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ISSN (On-line) 2236-6814

doi.org/10.25060/residpediatr

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Ceftriaxona: uso racional pelo departamento de Pediatria do Hospital Santa Casa de Belo Horizonte/MG

Mariana Gomes da Costa Souza; Sidnei Delailson Silva; Cláudia Murta de Oliveira; Áquila Serbate Borges Portela

Resid Pediatr. 2020
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OBJETIVO: O presente trabalho teve como objetivo principal avaliar o uso da Ceftriaxona no departamento de Pediatria do Hospital Santa Casa de Belo Horizonte/MG, assim como o perfil de resistência bacteriana das infecções nasocomiais no mesmo período. MÉTODOS: O estudo baseou-se na análise de 160 formulários de antimicrobianos de pacientes que fizeram uso da ceftriaxona e que continham a principal indicação médica, além de outras variáveis: idade, tempo de uso e crescimento microbiano em culturas.
RESULTADOS: Do total de antibióticos prescritos, apenas 0,12% corresponderam ao uso desta cefalosporina, evidenciando a baixa taxa de utilização e a importância de um uso consciente e direcionado desta droga.
CONCLUSÃO: O estudo mostra o uso racional da ceftriaxona pelo departamento de Pediatria do Hospital Santa Casa de Belo Horizonte/MG quando comparado a outros antimicrobianos, evidenciando sua importância na prática clínica pediátrica, principalmente em relação à redução da resistência bacteriana.
Opções de tratamento para COVID-19

Claudia Stella Pereira; Lenita de Melo Lima; Ana Alice Amaral Ibiapina Parente; Maria de Fatima Pombo Sant´Anna

Resid Pediatr. 2020
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Até o momento, não há terapia específica para a COVID-19 e há vacinas em estudo, ainda não disponíveis. Nosso artigo apresenta as opções terapêuticas sugeridas até o presente, em vários estudos com abordagens de tratamento experimental. Incluímos estudos com as drogas antivirais, cloroquina, hidroxicloroquina, azitromicina, tocilizumabe, vitamina D, anticoagulação, inibidores da enzima de conversão da angiotensina (ECA), bloqueadores dos receptores da angiotensina (BRA), interferon beta, plasma convalescente e corticoesteroides. Concluiu-se que, embora algumas drogas promissoras tenham ação, in vitro, até o presente, nenhuma se mostrou comprovadamente eficaz e segura contra o novo coronavírus em seres humanos.
COVID-19: relato de manifestações cardiovasculares na infância

Dakeny da Vitória Souza; Luana Ferreira Martins; Mayra Lucchesi; Thaissa Nogueira Nogueira; Ana Leticia Souza; Cleo Bragança Cardoso Tammela,Albina Luciana da Silva Freitas; Valeria Rodrigues de Sá Figueiredo

Resid Pediatr. 2020
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Acreditava-se que a doença do coronavírus 2019 (COVID-19) pouco afetava a população pediátrica. Contudo, com o passar dos meses, ficou evidente que sua ocorrência ultrapassa a forma oligo ou assintomática na infância, fazendo parte de um vasto acometimento multissistêmico secundário à tempestade de citocinas inflamatórias, chamada síndrome inflamatória multissistêmica (MIS-C). Esta, por sua vez, inclui o envolvimento cardíaco, podendo levar à miocardite, pericardite e, até mesmo, alterações coronarianas. Descreveremos dois casos de crianças diagnosticadas com COVID-19, internadas na unidade de terapia intensiva pediátrica (UTIP), com formas distintas de acometimento cardiovascular. Assim, mediante esta variedade de sinais e sintomas associado ao vírus, nosso objetivo é poder contribuir para o preenchimento das lacunas a respeito de suas manifestações clínicas e possíveis abordagens terapêuticas, visando uma atuação mais homogênea para agregar conhecimento aos futuros estudos.
Relato de caso de COVID-19 em lactente com síndrome de hipoventilação congênita central

Jéssica Neuenfeld Paniz; Valentina Coutinho Baldoto Gava Chakr,

Resid Pediatr. 2020
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Relatar um caso de COVID-19 confirmada por PCR em uma lactente de 10 meses com síndrome de hipoventilação congênita central, portanto dependente de ventilação mecânica. O quadro se caracterizou por febre, sibilância, prostração, e episódios de hipoxemia associados a hipercapnia. Recebeu tratamento com oxigênio suplementar, além de antimicrobianos por infecção bacteriana sobreposta. A paciente evoluiu com melhora: suspensa suplementação de oxigênio no décimo terceiro dia de doença e retorno a parâmetros basais de ventilação mecânica. Apesar da doença de base, o desfecho foi favorável, recebendo alta 17 dias após início dos sintomas, com plano de terminar tratamento antimicrobiano a nível ambulatorial.
As implicações da pandemia da COVID-19 na saúde mental e no comportamento das crianças

Ingrid Ribeiro Soares da Mata; Letícia Silva Carvalho Dias; Celso Taques Saldanha; Marilucia Rocha de Almeida Picanço

Resid Pediatr. 2020
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OBJETIVOS: Analisar qual a influência que a pandemia da COVID-19 trouxe para a saúde mental das crianças, além das modificações comportamentais no âmbito psicossocial do desenvolvimento infantil.
MÉTODOS: É estudo de revisão bibliográfica de caráter descritivo, pela qual executou-se uma revisão sistematizada nos bancos de dados: SciELO, PubMed e Biblioteca Virtual da Saúde (BVS) no período de cinco anos, entre 2015 a 2020, em línguas portuguesa e inglesa. Foram captados 122 artigos, dos quais 113 foram excluídos por não cumprirem os critérios de inclusão propostos, de modo que 9 estudos foram analisados. Além disso, foram analisados 1 edição produzida pelo Comitê Científico do Núcleo Ciência pela Infância e a carta de Recomendações do CONANDA para a Proteção Integral a Crianças e Adolescentes do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos. Assim, ao final, foram analisadas 11 referências bibliográficas.
RESULTADOS: Ficou evidenciado o quanto as crianças estão expostas diretas ou indiretamente pelas repercussões da pandemia. Elas estão sujeitas às modificações estruturais na vida, tais como: isolamento social, restrição do convívio social com familiares e amigos; mudanças na rotina escolar com redução da socialização, o que pode gerar, conforme destacado pelos autores, modificações de humor, sintomas de estresse pós-traumático, depressão ou ansiedade, destacando-se ainda as crianças em luto pelos familiares.
CONCLUSÃO: Foi constatada pela revisão literária a incidência de prejuízos à saúde mental assim como desordens no comportamento infantil. Dessa forma, ressalta-se os possíveis impactos ao desenvolvimento infantil e a importância do cuidado das demandas infantis emergidas pela pandemia.
Manifestações dermatológicas em crianças com COVID-19: revisão de literatura

Poliana Wada Poyanco; Edmara Laura Campiolo; Maria Barone Gasparini; Luiza Hartleben Melani; Jordana Libos Pereira; Aline Pinto Samulewski

Resid Pediatr. 2020
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OBJETIVOS: Realizar uma revisão de literatura para correlacionar dados sobre manifestações dermatológicas em pacientes pediátricos portadores do coronavirus disease 2019 (COVID-19).
MÉTODOS: Foi realizada uma revisão sistemática da literatura, selecionando artigos envolvendo à COVID-19 e manifestações dermatológicas em pacientes pediátricos, nas bases de dados PubMed, The New England Journal of Medicine, The British Medical Journal e The Lancet.
RESULTADOS: Estudos apontam que o vírus SARS-CoV-2 (severe acute respiratory syndrome coronavirus 2) pode ocasionar manifestações dermatológicas como máculas, pápulas, rash, urticárias, eritemas e mucosite oral. O acometimento da pele pela COVID-19 em crianças pode estar associado à síndrome inflamatória multissistêmica, na qual ocorre uma resposta imunológica anormal associada à liberação de citocinas e ativação de macrófagos, podendo justificar as alterações dermatológicas.
CONCLUSÃO: As manifestações cutâneas, apesar de inespecíficas, são importantes para a identificação da doença em pacientes pediátricos e melhor controle da propagação da infecção para a população.
Impacto da pandemia de COVID-19 na epidemiologia pediátrica

Juliana Carvalho Tavares Alves; Claudia Regina Cachulo Lopes; Gustavo Passafaro Guzzi; Marcelo Vaidotas Pinto; Leonardo Marques Moura Ribeiro; Samir Bernardo Ile Mcauchar e Silva; Raissa Paulino da Costa Figueiredo; Lucas de Brito Costa

Resid Pediatr. 2020
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OBJETIVOS: Avaliar o impacto da pandemia de coronavírus na epidemiologia pediátrica de pronto-socorro infantil.
MÉTODOS: Realizado estudo observacional retrospectivo descritivo. Foram avaliados: o número de atendimentos, a taxa de internação hospitalar nos meses de março, abril e maio do ano de 2019, assim como os CID-10 mais frequentes. Estes, foram comparados com os dados do mesmo período no ano de 2020.
RESULTADOS: Denota-se redução de 70% na procura por atendimento pediátrico durante o período de pandemia do coronavírus. As patologias mais comuns encontradas foram as doenças respiratórias, tais como bronquiolite aguda viral e bronquite aguda. Notou-se queda das hospitalizações por casos de bronquiolite aguda viral por vírus sincicial respiratório em 2020. Ainda, no mesmo ano houve aumento de internações por bronquite aguda, sugerindo mudanças epidemiológicas geradas pelo isolamento social. O número de hospitalizações por trauma cranioencefálico também sofreu aumento em 2020.
CONCLUSÃO: A pandemia do COVID-19 parece ter impactado na epidemiologia pediátrica, reduzindo o número de atendimentos e internações.
COVID-19 em pediatria: um panorama entre incidência e mortalidade

João Ricardo Azevedo Silva; Ana Cláudia de Araujo Argentino; Luana Deon Dulaba; Rafaela Rodrigues Bernardelli; Edmara Laura Campiolo

Resid Pediatr. 2020
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OBJETIVOS: Comparar os dados obtidos na literatura brasileira com os da literatura mundial, focando na gravidade e na taxa de mortalidade da população pediátrica infectada pela COVID-19.
MÉTODOS: Estudo transversal realizado com dados da literatura mundial e brasileira obtidos em artigos selecionados através da plataforma UpToDate, que se adequaram aos critérios de inclusão do estudo, sobre o acometimento de crianças pelo novo coronavírus (COVID-19), no período de 31 de janeiro a 31 de maio de 2020. Os dados obtidos foram organizados em frequência absoluta para indicar os resultados obtidos através de gráficos formulados no Microsoft Word Excel.
RESULTADOS: Os países analisados foram: Brasil, Inglaterra, Espanha e Portugal, países que publicaram dados de acordo com a idade. Em relação à Inglaterra, até o dia 20 de maio de 2020, havia 2.365 casos de COVID-19 em pacientes entre 0 e 19 anos, contabilizando 30 mortes nessa faixa etária. Na Espanha, foram confirmados 1.399 casos em crianças até 14 anos e apenas 3 óbitos no período. Em Portugal, até o dia 23 de maio, foram contabilizados 1.552 casos na população pediátrica, sem nenhuma morte reportada. No Brasil, até o dia 23/05/2020, foram registrados 916 casos entre 0 e 18 anos, sendo que apenas 548 tiveram evolução registrada e 99 evoluíram para óbito.
CONCLUSÃO: Este estudo confirma com dados absolutos a equivalência com os demais artigos analisados, quando mostra que a população pediátrica é menos acometida e apresenta melhor evolução em relação à COVID-19.
Infecção pelo SARS-CoV-2 em crianças menores de 2 anos: série de casos

Claudia Regina Cachulo Lopes; Gustavo Passafaro Guzzi; Samir Bernardo Ile Mcauchar e Silva; Lorena Fernanda Costa de Oliveira; Juliana Carvalho Alves; Marcelo Vaidotas Pinto; Leonardo Marques Moura Ribeiro; Elias El-Mafarjeh

Resid Pediatr. 2020
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A atual pandemia do novo coronavírus trouxe novas preocupações de saúde pública, visto a rápida propagação ao redor do mundo e a variedade de manifestações clínicas. Nesse contexto, o quadro clínico do SARS-CoV-2 vem sendo amplamente estudado nas diversas faixas etárias. Em especial na população pediátrica, sabe-se que o quadro clínico tende a ser oligossintomático ou mesmo assintomático, dificultando o diagnóstico. Soma-se a isso o fato de que os sinais e sintomas fazem parte das queixas mais comuns no cenário pediátrico. Visando contribuir para o entendimento do espectro de apresentações clínicas do SARS-CoV-2 em crianças, o presente estudo se propõe a apresentar uma série de relatos de casos em lactentes com presença de quadros clínicos respiratórios e RT-PCR para COVID-19 positivo, destacando os sinais e sintomas predominantes, as alterações radiológicas, o manejo e desfecho clínico, correlacionando com as evidências científicas publicadas até o presente momento.
Manifestações cutâneas e infecção por COVID-19 em crianças e adolescentes: revisão integrativa

Alessandra Ribeiro Ventura Oliveira; Kamilla Martins Duarte de Pádua; Maria Carolina Guimarães Santos Alves; Karine Viveiros Cardoso; Alexia Ventura Oliveira

Resid Pediatr. 2020
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O estudo tem como objetivo analisar as manifestações cutâneas descritas na literatura até o momento, em crianças e adolescentes, relacionadas à COVID-19. Realizou-se uma revisão integrativa utilizando-se os descritores e combinações, na língua inglesa: “skin abnormalities”, “coronavirus infections”, “child” e “adolescente”. Os critérios de inclusão foram artigos que relacionassem manifestações cutâneas em crianças e adolescentes com a COVID-19. A análise e síntese dos dados obtidos foram realizadas de forma descritiva, caracterizando as manifestações cutâneas analisadas. O estudo foi finalizado com 5 artigos e observou-se que pacientes na faixa etária pediátrica com COVID-19 podem apresentar lesões cutâneas diversas, como manifestação única ou acompanhadas de sintomas leves, e que estas podem ser semelhantes às de outras doenças frequentes na infância e na adolescência.
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