Logo

ISSN (On-line) 2236-6814

doi.org/10.25060/residpediatr

Powered by Google Translate

Resultados da Busca

O periódico Residência Pediátrica e a divulgação de informação em tempos de COVID-19

Bruna Brasil Seixas Bruno; Marilene Augusta Crispino Santos; Leonardo Santos Martes; Clemax Couto Sant’Anna; Marcia Alves Galvão

Resid Pediatr. 2021
|
| TEXTO COMPLETO
OBJETIVOS: Apresentar o procedimento adotado pela revista RP sobre disponibilização de visualização rápida e ágil do conteúdo de artigos sobre COVID-19, enviados e aceitos para publicação, imediatamente após terem sido aprovados pelos revisores.
MÉTODOS: Elaboração de exemplar especialmente voltado para temas sobre COVID-19, com estabelecimento de um fluxo prioritário para agilizar as avaliações por pares dos manuscritos submetidos.
RESULTADOS: Leitores são beneficiados com a oportunidade de uma leitura antecipada de temas relevantes que ainda demandarão um certo tempo para que sejam disponibilizados, dada a rotina de todo o processo de editoração.
CONCLUSÕES: Uma simples iniciativa, como a “visualização pré-publicação” poderá servir de estímulo para que outros periódicos de acesso aberto possam aderir a esse modelo simplificado, ampliando a rede de comunicação entre pesquisadores.
Relato de caso: paciente nascida no Brasil portadora de intolerância à proteína lisinúrica

João Vitor Perez; Debora Salim Freitas; João Antonio Madalosso Junior; Charles Marques Lourenco

Resid Pediatr. 2021
|
| TEXTO COMPLETO
Alterações enzimáticas de origem genética promovem erros inatos do metabolismo, levando, assim, a manifestações metabólicas em que há falha de síntese, degradação, armazenamento ou transporte de moléculas no organismo. A intolerância à proteína lisinúrica (IPL) é uma doença metabólica heredi-tária autossômica recessiva rara que promove uma desordem multissistêmica na absorção de amino-ácidos cursando com alteração secundária do ciclo da ureia. Apresenta-se com variedade de sintomas que se manifestam usualmente após o desmame, sendo os mais comuns náuseas e vômitos agudos após rica ingestão proteica, aversão a alimentos ricos em proteínas, diarreia, dificuldade de ganho de peso, atraso de crescimento e desenvolvimento, alterações hematológicas e imunológicas e, em casos mais graves, podendo levar ao coma por hiperamonemia. Embora seja pan-étnica, ocorre em maior prevalência na Finlândia, devido à presença de mutação fundadora, acometendo 1/60.000 nascidos vivos naquele país.
Sugestão de abordagem sistematizada da COVID-19 na população pediátrica

Andrea Maciel de Oliveira Rossoni; Tatiane Hirose; Adriana Koliski; Marcelo Rodrigues; Valéria Cabral Neves; Lucciano Massuda; Tony Tannous Tahan; Débora Carla Chong-Silva

Resid Pediatr. 2021
|
| TEXTO COMPLETO
INTRODUÇÃO: Elaborar um protocolo de abordagem da COVID-19 na pediatria é um desafio, uma vez que as recomendações atuais se baseiam muito mais na realidade evidenciada pelos casos em adultos. Entretanto, um protocolo que auxilie na condução dos casos suspeitos e confirmados em unidades pediátricas, pode ser útil, apesar que a maioria dos casos graves respiratórios em crianças tem como principal etiologia outros vírus.
OBJETIVOS: Sugerir uma abordagem sistematizada e prática da criança na pandemia do novo coronavírus.
RESULTADOS: Sistematizar, desde a organização do espaço para atendimento, paramentação da equipe, classificação clínica, investigação etiológica e laboratorial, categorização dos casos suspeitos até a abordagem farmacológica propriamente dita.
CONCLUSÕES: Diante de tantas incertezas, é fundamental organizar o atendimento do pediatra e amenizar riscos, equívocos e angústias durante esta pandemia.
Desafio Diagnóstico

Juliana Machado de Oliveira Caldas; Victoria Orenbuch; Leonardo Rodrigues Campos; Ivete Martins Gomes; Claudete Araújo Cardoso; Katia Lino; Alessandro Severo; Clarissa Canella,

Resid Pediatr. 2021
|
| TEXTO COMPLETO
Paciente feminina de 10 anos de idade, encaminhada ao ambulatório de reumatologia com história prévia de febre (39ºC), hiporexia e poliartrite de punhos, joelhos e tornozelos. Sintomas melhoravam apenas com uso de AINES. Após seis meses, paciente retornou ao ambulatório com história de sete meses de perda ponderal não aferida e artrite crônica (claudicação e rigidez matinal de 15 minutos) em tornozelos. Ao exame clínico, apresentava sinais sugestivos de artrite crônica com edema importante e tenossinovite de ambos os tornozelos. A ressonância magnética dos tornozelos demostrou artrite tibiotalar bilateral e simétrica e dos tendões extensores, flexores e fibulares. A biópsia sinovial do tornozelo direito revelou ausência de granulomas. Qual o diagnóstico mais provável?.
Urbanorum spp.: first case report in pediatrics in Brazil

Allydson Döhl Simes; Vanessa Borges Platt

Resid Pediatr. 2021
|
| TEXTO COMPLETO
Relato do primeiro caso de Urbanorum spp. em pediatria no Brasil, parasita raro, pouco descrito na literatura. Encontrado em um exame parasitológico de fezes realizado pelo método Ritchie/Hoffmann, solicitado na rotina laboratorial de um menino de 2 anos de idade, em atendimento ambulatorial em 2018, tratado com Albendazol 400mg por 5 dias. O presente estudo revela a importância de novos estudos sobre o parasita recém-descrito na literatura brasileira, a fim de elucidar sua possível patogenicidade e consequente erradicação medicamentosa.
Lesão congênita rara como causa atípica de estridor neonatal: relato de caso de teratoma congênito de orofaringe (epignathus) causando manifestação tardia de obstrução de via aérea

Melissa Ameloti Avelino; Leticia S Almeida Prado Berquó; Juliana Alves Caixeta; Camilla Gabriela Oliveira

Resid Pediatr. 2021
|
| TEXTO COMPLETO
INTRODUÇÃO: Teratoma congênito da orofaringe, denominado epignatus, é uma condição rara, mas com grande potencial de obstrução da via aérea fetal, cursando com insuficiência respiratória podendo causar óbito perinatal. Exames de imagens usuais do acompanhamento gestacional como a ultrassonografia detectam lesões tipo massa ocupando região de cabeça e pescoço do feto, e comumente associação com polidramnio. O teratoma epignatus, quando não detectado no período pré-natal, devido à localização da lesão apresentaria evolução precoce de insuficiência respiratória neonatal grave.
RELATO DE CASO: Relatamos um caso atípico onde lactente de 44 dias, nascido sem intercorrências, mas com relato dos pais de estridor leve, desde o nascimento, sem investigação, evoluiu com insuficiência respiratória grave necessitando de intubação orotraqueal em serviço de emergência. Na ocasião foi detectado lesão em massa obstruindo via aérea. Após exérese cirúrgica da lesão, estudo histopatológico revelou teratoma maduro.
CONCLUSÃO: O estridor neonatal, ainda que discreto, requer uma investigação adequada da etiologia provável. Na prática médica, os casos de estridor grave associado a sintomas como esforço respiratório ou dificuldade de alimentação tendem a ser mais valorizados. Teratoma epignatus não é uma causa comum de estridor neonatal, principalmente em manifestação tardia.
Macrocefalia no lactente: nem sempre um sinal ominoso

Sângela Fernandes da Silva; Lara Samanta Barbosa Ribeiro; Nara Lívia Rezende Soares; Giuliano da Paz Oliveira

Resid Pediatr. 2021
|
| TEXTO COMPLETO
A hidrocefalia externa benigna (HEB) é uma condição classicamente autolimitada caracterizada por macrocefalia em crianças combinado com achados radiológicos de aumento do espaço subaracnoide, podendo ou não possuir dilatação ventricular. Relatamos o caso de um lactente de 1 ano e 7 meses com macrocefalia, atraso leve do desenvolvimento neuropsicomotor e achados típicos de neuroimagem. Destacamos a importância de reconhecer a HEB na prática clínica do pediatra, enfatizando que a macrocefalia nem sempre é um sinal ominoso.
Pneumonia lipóide exógena em lactente

Ana Flávia Varella e Silva

Resid Pediatr. 2021
|
| TEXTO COMPLETO
OBJETIVOS: Relatar caso de lactente em aleitamento materno exclusivo que evoluiu com pneumonia após broncoaspiração de óleo mineral para tratamento de pseudoconstipação intestinal.
RELATO DE CASO: LGZ, sexo masculino, cinco meses, previamente hígido, em aleitamento materno exclusivo, com relato materno de ausência de evacuação há seis dias. Procurou atendimento médico na unidade básica de saúde (UBS), onde foi prescrito óleo mineral e, posteriormente, alta domiciliar. Ela relatou que ao administrar óleo mineral paciente apresentou uma crise de engasgo seguida de tosse e vômito. Após quatro horas do evento foi trazido ao serviço de emergência, devido ao quadro de gemência. Deu entrada em regular/mau estado geral, choroso, taquipneico, com obstrução nasal e gemente, saturando 90% em ar ambiente. Foram realizadas medidas de suporte não invasivas, seguida de rastreamento infeccioso e radiografia de tórax. Optou-se pelo início imediato de antibioticoterapia parenteral por pneumonia lipoide exógena. Permaneceu internado em enfermaria por 10 dias, recebeu corticoterapia (metilprednisolona 2mg/kg/dia) e antibioticoterapia com amicacina (15mg/kg/dia) e clindamicina (30mg/kg/dose) para cobertura de infecção secundária. Durante internação, realizou tomografia computadorizada de tórax no 3º dia e procedeu-se a coleta de lavado broncoalveolar no 9º dia. Evoluiu bem, tendo recebido alta hospitalar após 10 dias de internação, em bom estado geral, eupneico, permanecendo em acompanhado ambulatorial, sem aparentes sequelas.
CONCLUSÕES: A pneumonia lipoide é uma patologia potencialmente fatal, causada pelo preenchimento alveolar por óleo, impedindo a troca gasosa. O tratamento principal é a suspensão imediata do óleo mineral.
Tuberculose pulmonar confirmada em lactente: relato de caso

Victória Maria Jardim Jardim; Juliana Dal Col Alves; Eveline de Fátima Almeida Fonseca Eduardo; Renata de Souza da Silva; Rafaela Altoé de Lima; Sabrina Cavalcanti de Barros Fonseca

Resid Pediatr. 2021
|
| TEXTO COMPLETO
A tuberculose pulmonar é uma infecção causada pelo Mycobacterium tuberculosis. O diagnóstico é realizado através da associação de dados clínico-radiológicos complementado pela identificação do bacilo sempre que possível. Tal procedimento torna-se um desafio particularmente na infância, pois diferente da forma do adulto, a doença na infância se apresenta de forma paucibacilar e ainda há a limitação de expectoração para obtenção das amostras de escarro, principalmente em crianças abaixo de cinco anos de idade. E o lavado gástrico utilizados nesta faixa etária demonstra-se pouco eficaz, uma vez que, em sua grande maioria, apresenta-se negativo na pesquisa do agente causador. O objetivo deste estudo foi descrever um caso de tuberculose pulmonar confirmada em um lactente de 5 meses de idade e discutir sobre os métodos diagnósticos disponíveis para a faixa etária pediátrica.
COVID-19 em pediatria: relato de um caso de síndrome inflamatória multissistêmica

Bruno de Lima; Emanuela da Rocha Carvalho,

Resid Pediatr. 2021
|
| TEXTO COMPLETO
A pandemia do novo coronavírus trouxe significativos impactos para a população mundial. Até o momento, sabe-se que a doença tem maior impacto em adultos, enquanto em pacientes pediátricos tem manifestações mais leves. Entretanto, a síndrome inflamatória multissistêmica pediátrica (SIM-P), uma manifestação grave e rara da infecção pelo SARS-CoV-2, pode acometer crianças e adolescentes. A nova síndrome apresenta-se com uma clínica variada, que vai desde conjuntivite não purulenta, até choque e disfunção cardíaca grave, com características similares à doença de Kawasaki, Kawasaki incompleto, síndrome do choque tóxico e síndrome de ativação macrofágica. Este relato tem como objetivo descrever um caso de SIM-P, sua evolução clínica, a terapia realizada e, dessa forma, auxiliar profissionais da saúde a reconhecerem as características e a gravidade relacionadas a esta síndrome. Uma criança de 9 anos, feminina, negra, apresentou quadro clínico compatível com SIM-P, segundo critérios do Ministério da Saúde. Durante a internação em hospital terciário pediátrico, evoluiu com choque cardiogênico e necessitou de cuidados intensivos na unidade de terapia intensiva. Apesar da semelhança da SIM-P com outras doenças que evoluem com resposta inflamatória sistêmica, ela possui algumas particularidades, sendo a disfunção ventricular esquerda uma das principais manifestações, de maneira a desencadear choque cardiogênico em boa parte dos casos. O tratamento atual utilizado baseia-se no uso de imunoglobulina humana intravenosa e glicocorticoides. Salienta-se a importância da realização de estudos futuros para que possibilitem descobertas sobre as particularidades fisiopatológicas desta nova síndrome e viabilizem a consolidação de um tratamento eficaz.
Logo

Todos os artigos publicados pela revista Residência Pediátrica utilizam a Licença Creative Commons