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ISSN (On-line) 2236-6814

doi.org/10.25060/residpediatr

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Conhecimento e práticas de médicos da atenção básica e pediatras no manejo da obesidade infantil em Porto Velho, Rondônia: desafios e estratégias na atenção primária no Norte do Brasil

Cristiano Almeida Pereira

Resid Pediatr. 2026
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OBJETIVO: Avaliar o conhecimento de pediatras e médicos da atenção básica sobre obesidade infantil, considerando prevenção, diagnóstico, fatores de risco e barreiras no manejo clínico, a fim de subsidiar estratégias de capacitação profissional e aprimoramento da assistência. MÉTODOS: Estudo transversal quantitativo, realizado em Porto Velho, Rondônia, Brasil, com 188 médicos (54 da atenção básica e 134 pediatras). O protocolo de pesquisa foi aprovado pelo comitê de ética em pesquisa do Centro Universitário São Lucas Ji-Paraná (Parecer nº 6.161.849, CAAE: 70403123.3.0000.5297). Os dados foram coletados por meio de questionário eletrônico estruturado e analisados no software SPSS 21.0, utilizando testes estatísticos como Qui-quadrado de Pearson. O nível de significância adotado foi a = 0,05. RESULTADOS: A maioria dos pediatras (93,5%) realizava pesagem infantil, enquanto apenas 18,5% dos médicos da atenção básica o faziam (p<0,001). O cálculo do IMC foi registrado por 54,3% dos pediatras, mas apenas 18,5% dos médicos da atenção básica (p<0,001). A resistência dos pais ao diagnóstico foi relatada por 33,3% dos médicos da atenção básica, contra 6,5% dos pediatras (p<0,001). CONCLUSÕES: Identificaram-se lacunas no conhecimento e na prática clínica, especialmente na atenção básica, evidenciando a necessidade de capacitação contínua e protocolos clínicos padronizados. Barreiras como tempo reduzido de consulta, falta de treinamento adequado e resistência familiar impactam a abordagem da obesidade infantil. A adoção de estratégias educativas, ampliação de equipes multiprofissionais e integração de tecnologias podem melhorar o manejo da obesidade, promovendo prevenção e tratamento mais eficazes.
Resposta ao artigo: “Telemedicina em um Ambulatório de Síndrome de Down no Brasil durante a Pandemia do COVID-19”

Veronica A. O. Kawakatsu; Camila M. V. Lanzarin; Maria Luiza de Andrade Correia; Fernanda S Nascimento; Thais C. R. Heim; João C. Xikota; Aldo von-Wangenheim

Resid Pediatr. 2026
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O exercício da medicina por métodos síncronos (como teleorientação, telemonitoramento e teleinterconsulta) foi regulamentado pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) de forma excepcional, enquanto durar o período da pandemia, com o objetivo de garantir o cuidado à saúde entre paciente e médico. No entanto, a satisfação dos pais em relação a essa solução para o distanciamento social e a restrição de consultas eletivas permanece, em grande parte, desconhecida, especialmente no contexto ambulatorial. Dessa forma, esta carta ao editor tem como objetivo endossar o que foi previamente publicado e compartilhar a experiência no acompanhamento de subespecialidades pediátricas no ambulatório do Hospital Universitário durante a pandemia de COVID-19.
Nefropatia por IgM: Um Caso Corticodependente de Difícil Manejo

Dora Pedroso Kowacs; Camille Midori Okuyama; Alexandre Marochi de Castro; Isabela Bertoncello; Ronaldo Martins Cravo; Karen Previdi Olandoski; René Scalet dos Santos Neto

Resid Pediatr. 2026
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OBJETIVO: Descrevemos o caso de uma paciente com nefropatia por imunoglobulina M corticodependente, tratada com múltiplos imunossupressores, como levamisol, ciclofosfamida, ciclosporina, micofenolato mofetil e rituximabe, com recaídas frequentes e resposta insatisfatória ao tratamento de segunda linha, com o objetivo de incentivar o estudo sobre esta patologia e seu tratamento. DESCRIÇÃO DO CASO: Menina, 18 meses, com edema generalizado, aumento pressórico, diarreia e candidíase perineal. Investigação evidenciou proteinúria nefrótica, hipertrigliceridemia, hipoalbuminemia e sorologia positiva para o vírus Epstein-Barr. O tratamento inicial com mudanças dietéticas, diuréticos, antihipertensivos e prednisolona levou à remissão parcial dos sintomas, porém manteve corticodependencia e descompensações frequentes. Agentes poupadores de esteroides, incluindo levamisol e ciclofosfamida, rituximabe mostraram benefício limitado. A biópsia renal indicou nefrite mesangioproliferativa com atividade leve, cronicidade e padrão imune para imunoglobulina M. O tratamento com micofenolato mofetil e ciclosporina resultou em melhoria temporária. Apesar das tentativas de reduzir os esteroides a paciente mantem-se com proteinúria flutuante e descompensações frequentes. COMENTÁRIOS: Este caso ilustra os desafios no manejo da nefropatia por imunoglobulina M corticodependente, reforçando a necessidade de medicamentos mais eficazes e estudos a longo prazo para orientação terapêutica. Pesquisas adicionais sobre medicações poupadoras de esteroides e sua eficácia na nefropatia por imunoglobulina M são cruciais para melhora do prognóstico destes pacientes.
Polipose adenomatosa familiar: Relato de caso em duas irmãs em hospital universitário no Rio de Janeiro

Carlos Enrique Crismatt Rodríguez; Mariana Tschoepke Aires; Silvio da Rocha Carvalho; Marcia Angelica Bonilha Valladares; Mariana Troccoli de Souza; Cássia Freire Vaz

Resid Pediatr. 2026
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A Polipose Adenomatosa Familiar (PAF) é uma doença autossômica dominante causada por uma mutação no gene Adenomatous Polyposis Coli (APC). Seus principais sintomas são hematoquezia, alteração do hábito intestinal e dor abdominal. O diagnóstico é baseado na presença de múltiplos adenomas colônicos (geralmente >100 na forma clássica), história familiar sugestiva e confirmação genética. A proctocolectomia é o tratamento de eleição em pacientes com grande acometimento para reduzir o risco de câncer colorretal, mas o tempo para sua realização deve ser individualizado. Relatamos o caso de duas irmãs, de 8 e 11 anos, com queixa de dor epigástrica, sem sangramento. História familiar materna positiva para PAF, com múltiplos casos ao longo de três gerações (bisavó, avó e mãe). Foi efetuado painel de câncer colorretal hereditário e identificada a variante em heterozigose do gene APC. Foi realizada colonoscopia com resultado macroscópico de pólipos sésseis colônicos (0-Is) e efetuada polipectomia. O exame histopatológico revelou adenoma tubular com displasia de baixo grau, com exceção de um pólipo hiperplásico no cólon transverso na irmã 2. A PAF é uma doença familiar que se apresenta com sintomas específicos, sendo que a história familiar é fundamental para o rastreio diagnóstico. A colonoscopia é obrigatória, com múltiplas biópsias após a polipectomia. Para diagnóstico também deve ser efetuado teste genético. A maioria dos pacientes com PAF requer colectomia profilática para prevenir a progressão para câncer colorretal.
Torção de testículo perinatal diagnosticada na sala de parto: um relato de caso

Cristina Ortiz Sobrinho Valete; Marina Ragonezzi Gallucci Bianco; Luciano Barboza Sampaio; Francielle Valle Batistão; Aline Matos Paiva

Resid Pediatr. 2026
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INTRODUÇÃO: A torção testicular perinatal (PTT) é uma condição rara e ocorre mais frequentemente no pré-natal. As manifestações clínicas são caracterizadas por anormalidades na consistência testicular, cor ou presença de massa na virilha. Existem controvérsias quanto à melhor abordagem cirúrgica. O objetivo do presente relato de caso foi descrever um caso de torção testicular perinatal abordado eletivamente. RELATO DE CASO: Relatamos um caso de torção testicular perinatal diagnosticada na sala de parto. O neonato foi submetido à cirurgia eletiva no terceiro dia de vida. Foi realizada orquiectomia com orquiopexia contralateral. CONCLUSÃO: Neste relato de caso, o neonato foi tratado por abordagem cirúrgica eletiva, com boa evolução. Estudos futuros são necessários para determinar o melhor manejo dos casos de PTT.
Líquen aureus na infância: um diagnóstico a ser reconhecido

Maria Fernanda de Almeida Cavalcante Aranha; Maria Amélia Lopes dos Santos; Carla Andréa Avelar Pires; Ana Carolina Magalhães Nascimento; Marina Lopes de Freitas Freire; Rafaela Garcia Pereira; Luana Bastos de Mont’ Alverne Ferreira

Resid Pediatr. 2026
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O Líquen aureus é uma forma rara de dermatose purpúrica pigmentada, a qual é incomum em crianças. Diante disso, objetiva-se relatar um caso de Líquen aureus no membro inferior de uma paciente pediátrica, destacando a apresentação clínica, diagnóstico e o manejo terapêutico utilizado. Retratou-se o caso de uma paciente do sexo feminino, 6 anos, a qual apresentou lesões cutâneas no membro inferior direito há 2 anos, que aumentaram progressivamente em número e tamanho. As lesões, caracterizadas por máculas eritematosas, purpúricas e acastanhadas, algumas com superfície liquenóide, coalescentes em faixa larga, foram submetidas ao exame dermatoscópico e à biópsia de pele, confirmando o diagnóstico de Líquen aureus. Prednisona e colchicina oral foram instituídos como tratamento, com controle satisfatório das lesões. Nesse contexto, o Líquen aureus apresenta desafios diagnósticos e terapêuticos, especialmente em crianças. Este caso ressalta a necessidade de atenção especial às características clínicas da doença, objetivando o reconhecimento diagnóstico nos atendimentos pediátricos. Embora o prognóstico seja geralmente favorável, a involução pode resultar em manchas inestéticas que podem trazer repercussões psicossociais aos pacientes.
Cisto de colédoco congênito e síndrome de Noonan: relato de caso

Marina Julia Luvison; Camila Maques de Valois Lanzarin; Janaina Cruciani Soldateli; Maria Luiza de Andrade Correia

Resid Pediatr. 2026
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OBJETIVO: Relatar o diagnóstico de cisto de colédoco congênito, uma condição pouco frequente. Durante as investigações, foi também diagnosticada a síndrome de Noonan, o que ampliou a pesquisa para explorar a possível associação entre a síndrome de Noonan e o cisto de colédoco congênito, com poucos relatos dessa associação descritos na literatura. RELATO DE CASO: Recém-nascido pré-termo, do sexo masculino, filho de mãe primigesta, com ultrassonografia (USG) pré-natal realizada às 22 semanas sugerindo a presença de cisto de colédoco. Ao nascimento, apresentou icterícia precoce e massa palpável no abdome superior, além de múltiplas malformações, incluindo dismorfias faciais, hipertelorismo ocular e mamário, anomalias cardíacas e criptorquidia. A USG abdominal confirmou a presença de cisto de colédoco intra-hepático, enquanto o ecocardiograma evidenciou miocardiopatia hipertrófica biventricular importante, comunicação interventricular moderada e canal arterial amplo. Os exames laboratoriais demonstraram aumento de bilirrubina direta e alargamento do Tempo de Atividade da Protrombina (TAP). A avaliação genética levantou a suspeita de síndrome de Noonan, confirmada por análise genética, que revelou uma variante patogênica em heterozigose no gene PTPN11. Infelizmente, o paciente evoluiu a óbito antes da possibilidade de intervenção cirúrgica para correção do cisto de colédoco. CONCLUSÃO: Este relato destaca a importância de uma abordagem multidisciplinar envolvendo neonatologistas, gastropediatras, cardiopediatras, médicos geneticistas, ultrassonografistas pediátricos e ultrassonografistas fetais no manejo desses casos complexos. Também ressalta a necessidade de maior conscientização sobre essa associação rara na comunidade médica.
Enfisema lobar congênito em lactente diagnosticado durante bronquiolite viral aguda: relato de caso

Mariana Fialho Araujo da Silva; Pedro Henrique Sant’Anna Antunes; Leonardo Matheus Cardoso de Souza; Dayane Figueiredo Fialho Rocha; Michely Pinheiro Mascarenhas; Rafaela Baroni Aurilio,

Resid Pediatr. 2026
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O enfisema lobar congênito (ELC) é uma doença rara do desenvolvimento pulmonar, caracterizada por hiperinsuflação de um ou mais lobos pulmonares, apresentando maior predileção pelo lobo superior esquerdo. Habitualmente diagnosticado nos primeiros meses de vida, pode estar associado a desvio contralateral do mediastino e, em alguns casos, a malformações cardiovasculares e geniturinárias. O diagnóstico é clínico, confirmado por exames de imagem, como radiografia e tomografia computadorizada, sendo a broncoscopia útil para identificar alterações brônquicas. O tratamento tradicionalmente envolve lobectomia, entretanto, o manejo conservador pode ser considerado em casos assintomáticos. Este estudo tem como objetivo relatar o caso de um lactente diagnosticado com ELC após a resolução de um quadro de bronquiolite viral aguda.
Eritema e mucosite induzido por Mycoplasma pneumoniae como diagnóstico diferencial de gengivoestomatite herpética: um relato de caso

Mariana Fabrini Gomes; Carolina Henke; Ilia Reis de Aragão

Resid Pediatr. 2026
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O presente relato de caso tem por objetivo principal relatar um caso de infecção por Mucoplasma pneumoniae com manifestações extrapulmonares. Será relatado o caso de uma paciente de oito anos, inicialmente com sintomas respiratórios e febre, apresentou com lesões descamativas mucocutâneas em piora progressiva, sendo inicialmente confundido com um caso de gengivoestomatite herpética. Na internação, foi diagnosticada com pneumonia e iniciou-se suspeita de infecção por M. pneumoniae, que foi confirmada com sorologia. Eritema e mucosite induzidos por Mycoplasma (MIRM) devem ser suspeitados em crianças com história de sintomas prodrômicos como tosse, febre e mal-estar precedendo a erupção mucocutânea em aproximadamente uma semana. Evidências laboratoriais de M. pneumoniae reforçam o diagnóstico, podendo ser encontrado aumento de anticorpo IgM, detecção do patógeno na orofaringe ou ainda em cultura do conteúdo das lesões bolhosas.
Esporotricose com envolvimento do sistema nervoso em paciente pediátrico imunocompetente: relato de caso

Barbara de Miranda Schmitz; Rafaela Gomes Dadda; Raphaela Maintinguer; Bruna Cararo Machado; Bruna da Costa; Carine Machado Pereira; Carolina Galhós de Aguiar; Elson Julius Shockness; Andrew Bonifácio Ferreira; Melina Moré Bertotti; Emanuela da Rocha Carvalho,

Resid Pediatr. 2026
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Um pré-escolar do sexo masculino previamente saudável foi encaminhado a um hospital pediátrico com suspeita de meningite e hipertensão intracraniana após apresentar dor de cabeça, vômitos e tontura. Ele estava afebril. Uma tomografia craniana confirmou hidrocefalia, e a análise do líquido cefalorraquidiano sugeriu tuberculose meníngea. Uma derivação ventriculoperitoneal foi realizada e o tratamento para tuberculose foi iniciado. O paciente retornou com obstrução do cateter, dor abdominal e febre. Uma tomografia abdominal mostrou um cisto do líquido cefalorraquidiano, que foi drenado e enviado para análise, identificando Sporothrix. A sorologia para HIV foi negativa. A mãe confirmou posteriormente o contato com gatos. O tratamento para tuberculose foi interrompido e o paciente recebeu anfotericina B por 6 semanas, seguido de itraconazol por 12 meses. A hospitalização foi prolongada devido a múltiplas revisões de derivação e endocardite infecciosa causada por Streptococcus oralis devido à má saúde bucal.
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