Volume 10 - Número 2
Agradecimento aos Editores Convidados
Marilene A. Rocha Santos; Marcia A. Galvão; Clemax C Sant´Anna
Doença inflamatória intestinal e COVID-19: revisão
Silvio da Rocha Carvalho; Mariana Tschoepke Aires; José César da Fonseca Junqueira; Marcia Angélica Valladares; Mariana Troccoli Souza; Cristiane Ribeiro Fernandes
Vacinas para COVID-19: perspectivas e desafios
Eduardo Jorge da Fonseca Lima; Amalia Mapurunga Almeida; Renato de Ávila Kfouri
Manifestações cutâneas da COVID-19 na criança: revisão da literatura
Gabriela Roncada Haddad; Paulo Gonçalves Martin; Joelma Gonçalves Martin
MÉTODOS: Foram pesquisados artigos publicados desde o início da pandemia através da base de dados PubMed.
RESULTADOS: Entre os relatos de manifestações cutâneas, o achado mais comum foi o rash eritematoso maculopapular, seguido de lesões papulovesiculares no padrão da varicela e lesões urticariformes. Houve também a descrição de lesões acrais purpúricas, livedo reticular e petéquias. As lesões descritas atingiram prioritariamente o tronco, mãos e pés.
CONCLUSÃO: Os achados cutâneos da COVID-19 são semelhantes aos encontrados em outras doenças de etiologia viral. Existe ainda a possibilidade das lesões serem devidas às diversas medicações que, particularmente, os pacientes com quadros clínicos mais graves fazem uso. Devemos também nos atentar para a possibilidade da manifestação inicial da doença ser cutânea. Os autores alertam para a possibilidade de que pacientes na faixa etária pediátrica tenham lesões cutâneas como manifestação única ou acompanhada de sintomas leves, e que estas podem ser semelhantes a outras doenças frequentes na infância. Palavras-chave: Infecções por Coronavírus Manifestações Cutâneas Revisão.
Manifestações clínicas e alteração radiológica na COVID-19 neonatal: uma revisão sistemática rápida
Cristina Ortiz Sobrinho Valete; Maria Dolores Salgado Quintans
MÉTODOS: Busca nas bases de dados PubMed, SciELO e LILACS com os descritores COVID-19 OR coronavírus AND (“neonat*” OR “newborn” OR “recém-nascido”), até 05 de junho de 2020.
RESULTADOS: Foram captados 344 artigos nas bases. Um artigo foi captado de forma secundária. Após as exclusões, 21 artigos permaneceram na análise final, constituindo uma amostra de 30 recém-nascidos. Destes, 33,3% foram assintomáticos e 66,7% sintomáticos. Não foi observado óbito. Os sintomas mais frequentes foram: febre (60%), taquipneia ou dispneia (60%), coriza (30%) e alteração hemodinâmica (30%). A presença de infiltrado radiológico ocorreu em 70% dos recém-nascidos; destes, cinco não apresentavam taquipneia ou dispneia.
CONCLUSÕES: A carência de estudos sobre a COVID-19 neonatal confirmada por PCR-RT positivo no recém-nascido reforça a importância dos estudos que possam compilar as informações obtidas até o momento. No presente estudo, a maioria dos recémnascidos foram sintomáticas e nenhum óbito foi observado. A elevada frequência de alteração radiológica encontrada sugere que algum comprometimento pulmonar possa ocorrer, mesmo na ausência de manifestações respiratórias. Palavras-chave: Infecções por Coronavírus, Recém-nascido, Sinais e Sintomas.
Transmissão vertical da COVID-19: uma revisão integrativa
Virginia Resende Silva Weffort; Barbara Rocha Rodrigues; Eduardo Oliveira Prado; Natalia Vieira Inácio Calapodopulos; Kellen Cristina Barbosa Kamimura Silva; Valeria Cardoso Alves Cunali
OBJETIVO: Apresentar evidências científicas, com base em revisão integrativa da literatura, sobre a possibilidade de transmissão vertical da COVID-19.
MÉTODOS: O levantamento bibliográfico foi realizado através das bases bibliográficas MEDLINE, na interface U.S. National Library of Medicine and the National Institute Health (PubMed); Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS) e Cochrane. Os descritores foram selecionados utilizando-se Medical Heading Terms (MeSH): “transmissão vertical”, “neonatologia”, “COVID-19”, “SARS-CoV-2”. A busca limitou-se aos artigos em inglês, espanhol e português, com data de publicação dos últimos 10 anos (2010 a 2020). Selecionou-se 14 estudos dentre relato de caso, revisão de literatura, editorial e série de casos.
CONCLUSÃO: Alguns estudos demonstram a existência de transmissão vertical da COVID-19, enquanto outros consideram que os dados apresentados não sustentam tal afirmativa. Portanto, mais estudos são necessários para uma adequada comprovação. Palavras-chave: Transmissão Vertical de Doença Infecciosa Neonatologia Infecções por Coronavírus Betacoronavirus.
Revisão narrativa de literatura sobre a COVID-19 em Pediatria: fatores de mau prognóstico
Ana Caroline Oliveira de Lima Grossi; Arnoldo Bulle Filho; Bárbara Ferreira Khouri; Gabriela Regatieri Pinto; Edmara Laura Campiolo
MÉTODOS: Foi realizada uma busca bibliográfica de materiais disponíveis em meio eletrônicos de diversas bases de dados renomadas, como The New England Journal of Medicine, Sociedade Brasileira de Pediatria, PubMed, entre outras.
RESULTADOS: Foram selecionados 34 artigos, todos com publicações datadas no ano de 2020, provenientes de fontes confiáveis e de grande impacto. A maioria dos estudos selecionados apresentaram pacientes pediátricos que desenvolveram uma forma mais branda da COVID-19, especialmente devido a diferenças envolvidas no receptor do vírus no organismo das crianças e ao desenvolvimento da sua imunidade. Apesar disso, foi possível aferir, com a realização desta revisão narrativa, que, quando associadas com outras comorbidades como cardiopatia, diabetes, obesidade, hepatopatias e outras, a COVID-19 tem desfechos diversos, sendo eles, na maioria das vezes, mais agressivos e com pior prognóstico.
CONCLUSÃO: Ainda que se manifeste de forma mais branda ou assintomática em pacientes pediátricos, é mandatório conhecer os fatores de mau prognóstico para a COVID-19 nesse grupo. O presente artigo desvela a necessidade de novos estudos e relatos capazes de elucidar de forma plena e consistente o curso dessa patologia em crianças. Palavras-chave: Infecções por Coronavírus, Criança, Prognóstico, Comorbidade.
Diagnóstico da doença causada pelo novo coronavírus
Camila Rocha dos Santos Mourão; Pâmela Andrade Montagni; Sidnei Ferreira; Rafaela Baroni Aurilio
Fatores determinantes de evolução grave e crítica da COVID-19 em crianças: revisão sistemática e metanálise
Vinícius da Silva Oliveira; Lara Gonzaga Oliveira; Gabriela Santos Bastos; Lara Araújo Dias; Renata Machado Pinto; Cristiane Simões Bento de Souza,
MÉTODOS: Pesquisa de artigos publicados em português, espanhol e inglês nas bases de dados SCOPUS em 2019/2020 e no Portal Regional da Biblioteca Virtual de Saúde (BVS) em 2020 até quatro e seis de julho de 2020, respectivamente. Utilizou-se os termos “COVID-19” and (“child” or “infant” or “newborns” or “preschool”). Para avaliar a qualidade dos estudos utilizou-se a escala de New Castle-Otawa e na análise estatística, o cálculo da Odds Ratio para os artigos e do valor médio pelos métodos de Mantel-Haenszel e de DerSimonian e Laird.
RESULTADOS: Dos 1.141 artigos iniciais, 13 foram selecionados para revisão sistemática e três para metanálise. O sexo masculino foi predominante. Prematuridade, doenças congênitas, comorbidades e predisposição genética foram descritas na evolução para quadros graves/críticos e internação em UTI e a idade inferior a um ano considerada fator de risco significante (OR=4,324 e IC=2,160; 8,656).
CONCLUSÃO: A evolução da COVID-19 para casos graves/críticos e a necessidade de internação em UTI é pouco frequente em crianças e em geral está associada à prematuridade, comorbidades, idade inferior a um ano e condições presentes ao nascimento. Palavras-chave: Infecções por Coronavírus, Pandemias, Revisão Sistemática, Criança, Lactente, Fatores de Risco.
Dermatite factícia na infância: estudo retrospectivo de uma série de casos
Claudia Santos Oliveira; Vânia Oliveira de Carvalho; Renata Robl Imoto
MÉTODO: Trata-se de um estudo retrospectivo e descritivo com coleta de dados dos prontuários de pacientes com DF, menores de 16 anos, atendidos em um serviço de Dermatologia Pediátrica no período de 2007 a 2017. Para análise estatística utilizou-se teste-t independente e teste Qui-quadrado de Pearson, considerado nível de significância de 5%.
RESULTADOS: A amostra constituiu-se de 50 pacientes e 35 (70%) eram do sexo feminino. A média de idade de início dos sintomas foi de 9,8 ± 3,0 anos e a mediana de tempo até a procura de atendimento foi de 6,5 meses (3 dias a 8 anos). Vinte e um (42%) pacientes apresentavam algum tipo de dificuldade de aprendizagem. Treze (26%) pacientes com história pessoal de doenças psiquiátricas. Todos os pacientes tinham mais de um tipo de lesão cutânea e em 33 (66%) havia placa eritemato-descamativa. Os membros superiores foram a região mais acometida. Treze (26%) pacientes apresentavam doenças psiquiátricas. Entre os pacientes que apresentaram melhora clínica, 13 (65%) estavam em acompanhamento psicológico e recidiva da doença ocorreu em 14 (28%) pacientes.
CONCLUSÃO: A DF acomete mais frequentemente o sexo feminino e apresenta-se com lesões variadas e em áreas de fácil alcance. O diagnóstico deve ser suspeitado frente a uma história evolutiva vaga associada a lesões polimórficas e simétricas. Acompanhamento psicológico e psiquiátrico são fundamentais, além do dermatológico, pois há risco de evolução com comorbidades psiquiátricas. Palavras-chave: Comportamento autodestrutivo, Automutilação, Dermatite, Criança, Adolescente, Transtornos autoinduzidos.
Desafios para o programa de Residência Médica em Pediatria em três anos
Silvio da Rocha Carvalho; Susana Maciel Wuillaume; Luciana Rodrigues Silva
Aspectos relacionados ao uso da mídia eletrônica por crianças atendidas em um ambulatório escola no município do Rio de Janeiro
Camila Miguez de Oliveira Ahmed; Eduarda Massad Ruiz Arena; João Gabriel Morgado de Souza; Márcia Cortez Bellotti de Oliveira
MÉTODOS: Estudo transversal descritivo com informações coletadas através de uma entrevista aplicada aos responsáveis da criança. Foram incluídas todas as crianças de 6 meses até 10 anos que frequentam o ambulatório escola, sendo excluídas aquelas que apresentavam transtorno do espectro autista, desordens neurológicas, cegueira e surdez. A análise estatística foi realizada através do uso defrequências,e mediana e intervalo interquartil para as variáveis contínuas.
RESULTADOS: Foram analisadas 263 entrevistas, sendo 225 (85.6%) respondidas pela mãe. A idade mediana foi de 2 anos, tendo o entrevistado geralmente o ensino fundamental. As famílias pertenciam em 71,1% às classes C2 e DE. Das 39 crianças que possuem seu próprio celular, a família não vigia o conteúdo assistido ou o faz esporadicamente em 16 casos (41%). Em 95,8% dos casos, a televisão é assistida pela família reunida, sendo 52% do conteúdo não adequado. A mediana do número de horas de tela aumenta de 4 no primeiro ano para 8 horas a partir do quinto ano de vida.
CONCLUSÃO: A baixa percepção familiar do risco do uso da tela pode ser identificada através da pouca vigilância em relação ao conteúdo, da falta de regras para o seu uso, do número de horas de exposição à tela por faixa etária, e pela exposição a conteúdo adulto ou violento quando assistem televisão em família. Palavras-chave: Desenvolvimento infantil, Televisão, Mídia audiovisual, Criança.
Fatores de risco para asfixia perinatal em recém-nascidos atendidos em uma maternidade pública terciária
Vitória de Lima Fernandes; Marta David Rocha Moura; Alessandra de Cássia Gonçalves Moreira; Tatiane Melo de Oliveira
MÉTODOS: Estudo descritivo quantitativo, retrospectivo, de corte transversal e com dados secundários. A população do estudo foram os RN nascidos no Hospital Materno Infantil de Brasília (HMIB), no período de janeiro de 2017 a junho de 2018. Os dados foram obtidos por meio do SINASC da Secretaria de Saúde do DF. Definiu-se asfixia como Apgar < 6 no 5° minuto e foram estudadas variáveis relacionadas aos RNs e às mães. A análise estatística foi feita por meio do EpiInfo 2010 e o estudo obteve aprovação do Comitê de Ética e Pesquisa.
RESULTADOS: No período considerado, nasceram 5.358 RNs. A prevalência de asfixia perinatal foi de 2%. As variáveis idade materna < 20 (OR=2), número de consultas de pré-natal < 7 (OR=7,5), parto vaginal (OR=1,7), idade gestacional < 37 semanas (OR=21,4) e peso ao nascer < 2500g (OR=23,8) tiveram associação significativa com a ocorrência de asfixia perinatal.
CONCLUSÕES: A prevalência da asfixia perinatal no HMIB é alta comparada à literatura. Sugerem-se ações para capacitação dos profissionais de saúde para o atendimento às gestantes e aos RNs, afim de identificar situações de risco e intervir precocemente, contribuindo para a reversão desse quadro. Palavras-chave: Asfixia Neonatal, Prevalência, Fatores de Risco, Recém-Nascido.
Distúrbios respiratórios em unidade de terapia intensiva neonatal de referência na Paraíba
Lorena Paulino Jácome Pereira; Denise Maria Ramos de Amorim Albuquerque; Constantino Giovanni Braga Cartaxo
MÉTODOS: Foi realizado um estudo descritivo, quantitativo, retrospectivo e coorte transversal de recém-nascidos que foram admitidos na UTIN de um hospital público em Campina Grande/PB, entre dezembro de 2015 e maio de 2016. Os dados foram coletados por meio de questionário, com base nos prontuários, e analisados pelo programa estatístico SPSS versão 21.0.
RESULTADOS: No período do estudo nasceram 3.752 crianças na maternidade, destes 5,7% (214) foram admitidos na UTI, e dos que necessitaram de cuidados intensivos aproximadamente 80% eram prematuros. O sexo masculino correspondeu a 55% dos RNPT; quase 90% apresentaram distúrbio respiratório sendo as patologias mais frequentes SDR 41,3%, TTRN 19,3%, apneia 19,3% e pneumonia 12,6%. Necessitaram de suporte ventilatório 89,7% e destes, 56% Hood, 58% CPAP e 51,5% foram intubados. A maioria apresentou evolução favorável, porém a taxa de mortalidade foi alta, correspondendo a 28,5%.
CONCLUSÕES: A presença de distúrbios respiratórios em prematuros é alta e embora grande parte apresente desfecho favorável encontramos uma alta taxa de mortalidade. Palavras-chave: Doenças do Recém-Nascido, Infecções Respiratórias, Prematuro, Terapia Intensiva Neonatal, Unidades de Terapia Intensiva Neonatal
Pandemia de COVID-19: guia prático para promoção da saúde mental de crianças e adolescentes
Roberto Santoro Almeida; Adriana Rocha Brito; Ana Silvia Mendonça Alves; Cecy Dunshee de Abranches; Daniele Wanderley; Gabriela Crenzel; Rossano Cabral Lima; Vera Ferrari Rego Barros
MÉTODOS: Este artigo é baseado na revisão de literatura recente publicada sobre o tema e na experiência clínica dos autores.
RESULTADOS: Os pais estão sendo desafiados pelas mudanças de vida exigidas pela nova situação, e precisam gerenciar favoravelmente o dia a dia de seus filhos, minimizando o impacto das atuais circunstâncias na sua saúde mental.
CONCLUSÕES: Todo período de crise gera incertezas e medo, mas também pode se apresentar como oportunidade para o autoconhecimento e o desenvolvimento pessoal. Esta fase difícil pode ser propícia para o aprofundamento da relação dos pais com seus filhos. Palavras-chave: Saúde Mental, Criança, Adolescente, Pandemias, Infecções por Coronavírus.
Aleitamento materno e terapêutica para a doença coronavírus 2019 (COVID-19)
Roberto Gomes Chaves; Joel Alves Lamounier; Luciano Borges Santiago
Obesidade infantil e quarentena: crianças obesas possuem maior risco para a COVID-19?
Luciano Rodrigues Costa; Maria Eduarda de Oliveira Mueller; Júlia Porto Frauches; Nicole Braz Campos; Lívia Schmeisser de Oliveira; Karla Faria Gentilin; Ana Luísa Freitas e Pena Mello
MÉTODOS: Estudo de análise qualitativa descritiva, de abordagem revisional com levantamento bibliográfico em PubMed, SciELO, MEDLINE, LILACS e sites contendo informações governamentais. Como critérios de inclusão foram utilizados artigos publicados no período de 2010 a 2020, na língua inglesa e portuguesa. Dentre os artigos publicados com os descritores determinados foram encontrados 12.999, contudo, nesse trabalho foram utilizados 26 artigos.
RESULTADOS: A obesidade é definida pelo aumento do tecido adiposo no organismo de forma crônica, sendo provocada por causas multifatoriais. Na infecção pelo SARS-CoV-2 a faixa pediátrica é associada a um melhor prognóstico e a uma baixa taxa de mortalidade. A presença de comorbidades, como a obesidade infantil, podem estar relacionados a uma evolução grave dos casos e/ou complicações devido ao excesso de peso e ao carácter inflamatório crônico generalizado e acentuado causado pela adiposidade.
CONCLUSÃO: Embora a literatura seja limitada, é possível determinar a existência de uma conexão entre a relação da infecção pelo SARS-CoV-2 e a obesidade, podendo ser estabelecida pelo risco aumentado de desenvolvimento da forma grave da doença, uma vez que a obesidade torna um agravante do quadro infeccioso sistêmico. Com isso, cabe ao profissional de saúde orientações a respeito da prevenção da obesidade em vista do risco aumentado de complicações em crianças e adolescentes, diante de quadro de infecções virais. Palavras-chave: Obesidade Infantil, SARS-CoV-2, Quarentena, Infecções Virais Respiratórias.
Síndrome inflamatória multissistêmica pediátrica (MIS-C) temporariamente associada ao SARS-CoV-2
Leonardo Rodrigues Campos,; Tainá Maia Cardoso; Julia Carvalho de Freitas França Martinez; Rozana Gasparello de Almeida; Rodrigo Moulin Silva; Adriana Rodrigues Fonseca; Flavio Roberto Sztajnbok,
Aspectos respiratórios da COVID-19 na infância: o que o pediatra precisa saber?
Regina Terse Ramos; Debora Carla Chong Silva; Gilvan da Cruz Barbosa Araújo; Carlos Antonio Riedi; Cassio Cunha Ibiapina; Patricia Gomes de Matos Bezerra; Jose Dirceu Ribeiro; Maria de Fatima Pombo Sant´Anna
Asma e COVID-19
Andréa Lebreiro Guimarães Venerabile
MÉTODOS: Coletados dados da literatura científica sobre o tema asma no contexto da pandemia de COVID-19. Busca nas bases de dados PubMed, utilizando os descritores: asma, tratamento farmacológico, infecções por coronavírus, pandemias, fatores de risco e espirometria.
RESULTADOS: A asma não foi identificada como um fator de risco significativo para a doença grave COVID-19, talvez pela menor expressão de receptores da enzima de conversão da angiotensina na asma atópica. Foram identificados grupos, dentre asmáticos graves, com maior expressão desses receptores.
CONCLUSÕES: Nebulizadores devem ser evitados, os espaçadores não devem ser compartilhados e não se recomenda a realização de espirometria ou da aferição do pico de fluxo expiratório. Todos os asmáticos devem ser mantidos com corticoide inalatório. O uso isolado de beta2-agonista de curta duração não é recomendado a partir dos 12 anos e baixa dose de corticoide inalatório associado ao formoterol, por demanda, é a opção preferencial, podendo ser aplicado em dispositivo único. Dos 6 aos 11 anos, os medicamentos de alívio devem ser preferencialmente beta2-agonistas de curta duração, associados à baixa dose de corticoide inalatório e aplicados em dispositivos separados. Na asma grave, o tiotrópio deve preceder a indicação do imunobiológico e este, quando em uso, não deve ser interrompido. Palavras-chave: Asma, Infecções por Coronavírus, Pandemias, Fatores de Risco, Tratamento Farmacológico, Espirometria.
A relação entre os médicos e os demais profissionais de saúde
Carlindo Machado Filho
Cuidados paliativos pediátricos e reflexões bioéticas na COVID-19
Esther Angelica Luiz Ferreira; Simone Brasil de Oliveira Iglesias; Luciana Dadalto; Amanda Thiebaut Bayer; Débora de Wylson Fernandes Gomes de-Mattos
DISCUSSÃO: Embasamento ético na saúde é essencial na conjuntura atual. São necessárias reflexões acerca de decisões emergenciais e suporte em cuidados paliativos pediátricos, além de autonomia e aspectos psicológicos do isolamento em pediatria, para que a assistência e medidas protetivas possam ser, no mínimo, suficientemente adequadas às crianças e suas famílias neste momento de pandemia.
CONCLUSÃO: Reflexões bioéticas entre a equipe interdisciplinar que atua em cuidados paliativos pediátricos sempre foram importantes, tendo a pandemia da COVID-19 trazido novas questões e exacerbado outras já existentes. Palavras-chave: Bioética, Ética Médica, Cuidados Paliativos, Medicina Paliativa, Pediatria, Criança, COVID-19.
COVID-19 e metodologia de busca
Bruna Brasil Seixas Bruno; Marcia Alves Galvão; Marilene Augusta Crispino Santos
Coronavirus: a pandemia da dor e do despertar da Medicina!
Maria de Fátima Bazhuni Pombo Sant´Anna
A pandemia do COVID-19, desvios do estado nutricional e pediatria
Ieda Regina Lopes Del-Ciampo; Luiz Antonio Del-Ciampo
Covid e seus impactos ao olhar de duas residentes
Ana Carolina dos Santos de Carvalho; Renata Mota Vieira Guerreiro
Preparo operacional de uma unidade de emergência em pediatria para o atendimento da COVID-19
Michelle Marchi Medeiros; Andressa Oliveira Peixoto; Naomi Andreia Takesaki; Sérgio Tani; Fernando Augusto Lima Marson; Fernando Belluomini; Andréa de Melo Alexandre Fraga
Crianças e COVID-19, devemos nos preocupar?
Jandrei Markus
O cisne negro, a pediatria e o novo coronavírus
Sulim Abramovici,
O cotidiano de um consultório durante os 3 primeiros meses da pandemia pelo SARS-CoV-2
Tania Maria Sih
Triagem auditiva neonatal universal em tempos de pandemia
Tania Maria Sih; Melissa Ameloti Avelino; Rodrigo Pereira
Emoções: Um movimento propulsor em tempos de COVID-19
Damaris Bueno Venâncio
MÉTODOS: Relato de experiência.
RESULTADOS: Reconhecer as emoções e o processo de luto durante a pandemia.
CONCLUSÃO: Saber usar as emoções como um movimento propulsor na formação pessoal e profissional. Palavras-chave: Internato e Residência, Luto, Infecções por Coronavírus, Emoções.
Quem está olhando pela saúde mental das crianças brasileiras durante a pandemia?
Juliana Gomes Loyola Presa; Ana Paula Matzenbacher Ville; Leticia Staszczak
A importância das injúrias por acidentes domésticos em tempos de COVID-19
Danilo Blank; Renata Dejtiar Waksman
A importância da violência doméstica em tempos de COVID-19
Renata Dejtiar Waksman; Danilo Blank
Terceiroventriculostomia e biópsia endoscópica em glioma de baixo grau:relato de caso
Maina Tavares Zanoni; Vírgina Resende Silva Weffort; Roberto Alexandre Dezena; Daniel Fonseca Oliveira; Raphael Guerra David Reis; Rafaela D’Angelo dos Reis
Investigação clínica de osteomielite crônica em região proximal de clavícula esquerda em escolar de 8 anos do sexo feminino: relato de caso
Letízia Aurilio Matos; Julia Maria Gomes Vitor
Rabdomioma: relato de caso neonatal do HC-UFTM
Thaís Verginio Geraldelli Morais; Thainá Verginio Geraldelli; Giovanna Rossi Ferreira Gonçalves; Fabiana Galdino Barsam; José Geraldo Ferreira Gonçalves
Complicações do transplante renal em portador de síndrome urofacial de Ochoa: relato de caso
Bruna Weis Jovino; Ylara Liza Porto de Carvalho; Victor Batitucci; Cássia Caroline Emilio; Stela Maria Tavolieri de Oliveira
Relato de caso: doença celíaca associada a tricobezoar gástrico - síndrome de Rapunzel
Ana Clara Aragão Fernandes; Lídia Maria Oliveira Barisic; Lucas Costa Feitosa Alves; Marina Albuquerque Almeida; Laura Janne Lima Aragão
RELATO DE CASO: E.N.F., sexo feminino, 7 anos, comparece ao ambulatório com a genitora referindo história de dor abdominal, episódios diarreicos e perda de peso associados à astenia e desânimo. Ao exame físico, encontrava-se com estado geral regular, apresentava abdome globoso, com ruídos hidroaéreos diminuídos e doloroso à palpação superficial. Endoscopia digestiva revelou a presença de tricobezoar gástrico. Biópsia de fragmentos de esôfago, estômago e duodeno demostraram padrão para doença celíaca. Foi submetida à laparoscopia para retirada do bezoar. A paciente obteve boa evolução pós-cirúrgica, seguindo o tratamento com dieta isenta de glúten e acompanhamento psicológico/psiquiátrico.
CONCLUSÕES: Acredita-se que doença celíaca tem relação com as desordens psicológicas, tricotilomania e tricotilofagia, que levaram ao desenvolvimento da síndrome de Rapunzel. Palavras-chave: Pediatria, Bezoares, Tricotilomania, Doença Celíaca.
Eritema pérnio-like por COVID-19 em paciente com lúpus
Aline Santin Giordani; Gina Bressan Schiavon; Jandrei Rogério Markus; Marice El Achkar Mello; Vânia Oliveira Carvalho
Infecção por SARS-CoV-2 em portador de rara glomerulopatia crônica: um relato de caso
Flávia Dias Silveira; Káthia Liliane da Cunha Ribeiro Zuntini; Márcia Dias Silveira; Kátia Virgínia Rocha; Adrianna Barros Leal Dantas; Bárbara Carvalho Dantas; Camila Cavalcante de Queiroz Santos
Coinfecção por SARS-CoV-2 e S. aureus em pacientes internados em UTI pediátrica de hospital federal no Rio de Janeiro: relato de dois casos clínicos
Victor Rocha Ribeiro de Souza; Susana Villela Moreira; Luise Leal Fernandes de Oliveira; Lilia Maria da Serra Costa; Renata Cardoso Nascimento; Nathalia da Fonseca Gonçalves; Dayane Souza dos Santos; Patricia Lopes Miranda de Oliveira
Infecção por SARS-CoV-2 em uma criança com imunodeficiência primária: relato de caso
Rodrigo Hideki Matsura; Maíra Freire Cardoso; Karine Vusberg Galleti; Artur Figueiredo Delgado; Werther Brunow de B Carvalho
A importância da investigação da COVID-19 em gestantes e recém-nascidos
Gabriel Trevizani Depolli; Antônio Lucas Ferreira Feitosa; Jôbert Kaiky da Silva Neves; Maria Gabriella Pacheco da Silva