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ISSN (On-line) 2236-6814

doi.org/10.25060/residpediatr

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Artrite de Poncet, manifestação rara de tuberculose: relato de caso em adolescente

Douglas Castanheira Coelho; Igor Soares Trindade; Maria Clara de Leonardo Motta; João Lucas Martins Pillar; Leonardo Rodrigues Campos; Katia Lino; Claudete Araújo Cardoso; Christiane Mello Schmidt

Resid Pediatr. 2025
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A tuberculose (TB) acompanha a humanidade há anos e ainda é um problema de saúde pública. Em algumas situações, representa um desafio diagnóstico. O principal agente etiológico é o Mycobacterium tuberculosis (Mtb), que pode causar infecção latente (ILTB), doença pulmonar, extrapulmonar e manifestações clínicas relacionadas à hipersensibilidade, como a artrite de Poncet (AP). Este relato descreve o caso de um adolescente de 14 anos com artrite em quadril, joelho, tornozelo e articulação metatarsofalangeana (AMTF) do hálux, acompanhada de febre, sudorese noturna, perda ponderal, contato com TB e prova tuberculínica (PT) positiva, cujo diagnóstico final foi AP. A AP foi diagnosticada com base nos critérios de Sharma e Pinto. Ressalta-se a importância de considerar a história clínica e a TB como diagnóstico diferencial em manifestações articulares em regiões endêmicas.
Avaliação do desenvolvimento neuropsicomotor por meio da aplicação da escala de Denver II em crianças acompanhadas num ambulatório de risco

Murilo Sabbag Moretti; Suelen Umbelino da Silva; Betina Manrique Queiroz Braga Lima; Lorena Queiroz Bordin; Maria Clara Macarini Silva

Resid Pediatr. 2025
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OBJETIVOS: O estudo tem por objetivo avaliar o desenvolvimento neuropsicomotor de neonatos e lactentes atendidos em um ambulatório, utilizando o Teste de Triagem de Desenvolvimento de Denver II.
MÉTODOS: Trata-se de um estudo transversal, de caráter prospectivo, realizado através da análise de prontuários e base de dados eletrônica, no qual 100 pacientes, em acompanhamento em um ambulatório de risco de um hospital terciário submetidos ao Teste de Triagem de Desenvolvimento de Denver II Revisado entre 0 e 6 anos de idade, serão avaliados. As variáveis consideradas para estudo serão: idade gestacional, peso de nascimento, Apgar, intercorrências e diagnósticos do período neonatal.
RESULTADOS: A amostra evidenciou que 70 (89,7%) dos participantes apresentaram resultado satisfatório para o teste de Denver, 5 (6,4%) foram classificados como duvidosos e 3 (3,8%) como problemáticos. Ou seja, a maior parte dos lactentes foram consideradas como crianças que não apresentaram atrasos. Enquanto 100% dos problemáticos tiveram patologia neurológica, essa porcentagem foi de apenas 40% entre os duvidosos e 31,4% entre os que tiveram resultado satisfatório para o teste de Denver.
CONCLUSÃO: Observou-se que houve um elevado número de crianças com resultado satisfatório para o teste de Denver, concluindo que essas apresentaram bons indicadores nos primeiros anos de vida. Essa condição pode estar relacionada ao acompanhamento que crianças e mães recebem por meio de um atendimento ambulatorial pediátrico com especialidade em prematuros, uma vez que o maior objetivo é rastrear os riscos e minimizar o impacto negativo que os fatores possam ocasionar no desenvolvimento.
Impacto do abuso de drogas na gestação no desenvolvimento neuropsicomotor

Luana Manias; Danielly Costa Antunes Batista; Débora Cristina Margueron do Nascimento; Luiza Lanzillotti Thuller do Prado; Maria Elisa Rodrigues Silva; Alexandre Massashi Hirata

Resid Pediatr. 2025
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O desenvolvimento neuropsicomotor envolve a formação da linguagem, da cognição, da motricidade e das habilidades sociais. Esse processo pode ser afetado por diversos fatores como pelo uso de drogas durante a gestação. Este estudo tem como objetivo constatar as alterações no desenvolvimento neuropsicomotor de recém-nascidos filhos de mulheres que fizeram uso de drogas lícitas, como tabaco e álcool, e/ou ilícitas, como maconha, cocaína e crack, durante o período gestacional. Esta revisão de literatura foi realizada por meio da busca de artigos publicados em português, inglês, espanhol e francês nas bases de dados PubMed e Scientific Electronic Library Online (SciELO), publicados e indexados nos últimos 10 anos. Com base nos artigos selecionados, foram divididos para análise quanto às amostragens, categorizando-se em droga exposta ao feto no período gestacional: (1) álcool; (2) tabaco; (3) cocaína e crack; (4) maconha. Foram encontradas alterações complexas no desenvolvimento neuropsicomotor de recém-nascidos, com consequências inclusive a longo prazo, fazendo-se necessário, portanto, um melhor rastreio, monitoramento e acolhimento das gestantes, priorizando a total abstinência dessas substâncias e evitando tais desfechos.
Angina de Ludwig em criança: um raro caso clínico com complicação para mediastinite

Gabriela Weber Machado; Ana Paula Domingues Campos; Leticia Bandeira; Carolina Dresch Dociatti

Resid Pediatr. 2025
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S.M.R.S., masculino, 8 anos, iniciou com odinofagia, prostração, febre, cárie dentária, evoluindo para cervicalgia e abaulamento em região cervical, sem insuficiência respiratória. Realizada tomografia de pescoço e tórax, com laudo evidenciando processo infeccioso em região submandibular e submental, com extensão cervical e retrofaríngea esquerda e comprometimento de região mediastinal. Foi feito o diagnóstico de Angina de Ludwig, com complicação para mediastinite. Realizado tratamento com antibioticoterapia e abordagem cirúrgica, sem acometimento de via aérea, com completa melhora. O objetivo do relato foi descrever o caso de uma doença grave e potencialmente fatal em pediatria, com destaque para a rápida abordagem diagnóstica e terapêutica. Como metodologia, realizou-se coleta de dados clínicos para correlacionar com a literatura, corroborando evidências científicas. A angina de Ludwig (AL) é uma patologia infecciosa que acomete os espaços primários mandibulares (submandibular, sublingual e submentoniano), a qual tem como sítio inicial infecções odontogênicas e de vias aéreas superiores. Clinicamente, manifesta-se com febre, disfagia, odinofagia, edema cervical, sialorreia, cervicalgia e disfonia, podendo evoluir para insuficiência respiratória por compressão extrínseca da via aérea e sepse. O diagnóstico é feito com base na avaliação clínica, complementado com exames de imagem. O tratamento envolve o manejo da via aérea, antibioticoterapia e abordagem cirúrgica em determinados casos. Pelo risco de complicações potencialmente fatais, é uma emergência médica com destaque no diagnóstico diferencial de massas cervicais em crianças.
Caderneta de saúde da criança: avaliação do preenchimento e a sua utilização pelas famílias em unidades básicas de saúde

Julia dos Reis Raimundo; Juliane Sauter Dalbem

Resid Pediatr. 2025
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A Caderneta de Saúde da Criança (CSC) é um instrumento de acompanhamento da saúde da criança, essencial para detectar alterações no crescimento e desenvolvimento, bem como para prevenção de agravos e diminuição da morbimortalidade. O registro correto e completo das informações é requisito fundamental para que a CSC cumpra seu papel na vigilância e promoção da saúde infantil, no entanto o que se observa na maioria dos estudos, é a falha no preenchimento e desconhecimento dos familiares sobre a caderneta. A pesquisa teve como objetivo avaliar o preenchimento da CSC e a utilização pelos familiares em unidades básicas de saúde de um município do norte do Rio Grande do Sul. É um estudo observacional, transversal e prospectivo, realizado por meio da aplicação de um formulário e seguido da avaliação do preenchimento da caderneta. Foi feito com uma população de famílias que realizavam, juntamente à criança, consulta de puericultura ou acompanhamento com outro profissional de saúde, e que estavam portando a caderneta. A amostra foi composta por cem indivíduos, atendidos em quatro unidades básicas de saúde do município, selecionados entre o período de setembro de 2022 a novembro de 2023. O estudo encontrou 45% das cadernetas com preenchimento insatisfatório, incluindo falhas no registro dos itens do crescimento e desenvolvimento. Os resultados reforçam a utilização ainda deficitária da CSC, e corroboram a necessidade de capacitação dos profissionais e sensibilização das famílias para que elas cumpram seu papel na promoção da saúde infantil.
Avaliação do conhecimento da equipe médica sobre a exposição solar e icterícia neonatal em um hospital no Sul do Brasil

Aline Didoni Fajardo; Catarina Pfitzer; Emanuelli Rudolf; Flávia Maestri Nobre Albini; Ana Alice Broering Eller; Marco Otilio Duarte Rodrigues Wilde; Sandra Mara Witkowski

Resid Pediatr. 2025
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INTRODUÇÃO: A exposição solar no período neonatal para redução da icterícia é contraindicada pela Sociedade Brasileira de Pediatria, que além de não ser uma forma eficaz de tratamento, pode trazer consequências mais graves como o câncer de pele e queimaduras solares.
OBJETIVO: Avaliar o conhecimento da equipe médica sobre a exposição solar no período neonatal, no que se refere à exposição solar com o intuito de diminuir a icterícia neonatal e fornecer aos participantes o conhecimento atualizado sobre o assunto.
METODOLOGIA: Estudo observacional, analítico e transversal, realizado de outubro de 2020 a agosto de 2021, baseado num questionário dirigido aos médicos das crianças nascidas em Maternidade no Sul do Brasil.
RESULTADOS: Em relação ao conhecimento médico sobre a exposição solar no período neonatal, 24 (51,1%) médicos responderam que a frequência de exposição ao sol deveria ser todos os dias, 17 (37,0%) acham que o melhor horário para o banho de sol seja antes das 10 horas e após as 16 horas, 18 (38,3%) afirmaram que o tempo de permanência aos raios solares deveria ser de 10 a 15 minutos e 21 (44,7%) profissionais acham não ter indicação para tal exposição.
CONCLUSÃO: Há um conhecimento equivocado por parte de alguns médicos sobre a exposição do RN ao sol principalmente com intuito de redução da icterícia. Portanto, é indispensável a educação continuada dos médicos.
A importância de ressignificar o cuidado pediátrico para além dos protocolos clínicos

Cristina Ortiz Sobrinho Valete

Resid Pediatr. 2025
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Embora os indicadores de mortalidade infantil venham melhorando, o cuidado pediátrico precisa evoluir de forma a considerar a criança e adolescente como pacientes, participantes ativos e centrais no seu cuidado. O processo de adoecimento e hospitalização deixa marcas indeléveis na vida das pessoas, em todas as idades. Nesse cenário, há que se olhar de forma mais gentil, respeitando os direitos da criança, devendo esse olhar ser implementado por pediatras, cuidadores, educadores, pesquisadores e gestores da área da saúde.
Treze milhões de acessos!

Marilene Crispino Santos; Clemax Sant’Anna

Resid Pediatr. 2025
Resenha do artigo - Seguindo em frente após uma “boa morte”: cuidados de fim de vida centrados na criança e na família em terapia intensiva pediátrica

Michele Alves Medeiros; Ligia Febraro; Raianne Cristina de Souza e Silva; Suzana Beta Bittar; Vanessa Soares Lanziotti

Resid Pediatr. 2025
Impacto da variabilidade climática nas visitas hospitalares por dermatite atópica em crianças e adolescentes em Brasília, Brasil

Marianna Corrêa da Costa Moraes Barbosa; Layla Barbosa Jorge; Maria Cláudia Almeida Issa; Selma Maria Azevedo Sias; Adauto Dutra Moraes Barbosa

Resid Pediatr. 2025
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OBJETIVO: Investigar se há correlação entre a variação dos elementos climáticos e o número de exacerbações de dermatite atópica em crianças e adolescentes.
MÉTODO: estudo retrospectivo, realizado entre janeiro de 2014 e dezembro de 2020, quando crianças e adolescentes com diagnóstico de dermatite atópica foram aceitos no estudo e divididos em grupo 1 (apenas 1 exacerbação durante o período do estudo) e grupo 2 (2 ou mais exacerbações no mesmo período). Após análise estatística básica dos dados do estudo, foi realizada regressão logística para avaliar qual fator climático estava associado à variação do número de atendimentos por exacerbação de dermatite atópica e uma curva ROC foi criada para determinar o melhor valor desse fator discriminante para a ocorrência de exacerbação.
RESULTADOS: A amostra foi composta por 220 pacientes, 55,5% no grupo 1 e 44,5% no grupo 2, que apresentaram um total de 298 atendimentos por exacerbação de dermatite atópica. A maior frequência de consultas ocorreu no inverno, entre junho e agosto (106/298 - 53,5%).
CONCLUSÃO: A umidade relativa do ar, quando inferior a 44,18%, foi o fator que mais contribuiu para a ocorrência de crise da dermatite, em comparação aos demais fatores climáticos.
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