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Comparação dos desfechos clínicos e tratamentos de pneumonia adquirida na comunidade complicada e não complicada em crianças de um hospital de referência materno infantil
Raul José Almeida Albuquerque; Camila Esteves Paredes; Ana Carolina de Souza Vasconcelos; Renê Elias Gonçalves; Ítalo José Sampaio Vieira da Cruz; Vitória Souza Araújo; Ilka Juliana Ferreira Rodrigues; Yuri Francilane Carvalho Dos Santos
Resid Pediatr. 2025MÉTODO: Estudo prospectivo e transversal, a partir de crianças internadas por pneumonia comunitária em hospital público terciário, referência materno infantil, durante 6 meses.
RESULTADOS: Foram analisados 130 pacientes durante 6 meses. Dentre esses, 97 (74,6%) pacientes persistiram apenas com pneumonia não complicada (PAC) e 33 (25,4%) evoluíram com pneumonia complicada (PACC) ou já apresentaram complicações na admissão. Sobre os pacientes com PACC, o derrame pleural foi a complicação mais comum (90,4%), utilizando-se como ferramentas auxiliares para elucidar complicações a radiografia (93,9%), ultrassonografia (57,6%) e tomografia (42,4%). O tratamento predominante foi a antibioticoterapia empírica, especialmente com cefalosporinas de terceira geração. Intervenções cirúrgicas foram frequentemente realizadas em pacientes com complicações (75,8%), como drenagem torácica (92%), com uma média de 11,3 dias de permanência do dreno, prolongando a hospitalização com uma média de 18 dias (p=0,048). Sobre o desfecho, 93,9% dos pacientes tiveram alta, 3,0% vieram a óbito e 3,0% foram transferidos.
CONCLUSÃO: O estudo conclui que a PACC leva a hospitalizações prolongadas e custos adicionais no sistema de saúde. Esses achados destacam a gravidade da doença e reforçam a necessidade de uma abordagem terapêutica mais abrangente, incluindo o uso de vacinas mais eficazes contra o pneumococo para reduzir complicações.
Agenesia renal: Diagnóstico precoce de síndrome rara e assintomática
Alice de Mora Vogt; Rafael Rocha; Priscila Coelho Amaral
Resid Pediatr. 2025Diagnóstico de toxocaríase em criança de 3 anos, após apresentar anemia e eosinofilia graves: relato de caso
Isabela Albano Lage; Julia Amaral Coimbra; Caroline Caldeira Hosken; Julio César Miranda Santos; Lara Barbosa Santos; Aderson Zimmerer Guimaraes; Salvador Henrique Ceolin; Tarcisio Silva Borborema; Mariana Marta de Oliveira Antunes; Antônio Fernando Bolina Batista Filho
Resid Pediatr. 2025DISCUSSÃO: A infecção pode ocorrer na forma assintomática, larva migrans visceral (LMV), larva migrans ocular; dados de literatura dividem ainda na forma neuronal e oculta. O tratamento é feito com albendazol 400 mg duas vezes ao dia por 5 a 7 dias. A resposta ao tratamento é observada pela redução da eosinofilia.
CONCLUSÃO: O pediatra deve conhecer a condição clínica e correlacioná-la com a epidemiologia para diagnóstico. Medidas de prevenção, como saneamento básico e campanhas de conscientização são necessárias.
Prevalência das cardiopatias congênitas em crianças e adolescentes com síndrome de Down acompanhados em serviço de referência de cardiologia pediátrica
Yuri Castropil; Rossano Cesar Bonatto; Leticia Scaffi Oliveira; Luiza Gun; Natália Tonon Domingues; José Roberto Fioretto; Joelma Gonçalves Martin; Fábio Joly Campos; Haroldo Teófilo de Carvalho; Evelynne Maria Gomes Galvão da Trindade; Tatiana de Campos Melo
Resid Pediatr. 2025MÉTODO: Trata-se de estudo clínico observacional de corte transversal retrospectivo com o objetivo de identificar a prevalência das CC na população SD atendida em ambulatório de cardiologia pediátrica e analisar fatores relacionados ao prognóstico. Não houve critérios de exclusão, considerando que foram incluídos apenas pacientes com diagnóstico de SD com cardiopatias congênitas.
RESULTADOS: Analisamos 154 pacientes, 75 do sexo masculino e 79 feminino, com diferença estatística quanto à idade, peso e comprimento na admissão sendo menores no sexo feminino. O peso no momento cirúrgico apresentou associação com a mortalidade, sendo menor nos pacientes que foram a óbito. O defeito do septo atrioventricular (DSAV) total foi a cardiopatia mais prevalente e a única que apresentou associação com mortalidade.
CONCLUSÃO: A CC mais frequente é o DSAV, em acordo com os principais dados de literatura. O DSAV total e o peso cirúrgico possuem associação com a mortalidade.
Citrulinemia tipo I como diagnóstico diferencial na avaliação de crise convulsiva do lactente - relato de caso
Ricardo Mannato; Alessandra Braga; Carla Dall Olio; Hélio Rocha; Giovanna Pessanha Cordeiro
Resid Pediatr. 2025RELATO DO CASO: Lactente de seis semanas de vida apresentando crises convulsivas tônico-clônicas associada a hiperamonemia. Foram identificadas variantes patogênicas em heterozigose no gene ASS1 em teste molecular, característicos de citrulinemia tipo I. Após ajuste dietético e início de quelantes de nitrogênio, houve controle clínico e laboratorial, com desenvolvimento e crescimento adequados para idade.
CONCLUSÃO: O desenvolvimento neuropsicomotor em portadores de citrulinemia tipo I é relacionado à manutenção de níveis adequados de amônia plasmática. Torna-se imperativo o diagnóstico precoce, preferencialmente em testes de triagem, antes do desenvolvimento de sintomas, para o início do tratamento especializado e, consequentemente, melhor prognóstico.
Síndrome de Emanuel em lactente: relato de caso
João Batista Siqueira de Albuquerque Neto; Marcelo José Duque Pacheco Filho; Ana Alves de Oliveira Melo; Camila Fonseca Leal de Araújo; Gabriela Ferraz Leal
Resid Pediatr. 2025RELATO DE CASO: Este trabalho descreve o caso de uma criança de 11 meses de idade atendida em centro terciário para investigação de hipotonia global e atraso do desenvolvimento neuropsicomotor associados a apêndices pré-auriculares, epicanto e fenda palatina (já corrigida na ocasião da consulta). Foi realizado cariótipo, com resultado 47,XX,+mar e SNP-array, que evidenciou duplicações envolvendo os cromossomos 11 e 22, caracterizando a síndrome de Emanuel. No momento, segue sob cuidados da equipe multidisciplinar, com melhora nos marcos do neurodesenvolvimento. Genitores saudáveis.
CONCLUSÃO: As manifestações clínicas da síndrome de Emanuel são relativamente comuns na pediatria, sendo do interesse do pediatra geral identificar quando esses achados podem se correlacionar com uma síndrome genética. Essa pesquisa foi submetida ao Comitê de Ética do serviço de acompanhamento e aprovada com o número: 76760623.9.0000.5201.
Aplicação e avaliação de um protocolo clínico para epilepsias sem diagnóstico etiológico: série de casos
Marlon Luiz Maders; Simone de Menezes Karam; Diuliana Marina Soares; Kauany Campos Triques; Milene Pinto Costa; João Vitor Cândido Santos
Resid Pediatr. 2025MÉTODO: Estudo do tipo série de casos retrospectivo, com coleta de dados através da revisão de prontuários, sendo incluídas crianças de 0 a 10 anos que estiveram internadas em unidades pediátricas ou atendidas ambulatorialmente e que, obrigatoriamente, realizaram avaliação genética devido às crises convulsivas.
RESULTADOS: Nove pacientes nos quais o protocolo foi aplicado foram selecionados, sendo encontrada uma variante genética patogênica e duas prováveis.
CONCLUSÃO: Foi possível aprofundar a investigação para os casos de epilepsia sem etiologia definida e estabelecer tratamento e aconselhamento genético adequados.
Profilaxia com fluconazol em recém-nascido suscetível: Uma revisão sistemática
Lidiane França Cabral; Ronaldi Gonçalves dos Santos
Resid Pediatr. 2025Olhares que renovam: novas vozes na construção da revista Residência Pediátrica
Bruna Brasil Seixas Bruno; Lorrane de Souza Saluzi Albuquerque; Amanda de Sousa Lima Strafacci; Cristina Ortiz Sobrinho Valete; Jandrei Rogério Markus
Resid Pediatr. 2025Repercussões biopsicossociais do desmame precoce
Laiana de Jesus Vieira; Mateus Teixeira do Amaral Rocha
Resid Pediatr. 2025OBJETIVO: Em vista disso, a presente pesquisa tem como objetivo estudar os motivos e as consequências do desmame precoce nas crianças em idade inferior a seis meses de vida.
MÉTODO: Foi realizado um trabalho básico, exploratório e com uma abordagem qualitativa, no intuito de agregar e familiarizar os leitores acerca do tema que tem como base um questionário semiestruturado.
RESULTADOS: Após análise dos dados, observou-se que a queixa de pouco leite, problemas nas mamas e dificuldade de ganho de peso da criança foram os principais fatores associados à ablactação. Ao passo que, bronquite asmática, atopia e problemas intestinais foram as principais complicações.
CONCLUSÃO: O presente trabalho ratificou a importância do aleitamento materno exclusivo, com aspectos positivos para a criança e para lactante.