Volume 9 - Número 3
Recomendações quanto ao uso de antimicrobianos em infecções de vias aéreas superiores em pediatria
Déborah Elisa de Almeida Winter; Lúcio Henrique de Oliveira
MÉTODOS: Foi realizada uma busca nas plataformas Medline, PubMed, Scielo, Lilacs e Cochrane, utilizando-se palavras-chave sobre o tema e, após seleção dos principais artigos, procedeu-se à análise dos mesmos.
CONSIDERAÇÕES FINAIS: As infecções de vias aéreas superiores fazem parte da maioria das consultas ambulatoriais e em pronto-atendimentos, portanto, impõe-se aos profissionais que atendem crianças, a necessidade de atualização permanente a fim de que seu trabalho seja realizado da maneira correta. Um dos problemas mais preocupantes é a prescrição de antimicrobianos, que vem ocorrendo de maneira indiscriminada. Portanto, faz-se necessário rever os critérios para a conduta correta nas infecções de vias aéreas superiores (IVAS) e a indicação de antimicrobianos, a fim de evitar o aumento da incidência da resistência bacteriana, de efeitos adversos e de elevação desnecessária no custo dos tratamentos. Palavras-chave: resfriado comum, sinusite, laringite, otite média, doenças faríngeas.
Doenças neurológicas em crianças e adolescentes indígenas do Hospital Universitário de Brasília
Rúbria Liziero Picoli; Lisiane Seguti Ferreira
MÉTODOS: Trata-se de estudo descritivo e retrospectivo realizado por meio de análise de prontuários de pacientes indígenas com idade inferior a 18 anos, que foram atendidos no hospital universitário de referência durante o período de janeiro de 2014 a dezembro de 2016.
RESULTADOS: Foram identificados 24 pacientes, sendo que 18 eram acompanhados na Neuropediatria. Dentre estes, a idade média no primeiro atendimento foi de 5,2 anos, com predomínio do sexo masculino. O Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Xingu foi a origem de 11 pacientes. Observou-se que 61,1% dos pacientes receberam diagnóstico de epilepsia, com a etiologia infecciosa em 36% dos casos. Outros diagnósticos encontrados foram de cefaleia, alteração de perímetro cefálico, encefalopatia crônica não progressiva, síndrome de Guillain Barre e mielite transversa. Foi observada baixa adesão terapêutica. Todos os seis pacientes com agravos neurológicos atendidos em outras especialidades apresentavam diagnóstico de atraso de desenvolvimento neuropsicomotor associado às comorbidades. O cenário de maior atendimento foi ambulatorial.
CONCLUSÕES: As crianças e adolescentes indígenas, portadoras de doença neurológica atendidas no Hospital Universitário de Brasília, foram em sua maioria do sexo masculino, provenientes do DSEI Xingu e pertencentes à faixa etária pré-escolar. A epilepsia foi a condição mais frequentemente identificada e o atraso de desenvolvimento neuropsicomotor associado às comorbidades foi visto em pacientes de outras especialidades. Observou-se ainda a baixa adesão terapêutica. Palavras-chave: neurologia, pediatria, saúde de populações indígenas.
Doença de Kawasaki: a importância do seu reconhecimento precoce
Rafaela Cristina Brito Gonçalves; Sidnei Delailson da Silva
OBJETIVO: Descrever os casos de pacientes internados na ala de Pediatria Geral do Grupo Santa Casa de Belo Horizonte com diagnóstico de doença de Kawasaki. Métodos: Foram selecionados os pacientes internados no período de janeiro de 2015 a dezembro de 2017 que receberam alta com hipótese diagnóstica de doença de Kawasaki. Foi realizado estudo descritivo através da análise dos prontuários desses pacientes.
RESULTADOS: Foram analisados 11 casos, a idade média foi de 3,1 anos. Sete pacientes receberam o diagnóstico de doença de Kawasaki na admissão, juntamente com outras hipóteses. O tempo de febre variou de 6 a 30 dias. Oito pacientes preencheram critérios para o diagnóstico de DK, os demais enquadraram no diagnóstico de DK incompleta. Sete crianças receberam imunoglobulina, cinco ficaram afebris após o uso da medicação. Todos esses também iniciaram o uso de ácido acetil salicílico (AAS). Todos os pacientes realizaram ecocardiograma, sendo que quatro deles apresentaram alteração no exame.
CONCLUSÃO: O diagnóstico de doença de Kawasaki ainda é dado de forma tardia e muitas vezes confundido com outras doenças mais comuns da infância, causando retardo no tratamento, o que pode favorecer ao aumento do risco das complicações cardíacas. Palavras-chave: síndrome de linfonodos mucocutâneos, pediatria, vasculite, aneurisma coronário.
Perfil de crianças falcêmicas internadas em crise
Maria do Bom Sucesso Lacerda Fernandes Neta; Claudia Maria de Carvalho Cardozo Cendon
MÉTODOS: Estudo descritivo, retrospectivo, com análise e coleta de dados de prontuários. Critérios de inclusão: CID na admissão de anemia falciforme COM crise (D57.0) e de exclusão: CID de anemia falciforme SEM crise (D57.1).
RESULTADOS: Houve 99 internações de 42 pacientes, 42,9% do sexo feminino e 57,1% do sexo masculino; idade entre 1 e 17 anos, sendo 45,2% entre 6 e 12 anos; em 47,6% dos casos, o diagnóstico foi no período neonatal; 91% das internações foram por crises álgicas; em 55,5% dos casos, a crise envolveu mais de um sítio de dor simultaneamente e em 44,5%, dor em sítio único: 14% dor abdominal, 15% em membros inferiores, 5% em membros superiores, 4,5% cefaleia, 3% dor torácica, 1% dorsalgia, 1% lombalgia e 1% cervicalgia; 85,7% dos pacientes apresentaram internações prévias, por crises álgicas e infecções; 59,5% fez uso de opioide (morfina); 31% fazia uso de hidroxiureia.
CONCLUSÕES: Leve predomínio do sexo masculino, maioria dos pacientes em idade escolar e com diagnóstico no período neonatal. Crise álgica foi a principal causa de internação e dor em mais de uma localização simultânea a mais prevalente. Palavras-chave: anemia falciforme; dor aguda; epidemiologia; criança.
Dermatoses na infância: perfil dos pacientes atendidos no mutirão de Dermatologia Pediátrica 2016
Renata Rolim Sakiyama da Silva; Kerstin Taniguchi Abagge
MÉTODOS: Trata-se de um estudo retrospectivo, transversal, observacional e analítico. Os dados foram coletados a partir das fichas dos pacientes atendidos, sendo incluídas as crianças e adolescentes de zero a 16 anos atendidas no mutirão. Os dados avaliados foram: idade, sexo, tempo de evolução da doença, tratamentos prévios, comorbidades, hipóteses diagnósticas, condutas e desfechos.
RESULTADOS: Dos 261 pacientes, 59% eram do sexo feminino, 13,8% lactentes, 31,4% pré-escolares, 31,8% escolares e 22,9% adolescentes. 62,5% não apresentava comorbidades e, entre as que apresentavam, observou-se um predomínio de doenças atópicas: rinite em 22,6% dos casos e asma em 15%. A maioria, 63,2%, já havia recebido algum tipo de tratamento. O grupo das doenças eczematosas foi o mais prevalente (37,2%), seguido pelas infecciosas (21%) e hiperplasias e neoplasmas benignos (15,7%). Dermatite atópica ocorreu em 19,9% dos pacientes. Entre as infecções, as virais ocorreram em maior número (11,8%), principalmente nos grupos pré-escolar e escolar. Dentro das desordens glandulares, a acne foi a mais frequente (11,5%), tendo maior prevalência no grupo de adolescentes. Mais da metade dos pacientes recebeu alta, 32,6% foram encaminhados para a Dermatologia Pediátrica e 9,6% orientados a manter o acompanhamento na Unidade de Saúde.
CONCLUSÃO: As doenças eczematosas foram as mais frequentes, seguidas pelas infecciosas e pelo grupo das hiperplasias e neoplasmas benignos. A dermatite atópica foi a doença mais prevalente entre os pacientes atendidos. Palavras-chave: dermatopatias; pediatria; saúde da criança; saúde do adolescente.
Perfil epidemiológico de prematuros abaixo de 1500g, portadores de persistência do canal arterial
Anelise Maria Fonseca Pinheiro; Anna Christina do Nascimento Granjeiro Barreto; Melina Tertulino de Lima; Fernanda Priscila Soares da Costa Menezes; Márcia Silva Moisés Filgueira de Negreiros
MÉTODOS: Estudo transversal. Foi realizada coleta de informações de banco de dados, em qual constavam todos os bebês que estiveram internados na UTI neonatal e que foram avaliados pela cardiologia pediátrica em 2015. A amostra consistiu em todos os bebês que tiveram peso ao nascer menor que 1500 gramas e diagngicstico de PCA, com avaliação de informações do pré-natal, características epidemiolgicgicas, morbidades no período neonatal e tratamento. A análise estatística descritiva foi realizada com o programa PSPP 1.0.1.
RESULTADOS: A amostra final consistiu em 28 recém-nascidos. Dos bebês com PCA, 67,8% tinham peso ao nascimento menor que 1000g. O PCA foi tratado com ibuprofeno em 25% dos recém-nascidos. A sepse tardia foi observada em 89,3%. A ventilação mecânica esteve presente em 89,3% dos bebês e 64,2% eram dependentes de oxigênio aos 28 dias de vida.
CONCLUSÕES: A maioria dos pacientes estudados utilizaram ventilação mecânica e a maior parte deles eram dependentes de O2 aos 28 dias de vida; a prevalência de PCA é maior em prematuros extremo baixo peso ao nascer; o tratamento medicamentoso foi necessário em poucos pacientes; a sepse foi uma afecção frequente nos pacientes com PCA. São necessários mais estudos com amostras maiores e prospectivos no intuito de melhor avaliar fatores de risco, tratamento e morbidade em curto e longo prazo relacionadas a PCA. Palavras-chave: permeabilidade do canal arterial, neonatologia, prematuro, epidemiologia, recém-nascido de muito baixo peso.
Perfil do uso de sedoanalgesia em crianças sob ventilação mecânica em unidade de terapia intensiva
Maylla Moura Araújo; July Lima Gomes; Renanna Najara Veras Rodrigues; Lorena Keli Lemos Piauilino Cruz
MÉTODOS: Realizou-se um estudo de caráter observacional, transversal, retrospectivo, descritivo, com abordagem quantitativa e análise secundária dos dados. Participaram crianças admitidas em uma Unidade de Terapia Intensiva Pediátrica, entre os meses de julho de 2014 e junho de 2015, com necessidade de terapia analgésica e/ou sedativa em infusão contínua e de ventilação mecânica, que permaneceram no setor por mais de 12 horas.
RESULTADOS: Identificou-se um total de 41 indivíduos, correspondendo a 63% dos pacientes internados. As medicações empregadas para sedoanalgesia contínua foram Midazolam, Cetamina e Fentanil. Esses fármacos foram utilizados em baixas doses de infusão por um tempo médio de 11,5±11,4 dias. A síndrome de Abstinência ocorreu em 39% dos pacientes, sendo que estes fizeram uso das mesmas por um período médio de 19,31(±11,57) dias. Observou-se uma relação entre sedoanalgesia prolongada com o desenvolvimento da síndrome (p<0,001), uma vez que 70% daqueles que receberam sedoanalgesia contínua por um período superior a 7 dias desenvolveram abstinência.
CONCLUSÕES: O emprego de analgésicos e sedativos configurou-se prática bastante frequente e, devido ao tempo de uso prolongado dos fármacos, verificou-se ocorrência importante de síndrome de Abstinência. Palavras-chave: sedação profunda, analgesia, síndrome de abstinência a substâncias, unidades de terapia intensiva pediátrica.
Perfil epidemiológico e assistência à saúde de crianças e adolescentes com paralisia cerebral em um municipio do ES
Rachel Almeida Santos; Valmin Ramos Da-Silva; Janine Pereira dos-Santos; Amanda Neves Siqueira
MÉTODO: Trata-se de um estudo descritivo, quantitativo, observacional e transversal, com 30 crianças e adolescentes com PC, até 19 anos de idade completos, internados em um hospital pediátrico do Espírito Santo, utilizando-se entrevista estruturada para obtenção de variáveis, do período pré, peri e pós-natal, do acesso à assistência à saúde e da equipe multidisciplinar no momento do diagnóstico de PC e no momento da entrevista.
RESULTADOS: Houve predomínio do sexo masculino 22 (73,3%) e 21 (70,0%) do estrato socioeconômico D/E. 28 (93,3%) tendo a mãe a responsabilidade pelos cuidados. Prematuridade 8 (26,7%), baixo peso ao nascer 12 (40,0%) e asfixia neonatal 6 (20,0%) foram frequentes. Observou-se que muitos pacientes não tiveram acesso aos serviços por diversos motivos, dentre eles, longas filas de espera, ausência ou insuficiência do profissional na rede, falta de encaminhamentos e dificuldades de transporte dos pacientes.
CONCLUSÃO: Evidenciou-se que é importante haver uma equipe articulada, com visão na integralidade do cuidado para a melhoria da qualidade da assistência à saúde ofertada a população do estudo. Palavras-chave: paralisia cerebral, serviços de saúde comunitária, adolescente, criança
Pesquisa de Streptococcus pyogenes em orofaringe de indígenas em uma aldeia do Oeste do Paraná
Lilian Ferreira Shikasho; Luzia Neri Cosmo Machado; Milene de Moraes Sedrez Rover; Marcos Antonio da Silva Cristovam; Nereida Mello da Rosa Gioppo; Lana Rubia Backes Rosseto; Mary Anne Pompeu Smarczenski; Adriana Chassot Bresolin
MÉTODO: Estudo observacional do tipo transversal, no qual foram coletadas 127 amostras de secreção da orofaringe de indígenas através de swab estéril, semeadas em ágar sangue de carneiro 5% e incubadas de 24 a 48 horas. As colônias com padrão de beta-hemólise foram submetidas à teste de sensibilidade a sulfametoxazoltrimetoprima, bacitracina, catalase e teste rápido da L-Pyrrolidonyl-Beta-Naphytylamide (PYR). As seguintes variáveis também foram avaliadas: sexo, idade e presença de secreção purulenta em orofaringe no momento da coleta.
RESULTADOS: O maior número de coletas foi obtido em crianças de quatro a 11 anos de idade (45,7%) e do sexo feminino (58,3%). Nenhum participante apresentou sinais de faringoamigdalite no momento da coleta do material e nenhuma amostra teve cultura compatível com a bactéria pesquisada.
CONCLUSÕES: Não houve a presença de S. pyogenes na população estudada, o que pode significar menor taxa de contaminação e disseminação da bactéria em populações isoladas. Palavras-chave: Prevalência, População Indígena, Streptococcus pyogenes.
Pneumonias comunitárias não complicadas em crianças imunocompetentes
Stephanie Schafer; Valentina Chakr; Gabriela Petitot
Perfil de crianças e adolescentes internados por distúrbios neurológicos
Laura Reis Vilela; Luiza Valle de Oliveira Brízida; Marina de Freitas Pádua; Bruna Mathias Silva; Lisiane Seguti Ferreira
MÉTODOS: Consiste em um estudo observacional descritivo retrospectivo realizado no Hospital Universitário de Brasília (HUB) de levantamento de dados sobre pacientes internados no período de janeiro de 2015 a maio de 2018. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética do Hospital Universitário de Brasília.
RESULTADOS: A principal causa de internação no HUB no grupo estudado é crise epiléptica. A faixa etária mais afetada é entre um e cinco anos de idade. O tempo médio de internação é prolongado, aumentando os riscos, inclusive de infecção hospitalar. Metade dos pacientes internados, ao receberem alta, continuam em acompanhamento ambulatorial no HUB.
CONCLUSÕES: Os dados obtidos podem servir como base para elaborar medidas de prevenção à saúde e auxiliar na análise crítica quanto à real necessidade de internação desses pacientes, a fim de garantir uma melhor assistência pediátrica. Palavras-chave: neurologia, epidemiologia, morbidade, pediatria.
Indicação de cuidados paliativos neonatais: necessidade de uma diretriz?
Vivian Taciana Simioni Santana; Cibele Regina Laureano Gonçalves; Estéfanie Santana Teixeira Santos; Priscila Endo Takahashi Kawano; Pamela Helena Leme S Costa; Cibele Wolf Lebrão; Mônica Carneiro; Sílvia Maria de Macedo Barbosa,
MÉTODOS: Realizou-se um estudo retrospectivo, analisando prontuários dos pacientes para coleta de dados e análise estatística descritiva.
RESULTADOS: No período de estudo foram avaliados 262 prontuários de pacientes que internaram na unidade de terapia intensiva neonatal. Destes, 196 evoluíram bem, sem agravos e sequelas, sem nenhuma afecção limitante, sendo excluídos da indicação de paliativos. 42 pacientes foram a óbito e 24 tinham hipótese diagnóstica de alguma doença limitante de vida, mas que evoluíram estáveis e receberam alta da unidade. Os que foram a óbito, mesmo em processo de morte, já com bomba de infusão contínua de drogas de reanimação, sofreram manobras de ressuscitação. Nenhum dos recém-nascidos estudado foi acompanhado pela equipe de cuidados paliativos, pois não houve solicitação dos neonatologistas para a especialidade.
CONCLUSÕES: Observou-se neste estudo uma população com indicação de cuidados paliativos que não recebeu este cuidado, pela falta de solicitação da equipe, tanto no grupo de finitude para qualificar o processo de morte e luto quanto para os que receberam alta da unidade com limitações de vida. Após a análise dos dados, foi realizado um fluxograma norteador com critérios de elegibilidade para cuidados paliativos, visando auxiliar na decisão e acionamento da equipe. Palavras-chave: recém-nascido, cuidados paliativos, unidade de terapia intensiva neonatal.
Um paciente com massa abdominal de consistência pétrea. Qual o seu diagnóstico?
Adriana Paiva de Mesquita; Verônica Oliveira; Bruno Ribeiro da Rocha; Bernarda Silva Ferreira; Julia Leite; Bruna de Brito Silva Fernandes; Gabriela Freitas Milagres; Gabriela de Albuquerque e Albuquerque
O Código de Ética Médica, conectado à bioética, acompanha os avanços sociais e da medicina
Sidnei Ferreira
O que o fisioterapeuta pode fazer pela criança em cuidados paliativos?
José Luis Rodrigues Barbosa,; Simone Brasil de Oliveira Iglesias,
A importância dos cuidados paliativos para crianças com doença terminal e a necessidade de considerar o papel dos distúrbios de sono nesse contexto
Priscila Kalil Morelhão; Simone Brasil de Oliveira Iglesias; Sergio Tufik; Monica Levy Andersen
Síndrome neuroléptica maligna em paciente pediátrico
Ana Lúcia Hanke Kaiel Nassif; Vanusa Ambrozio dos Santos da Silva; Carolina Araújo Faber da Silva Machado
Disceratose congênita - relato de caso
Vinícius de Mendonça Magalhães; Laura Silva Cardoso; Gustavo Henrique Oliveira; Pollyana Cristina Bernardes Valize
Relato de caso: infecção cutânea por Rhizopus sp em paciente pediátrico
Aline Mara da Silva Alves; Bruna Luiza Guerrer; Adriana Prazeres da Silva; Haroldo Luiz Lins e Silva; Mara Luci Goncalves Galiz Lacerda; Murilo da Silva Alves
Rim ectópico intratorácico em paciente pediátrico
Julie de Souza Barreto; Ana Luísa Barbosa Pordeus; Alcira Cinnthia Monteiro de França Lima; Vitor Modesto Farias de Oliveira; André Felipe Castelo Branco Barbosa; Regina Lúcia Walmsley Soares Carneiro
Síndrome PFAPA: Relato de caso e revisão da literatura
Ivany Terezinha Rocha Yparraguirre; Roberto Tschoepke Aires; Angélica Varela Rondon; Luís Eduardo Reis Guimarães; Simone Cardoso Rodriguez y Rodriguez; Rodrigo Picarote de Figueiredo
Linfangiectasia intestinal congênita: relato de caso
Giuliana Balluz da Cunha Santos Aroso; Maria Neusa Sousa Cavalcante; Ivana de Melo Almeida Ferro
Doença de Kikuchi-Fujimoto associada a diabetes mellitus tipo 1: relato de um caso
Paula Carvalho Ribeiro; Sidnei Delailson da Silva
A face oculta da mononucleose: Relato de 2 casos atípicos envolvendo a síndrome clínica
Mariana Isadora Ribeiro Vieira; Sidnei Delailson Silva
Divertículo de Meckel - relato de caso
Renata Souza Lorenzoni; Rosimeri Salotto Rocha; Katia Valéria Manhabusque; Josana Azevedo Aredes
Pustulose exantemática generalizada aguda em criança de 9 anos
Lorena Amaral Batista Leite; Eve Grillo Carvalho; Lorena Luana Batista; Henrique Guarino Colli Peluso; Walmer Cardoso de Oliveira Júnior; Henrique Pinheiro Leite Benedito; Fernanda Araújo Melato
OBJETIVO: Relatar um caso de PEGA em criança admitida na enfermaria pediátrica com quadro de febre e erupção cutânea pustulosa disseminada, caracterizada por múltiplas pústulas de conteúdo estéril, acompanhadas por eritema difuso, bem como realizar revisão bibliográfica da literatura atual sobre a doença.
MÉTODOS: Relato e discussão do caso descrito com informações obtidas pela revisão do prontuário, registro fotográfico da evolução das lesões e revisão da literatura embasada em artigos científicos atuais.
CONSIDERAÇÕES FINAIS: O presente relato e as publicações revisadas propõem a caracterização da PEGA no paciente pediátrico, com destaque para a importância da suspeição diagnóstica através da anamnese e exame físico, de modo a abarcar os aspectos diagnósticos, terapêuticos e prognósticos desta condição. Palavras-chave: pustulose exantematosa aguda generalizada, pediatria, dermatologia.
Hiperplasia adrenal congênita em irmãos - relato de caso
Wallace Sales Gaspar; Isabel Rey Madeira; Daniel Luis Schueftan Gilban; Ana Paula Neves Bordallo; Clarice Borschiver de Medeiros; Paulo Ferrez Collett-Solberg; Fernanda Mussi Gazolla; Cláudia Braga Monteiro; Ana Luíza Velten Mendes; Débora Alvim Ribeiro; Juliana Coelho Braga
Diagnóstico de fibrose cística em paciente com polipose nasal: relato de caso
Patrícia Fernandes Barreto Machado Costa; Gabriel Deveza Gomes; Tania Wrobel Folescu; Renata Wrobel Folescu Cohen; Debórah Aragão de Pinho Silveira
RELATO DE CASO: Adolescente, 13 anos, foi avaliado por apresentar alteração na dosagem de cloreto no suor solicitado devido a polipose nasal recidivante. O quadro havia sido investigado com tomografia computadorizada de seios da face, que evidenciou sinusite polipoide. A lesão apresentou crescimento progressivo, sendo aventado diagnóstico de angiofibroma juvenil. Feita ressecção e avaliação histopatológica da lesão, ficou descartada esta hipótese. Foi solicitada dosagem de cloreto no suor, com os resultados: 90mEq/L, 92mEq/L e 89mEq/L, (V.R.: <60 mEq/L), confirmando o diagnóstico de fibrose cística.
CONCLUSÃO: A polipose nasal, embora frequente nos pacientes com fibrose cística, é um achado raro como sintoma inicial desta afecção. Palavras-chave: fibrose cística, pólipos nasais, diagnóstico, adolescente.
Facomatose Pigmentovascular: Relato de Caso
Thayla Baptista Campostrini; Renata Souza Lorenzoni; Priscila Tavares Andrade Dutra; Helena Arantes Pelegrine; Hannah Cade Guimarães; Christine Chambô Pignaton
Parotidite Aguda Neonatal a Streptococcus agalactiae: uma forma rara de infecção neonatal tardia
Catarina de Abreu Amaro; Constança Soares Santos; Ricardo Jorge Costa
Periodontite causada por Actinomyces spp. em criança com Ascaris lumbricoides e Trichocephalus trichiurus: um relato de caso
Nathália Rayane Silva Wanderley; Maria Antonia Ferreira Gomes; Lana Lira Cantidio de Medeiros; Fernanda Paula Dantas Lobo; Luiz Guilherme dos Santos Pinheiro; Tácito do Nascimento Jácome; Maria Goretti Lins Monteiro; Kleber Giovanni Luz
Sífilis congênita precoce e falsonegativo por Fenômeno Prozona
Luciane Silva de Moraes; Mara Valéria Matulonis d’Almeida; Mayra Ribeiro Conde
RELATO: Lactente, masculino, 46 dias, admitido com quadro de exantema maculo-papular e lesões erosivas circunscritas difusas há 24 horas, cuja mãe apresentou VDRL no pré-natal e parto negativos. Lactente foi admitido para investigação e tratamento, sendo realizado VDRL da puérpera e lactente, ambos positivos, sendo aventada a hipótese de um falso-negativo no momento do parto devido ao fenômeno Prozona.
COMENTÁRIOS: Dadas às elevadas taxas de sífilis congênita no Brasil, apesar dos programas de controle, é possível questionar a qualidade da assistência ao pré-natal e parto, o conhecimento técnico dos profissionais de saúde acerca de qual método de exame diagnóstico é adequado, mas também quanto à interpretação do resultado, e questionar a existência de uma deficiência da técnica laboratorial, pois o fenômeno prozona pode ser evitado se o VDRL for executado de acordo com os protocolos operacionais. Palavras-chave: Sífilis, Sífilis congênita Sorologia, Reações Falso-Negativas.
Quilotórax congênito e linfedema primário: relato de caso
Beatriz Maria Vilaça; João Arthur Pazello; Adria Karina Farias; Leilane de-Oliveira; Miguel Angelo Stremel Andrade; Andre Ivan Bradley dos Santos Dias; Miguel Angelo Agulham; Camila Girardi Fachin
MÉTODOS: Foi realizada a revisão do prontuário da paciente e revisão de literatura na base de dados Pubmed.
RESULTADOS: Paciente feminina, com ultrassom pré-natal apresentando derrame pleural bilateral, edema subcutâneo e pieloectasia à direita. Ao nascer, a termo, evoluiu com gemência e taquipneia, sendo identificadosquilotórax bilateral, laringomalácia e linfedema generalizado. À avaliação genotípica, o cariótipo era normal (46, XX). Com 6 meses de vida, optou-se por tratamento com sildenafil, dieta hipogordurosa e fórmula semi-elementar. Durante seu primeiro ano de vida, a paciente foi internada diversas vezes por insuficiência respiratória, sendo submetida a múltiplas drenagens torácicas. Apresentou pneumonia grave e quilotórax infectado com 1 ano de idade. Evoluiu com choque séptico refratário ao tratamento e insuficiência renal aguda com necrose renal, indo a óbito com 1 ano e 22 dias de vida.
CONCLUSÃO: Neste relato, há rara associação entre quilotórax congênito e linfedema primário na ausência de síndrome genética. Palavras-chave: Quilotórax, Linfedema, Hidropisia Fetal.
Fluidoterapia de manutenção em crianças doentes: estado da arte
Emannuely Juliani Souza Izidoro; Adriana Koliski