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ISSN (On-line) 2236-6814

doi.org/10.25060/residpediatr

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Febre maculosa: relato de caso

Thais Meneses Wyatt; Manoella Garcia Carrera; Thaís Simões Lacerda; Janinne Fachetti Rocha; Bárbara Freitas Pinto; Danielle Andrade Jaretta; Gabriela Franco Fabres; Racire Sampaio Silva

Resid Pediatr. 2020
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A febre maculosa é uma zoonose emergente grave causada pela bactéria Rickettsia e transmitida por carrapatos, esta pode ser fatal se não for diagnosticada e tratada no início dos sintomas clínicos. Segue o relato de caso de um paciente pediátrico, residente de área rural do interior do Espírito Santo, Brasil, com febre Maculosa que apresentou evolução desfavorável. O diagnóstico foi confirmado através da técnica de imunofluorescência indireta após o óbito. Considerando a alta letalidade e a prevalência da doença nas regiões Sudeste e Sul do Brasil, deve-se pensar nesse diagnóstico diferencial na presença de sintomatologia e epidemiologia sugestivas desse agravo, visando reduzir a morbimortalidade da população acometida.
Doença de Fahr: relato de caso na adolescência

Karla Souza da Costa; Jamson Barreto Nunes Junior; Guilherme Truppa Giunzioni; Maria de Fatima Valente Rizzo; Gabriela Paladini

Resid Pediatr. 2020
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Apresenta-se aqui um caso da doença de Fahr na faixa etária pediátrica. A doença de Fahr é uma doença neurológica, degenerativa e rara, sobretudo na faixa etária em questão. Diferencia-se da síndrome de Fahr, a qual se associa a patologias infecciosas, tais como infecção pelo vírus da imunodeficiência humana e causas metabólicas, como por exemplo o hipoparatireoidismo. Em contrapartida a doença de Fahr apresenta causa idiopática ou familiar e relaciona-se a sintomas neuropsíquicos. Contudo, a diferenciação desses termos ainda é pouco estabelecida na literatura. Possui prevalência desconhecida e acomete indivíduos de ambos os sexos, em qualquer faixa etária, estando os indivíduos a partir da 4ª década mais propensos a desenvolvê-la. Possui etiologia poligênica sendo autossômica dominante, caracterizando-se por depósitos anormais de minerais, incluindo principalmente cálcio e fosfato nos gânglios da base. Apresenta manifestações extrapiramidais, psiquiátricas e epilépticas. Trata-se de doença incurável, com evolução progressiva e irreversível. Devido ao envolvimento do sistema nervoso central, o prognóstico é reservado e eventualmente fatal. O paciente em questão era MF, 15 anos de idade, sexo masculino, com quadro de cefaleia holocraniana intensa e crise convulsiva com achados de calcificações nos gânglios da base bilateralmente na tomografia de crânio.
Atendimento ao trauma pediátrico por vítimas de queimadura ocorridos na cidade de São Paulo

Cintia Leci Rodrigues; Vitória de Alencar Gaspar Westarp; Adriana Natucci Hette; Tatiana Ikeda Condo; Lorena Dellagnesi Depieri; Carlos Górios; Rodrigo Guilherme Varotti Pereira; Jane de Eston Armond

Resid Pediatr. 2020
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INTRODUÇÃO: As queimaduras são um problema de saúde significativo, por provocarem sequelas permanentes ou de longa duração.
OBJETIVO: Caracterizar os acidentes por queimaduras, ocorridos entre crianças e adolescentes residentes da cidade de São Paulo, e identificar o perfil dos pacientes pediátricos atendidos por acidentes por queimadura.
MÉTODOS: Trata-se de um estudo transversal, de abordagem quantitativa, descritivo e retrospectivo. Foi realizado um levantamento utilizando-se dados do Sistema Informação para a Vigilância de Violência e Acidentes (SIVVA) da Secretaria Municipal de Saúde da cidade de São Paulo, onde são registradas as notificações de acidentes contra crianças e adolescentes (0 a 19 anos de idade).
RESULTADOS: Durante o período estudado ocorreram 416 acidentes por queimaduras entre crianças e adolescentes residentes na cidade de São Paulo. Os principais diagnósticos de lesão foram: queimadura de grau II (41,6%), sendo a região corpórea mais acometida punho e mão.
CONCLUSÃO: Os resultados desta pesquisa mostraram que houve maior frequência de queimaduras entre os meninos, em idade pré-escolar, no ambiente doméstico. Ressalta-se a importância de pesquisas epidemiológicas na temática por poderem respaldar estratégias preventivas, em especial no período da infância e adolescência.
Ambiguidade genital em indivíduo 46,XY: relato de caso

Jadi Colaço; Andressa Peche Tochetto; Amanda Milman Magdaleno; Carolina Perez Moreira; Tadiela Lodéa Rodrigues; Lionel Leitzke; Paulo de Jesus Hartmann Nader,; Guilherme Guaragna Filho,

Resid Pediatr. 2020
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A ambiguidade genital faz parte dos distúrbios da diferenciação do sexo. Seu pronto reconhecimento e sua investigação etiológica precoce e precisa são fundamentais para seu manejo adequado. Descrevemos um paciente com genitália ambígua, nascido de parto cesariano devido à pré-eclâmpsia grave e oligodrâmnio com 34 semanas e 2 dias, 1505g, considerado pequeno para idade gestacional (PIG). Ao exame apresentava falus de 1.9cm, meato uretral penoescrotal e gônadas palpáveis bilateralmente. Na investigação, apresentou testosterona (T), androstenediona (A) e di-hidrotestosterona (DHT) normais; relações T/DHT de 9.7 (<10) e T/A de 7.4 (>0.8) e cariótipo 46,XY. Decidido pelo registro no sexo masculino. Realizado teste de estímulo com testosterona, apresentando aumento peniano de 1.5cm. A restrição do crescimento intrauterino é fator de risco considerável para ambiguidade genital em indivíduos 46,XY. Esta parece ser a etiologia nesse caso, visto sua avaliação hormonal e citogenética normais e a resposta ao estímulo com testosterona.
Estridor em lactente causado por hemangioma subglótico: relato de caso

Raquel Gomes Lot; Caroline Ramalho Rosa; Camila Trevisol de Freitas; Gracinda da Conceição Adnet; Luisa Araujo Costa; Julianna Medeiros de Almeida; Márcio Fernandes Nehab; Paulo Pires de-Mello

Resid Pediatr. 2020
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O hemagioma subglótico é uma causa rara de estridor, porém é uma das mais comuns neoplasias vasculares das vias aéreas na infância. Caso o tratamento não seja prontamente instituído, torna-se uma condição ameaçadora à vida. Deve-se suspeitar do diagnóstico quando lactentes fora da faixa etária para laringite aguda apresentarem estridor associado a esforço respiratório grave, sem pródromos virais, com quadro não responsivo a medidas terapêuticas iniciais, considerando a principal hipótese diagnóstica. Os hemangiomas infantis começam a proliferar durante o primeiro ano de vida (entre o 1º e 2º mês de vida). A involução geralmente ocorre entre 6 meses e 12 meses de vida (a maioria involui até os 4 anos). O caso trata-se de uma lactente do sexo feminino, 5 meses, com quadro de estridor súbito associado a desconforto respiratório sem pródromos virais ou febre, com pouca resposta a beta agonista de curta duração inalatório, adrenalina inalatória, assim como corticóide inalatório/parenteral. A broncoscopia evidenciou abaulamento de submucosa à direita da subglote com discreta vascularização, sugestivo de hemangioma subglótico. Foi iniciado tratamento com propranolol via oral objetivando a regressão do hemangioma e após estabilidade clínica, a lactente recebeu alta com acompanhamento ambulatorial.
Infecção por SARS-CoV-2 em pacientes pediátricos portadores de doenças renais hospitalizados

Flávia Dias Silveira; Káthia Liliane da Cunha Ribeiro Zuntini; Márcia Dias Silveira; Lohanna Valeska de Sousa Tavares; Juliana Barros Mendes; Camilla Gomes da Cruz; Lia Cordeiro Bastos Aguiar; Danielle Carvalho Pedrosa

Resid Pediatr. 2020
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OBJETIVOS: Este estudo visa apresentar os casos confirmados de infecção por SARS-CoV-2 em pacientes pediátricos portadores de doenças renais crônicas e agudas internados em um hospital pediátrico terciário.
MÉTODOS: Estudo observacional descritivo e retrospectivo com todas as crianças internadas entre março e junho de 2020 que apresentavam, concomitantemente, infecção por SARS-CoV-2 e patologias renais. Desse total de pacientes, excluiu-se os que tinham outra doença de base além da renal.
RESULTADOS: No período, foram internados, no hospital, nove crianças portadoras de doenças renais e que tiveram infecção confirmada pelo novo coronavírus através de RT-PCR positivo. Em relação à doença de base, sete tinham apenas a doença renal, sendo três dessas portadoras de doença renal crônica terminal estágio 5; uma, portadora de doença renal crônica estágio 1; uma, portadora de síndrome nefrótica córtico-sensível; e duas, portadoras de lesão renal aguda. Dois pacientes desse estudo já tinham sido submetidos a transplante renal, faziam uso de imunossupressores e tiveram suas doses reduzidas em vigência do quadro infeccioso. Apenas um, devido a quadro de bacteremia associado, necessitou de oxigenoterapia e transferência para unidade de terapia intensiva, porém não foi intubado e retornou à enfermaria em 24 horas.
CONCLUSÕES: De acordo com os casos descritos, a população pediátrica portadora de doença renal, inclusive a em uso de imunossupressores por rejeição aguda de transplantes, parece evoluir sem quadros graves de COVID-19, não havendo, portanto, grande divergência em relação à população da mesma faixa etária saudável.
Deficiência de vitamina B12 transitória de causa materna: relato de caso

Ludmila Aragão Feitosa; Danilo de Assis Pereira; Marianna Menezes Maia; Maria do Bom Sucesso Lacerda Fernandes Neta; Nahara Lima Jurema; Karine Couto Sarmento Teixeira

Resid Pediatr. 2020
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Vitamina B12 ou cianocobalamina é obtida da ingesta de alimentos de origem animal de forma restrita, especialmente leite, carne e ovos. Durante a gestação, o feto reserva vitamina B12 no fígado. Esta reserva é capaz de prover as necessidades dessa vitamina nos primeiros meses de vida. Nosso caso refere-se a uma lactente de 6 meses em aleitamento materno exclusivo, que iniciou quadro de perda dos marcos do desenvolvimento neuropsicomotor, associado à hipotonia e anemia megaloblástica. Exames mostraram baixo nível sérico de vitamina B12 e valores aumentados de ácido metilmalônico e homocisteína. Realizada investigação materna, mesmo assintomática e sem relato de comorbidades. Paciente apresentou melhora progressiva com reposição de vitamina B12, que posteriormente foi suspensa, mantendo-se apenas com a dieta e com boa evolução.
Aspiração de corpo estranho em crianças: avaliação do conhecimento de pais e cuidadores

Blenda Avelino Soares; Nader Alziro Kassem Fares; Raquel de Oliveira Peluso; Karen Amanda Soares de Oliveira; Arlindo Rodrigues Galvão Filho; Melissa Amelotti Gomes Avelino

Resid Pediatr. 2020
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OBJETIVOS: Analisar o conhecimento de pais e cuidadores sobre a aspiração de corpo estranho (ACE) em crianças.
MÉTODOS: Estudo transversal quantitativo descritivo realizado com 417 questionários, cada um contendo 9 perguntas objetivas sobre ACE e dados de identificação socioeconômica. Os participantes da pesquisa foram pais e cuidadores de crianças em atendimento ambulatorial. A correlação entre a variáveis demográficas e socioeconômicas, e o conhecimento sobre a ACE foi realizada através do coeficiente de Spearman, com nível de significância <0,05.
RESULTADOS: Evidenciou-se um desconhecimento sobre aspiração de corpo estranho em pais e cuidadores de crianças: 16,31% não reconheceram os principais corpos estranhos causadores de aspiração de corpo estranho (feijão, milho e amendoim). Em relação à suspeição dos sinais da aspiração de corpo estranho, 19,9% e 55,1% não reconheceram o sufocamento e tosse repentina, respectivamente. Não houve associação significativa entre as variáveis demográficas e socioeconômicas e o nível de conhecimento.
CONCLUSÃO: Constatou-se um desconhecimento de 33,8% em relação às questões. Os pais e cuidadores não reconhecem principalmente as medidas de prevenção e os sinais de ocorrência da ACE. Não foi observada associação entre fatores demográficos e socioeconômicos e o nível de conhecimento sobre a ACE.
Miosite aguda benigna da infância: Resultados de um estudo prospectivo realizado em um pronto-atendimento pediátrico

Vanuza Maria Rosa; Gabriela de Sio Puetter Kuzma; Luana Alves Miranda Hornung; Márcia Bandeira

Resid Pediatr. 2020
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OBJETIVO: A miosite benigna da infância é caracterizada pelo acometimento musculoesquelético agudo após um quadro de infecção viral, levando a limitações transitórias da deambulação. O objetivo do nosso trabalho é avaliar o perfil clínico-laboratorial de pacientes atendidos em pronto atendimento pediátrico.
MÉTODOS: Estudo prospectivo em pacientes com sinais clínicos e laboratoriais de miosite viral no período de agosto de 2017 a agosto de 2018.
RESULTADOS: Foram analisados 20 pacientes no período de 12 meses. A média de idade foi 8,25 anos. Destes, 83% apresentaram sintomas infecciosos na semana anterior ao quadro álgico. Ao diagnóstico, os sintomas foram dor nas panturrilhas, limitação na deambulação, anormalidade da marcha, mialgia difusa e fraqueza em panturrilhas. A alteração laboratorial mais significativa foi a elevação da CPK (média 3359,556U/L), seguida de TGO (média 131U/L) e TGP (média 64,66U/L). O tempo médio de resolução dos sintomas clínicos foi de 3 dias e em 7 dias todos os exames estavam normais.
CONCLUSÃO: Apesar de não se conhecer a real incidência da doença, o quadro doloroso e de limitação de deambulação gera preocupação para a família e médicos assistentes. Ressaltamos a importância do conhecimento desta condição para evitar-se exames desnecessários e para que condições mais graves não tenham seu diagnóstico atrasado.
Alimentação complementar: o que sabemos?

Verônica Indicatti Fiamenghi; Elza Daniel de Mello; Carlos Alberto Nogueira de Almeida

Resid Pediatr. 2020
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INTRODUÇÃO: Alimentação complementar (AC) é definida como o conjunto de alimentos que são oferecidos ao lactente, a partir do 6º mês de vida, em complemento ao aleitamento materno ou às fórmulas infantis. Um dos papéis do pediatra é orientar sobre a introdução da AC.
MÉTODOS: Estudo transversal descritivo, através da autoaplicação de questionário não validado com pediatras e residentes de pediatria, sobre informações demográficas, conhecimentos de práticas alimentares, nutrição e suplementação nos primeiros dois anos de vida. Foram verificadas associações entre o tempo de formado e grau de formação com as variáveis suplementação de ferro e vitamina D.
RESULTADOS: A amostra final foi composta por 109 questionários; 63% dos participantes consideraram a presença de tópicos sobre alimentação infantil pouco suficiente ou insuficiente em sua formação. Dos participantes, 66,9% e 38,53% seguem as recomendações vigentes quanto à idade de suplementação de ferro e vitamina D, respectivamente.
DISCUSSÃO: Observou-se orientações divergentes das evidências científicas atuais por parte dos pediatras e residentes em pediatria. Houve relação entre o tempo de formado e maior proporção de orientações inadequadas quanto à suplementação de ferro.
CONCLUSÃO: Deve-se considerar uma abordagem mais enfática do tópico alimentação infantil tanto na formação pediátrica quanto no contexto de atualização profissional.
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