel Figueiredo Junior

Resid Pediatr. 2024
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INTRODUÇÃO: o alojamento conjunto é uma área física preparada para receber o binômio mãe-filho após o parto e é importante para o reconhecimento e a resolução de intercorrências.
OBJETIVO: estabelecer alterações clínicas em recém-nascido que receberam alta após permanência em sistema de alojamento conjunto e verificar a associação de situações pré-natais/nascimento com essas situações transitórias neonatais.
MÉTODOS: estudo transversal, através da leitura de prontuários de puérperas internadas em maternidade pública de baixo risco. Testes de Mann-Whitney e Qui-quadrado/regressão logística foram utilizados para verificar diferença entre as médias nas variáveis contínuas e as associações entre as variáveis categóricas.
RESULTADOS: As 512 mães eram em sua maioria de Niterói (n=411; 80,3%), com média de idade de 23,48 anos, sendo que 29,3% tinham idade inferior a 20 anos (n=150) e 82,2% delas (n=421) cursaram até o ensino fundamental completo. Entre os RN, somente 15,4% necessitaram de reanimação, metade deles era do sexo masculino (50,0%), peso médio ao nascimento 3.287,26 gramas e idade gestacional 39,5 semanas. Setenta RNs apresentaram alterações clínicas (13,7%) e a suspeita de sepse, icterícia e sífilis foram os principais causadores de aumento na permanência hospitalar. O grupo de RN com intercorrências mostrou ter uma chance maior de pertencer ao grupo de mães que apresentaram problemas no pré-natal (IC OR 95%: 2,899; 1,719 -4,890; p<0,001). Conclusão: Somente um pequeno número de RN necessitou de tratamentos clínicos no alojamento conjunto e existiu uma associação entre essas intercorrências clínicas no RN e o histórico de problemas maternos durante a gravidez.
Intervenção no apego inseguro para o tratamento da dor crônica idiopática em Pediatria.

Rodrigo Regis Souza de Lira; Kátia Regina Neves Baptista Guerra; Brena Maria Beserra Costa; Andresa do Rêgo Barros Vieira Santos

Resid Pediatr. 2024
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INTRODUÇÃO: A dor crônica é um agravo de saúde pública com elevada prevalência em crianças e adolescentes. Acarreta elevados custos em saúde e grave prejuízo à qualidade de vida dos pacientes e suas famílias. Desde a década de 1950, tem-se evidenciado que o apego ao(à) cuidador(a) primário(a) da criança é crucial para a saúde global dos indivíduos e pode interferir no surgimento de várias afecções mentais e físicas, inclusive dor crônica.
RELATO DOS CASOS: Duas adolescentes com história de dor crônica mista, idiopática e incapacitante há mais de dois anos, culminando em internação hospitalar. Receberam abordagem interdisciplinar nas primeiras 24 horas da admissão, com destaque para a Psicologia, que, desde o primeiro contato, identificou fatores estressores significativos na infância de ambas, inclusive a insegurança do apego, e as submeteu a técnicas vivenciais, de relaxamento e de reparentalização limitada, resultando em diminuição da intensidade da dor, da necessidade de analgésicos e da incapacitação logo nos primeiros dias da admissão e, consequentemente, na alta hospitalar.
CONCLUSÃO: A dor crônica idiopática em Pediatria deve ser abordada, desde o princípio, por equipe interdisciplinar. Deve-se reconhecer que o componente psicológico, especialmente o aspecto do apego inseguro, pode ser de grande importância na etiopatogenia, perpetuação e gravidade da dor crônica em muitos pacientes, de modo que abordá-lo é fundamental para o sucesso terapêutico. Além de acelerar a recuperação da funcionalidade e do bem estar dos afetados, essa estratégia tem o potencial de reduzir os custos em saúde.
Manifestação clínica atípica de piomiosite tropical

Camylla Santos de Souza; Juliana Porto Moura Negreiros; Laura Belizante Pontes Pereira; Natasha Simões Montenegro Mello; Graciela Josué de Oliveira Laurênio; Glaucia Maria Lima Ferreira

Resid Pediatr. 2024
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A piomiosite tropical é uma infecção muscular cujas manifestações, inicialmente, podem ser leves e inespecíficas, dificultando o diagnóstico;, porém, na maioria dos casos, evolui com prognóstico benigno. Por se tratar de um acometimento incomum, faz-se necessário discutir um caso de piomiosite tropical com complicações raras após trauma. O paciente em questão vinha em período de convalescença de dengue quando sofreu traumatismo, evoluindo com abcesso em coxa esquerda, drenado cirurgicamente, e fazendo uso de cefalexina. Antes de completar sete dias de antibiótico, retornou à emergência por piora do quadro clínico. Internado, foi realizada nova drenagem e iniciada ceftriaxona e oxacilina. Sem resposta satisfatória ao antibiótico após três dias, foi escalonado para ceftarolina. No oitavo dia de tratamento, teve uma piora do quadro infeccioso, associado a achado em tomografia de volumosa coleção mediana retrovesical. Optou-se por prescrever meropenem e linezolida e por realizar drenagem videolaparoscópica, entretanto, cinco dias após o procedimento, evoluiu com sinal de Blumberg positivo em exame físico, com confirmação de importante coleção retrovesical em ultrassom abdominal. Procedeu-se, então, à laparotomia exploratória com drenagem de coleção e, por visualização de apendicite intraoperatória, realizada apendicectomia. Após, o paciente evoluiu com melhora clínica progressiva, finalizando meropenem e linezolida até o 21º dia e recebendo alta hospitalar com orientação de acompanhamento ambulatorial.
Associação entre exposição a telas na infância e obesidade pediátrica: uma revisão de literatura

Liliane Coelho Vieira; Edgar Adolfo Freitas Costa

Resid Pediatr. 2024
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INTRODUÇÃO: Grande parte das crianças são expostas a telas e mídias digitais de modo precoce e por um tempo maior que o recomendado pelas sociedades científicas. Esse fenômeno traz várias consequências danosas para a saúde e para o desenvolvimento infantil. A obesidade pediátrica tem se destacado como um desses efeitos, podendo relacionar-se à exposição a telas enquanto comportamento sedentário.
OBJETIVOS: Buscar e descrever as evidências presentes na literatura sobre a relação entre obesidade pediátrica e exposição a telas na infância.
METODOLOGIA: Foi realizada uma revisão não sistemática da literatura incluindo artigos publicados no período entre 2018 e 2022 nas seguintes bases de dados: Cochrane, PubMed, SciELO e LILACS. Foram utilizados os termos “tempo de tela” e “obesidade pediátrica” como descritores.
RESULTADOS: Foram encontradas associações entre o tempo de exposição a telas e o aumento da circunferência abdominal, do índice de massa corporal (IMC) e do estágio de obesidade infantil. Além disso, o uso de telas mediou a relação positiva entre obesidade e condição social do bairro de moradia das crianças, bem como a relação entre obesidade e asma. Conclusão: A maioria dos estudos avaliados demonstrou uma associação positiva entre o uso de telas por crianças e a ocorrência de obesidade na pediatria.
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