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ISSN (On-line) 2236-6814

doi.org/10.25060/residpediatr

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COVID-19 e metodologia de busca

Bruna Brasil Seixas Bruno; Marcia Alves Galvão; Marilene Augusta Crispino Santos

Resid Pediatr. 2020
Distúrbios respiratórios em unidade de terapia intensiva neonatal de referência na Paraíba

Lorena Paulino Jácome Pereira; Denise Maria Ramos de Amorim Albuquerque; Constantino Giovanni Braga Cartaxo

Resid Pediatr. 2020
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OBJETIVOS: Avaliar a prevalência de prematuros que apresentaram distúrbio respiratório em Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN) de um hospital de referência na Cidade de Campina Grande, no período de dezembro de 2015 a maio de 2016.
MÉTODOS: Foi realizado um estudo descritivo, quantitativo, retrospectivo e coorte transversal de recém-nascidos que foram admitidos na UTIN de um hospital público em Campina Grande/PB, entre dezembro de 2015 e maio de 2016. Os dados foram coletados por meio de questionário, com base nos prontuários, e analisados pelo programa estatístico SPSS versão 21.0.
RESULTADOS: No período do estudo nasceram 3.752 crianças na maternidade, destes 5,7% (214) foram admitidos na UTI, e dos que necessitaram de cuidados intensivos aproximadamente 80% eram prematuros. O sexo masculino correspondeu a 55% dos RNPT; quase 90% apresentaram distúrbio respiratório sendo as patologias mais frequentes SDR 41,3%, TTRN 19,3%, apneia 19,3% e pneumonia 12,6%. Necessitaram de suporte ventilatório 89,7% e destes, 56% Hood, 58% CPAP e 51,5% foram intubados. A maioria apresentou evolução favorável, porém a taxa de mortalidade foi alta, correspondendo a 28,5%.
CONCLUSÕES: A presença de distúrbios respiratórios em prematuros é alta e embora grande parte apresente desfecho favorável encontramos uma alta taxa de mortalidade.
Infecção por SARS-CoV-2 em uma criança com imunodeficiência primária: relato de caso

Rodrigo Hideki Matsura; Maíra Freire Cardoso; Karine Vusberg Galleti; Artur Figueiredo Delgado; Werther Brunow de B Carvalho

Resid Pediatr. 2020
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Comparado aos pacientes adultos, a maioria dos casos da doença pelo coronavírus-19 (COVID-19) em pediatria foi descrita como leve ou assintomática. Porém, nos últimos meses cresceu o número de relatos de crianças que desenvolveram quadros mais graves, com disfunção de múltiplos sistemas e provas inflamatórias elevadas, denominada atualmente de síndrome inflamatória multissistêmica em crianças (MIS-C). Descrevemos o caso de um lactente que tinha como antecedente pessoal uma imunodeficiência primária, que evoluiu com a forma grave de infecção por SARS-CoV-2, associada à disfunção de múltiplos órgãos e provas inflamatórias elevadas. Apesar do quadro clínico compatível com MIS-C, sua doença de base pode ter contribuído pelo seu desfecho desfavorável. Por tratar-se de uma condição recém-documentada na literatura, os relatos dos casos vivenciados de SARS-CoV-2 é condição indispensável para melhor compreender sua evolução e melhorar seu manejo clínico.
Pericardite aguda secundária à COVID-19 em recém-nascido: relato de caso

Hannah Fernandes Lapa; Carolina Gotardo Alencar; Carlos Tourinho Lapa Filho; Paulo José Melo Menezes,; Alex Santos Santana; André Luís Moura Sotero; Roseane Lima Santos Porto,

Resid Pediatr. 2020
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OBJETIVOS: Descrever o caso de um recém-nascido portador da COVID-19 que evoluiu com pericardite aguda evidenciada por ecocardiograma.
MÉTODOS: As informações contidas nessa descrição foram obtidas por meio de revisão de prontuário e entrevista com equipe médica.
DISCUSSÃO: Em neonatos, a infecção pelo SARS-CoV-2 normalmente é assintomática ou se manifesta com sintomas leves. A pericardite aguda é uma patologia benigna e autolimitada quando não associada a derrame e constrição pericárdica. Sua principal etiologia na faixa pediátrica é viral e por ser pouco sintomática, uma das possibilidades é que o achado na COVID-19 seja subdiagnosticado.
CONCLUSÃO: A pericardite aguda isolada associada à infecção pelo novo coronavírus é um distúrbio raro e sem relatos na população pediátrica. São necessários estudos que avaliem melhor a prevalência e desfechos cardiológicos nesse grupo.
Qualidade de vida da criança hospitalizada na pandemia de COVID-19

Esther Angelica Luiz Ferreira; Juliana Morais Menegussi; Tatiana Barbieri Bombarda; Valeska Cristina Torcia; Ingrid Daiane Silva; Stefhanie Piovezan

Resid Pediatr. 2020
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OBJETIVOS: A pandemia de COVID-19 provocou mudanças repentinas e desafiadoras. Além das internações pelo novo coronavírus, as crianças continuam sendo hospitalizadas por outras causas, o que demanda enorme prudência para conciliar medidas preventivas à propagação do SARS-CoV-2 com escolhas que garantam qualidade de vida durante a hospitalização.
MÉTODOS: Tendo como objetivo oferecer qualidade de vida para a criança hospitalizada na atual pandemia, foi feita uma revisão da literatura, com posterior análise crítica, usando bases de dados e descritores pertinentes, como “qualidade de vida”, “criança hospitalizada” e “infecções por coronavírus”.
RESULTADOS: As temáticas encontradas foram comunicação, acolhimento, atenção às necessidades das famílias, brincar no hospital e estimulação lúdica e manutenção do processo de escolarização. A comunicação é uma habilidade essencial para assegurar práticas de cuidado humanizadas e qualificadas, sendo importante para uma boa adesão e resposta ao tratamento. Quanto ao acolhimento, as esferas emocional, social, espiritual e física devem ser consideradas. Para fornecer cuidado integral, é essencial conhecer o contexto familiar em que a criança está inserida. O brincar se configura como uma das principais ocupações do contexto infantil, sendo via para o desenvolvimento de várias capacidades de adaptação, interação, fonte de estabilidade física e emocional das crianças. Manter o processo de escolarização pode amenizar as perdas significativas que o isolamento hospitalar traz.
CONCLUSÃO: Conclui-se que, para oferecer qualidade de vida no contexto hospitalar pediátrico atualmente, deve-se ter uma visão holística e interdisciplinar.
Manifestações gastrointestinais como apresentação inicial da COVID 19 em pediatria

Ana Leticia Souza; Flavia Alves de Matos; Rosana Andrade Flintz; Roberta Conde Cruz Marliere; Mariana Beck Lo Presti; Claudia Lopes Falconiere;

Resid Pediatr. 2020
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As pesquisas iniciais sobre o SARS-CoV-2 (severe acute respiratory syndrome coronavirus 2) pareciam demonstrar que as crianças infectadas pelo vírus permaneciam assintomáticas ou apresentavam apenas quadros leves a moderados. Os sintomas mais comuns eram febre e tosse. Entretanto, em uma fase posterior da pandemia foram observadas inúmeras outras facetas de apresentação clínica no público pediátrico, destacando-se os quadros gastrointestinais. No presente estudo foram relacionados os pacientes acompanhados na unidade de cuidados intensivos pediátrico do Hospital Estadual Adão Pereira Nunes, do dia 17 de abril de 2020 até 17 de junho de 2020, que tiveram PCR-RT (reação em cadeia de polimerase - transcriptase reversa) detectável ou sorologia positiva para a COVID-19 (doença do coronavírus 19). Trata-se de uma unidade hospitalar não referência para a COVID-19, sendo seu público alvo pacientes vítimas de trauma. A sintomatologia inicial da maior parte dos pacientes internados com suspeita clínica foi febre e sintomas gastrointestinais, destacando-se dor abdominal importante, mimetizando abdome agudo. Sinais e sintomas que diferem dos adultos, os quais possuem como marco inicial manifestações respiratórias. A partir do reconhecimento das diferentes apresentações clínicas da SARS-CoV-2 na população pediátrica, se torna possível o diagnóstico precoce, com uma melhor condução e desfecho.
COVID-19 em binômio mãe-bebê: um relato de caso do Hospital Universitário do Maranhão

Raíssa Alves Bringel; Julieth Ferreira Sousa; Lorena Mariana de Araújo Martins Chidiak Reisi; Marynea Silva do-Vale

Resid Pediatr. 2020
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A síndrome respiratória aguda grave do novo coronavírus (SARS-CoV-2) surgiu na China no início de dezembro de 2019 e o vírus se espalhou rapidamente, causando uma pandemia global. O conhecimento adquirido com surtos anteriores de coronavírus humano sugere que as mulheres grávidas e seus fetos são particularmente susceptíveis a maus resultados. Até o momento, o conhecimento atual sobre a infecção por coronavírus (SARS-CoV-2) na síndrome respiratória aguda grave neonatal é limitado. Ainda não está estabelecido se a COVID-19 pode apresentar transmissão transplacentária ou vertical. Este trabalho tem como objetivo relatar um caso de um binômio mãe-bebê positivos para COVID-19, a fim discutir sobre a influência da infecção por SARS-CoV-2 na gravidez e nos desfechos neonatais, assim como analisar a provável existência de transmissão vertical.
Acidemia metilmalônica em Pediatria: relato de caso

Catherine Klein Colombiano; Rafael Silva Sampaio; Antonio José de Albuquerque Pereira de Oliveira Filho; Rachel Almeida dos Santos; Gustavo Carreiro Pinasco; Katia Valéria Manhabusque; Vinicius Araújo Santos;

Resid Pediatr. 2020
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Acidemia metilmalônica foi descrita pela primeira vez em 1967 e provém de uma doença autossômica recessiva originária de distúrbio do metabolismo do propionato. Apesar de rara, é um dos mais frequentes erros inatos do metabolismo dos ácidos orgânicos. A doença pode se manifestar nos primeiros dias de vida ou ter início tardio na infância. A terapia se baseia em restrição proteica e complementação com carnitina. O presente estudo relata um caso de lactente que foi atendido no pronto-socorro do hospital com quadro de vômitos, desidratação, febre, adinamia, hiporexia, hipotonia, hiporresponsividade e atraso do desenvolvimento. Foi iniciada investigação para acidemia metilmalônica e confirmou-se o diagnóstico através de exames laboratoriais. Logo, demonstra-se a importância da existência de estudos e investigação de doenças genéticas raras para que profissionais médicos se atualizem, façam o diagnóstico e busquem o tratamento precoce de tais pacientes.
Enteropatia como manifestação de alergia alimentar

Aline Lima Ribeiro; Ana Luiza Moura Ceia; Silvio da Rocha Carvalho; Raquel Priscila Cardoso Sudré; Alessandra Martins Secco; Mariana Brandão Grecco; José César da Fonseca Junqueira

Resid Pediatr. 2020
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A alergia alimentar vem aumentando a incidência, principalmente entre crianças. Considera-se o leite de vaca como o alimento mais frequentemente relacionado a esta entidade nos lactentes de baixa idade. Tipos distintos de mecanismos fisiopatológicos estão envolvidos nessas reações, ocorrendo ou não a mediação por IgE. O caso relatado tem apresentação precoce, com características clínicas de enteropatia - diarreia protraída e importante influência no estado nutricional - e marcante recuperação com a dieta de exclusão.
Atresia de esôfago e obstrução duodenal: relato de dois casos

Júlio Onofre de Oliveira Tavares; Mauro Roberto Basso; Andrea Morgato Mello Miyasaki; Ricardo Silva Parreira; Heloisa de Carvalho Mota Menezes

Resid Pediatr. 2020
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A atresia de esôfago, com ou sem fístula traqueoesofágica, e as obstruções duodenais congênitas são alterações relativamente frequentes do tubo digestivo em cirurgia pediátrica. A combinação de ambas, embora descrita na literatura, é incomum. Supõe-se que o diagnóstico precoce com exames de imagem e a programação cirúrgica combinada, embora ainda indefinida, pode reduzir a mortalidade dessas crianças. Relata-se os casos de dois recémnascidos com atresia de esôfago e obstrução duodenal congênita, interessando o diagnóstico, tratamento cirúrgico e a evolução clínica.
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