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Febre maculosa: relato de caso
Thais Meneses Wyatt; Manoella Garcia Carrera; Thaís Simões Lacerda; Janinne Fachetti Rocha; Bárbara Freitas Pinto; Danielle Andrade Jaretta; Gabriela Franco Fabres; Racire Sampaio Silva
Resid Pediatr. 2020Doença de Fahr: relato de caso na adolescência
Karla Souza da Costa; Jamson Barreto Nunes Junior; Guilherme Truppa Giunzioni; Maria de Fatima Valente Rizzo; Gabriela Paladini
Resid Pediatr. 2020Atendimento ao trauma pediátrico por vítimas de queimadura ocorridos na cidade de São Paulo
Cintia Leci Rodrigues; Vitória de Alencar Gaspar Westarp; Adriana Natucci Hette; Tatiana Ikeda Condo; Lorena Dellagnesi Depieri; Carlos Górios; Rodrigo Guilherme Varotti Pereira; Jane de Eston Armond
Resid Pediatr. 2020OBJETIVO: Caracterizar os acidentes por queimaduras, ocorridos entre crianças e adolescentes residentes da cidade de São Paulo, e identificar o perfil dos pacientes pediátricos atendidos por acidentes por queimadura.
MÉTODOS: Trata-se de um estudo transversal, de abordagem quantitativa, descritivo e retrospectivo. Foi realizado um levantamento utilizando-se dados do Sistema Informação para a Vigilância de Violência e Acidentes (SIVVA) da Secretaria Municipal de Saúde da cidade de São Paulo, onde são registradas as notificações de acidentes contra crianças e adolescentes (0 a 19 anos de idade).
RESULTADOS: Durante o período estudado ocorreram 416 acidentes por queimaduras entre crianças e adolescentes residentes na cidade de São Paulo. Os principais diagnósticos de lesão foram: queimadura de grau II (41,6%), sendo a região corpórea mais acometida punho e mão.
CONCLUSÃO: Os resultados desta pesquisa mostraram que houve maior frequência de queimaduras entre os meninos, em idade pré-escolar, no ambiente doméstico. Ressalta-se a importância de pesquisas epidemiológicas na temática por poderem respaldar estratégias preventivas, em especial no período da infância e adolescência.
Ambiguidade genital em indivíduo 46,XY: relato de caso
Jadi Colaço; Andressa Peche Tochetto; Amanda Milman Magdaleno; Carolina Perez Moreira; Tadiela Lodéa Rodrigues; Lionel Leitzke; Paulo de Jesus Hartmann Nader,; Guilherme Guaragna Filho,
Resid Pediatr. 2020Estridor em lactente causado por hemangioma subglótico: relato de caso
Raquel Gomes Lot; Caroline Ramalho Rosa; Camila Trevisol de Freitas; Gracinda da Conceição Adnet; Luisa Araujo Costa; Julianna Medeiros de Almeida; Márcio Fernandes Nehab; Paulo Pires de-Mello
Resid Pediatr. 2020Infecção por SARS-CoV-2 em pacientes pediátricos portadores de doenças renais hospitalizados
Flávia Dias Silveira; Káthia Liliane da Cunha Ribeiro Zuntini; Márcia Dias Silveira; Lohanna Valeska de Sousa Tavares; Juliana Barros Mendes; Camilla Gomes da Cruz; Lia Cordeiro Bastos Aguiar; Danielle Carvalho Pedrosa
Resid Pediatr. 2020MÉTODOS: Estudo observacional descritivo e retrospectivo com todas as crianças internadas entre março e junho de 2020 que apresentavam, concomitantemente, infecção por SARS-CoV-2 e patologias renais. Desse total de pacientes, excluiu-se os que tinham outra doença de base além da renal.
RESULTADOS: No período, foram internados, no hospital, nove crianças portadoras de doenças renais e que tiveram infecção confirmada pelo novo coronavírus através de RT-PCR positivo. Em relação à doença de base, sete tinham apenas a doença renal, sendo três dessas portadoras de doença renal crônica terminal estágio 5; uma, portadora de doença renal crônica estágio 1; uma, portadora de síndrome nefrótica córtico-sensível; e duas, portadoras de lesão renal aguda. Dois pacientes desse estudo já tinham sido submetidos a transplante renal, faziam uso de imunossupressores e tiveram suas doses reduzidas em vigência do quadro infeccioso. Apenas um, devido a quadro de bacteremia associado, necessitou de oxigenoterapia e transferência para unidade de terapia intensiva, porém não foi intubado e retornou à enfermaria em 24 horas.
CONCLUSÕES: De acordo com os casos descritos, a população pediátrica portadora de doença renal, inclusive a em uso de imunossupressores por rejeição aguda de transplantes, parece evoluir sem quadros graves de COVID-19, não havendo, portanto, grande divergência em relação à população da mesma faixa etária saudável.
Deficiência de vitamina B12 transitória de causa materna: relato de caso
Ludmila Aragão Feitosa; Danilo de Assis Pereira; Marianna Menezes Maia; Maria do Bom Sucesso Lacerda Fernandes Neta; Nahara Lima Jurema; Karine Couto Sarmento Teixeira
Resid Pediatr. 2020Aspiração de corpo estranho em crianças: avaliação do conhecimento de pais e cuidadores
Blenda Avelino Soares; Nader Alziro Kassem Fares; Raquel de Oliveira Peluso; Karen Amanda Soares de Oliveira; Arlindo Rodrigues Galvão Filho; Melissa Amelotti Gomes Avelino
Resid Pediatr. 2020MÉTODOS: Estudo transversal quantitativo descritivo realizado com 417 questionários, cada um contendo 9 perguntas objetivas sobre ACE e dados de identificação socioeconômica. Os participantes da pesquisa foram pais e cuidadores de crianças em atendimento ambulatorial. A correlação entre a variáveis demográficas e socioeconômicas, e o conhecimento sobre a ACE foi realizada através do coeficiente de Spearman, com nível de significância <0,05.
RESULTADOS: Evidenciou-se um desconhecimento sobre aspiração de corpo estranho em pais e cuidadores de crianças: 16,31% não reconheceram os principais corpos estranhos causadores de aspiração de corpo estranho (feijão, milho e amendoim). Em relação à suspeição dos sinais da aspiração de corpo estranho, 19,9% e 55,1% não reconheceram o sufocamento e tosse repentina, respectivamente. Não houve associação significativa entre as variáveis demográficas e socioeconômicas e o nível de conhecimento.
CONCLUSÃO: Constatou-se um desconhecimento de 33,8% em relação às questões. Os pais e cuidadores não reconhecem principalmente as medidas de prevenção e os sinais de ocorrência da ACE. Não foi observada associação entre fatores demográficos e socioeconômicos e o nível de conhecimento sobre a ACE.
Miosite aguda benigna da infância: Resultados de um estudo prospectivo realizado em um pronto-atendimento pediátrico
Vanuza Maria Rosa; Gabriela de Sio Puetter Kuzma; Luana Alves Miranda Hornung; Márcia Bandeira
Resid Pediatr. 2020MÉTODOS: Estudo prospectivo em pacientes com sinais clínicos e laboratoriais de miosite viral no período de agosto de 2017 a agosto de 2018.
RESULTADOS: Foram analisados 20 pacientes no período de 12 meses. A média de idade foi 8,25 anos. Destes, 83% apresentaram sintomas infecciosos na semana anterior ao quadro álgico. Ao diagnóstico, os sintomas foram dor nas panturrilhas, limitação na deambulação, anormalidade da marcha, mialgia difusa e fraqueza em panturrilhas. A alteração laboratorial mais significativa foi a elevação da CPK (média 3359,556U/L), seguida de TGO (média 131U/L) e TGP (média 64,66U/L). O tempo médio de resolução dos sintomas clínicos foi de 3 dias e em 7 dias todos os exames estavam normais.
CONCLUSÃO: Apesar de não se conhecer a real incidência da doença, o quadro doloroso e de limitação de deambulação gera preocupação para a família e médicos assistentes. Ressaltamos a importância do conhecimento desta condição para evitar-se exames desnecessários e para que condições mais graves não tenham seu diagnóstico atrasado.
Alimentação complementar: o que sabemos?
Verônica Indicatti Fiamenghi; Elza Daniel de Mello; Carlos Alberto Nogueira de Almeida
Resid Pediatr. 2020MÉTODOS: Estudo transversal descritivo, através da autoaplicação de questionário não validado com pediatras e residentes de pediatria, sobre informações demográficas, conhecimentos de práticas alimentares, nutrição e suplementação nos primeiros dois anos de vida. Foram verificadas associações entre o tempo de formado e grau de formação com as variáveis suplementação de ferro e vitamina D.
RESULTADOS: A amostra final foi composta por 109 questionários; 63% dos participantes consideraram a presença de tópicos sobre alimentação infantil pouco suficiente ou insuficiente em sua formação. Dos participantes, 66,9% e 38,53% seguem as recomendações vigentes quanto à idade de suplementação de ferro e vitamina D, respectivamente.
DISCUSSÃO: Observou-se orientações divergentes das evidências científicas atuais por parte dos pediatras e residentes em pediatria. Houve relação entre o tempo de formado e maior proporção de orientações inadequadas quanto à suplementação de ferro.
CONCLUSÃO: Deve-se considerar uma abordagem mais enfática do tópico alimentação infantil tanto na formação pediátrica quanto no contexto de atualização profissional.