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ISSN (On-line) 2236-6814

doi.org/10.25060/residpediatr

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Comparação dos desfechos clínicos e tratamentos de pneumonia adquirida na comunidade complicada e não complicada em crianças de um hospital de referência materno infantil

Raul José Almeida Albuquerque; Camila Esteves Paredes; Ana Carolina de Souza Vasconcelos; Renê Elias Gonçalves; Ítalo José Sampaio Vieira da Cruz; Vitória Souza Araújo; Ilka Juliana Ferreira Rodrigues; Yuri Francilane Carvalho Dos Santos

Resid Pediatr. 2025
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OBJETIVO: Analisar dados sobre evolução clínica e tratamento para melhorar a compreensão e o manejo da pneumonia adquirida na comunidade complicada.
MÉTODO: Estudo prospectivo e transversal, a partir de crianças internadas por pneumonia comunitária em hospital público terciário, referência materno infantil, durante 6 meses.
RESULTADOS: Foram analisados 130 pacientes durante 6 meses. Dentre esses, 97 (74,6%) pacientes persistiram apenas com pneumonia não complicada (PAC) e 33 (25,4%) evoluíram com pneumonia complicada (PACC) ou já apresentaram complicações na admissão. Sobre os pacientes com PACC, o derrame pleural foi a complicação mais comum (90,4%), utilizando-se como ferramentas auxiliares para elucidar complicações a radiografia (93,9%), ultrassonografia (57,6%) e tomografia (42,4%). O tratamento predominante foi a antibioticoterapia empírica, especialmente com cefalosporinas de terceira geração. Intervenções cirúrgicas foram frequentemente realizadas em pacientes com complicações (75,8%), como drenagem torácica (92%), com uma média de 11,3 dias de permanência do dreno, prolongando a hospitalização com uma média de 18 dias (p=0,048). Sobre o desfecho, 93,9% dos pacientes tiveram alta, 3,0% vieram a óbito e 3,0% foram transferidos.
CONCLUSÃO: O estudo conclui que a PACC leva a hospitalizações prolongadas e custos adicionais no sistema de saúde. Esses achados destacam a gravidade da doença e reforçam a necessidade de uma abordagem terapêutica mais abrangente, incluindo o uso de vacinas mais eficazes contra o pneumococo para reduzir complicações.
Agenesia renal: Diagnóstico precoce de síndrome rara e assintomática

Alice de Mora Vogt; Rafael Rocha; Priscila Coelho Amaral

Resid Pediatr. 2025
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A partir da agenesia renal, surgiu suspeita de síndrome Herlyn-Werner-Wunderlich (SHWW ). Assintomática e com achados inespecíficos, decidiu-se por uma abordagem expectante.
Diagnóstico de toxocaríase em criança de 3 anos, após apresentar anemia e eosinofilia graves: relato de caso

Isabela Albano Lage; Julia Amaral Coimbra; Caroline Caldeira Hosken; Julio César Miranda Santos; Lara Barbosa Santos; Aderson Zimmerer Guimaraes; Salvador Henrique Ceolin; Tarcisio Silva Borborema; Mariana Marta de Oliveira Antunes; Antônio Fernando Bolina Batista Filho

Resid Pediatr. 2025
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DESCRIÇÃO DO CASO: Trata-se de B.F.S., 3 anos, 18 Kg, natural de Carlos Chagas – Minas Gerais (MG), em acompanhamento com hematologista, em Belo Horizonte – MG, após diagnóstico de anemia refratária ao tratamento com sulfato ferroso oral. Durante a propedêutica de investigação da anemia, apresentou pesquisa de sangue oculto nas fezes positiva, sendo encaminhado para o gastroenterologista. Em consulta especializada, relatou sintomas gripais, geofagia, edema de membros inferiores e de face. Outros sinais vistos eram palidez cutaneomucosa, edema bipalpebral e em membros inferiores, taquicardia, sopro sistólico panfocal, hepatoesplenomegalia, hiperglobulinemia IgE, hemoglobina 5,5 mg/dL e contagem de eosinófilos superiores a 5 mil. Indicada hemotransfusão e iniciado empiricamente tratamento com albendazol. Devido a questões religiosas, feito tratamento com sulfato ferroso endovenoso. Sorologia confirmou a hipótese de toxocaríase. Descartada esquistossomose, outras parasitoses, infecção por COVID-19 e síndrome nefrótica.
DISCUSSÃO: A infecção pode ocorrer na forma assintomática, larva migrans visceral (LMV), larva migrans ocular; dados de literatura dividem ainda na forma neuronal e oculta. O tratamento é feito com albendazol 400 mg duas vezes ao dia por 5 a 7 dias. A resposta ao tratamento é observada pela redução da eosinofilia.
CONCLUSÃO: O pediatra deve conhecer a condição clínica e correlacioná-la com a epidemiologia para diagnóstico. Medidas de prevenção, como saneamento básico e campanhas de conscientização são necessárias.
Prevalência das cardiopatias congênitas em crianças e adolescentes com síndrome de Down acompanhados em serviço de referência de cardiologia pediátrica

Yuri Castropil; Rossano Cesar Bonatto; Leticia Scaffi Oliveira; Luiza Gun; Natália Tonon Domingues; José Roberto Fioretto; Joelma Gonçalves Martin; Fábio Joly Campos; Haroldo Teófilo de Carvalho; Evelynne Maria Gomes Galvão da Trindade; Tatiana de Campos Melo

Resid Pediatr. 2025
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INTRODUÇÃO: A síndrome de Down (SD) é uma síndrome genética com alta prevalência mundial e associada com inúmeras comorbidades que requerem maior atenção na assistência médica. Dentre elas, as cardiopatias congênitas (CC) destacam-se na população com SD, tanto pela alta prevalência (40-65%), quanto pela influência na qualidade e expectativa de vida desta população.
MÉTODO: Trata-se de estudo clínico observacional de corte transversal retrospectivo com o objetivo de identificar a prevalência das CC na população SD atendida em ambulatório de cardiologia pediátrica e analisar fatores relacionados ao prognóstico. Não houve critérios de exclusão, considerando que foram incluídos apenas pacientes com diagnóstico de SD com cardiopatias congênitas.
RESULTADOS: Analisamos 154 pacientes, 75 do sexo masculino e 79 feminino, com diferença estatística quanto à idade, peso e comprimento na admissão sendo menores no sexo feminino. O peso no momento cirúrgico apresentou associação com a mortalidade, sendo menor nos pacientes que foram a óbito. O defeito do septo atrioventricular (DSAV) total foi a cardiopatia mais prevalente e a única que apresentou associação com mortalidade.
CONCLUSÃO: A CC mais frequente é o DSAV, em acordo com os principais dados de literatura. O DSAV total e o peso cirúrgico possuem associação com a mortalidade.
Citrulinemia tipo I como diagnóstico diferencial na avaliação de crise convulsiva do lactente - relato de caso

Ricardo Mannato; Alessandra Braga; Carla Dall Olio; Hélio Rocha; Giovanna Pessanha Cordeiro

Resid Pediatr. 2025
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OBJETIVO: Relatar o caso de um lactente diagnosticado com citrulinemia tipo I, um erro inato raro do metabolismo decorrente de defeito enzimático no ciclo da ureia, diagnóstico diferencial de crise convulsiva do lactente, com revisão de literatura acerca do tema.
RELATO DO CASO: Lactente de seis semanas de vida apresentando crises convulsivas tônico-clônicas associada a hiperamonemia. Foram identificadas variantes patogênicas em heterozigose no gene ASS1 em teste molecular, característicos de citrulinemia tipo I. Após ajuste dietético e início de quelantes de nitrogênio, houve controle clínico e laboratorial, com desenvolvimento e crescimento adequados para idade.
CONCLUSÃO: O desenvolvimento neuropsicomotor em portadores de citrulinemia tipo I é relacionado à manutenção de níveis adequados de amônia plasmática. Torna-se imperativo o diagnóstico precoce, preferencialmente em testes de triagem, antes do desenvolvimento de sintomas, para o início do tratamento especializado e, consequentemente, melhor prognóstico.
Síndrome de Emanuel em lactente: relato de caso

João Batista Siqueira de Albuquerque Neto; Marcelo José Duque Pacheco Filho; Ana Alves de Oliveira Melo; Camila Fonseca Leal de Araújo; Gabriela Ferraz Leal

Resid Pediatr. 2025
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INTRODUÇÃO: A síndrome de Emanuel é uma doença genética rara, causada pela presença de um cromossomo supernumerário derivativo contendo material dos cromossomos 11 e 22. Este cromossomo supernumerário geralmente resulta de uma não disjunção meiótica 3:1 de uma translocação balanceada entre os cromossomos 11 e 22 presente em um dos genitores do indivíduo afetado. O quadro clínico inclui alterações ponderoestaturais, hipotonia persistente, dismorfias craniofaciais e prejuízo cognitivo. O diagnóstico pode ser feito por meio do cariótipo com bandas G de alta resolução e/ou CGH-array/SNP-array.
RELATO DE CASO: Este trabalho descreve o caso de uma criança de 11 meses de idade atendida em centro terciário para investigação de hipotonia global e atraso do desenvolvimento neuropsicomotor associados a apêndices pré-auriculares, epicanto e fenda palatina (já corrigida na ocasião da consulta). Foi realizado cariótipo, com resultado 47,XX,+mar e SNP-array, que evidenciou duplicações envolvendo os cromossomos 11 e 22, caracterizando a síndrome de Emanuel. No momento, segue sob cuidados da equipe multidisciplinar, com melhora nos marcos do neurodesenvolvimento. Genitores saudáveis.
CONCLUSÃO: As manifestações clínicas da síndrome de Emanuel são relativamente comuns na pediatria, sendo do interesse do pediatra geral identificar quando esses achados podem se correlacionar com uma síndrome genética. Essa pesquisa foi submetida ao Comitê de Ética do serviço de acompanhamento e aprovada com o número: 76760623.9.0000.5201.
Aplicação e avaliação de um protocolo clínico para epilepsias sem diagnóstico etiológico: série de casos

Marlon Luiz Maders; Simone de Menezes Karam; Diuliana Marina Soares; Kauany Campos Triques; Milene Pinto Costa; João Vitor Cândido Santos

Resid Pediatr. 2025
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OBJETIVO: Estabelecer a etiologia genética como causa de quadros de epilepsia refratária ao tratamento e associadas a atraso no desenvolvimento neuropsicomotor.
MÉTODO: Estudo do tipo série de casos retrospectivo, com coleta de dados através da revisão de prontuários, sendo incluídas crianças de 0 a 10 anos que estiveram internadas em unidades pediátricas ou atendidas ambulatorialmente e que, obrigatoriamente, realizaram avaliação genética devido às crises convulsivas.
RESULTADOS: Nove pacientes nos quais o protocolo foi aplicado foram selecionados, sendo encontrada uma variante genética patogênica e duas prováveis.
CONCLUSÃO: Foi possível aprofundar a investigação para os casos de epilepsia sem etiologia definida e estabelecer tratamento e aconselhamento genético adequados.
Profilaxia com fluconazol em recém-nascido suscetível: Uma revisão sistemática

Lidiane França Cabral; Ronaldi Gonçalves dos Santos

Resid Pediatr. 2025
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As infecções fúngicas em recém-nascidos representam uma grande problemática para a saúde da população. Observa-se que, em ambientes hospitalares, os neonatos são suscetíveis a infecções, sobretudo, aqueles nascidos pré-termo e de extremo baixo peso. O objetivo geral é revisar e avaliar a eficácia do uso profilático de fluconazol em pacientes com muito e extremo baixo peso (EBP/MBP) ao nascimento contra o desenvolvimento de infecção fúngica sistêmica (IFS). Foram realizadas buscas nas plataformas de pesquisa PubMed®, Scopus e Embase dos artigos no período de maio de 2012 a outubro de 2021. Foram utilizados, nas bases de dados, os seguintes descritores “fluconazole”, “prophylaxis” e “neonates”. Foram incluídos estudos que abordavam o uso profilático em indivíduos suscetíveis. Revisou-se um total de 1649 pacientes que participaram dos estudos, não havendo diferença significativa entre os sexos, o tempo de tratamento profilático foi 4-6 semanas, a dose variou entre os estudos, porém 3 mg/kg foi a mais utilizada. Os resultados analisados incluíram complicações e fatores de risco como o próprio baixo peso ao nascimento, menor idade gestacional, maior duração de nutrição parenteral total, enterocolite necrosante, uso de antibioticoterapia de amplo espectro, uso de surfactante pulmonar e uso de esteroides pós-natal. O início da abordagem profilática deve ocorrer antes das 72h, uma vez que depois disso seu resultado é mais relevante para reduzir complicações do que a incidência de IFS. A profilaxia com fluconazol demonstrou reduzir a incidência de IFS e outras complicações como tempo de hospitalização, oxigenioterapia e mortalidade em recém-nascidos de EBP.
Olhares que renovam: novas vozes na construção da revista Residência Pediátrica

Bruna Brasil Seixas Bruno; Lorrane de Souza Saluzi Albuquerque; Amanda de Sousa Lima Strafacci; Cristina Ortiz Sobrinho Valete; Jandrei Rogério Markus

Resid Pediatr. 2025
Repercussões biopsicossociais do desmame precoce

Laiana de Jesus Vieira; Mateus Teixeira do Amaral Rocha

Resid Pediatr. 2025
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INTRODUÇÃO: O aleitamento materno apresenta benefícios biológicos, emocionais e econômicos, sendo considerado, portanto, um alimento crucial para o crescimento e desenvolvimento adequado do lactente. Porém, a retirada desse nutriente da criança, por vezes, tem acontecido antes do período preconizado.
OBJETIVO: Em vista disso, a presente pesquisa tem como objetivo estudar os motivos e as consequências do desmame precoce nas crianças em idade inferior a seis meses de vida.
MÉTODO: Foi realizado um trabalho básico, exploratório e com uma abordagem qualitativa, no intuito de agregar e familiarizar os leitores acerca do tema que tem como base um questionário semiestruturado.
RESULTADOS: Após análise dos dados, observou-se que a queixa de pouco leite, problemas nas mamas e dificuldade de ganho de peso da criança foram os principais fatores associados à ablactação. Ao passo que, bronquite asmática, atopia e problemas intestinais foram as principais complicações.
CONCLUSÃO: O presente trabalho ratificou a importância do aleitamento materno exclusivo, com aspectos positivos para a criança e para lactante.
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