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Astrocitoma intramedular na infância
Caroline Paula Silva; Carolina Rodrigues Ercolano; Dayara Mussi Salomão; Thaiza Helena Labre Abdalla; Ana Paula Kuczynski,
Resid Pediatr. 2021Estudo comparativo dos critérios para o diagnóstico da tuberculose pulmonar infantil
Maria Eugênia de Camargo Julio; Alexandra Monteiro; Mônica de Cássia Firmida; Diego Rodrigues Tavares; Ana Josiele Ferreira Coutinho
Resid Pediatr. 2021Associação do peso ao nascer no desenvolvimento de sobrepeso/obesidade em escolares com idade entre 5-9 anos em Fortaleza, Ceará, Brasil
Ellen Mourão Soares Lopes; Erika Feitosa Queiroz; Naiara Nogueira de Araújo Meneses Cavalcante; Virna da Costa e Silva,
Resid Pediatr. 2021OBJETIVO: Este trabalho pretende verificar a associação entre o peso ao nascimento e sobrepeso/obesidade em crianças de 5 a 9 anos.
MÉTODOS: Estudo observacional e descritivo, transversal, com dados primários de amostra de 500 escolares de 5 a 9 anos de instituições públicas da cidade de Fortaleza/CE. Utilizaram-se dados coletados por formulário estruturado, de relato da história familiar pelos responsáveis, e medidas de peso e estatura aferidas durante entrevista. Variáveis contínuas foram comparadas por testes não-paramétricos e variáveis independentes por qui-quadrado e do teste exato de Fisher, significativas com valor p<0,05.
RESULTADOS: Baixo peso (<2.500g) e peso superior a 3.500g correlacionaram-se positivamente com sobrepeso/obesidade. Quarenta por cento dos que nasceram com baixo peso e 52,9% dos que nasceram com peso superior a 3.500g tinham sobrepeso/obesidade na idade escolar (p=0,001). Observou-se também associação estatisticamente significante com a classe social mais baixa (OR=3,51; IC95%: 1,60-7,69), com a renda per capita maior (OR=1,59; IC95%: 1,08-2,33) e com o peso ao nascer >3.500g (OR=2,55; IC95%: 1,67-3,90).
CONCLUSÃO: Este estudo demonstrou associação estatisticamente significativa entre o peso ao nascer com sobrepeso e obesidade, corroborado por outros estudos que também investigaram essa associação.
Deficiência intelectual e dismorfias em criança com deleção 14q32.31-q32.33: relato de caso
Simone de Menezes Karam,; Roberto Giugliani,; Sharbel W. Maluf; Kevin Francisco Durigon Meneghini; Mariluce Riegel,
Resid Pediatr. 2021OBJETIVO: O teste para micro-arranjos cromossômicos é considerado o teste diagnóstico padrão para pacientes que apresentem deficiência intelectual ou atraso global no desenvolvimento inexplicados, desordens do espectro autista e anomalias congênitas múltiplas sem diagnóstico clínico, pois o referido teste é bastante sensível, aumentando a chance de diagnóstico e mostrando a região envolvida e seu tamanho.
DESCRIÇÃO DO CASO: Este é o relato sobre uma menina com deficiência intelectual, hipotonia, retardo de crescimento pós-natal e dismorfias com uma deleção terminal em 14q cujo diagnóstico foi elucidado somente após seis anos através do teste para micro-arranjos cromossômicos.
Anemia grave aguda desencadeada por eritrovírus B19
Alline de Mello Ramalho; Isabela de Atayde Pacheco Cordeiro; Caroline Scantamburlo Martins; Anyne Silva Bairral França; Carolina Castello Branco Otoni de Miranda
Resid Pediatr. 2021OBJETIVO: Relatar caso de crise aplástica transitória desencadeado por eritrovírus em escolar previamente hígida.
RELATO DE CASO: Paciente de 10 anos, com quadro de inapetência, vômitos, astenia e três episódios de queda da própria altura. Exames laboratoriais sugeriram anemia grave e confirmaram crise aplástica transitória desencadeada por eritrovírus B19.
CONCLUSÃO: Este relato contribui para informar os profissionais sobre a crise aplástica transitória desencadeada por eritrovírus B19 em criança previamente hígida, como alerta para um diagnóstico precoce e um bom tratamento de suporte. Este caso teve uma evolução benigna, houve a necessidade de transfusão sanguínea e o tratamento foi somente de suporte.
Dermatoses na infância: perfil dos pacientes atendidos no mutirão de dermatologia pediátrica
Renata Rolim Sakiyama; Kerstin Taniguchi Abagge
Resid Pediatr. 2021MÉTODOS: Trata-se de um estudo retrospectivo, transversal, observacional e analítico. Os dados foram coletados a partir das fichas dos pacientes atendidos, sendo incluídas as crianças e adolescentes de zero a dezesseis anos atendidas no mutirão. Os dados avaliados foram: idade, sexo, tempo de evolução da doença, tratamentos prévios, comorbidades, hipóteses diagnósticas, condutas e desfechos.
RESULTADOS: Dos 261 pacientes, 59% eram do sexo feminino, 13,8% lactentes, 31,4% pré-escolares, 31,8% escolares e 22,9% adolescentes. 62,5% não apresentava comorbidades, e entre as que apresentavam, observou-se um predomínio de doenças atópicas: rinite em 22,6% dos casos e asma em 15%. A maioria, 63,2%, já havia recebido algum tipo de tratamento. O grupo das doenças eczematosas foi o mais prevalente (37,2%), seguido pelas infecciosas (21%) e hiperplasias e neoplasmas benignos (15,7%). Dermatite atópica ocorreu em 19,9% dos pacientes. Entre as infecções, as virais ocorreram em maior número (11,8%), principalmente nos grupos pré-escolar e escolar. Dentro das desordens glandulares a acne foi a mais frequente (11,5%), tendo sua maior prevalência no grupo de adolescentes. Mais da metade dos pacientes recebeu alta, 32,6% foram encaminhados para a dermatologia pediátrica e 9,6% orientados a manter o acompanhamento na unidade de saúde.
CONCLUSÃO: As doenças eczematosas foram as mais frequentes, seguidas pelas infecciosas e pelo grupo das hiperplasias e neoplasmas benignos. A dermatite atópica foi a doença mais prevalente entre os pacientes atendidos.
Protoporfiria eritropoética: apresentação clínica em criança com diagnóstico prévio de lúpus eritematoso cutâneo
Charles Marques Lourenco; Rafael Bogas; Ricardo Calvo; Ygor Brasil; Zumira A. Carneiro
Resid Pediatr. 2021Cuidados paliativos em neurologia pediátrica
Eli Paula Bacheladenski; André Luis Santos do Carmo
Resid Pediatr. 2021MÉTODOS: Revisão de literatura nas bases de dados: PubMed, SciELO e LILACS, utilizando a combinação das palavras-chave na forma de pesquisa simples e avançada. Foram aplicados os filtros de pesquisa: seres humanos, idades de 0 a 18 anos, publicação nos últimos 10 anos, nas línguas: portuguesa, inglesa ou espanhola.
RESULTADOS: Aplicados os critérios de inclusão e exclusão, foram obtidos 24 artigos sobre o tema. A desnutrição é um problema importante entre pacientes com doenças neurológicas, em especial devido à disfagia. A nutrição enteral através de tubos é medida muito eficaz e pouco utilizada para melhora do estado nutricional. O excesso de secreção orotraqueal e a disfagia trazem grave risco aos pacientes e a indicação de procedimentos como a separação laringotraqueal podem diminuir drasticamente este risco. Transtornos de humor também devem ser devidamente diagnosticados e abordados, bem como deve haver discussão precoce com os cuidadores sobre terminalidade e luto.
CONCLUSÃO: A indicação de CP deve ser cada vez mais incentivada e realizada na neurologia pediátrica, conforme preconizada, ao diagnóstico de uma doença potencialmente fatal ou que ofereça graves restrições ao desenvolvimento, visando melhora na qualidade de vida dos pacientes.
Avaliação das internações hospitalares por eventos agudos em pacientes pediátricos portadores de doença falciforme em um hospital de referência em Salvador/BA
Isa Menezes Lyra; Humberto Vieira Calmon de Siqueira; Vitor Monti Aguiar Stavola de Menezes
Resid Pediatr. 2021MÉTODOS: Estudo transversal de pacientes com diagnóstico de doença falciforme (CID D57.0, D57.1, D57.2, D57.8), com idade até 18 anos, internados por eventos agudos, no período de janeiro/2013 a junho/2018, em hospital de referência de Salvador/BA. As variáveis de interesse foram clínicas e demográficas (idade, gênero, genótipo de hemoglobina, causa e custo de internação) e obtidas dos prontuários médicos. Os dados foram analisados utilizando o Statistical Package for the Social Sciences v. 23.0 com estatística descritiva e testes qui-quadrado, exato de Fisher, Mann-Whitney e t de Student. Protocolo de pesquisa aprovado pelo comitê de ética em pesquisa em seres humanos das Obras Sociais Irmã Dulce. Resultados: Foram analisadas 53 internações, com evento vasoclusivo sendo a principal causa (20-37,7%), seguido de infecção (15-28,3%) e síndrome torácica aguda (8-15,1%). 23 (73,58%) das internações ocorreram na primeira década de vida (p=0,008). Apenas 4 (7,5%) utilizavam hidroxiureia. 45,3% das internações ocorreram no outono e 11,3% na primavera (p=0,04).
CONCLUSÃO: Apesar da inversão das principais causas de internação, ainda continuam sendo as mais prevalentes, reforçando a possibilidade da necessidade de melhor adesão às medidas profiláticas e melhor acesso ao tratamento ambulatorial com hidroxiureia em rede estruturada e bem distribuída.
Análise epidemiológica e clínica da infecção pelo novo coronavírus na população pediátrica: uma revisão sistemática
Larissa Nicolini de Santa; Mateus de Oliveira Prado; Mônica Baratto Vedovatto; Jáder Pereira Almeida
Resid Pediatr. 2021MÉTODOS: Para realizar tal análise, foram selecionados artigos através de uma estratégia de busca estruturada nos bancos de dados do PubMed, Cochrane e SciELO. Os artigos foram selecionados de acordo com as recomendações do Preferred Reporting Items for Systematic Reviews and Meta-analysis Protocol (PRISMA-P). E o protocolo de revisão (Prospero) foi registrado na York University sob o seguinte número de identificação: CRD CRD42020197304.
RESULTADOS: A pesquisa bibliográfica identificou 985 artigos. Após a triagem metodológica, 6 estudos foram elegíveis para esta revisão sistemática. O número de participantes variou de 10 a 43 crianças com idades entre 1 mês e 16 anos com predomínio da população masculina. A apresentação clinica foi variável, e pode se mostrar desde formas assintomáticas, o que representa a grande maioria, até casos graves que resultam em óbito. Nos casos sintomáticos, a doença, geralmente, se manifesta através de sintomas leves do trato respiratório. Já, em quadros mais graves, os pacientes podem cursar com insuficiência respiratória e síndrome inflamatória multissistêmica.
CONCLUSÃO: Estudos tem demonstrado que crianças tem apresentações clínicas mais brandas quando comparadas com adultos, além de recuperação mais rápida e melhor prognóstico. A causa para a diferença na manifestação da doença não está completamente elucidada com várias hipóteses sendo estudadas. Em termos de tratamento, os cuidados oferecidos são apenas suportivos, visando conforto do paciente e manejo das comorbidades.