Volume 11 - Número 1
Como a quarentena da COVID-19 pode afetar o sono das crianças e adolescentes?
Samanta Andresa Richter; Luisa Basso Schilling; Nathália Fritsch Camargo; Melissa Rogick Guzzi Taurisano; Nathália Fornari Fernandes; Luis Eduardo Wearick-Silva; Madga Lahorgue Nunes
MÉTODOS: Realizou-se uma revisão narrativa da literatura atual sobre o tema, com base na classificação internacional de distúrbios do sono (ICSD).
RESULTADOS: A literatura sobre o tema ainda é escassa. As mudanças de rotinas repentinas e transferências de aulas para modelos virtuais proporcionaram uma flexibilização das atividades escolares, impactando no ritmo circadiano das crianças e adolescentes e, consequentemente, no sono. Com isso, a falta de uma rotina com horários pré-estabelecidos pelos pais, resulta em maior tempo de utilização dos aparelhos eletrônicos, desde jogos à mídia.
CONCLUSÕES: É imprescindível que o pediatra oriente os pais quanto a importância de estabelecer uma rotina de atividades diurnas e noturnas, que terá repercussão na qualidade do sono das crianças e adolescentes nesse período de quarentena. Palavras-chave: Sono, Quarentena, Infecções por Coronavírus, Criança.
Abordagem fisioterapeutica da COVID-19 na pediatria: revisão de literatura
Mayna Ferreira da-Silva; Eliciane Maiara Ferreira Esperidião; Julia Lopes Calegari; Thais da Silva Almeida; Patrícia Salerno de Almeida Picanço; Renata Cleia Claudino Barbosa; Jeanette Janaina Jaber Lucato; Joyce Liberali Pekelman Rusu
MÉTODOS: Trata-se de uma revisão de literatura integrativa realizada no período de fevereiro a junho de 2020, referente à abordagem fisioterapêutica em crianças com diagnóstico de COVID-19. A busca foi realizada na base de dados PubMed com os descritores “coronavírus”, “pediatric” e “physiotherapy” cruzados por meio do operador booleano “AND” nos últimos quatro meses. Foram incluídos artigos que abordassem somente o subtipo COVID-19 em pacientes pediátricos e excluídos artigos em duplicidade. Além disso, foi realizado pesquisas em protocolos/artigos do Ministério da Saúde e Associações.
RESULTADOS: Foram encontrados 273 artigos na base de dados PubMed, contudo, 25 foram incluídos de acordo com os critérios de seleção determinados previamente, além de 1 artigos/protocolos de associações que também foram inclusos.
CONCLUSÕES: Foi verificado por meio dessa revisão integrativa que as principais características dos pacientes pediátricos infectados pela COVID-19 são: idade média de acometimento de 7 anos; transmissão por contato direto e/ou indireto com gotículas respiratórias; fisiopatogenia distinta do adulto devido à resposta imunológica diferente; e sintomas leves com um bom prognóstico. O diagnóstico é dado pelo quadro clínico e categorizado pela severidade: assintomática, leve, moderada, grave e gravíssima. Dentre as abordagens propostas destacam-se: oxigenoterapia, ventilação mecânica invasiva, manutenção da cabeceira elevada (30º-45º), posição prona e mobilização precoce. Palavras-chave: Coronavírus, COVID-19, Pediatria, Fisioterapia, Reabilitação, Terapêutica.
Letalidade por COVID-19 em crianças: uma revisão integrativa
Márcia Reimol de Andrade; Joel Alves Lamounier; Taynara Gabriele Aparecida de-Paiva; Priscila da Silva Azevedo Leite; Emylle Guimarães Silva
MÉTODOS: Foi realizada uma revisão integrativa da literatura com artigos selecionados nas bases de dados SciELO, PubMed, Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde, Embase e ScienceDirect. Os descritores utilizados foram “children”, “COVID-19” e “death”, interligados pelo identificador booleano “AND”. Filtrou-se os artigos pela data de publicação (1º de janeiro a 30 de junho de 2020) e pelo idioma (português, inglês e espanhol). A seleção dos artigos foi feita a partir da leitura dos títulos e resumos. Os critérios de inclusão foram: trabalhos com casos confirmados ou suspeitos de COVID-19 na população pediátrica e disponibilidade do texto completo em português, inglês e espanhol. Foram excluídos os artigos que não abrangiam a população pediátrica, que não possuíam texto completo nos idiomas supramencionados e os editoriais. Para a avaliação dos dados do Brasil realizou-se a análise dos óbitos pediátricos por meio dos boletins epidemiológicos de cada estado do país dos dias 5 e 6 de julho de 2019.
RESULTADOS: Foram analisados 24 artigos, totalizando 17 óbitos na faixa etária pediátrica. 9 pacientes não tiveram suas idades especificadas e 14 não possuíam dados sobre comorbidades. No Brasil foram identificadas 357 mortes, sendo que 182 correspondiam a faixa etária 0-9 anos. As comorbidades mais frequentes foram cardiopatia e diabetes.
CONCLUSÕES: Apesar da baixa frequência de óbitos na população pediátrica é importante salientar que estes indivíduos também atuam como transmissores da doença. Palavras-chave: Criança, Infecções por Coronavírus, Morte.
Síndrome inflamatória multissistêmica pediátrica (SIM-P) temporalmente associada a COVID-19: atualização
Leonardo Rodrigues Campos,,; Rozana Gasparello de-Almeida,; Andréa Valentim Goldenzon,; Marta Cristine Felix Rodrigues,; Flavio Sztajnbok,; Katia Lino; Katia Telles Nogueira,; Rodrigo Moulin Silva,; Adriana Rodrigues Fonseca
OBJETIVOS: Revisão não sistemática da literatura sobre epidemiologia, fisiopatologia, diagnóstico e tratamento da SIM-P.
FONTE DE DADOS: Base de dados PubMed, documentos científicos da Sociedade Brasileira de Pediatria, Organização Mundial de Saúde, Centers for Disease Control and Prevention (CDC) e Royal College of Pediatrics and Child Health.
SÍNTESE DOS DADOS: A SIM-P compartilha características com a doença de Kawasaki, síndrome do choque tóxico, sepse bacteriana e síndrome de tempestade de citocinas. É mais frequente nos afrodescendentes e hispânicos, escolares e adolescentes e no sexo masculino. Ocorre 2-4 semanas após infecção pelo SARS-CoV-2. A fisiopatologia envolve efeitos diretos do vírus e/ou desregulação imune pós-COVID-19. A apresentação clínica é heterogênea, sendo a febre muito frequente, seguida por alterações gastrointestinais, cardiovasculares, respiratórias, neurológicas e renais. Anamnese e exame físico minuciosos, além de exames complementares para avaliar o processo inflamatório, o acometimento de órgãos e a relação com a infecção pelo SARS-CoV-2 (RT-PCR e sorologia), são fundamentais. Critérios diagnósticos propostos pelo CDC e OMS apoiam a propedêutica. O tratamento deve ser coordenado por time de especialistas, e direcionado às manifestações inflamatórias e orgânicas.
CONCLUSÕES: A SIM-P se caracteriza por um amplo espectro clínico. Cursa com febre, manifestações gastrointestinais, neurológicas, choque e disfunção miocárdica. Requer alto grau de suspeição para o tratamento precoce e prevenção de potenciais complicações cardiovasculares, respiratórias, renais e neurológicas. Palavras-chave: Inflamação, Síndrome de Linfonodos Mucocutâneos, Choque, Choque Cardiogênico, Infecções por Coronavírus.
Prevalência de sífilis congênita em recém-nascidos expostos ao HIV
Amanda Milman Magdaleno; Mariana Menegotto; Carmem Lucia Oliveira da Silva; Luciana Friedrich
OBJETIVOS: Descrever dados acerca da coinfecção HIV/sífilis em gestantes e os desfechos encontrados em seus RN.
MÉTODOS: Estudo de coorte retrospectivo constituído por nascidos vivos de mães soropositivas para HIV com e sem exames positivos para sífilis durante a gestação, nascidos no Hospital de Clínicas de Porto Alegre, entre 1º de janeiro de 2013 e 31 de dezembro de 2017.
RESULTADOS: Foram avaliados 440 RN de mães HIV positivas, divididos em dois grupos: o primeiro com 392 bebês, filhos de mães HIV positivas sem sífilis na gestação, resultando em 3 RN infectados pelo HIV (transmissão vertical do HIV 0,7%); o segundo, com 48 bebês, filhos de mães com coinfecção HIV/sífilis (prevalência de sífilis na gestação de 10,9%), com 64,6% de RN com sífilis congênita necessitando internação para tratamento e 4 RN infectados pelo HIV (taxa de transmissão vertical de 8,3%). Esta diferença mostrou-se estatisticamente significativa.
CONCLUSÕES: A prevalência de sífilis na gestação, bem como de sífilis congênita, é alarmante em nosso meio, e a sífilis na gestação mostra-se um provável fator de risco independente para a transmissão vertical do HIV. Palavras-chave: Sífilis Congênita, HIV, Recém-Nascido, Gestantes, Coinfecção.
Evolução do perfil nutricional e estilo de vida entre crianças e adolescentes com excesso de peso em um ambulatório multiprofissional
Bruna Fernanda Assmann; Fabiana Assmann Poll; Marília Dornelles Bastos; Tiago da Silva Martins
MÉTODOS: Estudo de coorte retrospectiva, com dados de prontuários de crianças e adolescentes atendidas num ambulatório multiprofissional, no período 2015 a 2017. Foram coletados dados da primeira e quarta consulta referentes ao consumo alimentar, horas de sono e telas/dia e dados antropométricos. Para as análises comparativas entre o primeiro e o quarto atendimento, referente aos dados antropométricos, estado nutricional e estilo de vida foi realizado o teste-t pareado. Para verificar as alterações na frequência de consumo dos alimentos questionados entre as consultas, utilizou-se o teste qui-quadrado. O nível de significância utilizado foi p<0,05.
RESULTADOS: Após quatro consultas de 30 pacientes, observaram-se resultados positivos quanto ao aumento no consumo diário de vegetais (p=0,03) e redução do consumo de doces (p=0,02). Constatou-se redução na frequência de repetição das principais refeições e nos beliscos entre as refeições, porém sem relevância estatística. Não foram obtidos resultados significativos do estado nutricional.
CONCLUSÕES: Apesar da dificuldade em se obter resultados imediatos, principalmente na modificação do estado nutricional, quanto ao estilo de vida e hábitos alimentares, algumas modificações foram possíveis. Fatos que podem ser válidos, na medida em que favorecem a promoção de saúde e apontam a importância do manejo multiprofissional na obesidade, que conta com envolvimento da equipe e da família. Palavras-chave: Obesidade Pediátrica, Consumo de Alimentos, Estilo de Vida, Equipe de Assistência ao Paciente.
Síndrome inflamatória multissistêmica (MIS-C) em criança após infecção por SARS-CoV-2
Ana Cleide Silva Souza; Jamile Souza Fernandes; Ricardo Torres Negraes; Luciana S. Nina de Azevedo
RELATO DO CASO: Criança, 9 anos, com infecção por SARS-CoV-2, apresentando quadro inicial de doença de Kawasaki e progressão abrupta para choque vasoplégico, miocardite e síndrome de hiperinflamação, evidenciados por níveis elevados de troponina I, ferritina, proteína C-reativa (PCR), D-dímero e hipoalbuminemia (tabela 1). Evoluiu com excelente desfecho, embora tendo necessitado de suporte em ambiente de terapia intensiva.
COMENTÁRIOS: Pacientes com resposta inflamatória multissistêmica associada à infecção prévia pelo SARS-CoV-2 necessitam de atenção especial e precoce quanto ao diagnóstico e à assistência médica, tanto pela rápida evolução da doença, quanto pela gravidade e extensão da mesma. Palavras-chave: COVID-19, Síndrome Inflamatória Multissistêmica, Disfunção Miocárdica, Crianças, Doença de Kawasaki.
Doenças dermatológicas e fatores de risco associados em crianças do Norte do Brasil: uma atualização entre 2014-2019.
Nathalia Gabay Pereira; Caio César Chaves Costa; Maíra Corrêa Teruel; Maria Amelia Lopes Santos; Mariane Cordeiro Alves Franco
MÉTODOS: Foi feita uma análise retrospectiva de prontuários de 638 pacientes pediátricos (0-15 anos de idade) atendidos em um centro dermatológico de referência, durante janeiro de 2014 a dezembro de 2019. Foram colhidas as seguintes variáveis: gênero, área de residência (rural ou urbana), diagnóstico, ano do diagnóstico e comorbidades associadas. As dermatoses foram confirmadas por meio de informações disponíveis da história do paciente, apresentação clínica e exames complementares.
RESULTADOS: Um total de 831 diagnósticos foi encontrado, visto que 182 (28.52%) das crianças tinham mais de uma dermatose. A idade média foi de 7.7 anos e a razão de homem para mulher foi de 1:0.94. As cinco categorias de doenças mais comuns foi eczemas (29.72%), infecção fúngica (10.83%), tumores (9.51%), desordens pigmentares (8.90%) e urticária/prurido/erupções por drogas (6.26%). Dermatite atópica foi a doença mais encontrada, sendo 18.41% de todos os diagnósticos. A proporção de condições dermatológicas não teve diferença estatísticas entre sexo, com exceção das desordens pigmentares que foram significativamente maiores em pacientes do sexo feminino (p=0.01).
CONCLUSÕES: Eczema, infecções fúngicas e tumores foram os grupos mais comuns de desordens de pele entre as crianças. No entanto, são necessários mais estudos no Norte do Brasil para definir correlações. Palavras-chave: Doenças de Pele, Pediatria, Epidemiologia, Brasil.
Anamnese pediátrica: revisão de um tópico consagrado
Flavia Nardes; Giuseppe Mário Carmine Pastura
MÉTODOS: Revisão não-sistemática da literatura científica, abrangendo 280 bases de dados da área das ciências da saúde vinculadas ao portal do Periódico CAPES.
RESULTADOS: São apresentados os principais pontos encontrados na literatura referentes à periodicidade das consultas e sobre elementos mais importantes da história clínica.
CONCLUSÕES: A despeito da mudança na epidemiologia das condições que afetam a saúde da criança no Brasil, a adequada realização da anamnese pediátrica se mantém como elemento cardinal no cuidado à criança. Palavras-chave: Visita a Consultório Médico, Encaminhamento e Consulta, Pediatria, Anamnese.
Prevalência de malformações congênitas em UTI neonatal no Sul do Rio Grande do Sul
Fernando Moraes de Moura; Simone de Menezes Karam; Marilice Magroski Gomes-da-Costa; Milene Pinto Costa; Thiago Rodrigues Cavole; Eduarda Cecília Pinguello; Kevin Francisco Durigon Meneghini
Análise comparativa entre a saúde mental de responsáveis por pessoas com TEA e por crianças sem TEA na pandemia de COVID-19
Clarisse Pereira Dias Drumond Fortes; Fernanda Vieira; Laís de Carvalho Machado
MÉTODOS: Tratou-se de um estudo transversal, observacional e quantitativo, que analisou um formulário on-line com a escala DASS-21 e com perguntas referentes à caracterização psicossocial e econômica de residentes dos municípios do Sul do Estado do Rio de Janeiro durante a pandemia de COVID-19. A divulgação realizou-se por meio de redes sociais e os dados obtidos foram tabulados com o software Microsoft Excel 2016.
RESULTADOS: Participaram do estudo 77 pessoas, divididas em 2 grupos: o grupo A, dos responsáveis por pessoas com TEA, totalizou 30 pessoas e o grupo B, dos responsáveis por crianças sem TEA de até 12 anos, 47 pessoas. Do grupo A 60% estavam com sintomas de depressão, 76,67% com sintomas de ansiedade e 80% com sintomas de estresse. Do grupo B, 44,68% estavam com sintomas de depressão, 46,81% com sintomas de ansiedade e 70,21% com sintomas de estresse.
CONCLUSÕES: Os resultados desta pesquisa direcionam à necessidade de intervenções para prevenção desses distúrbios e ao suporte psicológico dessa população, com a inclusão do núcleo familiar no planejamento terapêutico de pessoas com autismo e auxílio no desenvolvimento de estratégias de enfrentamento de crises, a exemplo do cenário atual. Palavras-chave: Pandemia, Transtorno do Espectro do Autismo, Saúde Mental, Infecções por Coronavírus.
Sugestão de abordagem sistematizada da COVID-19 na população pediátrica
Andrea Maciel de Oliveira Rossoni; Tatiane Hirose; Adriana Koliski; Marcelo Rodrigues; Valéria Cabral Neves; Lucciano Massuda; Tony Tannous Tahan; Débora Carla Chong-Silva
OBJETIVOS: Sugerir uma abordagem sistematizada e prática da criança na pandemia do novo coronavírus.
RESULTADOS: Sistematizar, desde a organização do espaço para atendimento, paramentação da equipe, classificação clínica, investigação etiológica e laboratorial, categorização dos casos suspeitos até a abordagem farmacológica propriamente dita.
CONCLUSÕES: Diante de tantas incertezas, é fundamental organizar o atendimento do pediatra e amenizar riscos, equívocos e angústias durante esta pandemia. Palavras-chave: Síndrome Respiratória Aguda Grave, Tratamento Farmacológico, Infecções por Coronavírus, Criança.
O uso da associação de broncodilatadores no manejo das crises de asma moderadas/graves na emergência pediátrica de um hospital de referência do Distrito Federal
Tatiana Santos Rodrigues; Lisliê Capoulade Nogueira Arrais de Souza
OBJETIVOS: Analisar desfecho clínico obtido com uso da associação de broncodilatadores no manejo das crises moderadas a graves na emergência pediátrica no que diz respeito a necessidade de hospitalização, tempo de oxigenoterapia, tempo de internação e transferência para UTI.
MÉTODOS: Estudo retrospectivo, observacional, descritivo, por meio de revisão de prontuários de pacientes com crises moderadas a graves na emergência pediátrica do Hospital Materno Infantil de Brasília, no período de março de 2017 a agosto de 2017. Comparou-se os que fizeram uso de monoterapia broncodilatadora com beta-2-agonistas com aqueles que receberam a associação de broncodilatadores, brometo de ipratrópio e beta-2-agonista, por meio do teste de independência qui-quadrado.
RESULTADOS: Os 129 pacientes do estudo foram internados. Três pacientes foram transferidos para UTI e um foi a óbito, sem relação estatística com a terapêutica. Os que fizeram uso da associação de broncodilatadores, em geral, apresentaram tempos menores de internação e oxigenoterapia, porém não houve diferença estatisticamente significativa entre os grupos (p=0,55 e 0,21, respectivamente).
CONCLUSÃO: Não foi observada significância estatística entre os grupos terapêuticos e os desfechos clínicos analisados, apesar de ser observado tempos menores de internação e oxigenoterapia no grupo que utilizou a associação de broncodilatadores. Palavras-chave: Asma, Brometo de Ipratrópio, Medicina de Emergência, Estado Asmático.
Resposta ao artigo: “Aleitamento materno e terapêutica para a doença coronavírus 2019 (COVID-19)”
Maria Eduarda Stedille Pontes; Bruna Fernandes Olivier Alves; Chaiana Esmeraldino Mendes Marcon; Aline Oenning Baggio
Resposta ao artigo: “Infecção por SARS-CoV-2 em pacientes pediátricos portadores de doenças renais hospitalizados”
Flávia Dias Silveira
Desafio diagnóstico de lesões dermatológicas em pediatria
Tainá Maia Cardoso; Gustavo de Brito Paulon Silva
Manifestação pulmonar de uma doença comum, mas frequentemente negligenciada: qual é o seu diagnóstico?
Adriana Paiva de Mesquita; Alexandre Aredo Castiglione; Silvia Montesanto; Marcela Rocha; Solange David; Daniela Rabelo; Patricia Torre; Adriane Cruz; Juliana Riscado; Miriam Capetti; Tatiana Fazecas
Desafio Diagnóstico
Juliana Machado de Oliveira Caldas; Victoria Orenbuch; Leonardo Rodrigues Campos; Ivete Martins Gomes; Claudete Araújo Cardoso; Katia Lino; Alessandro Severo; Clarissa Canella,
Volta às aulas no contexto de pandemia: um desafio e várias vertentes
Eduardo Jorge da Fonseca Lima; Matheus Brandt de Mello Costa-Oliveira
MÉTODOS: Estudo descritivo de revisão de literatura.
RESULTADOS: A população pediátrica apresenta um comportamento epidemiológico diferente de outras infecções virais respiratórias como as causadas pelo vírus influenza e, nesta pandemia, as crianças não fazem parte do grupo de risco para a COVID-19. As escolas deverão reabrir se o local em questão obedecer aos bem definidos controles de infecção pela COVID-19. As experiências internacionais bem-sucedidas na reabertura escolar foram aquelas que adotaram restrição do número de alunos por sala, medidas de higienização adequadas, além da utilização das áreas externas para algumas atividades, e salas com janelas abertas e ventilação adequadas. Destaca-se ainda que o retardo na abertura escolar acentua ainda mais as desigualdades sociais já existentes, interferindo não só no contexto social, mas também psíquico das crianças.
CONCLUSÕES: Nesse momento, o mais importante é que sejam utilizadas as melhores evidências científicas para guiar as ações de combate à pandemia, inclusive no retorno às aulas de maneira segura e planejada, adaptando-as à nossa peculiar realidade brasileira. Palavras-chave: Infecções por Coronavírus, Pediatria, Educação Infantil, Instituições Acadêmicas, Isolamento Social, Pandemias.
O periódico Residência Pediátrica e a divulgação de informação em tempos de COVID-19
Bruna Brasil Seixas Bruno; Marilene Augusta Crispino Santos; Leonardo Santos Martes; Clemax Couto Sant’Anna; Marcia Alves Galvão
MÉTODOS: Elaboração de exemplar especialmente voltado para temas sobre COVID-19, com estabelecimento de um fluxo prioritário para agilizar as avaliações por pares dos manuscritos submetidos.
RESULTADOS: Leitores são beneficiados com a oportunidade de uma leitura antecipada de temas relevantes que ainda demandarão um certo tempo para que sejam disponibilizados, dada a rotina de todo o processo de editoração.
CONCLUSÕES: Uma simples iniciativa, como a “visualização pré-publicação” poderá servir de estímulo para que outros periódicos de acesso aberto possam aderir a esse modelo simplificado, ampliando a rede de comunicação entre pesquisadores. Palavras-chave: COVID-19, Publicação Periódica, Comunicação e Divulgação Científica, Pediatria.
10 Anos: a Residência Pediátrica é dez!
Clemax Couto Sant’Anna; Marilene A. R. Santos; Marcia Alves Galvão
Diabetes Mellitus tipo 1 pediátrico e infecção COVID-19 existe uma Associação?
Michael Yafi; Priscille Donate; Nunilo Rubio; Michelle Rivera-Davila Katherine Velez; Avni Shah
Contribuição da reumatologia pediátrica no tratamento da COVID-19
Sheila Knupp Feitosa de-Oliveira
A Tuberculose pulmonar, em lactente jovem, diagnosticada pela avaliação de contato - Relato de caso
Carolina Zosia Garest; Igor Augusto Campos; Sergio Rodrigues Mello; Ana Paula Barbosa; Priscilla Aguiar Araújo; Selma Azevedo Sias; Claudete Araújo Cardoso; Christiane Mello Schmidt
Manifestações cutâneas em paciente com Síndrome inflamatória multissistêmica pediátrica temporariamente associada ao SARS-CoV2: relato de caso
Alessandra Ribeiro Ventura Oliveira; Kamilla Martins Duarte de-Pádua; Maria Carolina Guimarães Santos Alves; Glaucia Naves Silva; Fernando Neves Paula; Wânia Martins Freitas Albuquerque; Bruna Serpa Silva
MÉTODOS: Paciente do sexo feminino, 10 anos de idade, apresentando artralgia em punhos e tornozelos, edema em mãos e pés, febre persistente, surgimento de rash maculopapular difuso e pruriginoso associado à odinofagia e tosse produtiva. Evolução do rash para lesões violáceas em face, tronco e membros (superiores e inferiores), além de surgimento de vesículas em face, no intervalo de 48 horas. Hemograma sugestivo de quadro infeccioso, com PCR 307mg/L (inserir valor de referência) e VHS 61mm. RT-PCR para SARS-CoV-2 positivo.
RESULTADOS: Diagnóstico de síndrome inflamatória multissistêmica pediátrica temporariamente associada ao SARS-CoV-2. Transferida para UTI para monitorização e iniciada imunoglobulina humana endovenosa. Boa evolução, com desaparecimento das lesões e alta com acompanhamento ambulatorial.
CONCLUSÕES: A SIM-P apresenta diversas manifestações dermatológicas e o pediatra deve estar atento para o diagnóstico, não se limitando a uma apresentação específica. Neste relato de caso, ressalta-se a importância do encaminhamento a centros terciários de referência para o melhor manejo dos casos e o reconhecimento oportuno da síndrome nesses pacientes. Palavras-chave: Inflamação, Doença de Kawasaki, Infecções por Coronavírus, SIM-P, SARS-CoV-2.
COVID-19 em Pediatria: Relato de um caso com múltiplas complicações e bom desfecho clínico
Arianne Ditzel Gaspar; Paulo Ramos David João; Gabriela de Sio Puetter Kuzma; Idilla Floriani; Luana Amancio
Distúrbio de deglutição em criança com complexo de doenças pulmonares intersticiais: avaliação e proposta terapêutica
Paula Eunice Gonçalves Trindade; Vanessa Souza Gigoski Miranda; Lisiane de Rosa Barbosa; Gilberto Bueno Fischer
Histiocitose de células Langerhans com acometimento de coluna vertebral em criança portadora de HIV: um relato de caso
Tony Tannous Tahan; Tyane de Almeida Pinto; Renata Rolim Sakiyama; Nicole Biral Klas; Emannuely Juliani Souza Izidoro; Juliana Bucaneve; Bruno Araújo Jardim; Andrea Maciel de Oliveira Rossoni
Doença de Kawasaki atípica associada à síndrome colestática: relato de caso
Erica Gomes do Nascimento Cavalcante; Bernadete Mendes de M.N.A. Silva; Ismael Silva Bezerra; Thais Nayara Serra; Bruna Gomes Cavalcante
RELATO DE CASO: Paciente feminina de 6 anos de idade iniciou quadro de febre alta persis-tente, exantema maculopapular e sintomas gastrointestinais, evoluindo com hiperemia conjuntival, língua em framboesa e fissura labial, sem melhora da febre após o tratamento empírico com antimi-crobiano. No decorrer da doença houve melhora apenas do exantema e surgimento de síndrome colestática e sintomas clássicos da doença de Kawasaki completa (adenomegalia cervical unilateral, hiperemia conjuntival e descamação de mãos), que possibilitou seu diagnóstico e início do tratamen-to, havendo resposta terapêutica e resolução completa da síndrome colestática, sem surgimento de aneurisma.
CONCLUSÕES: Este relato mostra a importância de incluir a doença de Kawasaki co-mo diagnóstico diferencial em casos de síndrome ictérico-febril, permitindo o tratamento em tempo hábil para prevenir complicações. Palavras-chave: Doença de Kawasaki, Criança, Colestase, Dor Abdominal, Icterícia.
Diagnóstico ocasional de leucemia mielóide aguda em vigência de infecção por SARS-CoV-2
Leonardo Marques Moura Ribeiro; João Pedro Fávero Pereira; Carine Emanuele Vieira de Melo; Claudia Regina Cachulo Lopes; Juliana Carvalho Alves; Gustavo Passafaro Guzzi; Marcelo Vaidotas Pinto; Mariely Teixeira Moura
RELATO DE CASO: Paciente, 12 anos, sexo feminino, iniciou quadro de hematomas em membros inferiores e dor em perna esquerda; entretanto, frente à atual pandemia a paciente tardou em buscar auxílio médico devido ao receio de contaminação por SARS-CoV-2. Após 1 mês apresentou quadro de fe-bre, coriza e cacosmia. Buscou auxílio médico por apreensão de estar infectada com o novo coronavírus devido ao fato de a mãe ser profissional de saúde e ter suspeita de infecção por SARS-CoV-2. A criança foi admitida em pronto socorro, onde foi evidenciado leucopenia, plaquetopenia e PCR positivo para a COVID-19. Permaneceu internada por 8 dias no hospital de entrada. Inicialmente suspeitou-se que o quadro pudera tratar-se de púrpura trombocitopênica idiopática, entretanto, com a evolução do caso e comprometimento de distintas linhagens hematológicas, sugeriu a possibilidade diagnóstica de doença oncológica. Foi transferi-da para hospital de especialidades, onde recebeu diagnóstico de leucemia mielóide aguda subtipo M3 (LMA M3). Após diagnostico, foi iniciado tretinoína associado à transfusão de plaquetas e crioprecipitado e posterior quimioterapia com idarubicina.
CONCLUSÕES: Pode-se analisar, que diante da pandemia de SARS-CoV-2, muitas doenças podem aflorar concomitante ao quadro infeccioso viral. Por outro lado, não podemos deixar de ponderar que frente às mudanças epidemiológicas e comportamentais atuais, o diagnóstico, o tratamento e o prognóstico de doenças previamente existentes que, oportunamente, coexistem com a infecção pelo SARS-CoV-2, podem ser postergados, pelo receio e pela dificuldade de acesso ao sistema de saúde. Palavras-chave: Criança, Leucemia Mielóide Aguda, Infecções por Coronavírus.
Diagnóstico e tratamento da síndrome inflamatória multissistêmica temporalmente relacionada à COVID-19 em adolescente: relato de caso
Haroldo Teófilo de Carvalho; Regis Cília; Lívia Thomazi; José Roberto Fioretto; Mário Ferreira Carpi
Ptiríase rubra pilar: relato de um caso raro
Carolina Oldoni; Beatriz Maria Vilaça; Fernanda Nomoto Fujii; Leticia Mayer Alves de Andrade; Maira Mitsue Mukai
MÉTODOS: Foi realizada a revisão do prontuário da paciente e revisão de literatura na base de dados PubMed.
RESULTADOS: Paciente masculino, 2 anos e 10 meses, encaminhado por surgimento há 1 ano de placas anulares eritematodescamativas pruriginosas em membros inferiores com disseminação para tronco, membros superiores e face, associado à descamação em região plantar e distrofia ungueal. Na biópsia, apresentou pele com camada córnea paraceratósica sobre epiderme com hipergranulose e acantose moderada. Foi considerado conclusivo o diagnóstico de pitiríase rubra pilar. Isotretinoína e anti-histamínico via oral foram prescritos, com resposta completa ao tratamento.
CONCLUSÕES: A PRP é uma doença ainda desafiadora, seja na sua patologia, diagnóstico ou tratamento. Estudos randomizados poderiam contribuir para o estabelecimento de um tratamento padronizado para PRP, contribuindo para melhora da qualidade de vida dos pacientes acometidos. Palavras-chave: Pitiríase Rubra Pilar, Dermatopatias, Criança, Tretinoína.
Meningite causada por herpesvírus humano tipo 6: um relato de caso
Tony Tannous Tahan; Daniel Balaban; Matheus de Paiva Breziniscki; Renata Rolim Sakiyama; Tyane de Almeida Pinto; Bruno Araújo Jardim; Tatiane Emi Hirose; Andrea Maciel de Oliveira Rossoni
Teratoma maduro de ovário em uma adolescente
Mattielli Dias do Carmo; Isabela Oliveira Fiorio; Rafael Silva Sampaio; Juliana Marques Coelho Bastos; Patrícia Leal Pinheiro; Gustavo Carreiro Pinasco; Kelly Cristina Varanda; Katia Valéria Manhabusque
Sedação intranasal para coleta de líquor em pediatria: relato de caso
Cinthia Bernardo Queiroz Borges; Bárbara Pimenta Novais Máximo; Daniel Raylander da Silva Rodrigues; Patrícia Marques Fortes; Paulo Sucasas Costa
Relato de caso: paciente nascida no Brasil portadora de intolerância à proteína lisinúrica
João Vitor Perez; Debora Salim Freitas; João Antonio Madalosso Junior; Charles Marques Lourenco
Urbanorum spp.: first case report in pediatrics in Brazil
Allydson Döhl Simes; Vanessa Borges Platt