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ISSN (On-line) 2236-6814

Publicação Contínua | Acesso Aberto

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Manifestações gastrointestinais como apresentação inicial da COVID 19 em pediatria

Ana Leticia Souza; Flavia Alves de Matos; Rosana Andrade Flintz; Roberta Conde Cruz Marliere; Mariana Beck Lo Presti; Claudia Lopes Falconiere;

Resid Pediátr. 2020
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As pesquisas iniciais sobre o SARS-CoV-2 (severe acute respiratory syndrome coronavirus 2) pareciam demonstrar que as crianças infectadas pelo vírus permaneciam assintomáticas ou apresentavam apenas quadros leves a moderados. Os sintomas mais comuns eram febre e tosse. Entretanto, em uma fase posterior da pandemia foram observadas inúmeras outras facetas de apresentação clínica no público pediátrico, destacando-se os quadros gastrointestinais. No presente estudo foram relacionados os pacientes acompanhados na unidade de cuidados intensivos pediátrico do Hospital Estadual Adão Pereira Nunes, do dia 17 de abril de 2020 até 17 de junho de 2020, que tiveram PCR-RT (reação em cadeia de polimerase - transcriptase reversa) detectável ou sorologia positiva para a COVID-19 (doença do coronavírus 19). Trata-se de uma unidade hospitalar não referência para a COVID-19, sendo seu público alvo pacientes vítimas de trauma. A sintomatologia inicial da maior parte dos pacientes internados com suspeita clínica foi febre e sintomas gastrointestinais, destacando-se dor abdominal importante, mimetizando abdome agudo. Sinais e sintomas que diferem dos adultos, os quais possuem como marco inicial manifestações respiratórias. A partir do reconhecimento das diferentes apresentações clínicas da SARS-CoV-2 na população pediátrica, se torna possível o diagnóstico precoce, com uma melhor condução e desfecho.
COVID-19: relato de manifestações cardiovasculares na infância

Dakeny da Vitória Souza; Luana Ferreira Martins; Mayra Lucchesi; Thaissa Nogueira Nogueira; Ana Leticia Souza; Cleo Bragança Cardoso Tammela,Albina Luciana da Silva Freitas; Valeria Rodrigues de Sá Figueiredo

Resid Pediátr. 2020
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Acreditava-se que a doença do coronavírus 2019 (COVID-19) pouco afetava a população pediátrica. Contudo, com o passar dos meses, ficou evidente que sua ocorrência ultrapassa a forma oligo ou assintomática na infância, fazendo parte de um vasto acometimento multissistêmico secundário à tempestade de citocinas inflamatórias, chamada síndrome inflamatória multissistêmica (MIS-C). Esta, por sua vez, inclui o envolvimento cardíaco, podendo levar à miocardite, pericardite e, até mesmo, alterações coronarianas. Descreveremos dois casos de crianças diagnosticadas com COVID-19, internadas na unidade de terapia intensiva pediátrica (UTIP), com formas distintas de acometimento cardiovascular. Assim, mediante esta variedade de sinais e sintomas associado ao vírus, nosso objetivo é poder contribuir para o preenchimento das lacunas a respeito de suas manifestações clínicas e possíveis abordagens terapêuticas, visando uma atuação mais homogênea para agregar conhecimento aos futuros estudos.
Leucodistrofia metacromática e a importância do diagnóstico precoce

Ana Letícia Souza Rezende; Débora Aline Grasel; Ester Passos Ratti; Isabel Cristina Schwarzer Spies; Simone de Menezes Karam; Carolina Fischinger Moura de Souza

Resid Pediátr. 2025
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A leucodistrofia metacromática (LDM) é uma doença genética, de caráter autossômico recessivo, que se caracteriza pela deficiência de enzimas lisossomais, levando à formação de depósitos lisossômicos. A desmielinização de fibras do sistema nervoso central e periférico que se segue leva a comprometimento motor e cognitivo progressivos. Este relato apresenta o caso de um paciente de 3 anos e 7 meses, afetado pela doença na forma infantil tardia, que apresentou, inicialmente, atrasos no desenvolvimento neuropsicomotor com 1 ano e 3 meses, mas foi diagnosticado com LDM apenas aos 3 anos, após descartados diagnósticos como encefalopatia crônica não progressiva e autismo. Nesse caso, houve evolução para encefalopatia progressiva, com perda de marcos motores, cognitivos e de linguagem já adquiridos, seguidos de perda de deambulação, GTT e TQT. O diagnóstico de LDM, majoritariamente, não ocorre no período pré-natal, mas perante as manifestações clínicas, como ataxia e fraqueza com arreflexia, seguido por análise genética, exames de imagem e testes bioquímicos. Entre os principais diagnósticos diferenciais figuram a doença de Krabbe, adrenoleucodistrofia ligada ao X, doença de Alexander e doença de Pelizaeus-Merzbacher. O tratamento disponível para a doença é transplante de medula óssea ou cuidados paliativos, visando a gestão sintomática e desaceleração do curso clínico da doença. Como uma doença rara, o diagnóstico conclusivo tende a demorar para ocorrer, atrasando um tratamento que, idealmente, deveria ser instaurado de forma precoce. Tendo isso em vista, busca-se relatar um caso de LDM, apresentar diagnósticos diferenciais e relacionar com a importância do acompanhamento dos marcos do desenvolvimento neuropsicomotor.
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