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ISSN (On-line) 2236-6814

Publicação Contínua | Acesso Aberto

Volume 15 - Número 4

Artigo de Revisão
Revisão sistemática sobre a persistência do canal arterial no recém-nascido prematuro: uma comparação entre tratamento conservador, medicamentoso e cirúrgico

Julia Portela Franceschi; Livia Ribeiro de Oliveira; Jennyfer Caroline Reis Videira

Resid Pediátr. 2025;15
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O canal arterial é um vaso que comunica a artéria pulmonar com a aorta no feto, sendo de grande importância nesse período de vida, já que grande parte do débito ventricular combinado passa através dessa comunicação à aorta descendente e à placenta. O fechamento funcional do canal arterial no RN a termo ocorre com 12 a 15 horas de vida, e o permanente, com 5 a 7 dias, podendo chegar até o 21º dia. Já no prematuro, o canal arterial permanece aberto por mais tempo, e a frequência da persistência do canal arterial é proporcionalmente maior quanto mais imaturo for o RN. O quadro clínico varia com a idade gestacional; entretanto, é identificada a persistência sintomática do canal arterial pela presença do sopro cardíaco, taquicardia, precórdio hiperdinâmico e pelo aumento da amplitude de pulso. A terapêutica do PCA pode ser clínica ou cirúrgica, a decisão do tratamento ainda possui grande divergência. Esta pesquisa tem como objetivo comparar o tratamento conservador, medicamentoso e cirúrgico da PCA nos prematuros, em busca do melhor manejo. Trata-se de uma revisão sistemática que procura reunir resultados de outros estudos por meio da estratégia PICO, estabelecendo uma comparação entre o tratamento cirúrgico, medicamentoso e conservador da PCA, utilizando bases de dados renomadas e interpretando os resultados obtidos através da revisão. Palavras-chave: Artéria pulmonar, Canal arterial, Hipertensão pulmonar, Recém-nascido prematuro, Terapêutica, Tratamento conservador.
O papel da qualidade da interação familiar no estresse infantil e em problemas emocionais e comportamentais na prole: revisão narrativa de literatura

Larissa Hallal Ribas; Karen Jansen

Resid Pediátr. 2025;15
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INTRODUÇÃO: Os pais são a base do funcionamento socioemocional infantil. Algumas práticas parentais, juntamente com aspectos subjetivos do relacionamento familiar, fornecem informações sobre a qualidade da interação familiar. A literatura aponta que a qualidade da interação entre pais e filhos pode estar relacionada com problemas de saúde mental na prole.
OBJETIVO: Identificar evidências disponíveis sobre a relação entre a qualidade da interação familiar, estresse e problemas emocionais e comportamentais infantis.
MÉTODOS: Revisão narrativa de literatura. A busca foi realizada nas bases de dados PubMed e Biblioteca Virtual em Saúde, de abril de 2021 a dezembro de 2022. Foram considerados elegíveis estudos primários e secundários realizados em crianças entre 5 e 10 anos, que avaliaram a relação entre a exposição e os desfechos avaliados.
RESULTADOS: Encontrados 4.797 artigos, selecionados 1.314 títulos, dos quais 544 não se repetiram. Foram lidos 458 resumos e selecionados 63, que preencheram os critérios de elegibilidade. A maioria dos estudos incluídos revela que a pior qualidade da interação familiar tem relação com estresse e problemas emocionais e comportamentais infantis.
DISCUSSÃO: A parentalidade positiva e afetuosa pode atenuar a resposta tóxica ao estresse, e os problemas emocionais e comportamentais. Os pais são essenciais ao desenvolvimento de habilidades socioemocionais e à construção da resiliência infantil, apesar das adversidades que as crianças possam enfrentar.
CONCLUSÃO: A prevenção de problemas de saúde mental na prole inclui o afeto e a coerência parental, além de práticas parentais positivas, autoritativas, não permissivas e não punitivas, promovendo relações saudáveis e estimulantes. Palavras-chave: Relações familiares, Criança, Saúde mental, Estresse psicológico, Comportamento infantil.
Tuberculose cutânea na infância: uma revisão integrativa

Bernardo Lofiego Caffaro; Paula Fernandes Caffaro; Rafaela Baroni Aurilio; Luciana Maria Borges da Matta Souza

Resid Pediátr. 2025;15
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A tuberculose cutânea (TBC) corresponde a uma forma rara de tuberculose (TB) extrapulmonar, principalmente na população pediátrica. A doença pode ser classificada de acordo com a sua carga bacteriana e via de aquisição. A forma clínica da TBC é determinada por diferentes fatores e as lesões apresentam amplo espectro clínico, podendo mimetizar outras doenças. As principais manifestações cutâneas correspondem ao lúpus vulgar, tuberculose verrucosa cútis, cancro tuberculoso, tuberculose orificial e escrofuloderma. O presente estudo busca analisar o que há consolidado na literatura científica sobre TBC na população pediátrica, descrevendo as manifestações cutâneas, principalmente na infância. Foi realizada uma revisão integrativa, através de busca bibliográfica nas plataformas PubMed e BVS, referente aos últimos cinco anos. Dentre os resultados analisados, observamos diferentes lesões elementares representando a mesma forma clínica da doença, sendo o pleomorfismo das lesões um dos fatores responsáveis pelo diagnóstico tardio, o que pode causar graves morbidades e incapacidade em crianças. Os trabalhos científicos revisados baseiam-se principalmente em relatos de casos, evidenciando a importância de novos estudos em diferentes modelos para melhor compreensão da doença e sua evolução clínica. Palavras-chave: Tuberculose, Pele, Pediatria, Tuberculose extrapulmonar, Revisão.
Impacto da atividade física na qualidade de vida de crianças e adolescentes asmáticos: revisão narrativa

Gabrielli Garcia Pereira; Mariane Bezerra Santos Silva; Mariana Mazzuca Reimberg

Resid Pediátr. 2025;15
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INTRODUÇÃO: A asma é uma doença respiratória crônica comum na infância, marcada por inflamação brônquica. A prática de atividade física é importante para controle dos sintomas e melhora da qualidade de vida. O Pediatric Asthma Quality of Life Questionnaire (PAQLQ) avalia a qualidade de vida em crianças e adolescentes com asma.
OBJETIVO: Verificar a influência da reabilitação pulmonar na qualidade de vida de crianças e adolescentes asmáticos.
MÉTODO: Revisão bibliográfica de literatura através das bases de dados: LILACS, PEDro, PubMed e SciELO. Foram utilizados os descritores “Asthma”, “Quality of Life”, “Exercises” e “Children”, com o operador booleano “AND”. Os critérios de inclusão foram ensaios clínicos randomizados em inglês e português dos últimos dez anos que utilizaram o PAQLQ em população de 6 a 18 anos. Foram excluídos artigos de revisão sistemática e artigos não disponíveis na íntegra.
Resultados: Foram encontrados nove artigos, sendo seis incluídos. Um estudo realizou treinamento aeróbio, observando aumento nos escores do PAQLQ, com diminuição dos sintomas e melhora da função pulmonar. Outro estudo utilizou o treinamento aeróbio e demonstrou diminuição dos marcadores inflamatórios, com aumento nos escores do PAQLQ. Um ensaio com treinamento indoor melhorou a qualidade de vida, função pulmonar e capacidade física. Em contrapartida, três artigos utilizaram intervenções como exercícios combinados, programa multifatorial e treinamento intervalado de alta intensidade, não apresentaram alterações significativas.
CONCLUSÃO: A reabilitação pulmonar, através do treinamento físico, demonstrou ser capaz de melhorar a qualidade de vida de crianças e adolescentes asmáticos, com resultados positivos no PAQLQ. Palavras-chave: Asma, Qualidade de vida, Criança.
Artigo Original
Hospital do Ursinho: o impacto do conhecimento sobre saúde na infância para combate da iatrofobia

Isabelle Wilceki; Amanda Wilceki; Wilma Lilia de Castro e Souza Silva; Henrique Guilherme Leonardo; Rafaela Yumi Teixeira Tabuti; Lucas Carlini Policeni; Maria Carolina Xavier Westphalen; Isabella Schneider; Maria Vitória de Souza Azevedo

Resid Pediátr. 2025;15
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INTRODUÇÃO: O projeto “Hospital do Ursinho” visa familiarizar as crianças com o ambiente médico, reduzindo o medo e aumentando a aceitação do cuidado médico através de uma simulação hospitalar com brinquedos.
OBJETIVOS: Melhorar a relação entre as crianças e o ambiente médico, redefinindo a imagem dos profissionais de saúde.
MÉTODO: Realizado por estudantes de Medicina em escolas de Curitiba, o projeto envolveu 182 crianças de 2 a 7 anos em um circuito hospitalar simulado.
RESULTADOS: O projeto apresentou mudanças nos sentimentos das crianças em relação ao médico antes e depois de participarem do circuito. Inicialmente, os sentimentos negativos como tristeza e medo eram predominantes. No entanto, após a intervenção, houve uma redução significativa nesses sentimentos, com tristeza caindo quase 20 pontos percentuais (pp) e medo 14. Por outro lado, a felicidade, apresentou um aumento em 30 pp após o evento. Perguntas como “O que o médico faz?” e “Por que devemos tomar vacina?” tiveram um aumento significativo ao final da atividade, indicando uma melhoria no conhecimento sobre funções médicas e vacinas. Apesar de o conhecimento sobre o número do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) apresentar um aumento discreto, a abordagem dos voluntários estimulou os alunos a propagar esse conhecimento em casa ou para outras crianças, promovendo uma cultura de prevenção e responsabilidade em primeiros socorros.
CONCLUSÃO: Os resultados indicam que essa experiência pode transformar o atendimento médico em uma prática mais acolhedora e educativa, beneficiando tanto crianças quanto futuros profissionais de saúde. Palavras-chave: Humanização da assistência, Assistência integral à saúde, Serviços de saúde escolar.
Casos de Chikungunya por transmissão vertical em um hospital universitário no 1º semestre de 2016

Marcelo Candido de Andrade Leitão; Nívia Maria R. Arrais; Fabiana A. Filgueira; Mylena T. A. L. Bezerra; Anna Christina do N. Granjeiro Barreto; Josélio M. G. de Araújo

Resid Pediátr. 2025;15
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A transmissão vertical do vírus da Chikungunya tem mecanismo ainda pouco conhecido, vem aumentando cada surto de arboviroses, sendo causa de manifestações clínicas nos recém-nascidos filhos de mães que tiveram a Chikungunya no periparto.
OBJETIVO: relatar cinco casos de transmissão vertical de Chikungunya e descrever suas manifestações clínicas.
MÉTODO: Um estudo descritivo retrospectivo, baseado em análise de prontuários de bebês com manifestações que pudessem ser atribuídas à Chikungunya, cujas mães tiveram suspeita da doença no periparto. Foi realizada a Reação de Transcriptase Reversa, seguida por Reação de Polimerase em Cadeia - PCR-RT para pesquisa de Chikungunya no sangue e líquor dos bebês. Foram pesquisados dez pacientes e constatou-se que cinco com PCR-RT positivo para Chikungunya.
RESULTADOS: O período da manifestação da doença materna variou de dias antes do parto até o dia do nascimento dos bebês. Dois bebês tiveram líquor positivo e um destes apresentou quadro de encefalite; três tiveram PCR-RT positivo no sangue periférico. Todos os bebês eram termo, do sexo masculino. Dois tiveram alguma alteração articular, como eritema/edema e subluxação do quadril. Três tiveram febre. Um teve hiperpigmentação cutânea e convulsão, dois apresentaram irritabilidade. Dois tiveram lesões bolhosas em todo o corpo. Três bebês tiveram trombocitopenia e dois alterações na ultrassonografia transfontanela.
CONCLUSÃO: Ainda há poucos relatos de casos de Chikungunya perinatal no Brasil. É importante que o pediatra fique atento à história materna para suspeitar desse diagnóstico frente aos sintomas inespecíficos no bebê. Palavras-chave: Vírus Chikungunya; Transmissão Vertical de Doença Infecciosa; Neonatologia.
Brinquedoteca ambulatorial: a importância do brincar na sala de espera

Janaina de Alencar Monteiro Rocha; Edson Vanderlei Zombini; Camila Gelmeti Serrano; Leonardo Azevedo Mobilia Alvares; Raquel Candido Ylamas Vasques

Resid Pediátr. 2025;15
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INTRODUÇÃO: O brincar é uma forma de as crianças expressarem os seus sentimentos. Favorece a elaboração de experiências desconhecidas e desagradáveis. Os serviços de saúde ambulatoriais apresentam-se abarrotados de usuários, de salas de exames e de instrumentos desconhecidos e assustadores às crianças. A brinquedoteca contribui ao estímulo contínuo do seu desenvolvimento, promove um atendimento mais humanizado, favorecendo a elaboração de experiências desconhecidas e desagradáveis.
OBJETIVO: Verificar a contribuição da implantação de uma brinquedoteca como sala de espera em um ambulatório de pediatria para a promoção da saúde das crianças.
MÉTODO: Pesquisa qualitativa, utilizando o método de análise de conteúdo de dados obtidos a partir de entrevistas com mães de crianças que frequentaram uma brinquedoteca ambulatorial.
RESULTADOS E DISCUSSÃO: Foram entrevistadas 30 mães de crianças na faixa etária de 2 a 6 anos de idade. Suas falas foram agrupadas em três categorias: A importância da brinquedoteca; A brinquedoteca como recurso para melhor aceitação da consulta pediátrica; A brinquedoteca como espaço de interação. A maioria dos acompanhantes tinham uma percepção favorável da brinquedoteca e reconheciam a importância desse ambiente como um fator de amenização da ansiedade e do sofrimento da criança na expectativa da consulta pediátrica, além de promotora de seu desenvolvimento. Conclusão: A brinquedoteca ambulatorial oferece benefícios significativos tanto para as crianças quanto para os seus acompanhantes. Contribui para amenizar a ansiedade e o medo da criança durante o tempo de espera para a consulta médica. Auxilia as inter-relações entre crianças e acompanhantes e das crianças com os profissionais da saúde. Palavras-chave: Promoção da saúde, Humanização da assistência, Assistência ambulatorial.
Situação do cartão vacinal em crianças atendidas no Ambulatório de Pediatria Geral de um Hospital Universitário Pediátrico

Luiza Maria Calvano; Amanda Cristina de Castro Rocha; Filipe Vieira Nascimento; Letícia dos Santos Fragoso; Millena Pereira Riera; Rafaella Lima Souza da Silva

Resid Pediátr. 2025;15
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INTRODUÇÃO: Todas as vacinas recomendadas pela Organização Mundial da Saúde são oferecidas pelo Sistema Único de Saúde no Brasil.
MÉTODO: Estudo transversal, descritivo, quantitativo. Entrevistados responsáveis por crianças atendidas no ambulatório de pediatria geral de um hospital universitário pediátrico para identificar a situação do cartão vacinal em relação ao recomendado pelo Ministério da Saúde. Alunos de Medicina aplicaram os questionários e verificaram os cartões de vacina. Perguntas diretas caracterizaram o perfil do paciente e a situação vacinal. Em caso de atraso de vacina(s), foi feita pergunta aberta para identificar o(s) motivo(s).
RESULTADOS: Entrevistados 62 responsáveis, maioria mães (90,3%). Entre os pacientes, predominaram: sexo masculino (51,6%), faixa etária de 2 a 6 anos (32,2%) e moradia no município do Rio de Janeiro (82,3%). Estavam com o cartão vacinal em atraso 59,7% das crianças, sendo a mais frequente vacina em atraso contra a doença do coronavírus, seguida pela vacina contra influenza. Como motivos alegados pelos responsáveis para o atraso vacinal, foram mais frequentes os relacionados à criança (28,6%), seguido pelo desconhecimento de que havia vacinas em atraso (20,4%).
CONCLUSÃO: Mais da metade das crianças atendidas no ambulatório de pediatria geral apresentaram atraso no cartão de vacinas. As consultas ambulatoriais constituem uma grande oportunidade para conscientizar a família sobre a situação vacinal da criança, compreender as razões da hesitação, dirimir dúvidas, melhorar orientações, sensibilizar e reforçar a importância da vacinação atualizada. Palavras-chave: Programas de imunização, Vacinas, Criança, COVID-19, Pandemias, Hesitação vacinal.
Aleitamento materno após internação em uma Unidade de Terapia Intensiva Neonatal do Sul de Santa Catarina

Bárbara Massih de Oliveira; João Victor Fernandes de Oliveira; Fernando Dal Bó Michels; Karla Dal Bó Michels

Resid Pediátr. 2025;15
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INTRODUÇÃO: Alguns bebês apresentam intercorrências no período perinatal, necessitando, muitas vezes, de internação em unidade de cuidados intensivos neonatais. Este estudo teve como objetivo conhecer a prevalência de aleitamento materno exclusivo ou misto 30 dias após a alta hospitalar de bebês internados em uma unidade de terapia intensiva neonatal (UTIN) em um Hospital do sul de Santa Catarina.
METODOLOGIA: Estudo de delineamento coorte prospectivo. Realizado por meio de um questionário na alta da UTIN, e 30 dias após por ligação telefônica, incluiu todos os binômios — mãe e recém-nascido — admitidos na UTIN entre outubro de 2023 e março de 2024, excluindo mães menores de 18 anos, não alfabetizadas e aquelas que não atenderam a ligação.
RESULTADOS: Dos 62 questionários analisados, 58,1% apresentaram aleitamento exclusivo logo após a alta da UTIN e 19,4% adotaram o aleitamento misto. O baixo peso ao nascimento e a idade gestacional pré-termo mostraram impacto significativo no período de amamentação. A maioria das mães que ofereciam leite materno após a UTIN trabalhavam fora de casa, com 14,3% migrando para uso de fórmula. O desejo materno de amamentar foi evidenciado em todos os participantes. No entanto, 15,4% do grupo não amamentado não receberam orientações sobre o aleitamento materno por profissionais da saúde.
CONCLUSÃO: Os resultados confirmam a importância do aleitamento materno após a internação na UTIN e destacam os desafios enfrentados pelos binômios para alcançá-lo. Não há conflito de interesse e não possui incentivo financeiro na sua realização. Palavras-chave: Aleitamento materno, Recém-nascido prematuro, Unidades de terapia intensiva neonatal.
Alterações ecocardiográficas em pacientes portadores de sopro cardíaco encaminhados ao ambulatório de cardiologia pediátrica da 7ª Regional de Saúde paranaense

Otavio Augusto Spolti Baldissera; Rafael Gheller; Maria Eduarda Scotti Alérico; Raquel Tomassoni Masiero

Resid Pediátr. 2025;15
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O nível terciário de atenção à saúde do SUS, em especial o de cardiopediatria, é sobrecarregado, com grande demanda e fila de espera. O estudo, a partir da coleta de dados de pacientes encaminhados à 7ª Regional de Saúde paranaense, visa buscar uma análise do perfil de encaminhamentos por seus motivos, assim como o desfecho de sua comorbidade inicial, traçando estatisticamente quais as suspeitas de patologias mais possuem relevância para o nível terciário de atenção e quais podem ser acompanhadas em níveis mais baixos. O estudo mostra como resultado que a maior parte dos encaminhamentos por sopros, cianose perioral, apneia do choro, síncope vasovagal, ansiedade, diabetes mellitus gestacional, dentre outras, apresentam desfecho benigno acima de 90% sem patologia encontrada, sem necessidade de acompanhamento e retorno, enquanto que por cardiopatias já preexistentes (comunicação interatrial, persistência do canal arterial, comunicação interventricular, insuficiência tricúspide, problemas de condução elétrica), acima de 40% dos resultados obtidos ainda apresentam patologias que necessitam de atenção e acompanhamento. Palavras-chave: Pediatria, Cardiologia, Ambulatório hospitalar, Comunicação interventricular, Comunicação interatrial.
Sopro cardíaco na infância: estudo descritivo de um ambulatório de hospital de referência do Sul do Brasil

Mariá Lessa Silva; Giulia Cardoso Masotti; Emanuela da Rocha Carvalho,

Resid Pediátr. 2025;15
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INTRODUÇÃO: O sopro cardíaco é a principal condição que demanda encaminhamentos ao serviço de cardiologia pediátrica.
OBJETIVO: Descrever o perfil dos casos referenciados por sopro cardíaco ao serviço de cardiologia de um hospital pediátrico.
MÉTODOS: Estudo observacional, descritivo e retrospectivo realizado em um hospital terciário pediátrico de Florianópolis, Santa Catarina. Foram incluídos pacientes com idade entre 0 e 15 anos incompletos referenciados para avaliação de sopro cardíaco no período entre 2018 e 2022. A pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética de Pesquisa em Seres Humanos da instituição.
RESULTADOS: Dos 142 incluídos, o perfil predominante foi de sexo masculino (n = 77; 54,2%) e lactentes (n = 51; 35,9%). Cerca de 44 (31,0%) casos foram inicialmente identificados na Atenção Primária à Saúde e 96 (67,6%) foram descritos em outros contextos de assistência. No geral, 94 (66,2%) registros apontam que a identificação foi realizada por pediatras. Em consulta cardiológica, sopro foi identificado em 97 (68,3%) casos, sendo descrito, principalmente, como sistólico (n = 91; 93,8%), em borda esternal esquerda (n = 78; 80,4%) e de timbre suave (n = 47; 48,4%). As principais análises diagnósticas foram sopro cardíaco inocente (n = 72; 50,7%) e sopro a esclarecer (n = 17; 11,9%), sendo que, das patologias encontradas, as mais prevalentes foram comunicação interatrial (n = 11; 7,7%) e forame oval patente (n = 11; 7,7%).
CONCLUSÕES: O perfil dos pacientes referenciados foi masculino e lactente com sopro não patológico inicialmente rastreado por pediatra. Palavras-chave: Auscultação cardíaca; Cardiopatias congênitas; Variações dependentes do observador; Diagnóstico.
Nós estamos ouvindo as famílias? Estamos conseguindo ser parceiros destas famílias com crianças e adolescentes com Transtorno do Espectro Autista?

Marina Moreira de Moura; Márcia Cortez Bellotti de Oliveira; Eliane Maria Garcez Oliveira da Fonseca; Juliana da Cunha Ferreira; Dália Balassiano Strosberg; Milena Franklin Felipe de Oliveira

Resid Pediátr. 2025;15
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Apesar da prevalência dos Transtornos do Espectro Autista (TEA) ser alta e o tema ser relevante, a literatura brasileira sobre o assunto é escassa.
OBJETIVO: Caracterizar aspectos relacionados ao diagnóstico de TEA em crianças e adolescentes atendidos no ambulatório de Pediatria de uma unidade básica de saúde.
MÉTODOS: Estudo retrospectivo, descritivo de caráter exploratório, com dados coletados em prontuários de crianças/adolescentes atendidos em uma instituição de ensino médico do Rio de Janeiro, parceira do Sistema Único de Saúde no período de 01 de fevereiro de 2023 a 30 de junho de 2024.
RESULTADOS: A amostra é composta por prontuários de 291 crianças e adolescentes. A idade média foi de 82,5 ± 43,9 meses (21-206). Os cuidadores/família suspeitaram de TEA em 84% (199/237) e a creche/escola em 28,5% (83/128). O motivo mais frequente da primeira consulta foram queixas clínicas/rotina em 32,5% (94/289), seguido de suspeita de TEA/Autismo em 15,6% (45/289). Os sintomas mais frequentemente relatados foram aqueles relacionadas ao comportamento em 10,4% (30/289). A idade do início dos sintomas foi de 29,5 ± 21,9 meses. A idade do diagnóstico foi de 63,2 ± 39,7 meses. Em 33,7% (97/288) não havia um diagnóstico prévio.
CONCLUSÃO: A lacuna existente entre a percepção dos primeiros sintomas pelos cuidadores e a idade do diagnóstico sublinham a importância da triagem para TEA. Além disso, como muitos cuidadores suspeitam de TEA e não expressam suas preocupações, é essencial melhorar a educação profissional sobre empatia e construção de confiança entre as famílias e os pediatras. Palavras-chave: pectro autista, Transtorno autístico, Diagnóstico precoce.
A relação entre puberdade precoce e a pandemia da COVID-19

Rafaela Silva Cintra; Marcelo Pinho Bittar; Paula Cristina Gomes

Resid Pediátr. 2025;15
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A puberdade precoce é um fenômeno que ocorre quando os caracteres sexuais secundários aparecem antes dos oito anos nas meninas e antes dos nove anos nos meninos. O diagnóstico é feito após observar o aparecimento de sinais puberais e realizar exames complementares para confirmar o tipo de puberdade precoce. O tratamento da puberdade precoce central é feito com análogos de GnRH, visando bloquear a evolução puberal. Foram analisados os dados fornecidos pelo Departamento Regional de Saúde (DRS) antes e durante a pandemia de COVID-19, e foi possível observar um aumento nos casos de puberdade precoce, indicando uma possível relação entre a pandemia da COVID-19 e o aumento de casos. Fatores como estresse, alterações na rotina diária e exposição ao vírus podem ter influenciado o início da puberdade. Estudos mostram que outros aspectos, como nutrição, exposição a produtos químicos e uso de dispositivos eletrônicos, também podem contribuir para o início precoce da puberdade. Em outros países também foi encontrado um aumento na incidência de puberdade precoce durante a pandemia. Todos esses fatores ressaltam a importância de continuar estudando e monitorando a incidência de puberdade precoce e seu impacto em diferentes populações. Palavras-chave: Pediatria, Puberdade precoce, SARS-CoV-2.
Identificação dos fatores de risco referentes ao estresse tóxico em crianças de 0 a 6 anos em dois centros de saúde escola da cidade de Botucatu/SP

Breno Salles Guazzone; Alice Y. Prearo

Resid Pediátr. 2025;15
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INTRODUÇÃO: Considerando os impactos do estresse tóxico no desenvolvimento infantil, com prejuízos social, econômico, biológico, identificar seus fatores de risco é fundamental. Deve-se avaliar objetivamente o contexto em que se inserem as crianças brasileiras.
OBJETIVO: Diagnóstico epidemiológico de exposição ao estresse tóxico em crianças de 0 a 6 anos no Centro de Saúde Escola (CSE) em Botucatu/São Paulo, e avaliar condicionantes socioeconômicos correlacionados ao estresse tóxico.
MATERIAIS E MÉTODOS: Estudo Transversal analítico populacional. Excluídas crianças fora da faixa etária de 0 a 6 anos e fora da abrangência do CSE. Aplicado questionário de formulação própria. Levantados dados socioeconômicos, acesso à saúde, e exposições de risco ao estresse tóxico. Realizada análise quantitativa, seguida de estatística de regressão linear com resposta Poisson ajustada por blocos para explicar alterações de comportamento em crianças entre 2 a 6 anos.
RESULTADOS: Amostra final de 70 questionários (N=70). 78,9% estavam eutróficas; 91,2% em seguimento de puericultura e vacinação adequada. 74,4% das famílias apresentaram renda até 3 salários mínimos. Encontrou-se razão de prevalência (RP) de alterações de comportamento em crianças de 2 a 6 anos que já faziam seguimento em ambulatórios de especialidades (RP 4,69 IC95% 0,47-47,14 p=0,189) e em seguimento de saúde mental (RP 2,6 IC95% 0,94-7,15 p=0,64). A união de genitores foi fator protetor (RP 0,48 IC95% 0,17-1,33 p=0,159).
CONCLUSÃO: Obtido panorama da população estudada, dados sem compilação prévia, auxiliando adequações na assistência. Evidenciou-se a relevância da união de genitores no estresse tóxico. Com maior amostra pode-se obter novas correlações. Não houve financiamentos ou conflitos de interesse. Palavras-chave: Estresse psicológico, Experiências adversas da infância, Desenvolvimento infantil.
Editorial
Residência Pediátrica: O Conhecimento Sem Barreiras na Era do Fluxo Contínuo

Marilene Crispino; Clemax Sant’Anna

Resid Pediátr. 2025;15
Palavras-chave:
Lista de Revisores
Lista de avaliadores de 2025

Resid Pediátr. 2025;15
Palavras-chave:
Relato de Caso
Síndrome hemofagocítica como manifestação inicial do lúpus eritematoso sistêmico na infância

Camila de Sá Conceição; Nicolas Pereira de Brito; Isabelle Giacomett de Carvalho Domingos Silva; Tainá Garcia Ferreira Gama; Andresa Tumelero; Bruna Meira Fadel,

Resid Pediátr. 2025;15
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INTRODUÇÃO: O Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) é uma doença autoimune multissistêmica de causa ainda desconhecida. Na infância é uma doença rara e geralmente se apresenta de forma aguda e agressiva. A síndrome hemofagocítica (SHF) ou linfo-histiocitose hemofagocítica (HLH) é uma doença hiperinflamatória grave, também rara e potencialmente fatal.
OBJETIVO: Descrever um caso de LES em escolar de 8 anos, que se apresentou de forma grave, associada à SHF como primomanifestação.
RELATO DE CASO: Paciente de 8 anos com quadro de entrada de febre diária aferida persistente há 20 dias, máxima de 39 ºC, concomitante à diminuição do apetite, prostração, dispneia a moderados esforços. Aos exames laboratoriais apresentava anemia moderada, leucopenia, EAS com proteinúria e hemoglobinúria, com cilindros granulosos e hialinos. Ao exame de ecocardiograma, apresentava cardiomegalia leve e insuficiência mitral e tricúspide. Na evolução do caso, foi avaliado pela nefrologia pediátrica que aventou a hipótese diagnóstica de LES, corroborada após com FAN e anti-DNA positivos, e consumo de complemento C3 e C4. Apresentou hiperferritinemia e hipertrigliceridemia. Devido a sinais e sintomas apresentados, foi aventada a hipótese de síndrome hemofagocítica, confirmada ao mielograma com a presença de hemofagocitose.
CONCLUSÃO: A SHF é uma doença grave, rara quando associada ao LES, potencialmente fatal e de difícil diagnóstico devido às particularidades de suas características pela presença de sintomas similares entre si. Palavras-chave: Lúpus eritematoso sistêmico, Linfo-histiocitose hemofagocítica, Reumatologia, Síndrome de ativação macrofágica.
Espondilodiscite na infância - relato de caso em pré-escolar

Ana Beatriz Charantola Beloni; Ana Clara Charantola Beloni

Resid Pediátr. 2025;15
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INTRODUÇÃO: A espondilodiscite na infância é um agravo de difícil diagnóstico, visto ser incomum e seus sintomas serem inespecíficos, correspondendo a 2% a 4% das doenças osteoarticulares na faixa etária pediátrica. Apresenta-se com lombalgia, recusa ou dificuldade para deambular e/ou sentar-se, associado ou não com sintomas sistêmicos. Entre os microrganismos mais frequentes, citam-se vírus e bactérias, como Staphylococcus aureus (65%-80%).
RELATO DE CASO: Pré-escolar, sexo masculino, asiático, com lombalgia há 2 meses, sem trauma associado. Evoluiu com piora da dor 11 dias antes da internação, associada à dificuldade para deambular e sentar-se. Foram realizados exames laboratoriais, proteína C-reativa (PCR) elevada e 2 hemoculturas negativas, e de imagem, com ressonância magnética (RM) da coluna lombossacra mostrando sinais de liquefação do disco intervertebral de L4-L5. Iniciado tratamento empírico para Staphylococcus aureus com Oxacilina. Houve melhora do quadro clínico, retornando a deambular e a sentar-se sem dificuldade, queda de PCR <0.06 e RM da coluna lombossacra com redução da liquefação do disco intervertebral de L4-L5.
CONCLUSÃO: A espondilodiscite é uma condição rara que acomete aproximadamente 1 a cada 250.000 crianças. O diagnóstico é feito com base na história clínica, geralmente frustra, exames laboratoriais inespecíficos e de imagens. Antibioticoterapia intravenosa durante 4 a 6 semanas é o pilar do tratamento, associado à imobilização e repouso. O seu diagnóstico e tratamento precoces são essenciais para reduzir as chances de deformidades a longo prazo. Palavras-chave: Discite, Pré-escolar, Dor lombar, Imageamento por ressonância magnética.
Miastenia Gravis Transitória Neonatal: um relato de caso pediátrico

Ana Alice Broering Eller; Natália Merheb Haddad; Catarina Pfitzer; Raiane Suzana Gaiki; Emanuelli Rudolf; Matheus Mariotti Daniel; Sandra Mara Witkowski

Resid Pediátr. 2025;15
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OBJETIVO: Relatar a evolução de um recém-nascido com quadro de miastenia gravis neonatal transitória nos primeiros dias de vida, de mãe portadora de miastenia gravis.
RELATO DE CASO: Recém-nascido, feminino, Apgar 7/9, peso ao nascer de 2.490g, Capurro de 36 semanas e 2 dias, mãe portadora de miastenia gravis. Apresentou, ao nascimento, choro fraco e hipotonia leve. Foi encaminhada para unidade de terapia intensiva neonatal devido a desconforto respiratório, com tiragem intercostal baixa e dificuldade de manter saturação acima de 90%. Houve a resolução do quadro respiratório em 8 horas com uso de pressão contínua de vias aéreas (CPAP). Ao exame físico das 12 horas de vida, foi percebido hipotonicidade, mímica perioral diminuída e ausência de sucção, sendo iniciado Piridostigmina como teste terapêutico. Após dois dias do uso da medicação, apresentou melhora dos sintomas. No quinto dia de vida, apresentava-se com boa sucção ao seio materno e ganho de peso adequado, com posterior alta hospitalar usando Piridostigmina e acompanhamento ambulatorial.
COMENTÁRIOS: Miastenia gravis (MG) neonatal transitória é uma doença rara, que afeta cerca de 12% a 20% dos recém-nascidos de mães portadoras de miastenia gravis. Essa patologia ocorre por transferência placentária de anticorpos da imunoglobulina G na gestação. A miastenia gravis neonatal transitória é um diagnóstico clínico, apresenta-se nas primeiras 12 a 72 horas de vida e geralmente não exige tratamento. Nesse caso, a menor apresentou o diagnóstico clínico nas primeiras 24 horas de vida, e boa resposta à piridostigmina. Aprovado pelo Comitê de Ética e Pesquisa sob CAAE 81212524.8.0000.0120. Palavras-chave: Miastenia gravis, Miastenia gravis neonatal, Doenças do recém-nascido.
Apresentação atípica de Leishmaniose Visceral com acometimento pulmonar: relato de casos

Raabe de Jesus Souza; François Loiola Ponte Souza; Robério Dias Leite; Raimundo Diego Ferreira Amorim; Yasmin Saboia Moreira; Gabriella Fidelis Sá

Resid Pediátr. 2025;15
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A leishmaniose visceral (LV) é uma doença grave e muitas vezes fatal, endêmica no Brasil, principalmente no Nordeste. Pode apresentar sintomas variados, incluindo hepatoesplenomegalia e pancitopenia, dificultando o diagnóstico diferencial com condições hematológicas. Este artigo relata dois casos pediátricos que apresentaram envolvimento pulmonar atípico associado à LV, destacando-se o potencial de diagnóstico incorreto e subdiagnóstico. Ambos os pacientes apresentaram alterações radiológicas, apesar da ausência de correlação clínico-radiológica clara. O tratamento levou a desfechos clínicos favoráveis, sugerindo que as complicações pulmonares na LV podem ser reversíveis. Os resultados enfatizam a necessidade de maior conhecimento e suspeição diagnóstica do envolvimento respiratório em casos de LV. Palavras-chave: Leishmaniose visceral, Pediatria, Doenças negligenciadas.
Síndrome de Coffin-Siris associada ao transtorno do espectro do autismo e variante em arid1b

Ana Cleide Silva Souza; João Francisco Tussolini; Aline Ferreira Vieira; Katia Santana Cruz; Jadson Rago Júnior; Poliana Campos Melli; Sarah Portela da Cunha Tolentino; Luciano da Silva Pontes; Patricia Delgado da Silva; Vania Mesquita Gadelha Prazeres

Resid Pediátr. 2025;15
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INTRODUÇÃO: De acordo com o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais, 5ª Edição (DSM-5) tem-se como características do Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) o prejuízo persistente na comunicação social recíproca e na interação social e padrões restritos e repetitivos de comportamento, interesses ou atividades. A síndrome de Coffin-Siris (CSS) é uma condição genética definida por características dismórficas clássicas, atrasos no desenvolvimento e anomalias congênitas. A variante em ARID1B é relacionada com frequência ao TEA e outros distúrbios do neurodesenvolvimento.
OBJETIVO: Descrever o TEA secundário em uma menina diagnosticada com síndrome de Coffin-Siris e estabelecimento do diagnóstico através do fenótipo e testes genéticos.
RELATO DE CASO: Menina com quatro anos de idade apresenta transtornos neurológicos (dificuldades na comunicação, socialização e habilidades motoras), características fenotípicas (cabelos esparsos, ponte nasal larga e achatada, ausência de última falange do quinto quirodáctilo e haluces valgos) e devido ao fenótipo clínico recebeu diagnóstico de Síndrome de Coffin-Siris pela genética médica e confirmado posteriormente pelo teste genético. O diagnóstico correto possibilitou o manejo adequado da paciente. Assim, reforçarmos aos pediatras a importância de investigar essa síndrome em casos de crianças que apresentam alteração de neurodesenvolvimento, acompanhada de dismorfias e síndrome epiléptica.
CONCLUSÃO: Relatar que o autismo sindrômico ou autismo secundário é comum em algumas síndromes genéticas e enfatizar a importância da suspeição diagnóstica através de características fenotípicas do TEA comórbido por uma síndrome. Este relatório aponta a importância e necessidade de mais pesquisas sobre os antecedentes genéticos desses transtornos para entender sua etiologia complexa. Palavras-chave: Transtorno do Espectro Autista, Síndrome, Fenótipo, Genótipo.
Distrofia Muscular Congênita Tipo Megaconial: um relato de caso

Maria Luiza de Andrade Correia; Eugenio Grillo; Raphaela Maintinguer

Resid Pediátr. 2025;15
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OBJETIVO: Descrever um caso de Distrofia Muscular Congênita tipo Megaconial. As distrofias musculares congênitas pertencem a um grupo de doenças crônicas que se manifestam com fraqueza muscular e hipotonia. Essas condições podem surgir desde o nascimento ou nos primeiros meses de vida, impactando o desenvolvimento e a qualidade de vida da criança. A Distrofia Muscular Congênita tipo Megaconial é uma doença rara, causada por mutação no gene CHKB que, além das manifestações típicas de distrofia muscular, pode apresentar deficiência intelectual, cardiomiopatia dilatada, comportamentos autistas, problemas de linguagem e alterações cutâneas semelhantes à ictiose.
RELATO DE CASO: Paciente do sexo masculino, 1 ano e 6 meses de idade, com atraso no desenvolvimento motor, hipotonia generalizada, arreflexia e lesões cutâneas. A análise genética revelou miopatia de herança autossômica recessiva com mutação nonsense em homozigose no gene CHKB, cuja variante está ausente em aproximadamente 140 mil indivíduos da população mundial e nunca foi previamente descrita na literatura médica.
CONCLUSÃO: Este relato de caso reforça a necessidade de ampliar o conhecimento sobre as distrofias musculares congênitas como diagnóstico diferencial na pediatria, especialmente em pacientes com atraso no desenvolvimento motor. Além disso, destaca a importância da realização de painel genético para a identificação de possíveis novas variantes. Palavras-chave: Distrofias musculares, Miopatias mitocondriais, Colina quinase.
Anisocoria por Atrovent: um relato de caso

Marina Dall’Ara de Souza,; Rebeca Megale Torres; Jennifer Stefania Silva Carranza; Nathalie Cristine Almeida da Gama Santos

Resid Pediátr. 2025;15
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A pupila, abertura central da íris, regula a passagem de luz para a retina, alterando seu tamanho em resposta à intensidade luminosa. A anisocoria, caracterizada pela diferença no tamanho das pupilas, pode ser congênita ou um sinal de condições médicas subjacentes. O brometo de ipratrópio (Atrovent®) é amplamente utilizado no manejo do broncoespasmo, embora seu uso possa acarretar efeitos colaterais, como alterações visuais e aumento da pressão intraocular, incluindo anisocoria. Neste artigo, relatamos o caso de uma paciente de 5 anos, do sexo feminino, com histórico de asma, que buscou atendimento no Hospital São Luiz Gonzaga apresentando dispneia e febre há 3 dias. Durante o tratamento com antibioticoterapia, corticoide endovenoso, beta-agonista e inalação de brometo de ipratrópio, a paciente desenvolveu anisocoria à esquerda, sem outras queixas associadas. O exame físico e neurológico foi normal, assim como os exames laboratoriais e a tomografia computadorizada de crânio. Após a suspensão do brometo de ipratrópio, a anisocoria regrediu em 8 horas. Concluímos que a anisocoria requer uma avaliação cuidadosa para descartar condições de risco e complicações neurológicas. Uma anamnese detalhada e um exame clínico minucioso são essenciais para identificar a etiologia da anisocoria, possibilitando intervenções precoces e minimizando complicações. Este estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética e Pesquisa da Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, sob o número de aprovação CAAE 79053624.3.0000.5479. Palavras-chave: Pupila, Anisocoria, Ipratrópio.
Osteomielite de arco costal no pós-operatório de um lactente com enfisema lobar congênito: relato de caso

Rachel Versiani de Sena; Márcio Fernandes Nehab

Resid Pediátr. 2025;15
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A osteomielite é uma das infecções invasivas mais prevalentes na pediatria, porém a de arco costal é extremamente rara, correspondendo a somente 1% dos casos. As principais etiologias são consequência de traumas, infecções adjacentes ou via hematogênica. O Staphylococcus aureus é o agente mais comum, sendo necessário o início de antibioticoterapia empírica para todos os pacientes com suspeita de osteomielite. Os sintomas e alterações laboratoriais são inespecíficos e a radiografia pode não detectar alteração de imediato. A ressonância magnética é considerada o exame de imagem padrão-ouro para o diagnóstico, pois consegue detectar alterações mais precocemente. Descrevemos neste estudo um caso clínico de um lactente com diagnóstico de enfisema lobar congênito que evoluiu com osteomielite de arco costal no pós-operatório tardio de uma lobectomia. Este caso ilustra a importância da suspeita e do diagnóstico precoce desta patologia, além de seu tratamento efetivo para diminuir a morbidade e a mortalidade associadas a esta condição. Palavras-chave: Osteomielite, Enfisema pulmonar, Costelas, Lactente.
Erupção cutânea mimetizando poroceratose como componente de uma síndrome rara: CDAGS (craniossinostose, surdez, anomalias anais, geniturinárias e cutâneas) - relato de caso

Isabel Crivelatti; Gabriella Di Giunta Funchal; André Vinícius Vieira Maciel; Andrea Gisele Pereira Simoni

Resid Pediátr. 2025;15
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OBJETIVO: Descrever as alterações cutâneas associadas a anomalias congênitas de uma síndrome rara, alertando os profissionais de saúde sobre essa possibilidade diagnóstica na presença do conjunto de sinais e sintomas composto por craniossinostose, surdez, anomalias anais, geniturinárias e cutâneas.
RELATO DE CASO: Recém-nascido do sexo masculino, apresentou, ao nascimento, múltiplas malformações: fácies típicas, craniossinostose, anomalias anais e geniturinárias, além de alteração no teste de triagem auditiva neonatal. Anormalidades cromossômicas não foram detectadas pelo exame de cariótipo ou por microarray. Aos 3 meses, iniciou com placas eritematodescamativas, com bordas queratóticas nas extremidades, sendo submetido a diversos tratamentos diferentes tanto tópicos quanto sistêmicos. Apenas aos 14 meses foi identificada semelhança clínica e histológica das lesões cutâneas com a poroqueratose. A partir de então, o quadro cutâneo foi correlacionado com as demais anomalias e, após revisão de literatura, o diagnóstico proposto. Com isso, a abordagem multidisciplinar foi adotada e a prescrição empírica descontinuada.
DISCUSSÃO: A síndrome composta por craniossinostose, surdez, anomalias anais, geniturinárias e cutâneas é uma doença rara, de herança autossômica recessiva, com poucos casos descritos na literatura. As alterações cutâneas quase sempre estão presentes e são semelhantes tanto clinicamente quanto histologicamente à poroqueratose. O conjunto de sinais e sintomas dessa síndrome precisa aventar nos profissionais de saúde esse diagnóstico, pois uma abordagem multidisciplinar mais precoce e a não prescrição de medicamentos ineficazes e com efeitos colaterais melhorariam a qualidade de vida desses pacientes. Palavras-chave: Poroceratose, Manifestações cutâneas, Craniossinostoses, Anormalidades urogenitais, Ânus imperfurado.
Leucodistrofia metacromática e a importância do diagnóstico precoce

Ana Letícia Souza Rezende; Débora Aline Grasel; Ester Passos Ratti; Isabel Cristina Schwarzer Spies; Simone de Menezes Karam; Carolina Fischinger Moura de Souza

Resid Pediátr. 2025;15
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A leucodistrofia metacromática (LDM) é uma doença genética, de caráter autossômico recessivo, que se caracteriza pela deficiência de enzimas lisossomais, levando à formação de depósitos lisossômicos. A desmielinização de fibras do sistema nervoso central e periférico que se segue leva a comprometimento motor e cognitivo progressivos. Este relato apresenta o caso de um paciente de 3 anos e 7 meses, afetado pela doença na forma infantil tardia, que apresentou, inicialmente, atrasos no desenvolvimento neuropsicomotor com 1 ano e 3 meses, mas foi diagnosticado com LDM apenas aos 3 anos, após descartados diagnósticos como encefalopatia crônica não progressiva e autismo. Nesse caso, houve evolução para encefalopatia progressiva, com perda de marcos motores, cognitivos e de linguagem já adquiridos, seguidos de perda de deambulação, GTT e TQT. O diagnóstico de LDM, majoritariamente, não ocorre no período pré-natal, mas perante as manifestações clínicas, como ataxia e fraqueza com arreflexia, seguido por análise genética, exames de imagem e testes bioquímicos. Entre os principais diagnósticos diferenciais figuram a doença de Krabbe, adrenoleucodistrofia ligada ao X, doença de Alexander e doença de Pelizaeus-Merzbacher. O tratamento disponível para a doença é transplante de medula óssea ou cuidados paliativos, visando a gestão sintomática e desaceleração do curso clínico da doença. Como uma doença rara, o diagnóstico conclusivo tende a demorar para ocorrer, atrasando um tratamento que, idealmente, deveria ser instaurado de forma precoce. Tendo isso em vista, busca-se relatar um caso de LDM, apresentar diagnósticos diferenciais e relacionar com a importância do acompanhamento dos marcos do desenvolvimento neuropsicomotor. Palavras-chave: Leucodistrofia metacromática, Desenvolvimento infantil, Doenças raras, Doenças desmielinizantes, Encefalopatias.
Intussuscepção e pólipo duodenal gigante em paciente pediátrico com Síndrome de Peutz-Jeghers: relato de caso

Carlos Enrique Crismatt Rodríguez; Mariana Tschoepke Aires; Silvio da Rocha Carvalho; Marcia Angelica Bonilha Valladares; Mariana Troccoli de Souza; Cássia Freire Vaz; Carlos Roberto Carvalho Cordeiro

Resid Pediátr. 2025;15
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A Síndrome de Peutz-Jeghers (SPJ) é uma doença genética rara caracterizada pela polipose hamartomatosa e pigmentação mucocutânea, relacionada a mutações no gene STK11. Relatamos o caso de um paciente masculino de sete anos com SPJ, que apresentou dor abdominal intensa, constipação e máculas hiperpigmentadas típicas da síndrome. A investigação revelou história familiar de polipose e câncer colorretal, com familiares próximos submetidos a cirurgias por complicações associadas. A colonoscopia mostrou pólipos colônicos, e a endoscopia digestiva alta (EDA) evidenciou pólipos gástricos e um pólipo duodenal gigante. O exame histopatológico mostrou pólipos hamartomatosos. Um mês após a EDA evoluiu com invaginação intestinal jejuno-jejunal, necessitando de laparotomia exploratória e enterectomia com anastomose término-terminal. O resultado histopatológico do pólipo do jejuno evidenciou adenocarcinoma. Este caso sublinha a importância da vigilância em pacientes com histórico familiar e apresenta a EDA como crucial para o diagnóstico e manejo. O relato ressalta a necessidade de monitoramento contínuo e avaliação genética precoce, sobretudo diante das lesões mucocutâneas suspeitas de SPJ, dadas às implicações a longo prazo e seus riscos associados. A identificação precoce e tratamento adequado são essenciais para otimizar os resultados clínicos em pacientes com essa condição. Palavras-chave: Síndrome de Peutz-Jeghers, Polipose intestinal, Endoscopia do sistema digestório, Pediatria, Intussuscepção.
Gangrena de Fournier com tromboembolismo pulmonar maciço em lactente: relato de caso

Jéssica Aparecida Souza Cuba; Kevin Gustavo dos Santos Silva; José Guilherme Machado Gomes; Yasmim Cury Di Fazio,

Resid Pediátr. 2025;15
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A gangrena de Fournier (GF) é uma fascite necrosante rara que afeta as regiões perineal e genital, sendo mais comum em homens idosos e imunocomprometidos. Relatamos um caso atípico de GF com tromboembolismo pulmonar (TEP) em um lactente previamente saudável, no interior de São Paulo, Brasil. Paciente do sexo masculino, com 1 ano e 1 mês de idade, apresentou histórico de "manchas vermelhas" nas regiões genital, inguinal e em ambas as coxas. Durante a avaliação, constataram-se lesões inguinais profundas bilaterais com necrose e extensa descamação superficial infraumbilical. Uma investigação laboratorial revelou hemocultura positiva para Pseudomonas aeruginosa. O quadro evoluiu para sepse de foco cutâneo, associada à instabilidade hemodinâmica e piora da função renal, além de sobrecarga das câmaras direitas e TEP. Após a realização de trombólise, o paciente apresentou melhora lenta e progressiva até alcançar estabilidade hemodinâmica. Considerando a raridade e gravidade da GF na população pediátrica, nosso caso destaca os benefícios do reconhecimento precoce do diagnóstico. Palavras-chave: Gangrena de Fournier, Embolia pulmonar, Ativador de plasminogênio tecidual, Lactente.
Hiperparatireoidismo primário por adenoma de paratireoide em paciente pediátrico: um relato de caso

Paola R. F. Suhet,; Claudia A. Polloni,; Leandro A. Barros; Antônio Bertelli; Paula B. Cunha; Matheus A. Alvares

Resid Pediátr. 2025;15
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O Hiperparatireoidismo primário (HPTP) na infância é uma condição rara, porém, de extrema importância clínica. O aumento da atividade da glândula paratireoide de maneira anômala, levando à produção inapropriada de paratormônio (PTH), resulta em um desequilíbrio no metabolismo do cálcio, com impactos diretos sobre o desenvolvimento ósseo e o sistema renal. O objetivo deste trabalho é relatar um caso de hiperparatireoidismo (HPT) por adenoma de paratireoide em uma jovem de 13 anos no qual a única manifestação clínica era a litíase renal. A análise laboratorial mostrou cálcio de até 14,8 md/dL e paratormônio de até 305 pg/mL. A paciente foi submetida à remoção cirúrgica do adenoma com medidas de PTH intraoperatórios evidenciando queda de mais de 80% dos valores do hormônio sérico após a exérese de uma das glândulas. Palavras-chave: Hiperparatireoidismo, Hiperparatireoidismo primário, Hipercalcemia, Pediatria.
Do pulmão ao sistema nervoso: uma apresentação atípica - relato de caso

Júlia Moura Nader; Ana Carolina Neller Finta; Patrícia Marques Fortes; Paulo Sérgio Sucasas da Costa; Ricardo Vieira Teles Filho

Resid Pediátr. 2025;15
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O Mycoplasma pneumoniae é um patógeno comum de infecções respiratórias na faixa etária pediátrica, podendo acometer o sistema nervoso central (SNC) em casos raros, apresentando manifestações como encefalite e meningoencefalite. Este relato descreve o caso de uma lactente de 11 meses, previamente hígida, que se apresentou com quadro clínico de febre, vômitos e diarreia. Posteriormente, evoluiu com sinais neurológicos graves, como sonolência, fraqueza muscular e perda dos marcos de desenvolvimento. Três semanas antes, a criança teve sintomas respiratórios sugestivos de infecção viral. A análise do liquor (LCR) mostrou pleocitose linfocitária e aumento de proteínas. A ressonância nuclear magnética do crânio evidenciou preenchimento dos sulcos corticais, associado a espessamento e realce paquimeníngeo e leptomeníngeo difuso, compatível com meningite. O diagnóstico é confirmado por exames sorológicos, com a detecção de anticorpos IgM contra M. pneumoniae. O diagnóstico da meningoencefalite por M. pneumoniae é desafiador e muitas vezes difícil, uma vez que a doença pode se apresentar de forma inespecífica. Este caso enfatiza a importância de considerar M. pneumoniae como causa de complicações neurológicas em crianças com histórico de infecção respiratória. Palavras-chave: Encefalite, Mycoplasma pneumoniae, Meningoencefalite, Pediatria, Pneumonia.
Supraventricular Tachycardia in a Newborn with Camptodactyly: Case Report

Rinaldo Fábio Souza Tavares; Danielle Kauwane Latge; Karina Andrade dos Reis Ferreira; Luiza Oliveira Ribeiro; João Moraes dos Santos Neves; Mariah Nascimento Peres; Joaquim Soletti; Wesley Santos de Jesus

Resid Pediátr. 2025;15
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Taquicardia supraventricular (TSV) neonatal é definida como o aumento anormal da frequência cardíaca com origem acima do Feixe de His. A camptodactilia é uma deformidade congênita caracterizada pela flexão progressiva e não traumática da articulação interfalângica proximal (IFP). Descrevemos o quadro clínico e o manejo de uma taquicardia supraventricular em neonato, quadro não muito comum na prática diária do neonatologista, como também associado à camptodactilia, sendo essa associação ainda não relatada na literatura. Enfatizamos o diagnóstico precoce e seu tratamento adequado na crise, bem como profilaxia para novos episódios. Novos estudos poderão confirmar se essa associação é apenas fortuita (casual). Palavras-chave: Neonatologia, Deformidades congênitas da mão, Taquicardia supraventricular.
Resenha
Resenha do artigo - Limitações do Exame POCUS: Atenção ao Sobrediagnóstico e Subtratamento

Ligia Febraro; Vanessa Soares Lanziotti

Resid Pediátr. 2025;15
Palavras-chave:
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