Resultados da Busca
Tratamento da bronquiolite viral aguda
Carla Cristiane Dall’ Olio; Maria de Fatima Pombo Sant’ Anna; Clemax Couto Sant’ Anna
Resid Pediatr. 2021MÉTODOS: Realizada revisão simples não sistemática nos sites PubMed e Cochrane usando os termos “bronquiolite”, “bronquiolite viral”, “lactente” e “tratamento” na língua portuguesa. Na língua inglesa os termos foram: “bronchiolitis”, “viral bronchiolitis”, “infant” e “drug therapy”. O período da busca foi de 15 anos, de 2004 a 2019. Os materiais obtidos tiveram o título e o resumo lidos; quando os documentos relatavam evidências mais recentes sobre o assunto, eram lidos na íntegra.
RESULTADOS: Nas bases de dados citadas foram encontradas 1.091 revisões não sistemáticas, 113 protocolos clínicos, 3 editoriais, 243 artigos. Os tratamentos mais aceitos atualmente para BVA são a suplementação de oxigênio na presença de hipoxemia e o suporte ventilatório não invasivo ou invasivo, de acordo com a gravidade do quadro de insuficiência respiratória.
DISCUSSÃO: O maior conhecimento sobre a fisiopatologia da BVA permitiu a revisão dos tratamentos utilizados no passado e agora. O tratamento da BVA merece uma reflexão e novas propostas de intervenção, visto que os níveis de evidências científicas atuais não apoiam o uso de corticoides e beta 2 adrenérgicos, práticas rotineiras dos pediatras. Preconiza-se a estabilização clínica do paciente, oxigenoterapia e suporte ventilatório.
Perímetro cefálico: um parâmetro antropométrico subnotificado na carteira de saúde da criança
Ieda Regina Lopes Del-Ciampo; Mariane Pizato Zerezuella; Luiz Antonio Del-Ciampo
Resid Pediatr. 2021OBJETIVOS: Descrever a frequência e a correlação entre os registros do PC, peso e estatura na CSC de lactentes.
MÉTODOS: Estudo transversal, descritivo, incluiu crianças com até 2 anos de idade frequentadoras das unidades básicas de saúde. Os dados foram coletados por entrevistas e registros das CSC. Os momentos dos registros antropométricos das 77 crianças foram categorizados como 0 (nascimento), I, II, III e IV, respectivamente. A comparação entre as variáveis qualitativas foi calculada pelo teste do qui-quadrado ou teste exato de Fisher, nível de significância p = 0,05; software: EPI-INFO 7.
RESULTADOS: Foi observada diminuição progressiva da frequência dos registros de PC em relação aos de peso nos momentos I-100% e 72,8% (p = 0,001); II-96,9% e 56,2% (p = 0,0002); III-96,1% e 50% (p = 0,003); e IV-100% e 50% (p = 0,004), respectivamente. O registro de PC também foi menor que o de estatura em I-86,5% e 72,8% (p = 0,247); II-65,6% e 56,2% (p = 0,608); III-80,8% e 50% (p = 0,0003); e IV-50% e 50% (p = 1).
CONCLUSÃO: PC foi menos notificado, podendo ter prejudicado sua avaliação longitudinal pelos profissionais de saúde.
Atendimento pediátrico por uma equipe de resposta rápida em um hospital universitário geral terciário brasileiro
Michelle Marcovici; Edison Ferreira de Paiva; Fernanda Aburesi Salvadori; Maria Beatriz Moliterno Perondi; Amelia Gorete Reis
Resid Pediatr. 2021MÉTODOS: te estudo observacional retrospectivo foi realizado de 2015 a 2017 com análise de formulários preenchidos pela ERR e de prontuários de pacientes menores de 18 anos atendidos em um hospital terciário e quaternário de alta complexidade.
RESULTADOS: Houve 62 chamadas de código amarelo: 18 (29%) em 2015; 13 (21%) em 2016 e 31 (50%) em 2017. Setenta e quatro por cento estavam relacionadas à doença primária. As principais complicações que levaram à ativação desse código foram convulsões, síncope, desconforto respiratório e sepse; a sepse esteve associada aos três pacientes que morreram. Seis chamadas foram de código azul e todos os pacientes tinham uma doença subjacente. A causa atribuída à parada cardiorrespiratória foi instabilidade hemodinâmica secundária à sepse em três pacientes e insuficiência respiratória aguda nos outros três pacientes. A ERR alterou o procedimento ou local do paciente em 64,9% dos casos. O tempo de resposta foi inferior a cinco minutos para chamadas de código amarelo e inferior a três minutos para chamadas de código azul.
CONCLUSÕES: Houve um aumento progressivo no número de chamadas de código amarelo e a ERR escalonou o nível de atendimento e assistência. A sepse foi a principal causa de óbito em ambas as modalidades. O tempo de resposta foi rápido e dentro da meta estabelecida.
Nutrição infantil, atividade física e a pandemia pelo coronavírus
Joel Alves Lamounier
Resid Pediatr. 2021Triagem para distúrbios emocionais e psicossociais em crianças e adolescentes com excesso de peso
Gustavo Jorge Maftum; Fernando Cáritas de Souza; Gleice Fernanda Costa Pinto Gabriel; Milene Morais Sedrez Rover; Fabiano Sandrini; Tainara Caetano Dalmina; Haydée Beatriz Zandoná Soares; Marcos Antonio da Silva Cristovam
Resid Pediatr. 2021MÉTODOS: Estudo epidemiológico de corte transversal de crianças e adolescentes, com idade entre seis e 16 anos, atendidas no ambulatório de pediatria geral do Hospital Universitário do Oeste do Paraná, do município de Cascavel, Paraná. As variáveis analisadas foram: sexo, idade e IMC e a relação destes com a lista de sintomas pediátricos. Para análise dos dados foram utilizados os testes de hipóteses qui-quadrado e exato de Fischer para as proporções. A medida de efeito de interesse foi a razão de prevalência com intervalo de confiança de 95%, obtida com a regressão de Poisson, considerando significativo resultados com valor de p<0,05 no teste de Wald.
RESULTADOS: Participaram 157 crianças com idade entre seis e 16 anos, sendo que 123 (78%) eram menores de 12 anos. Destes, 66 (42%) eram meninas e 91 (58%) meninos, quanto ao índice de massa corpórea 88 (56%) eram obesos e 69 (44%) apresentavam sobrepeso. A lista de sintomas pediátricos foi positiva em 39 (24%) dos participantes. A maioria dos participantes com positividade na lista de sintomas pediátricos eram menores de 12 anos e obesos. Não houve significância estatística entre idade, sexo e IMC e positividade na lista de sintomas pediátricos.
CONCLUSÃO: Apresentaram risco para problemas emocionais e psicossociais 24% das crianças com sobrepeso e obesidade.
Associação entre a avaliação clínica e funcional de crianças e adolescentes asmáticos
Luanda Alleluia; Ana Alice Amaral Ibiapina Parente; Clemax Couto Sant Anna; Maria de Fatima Pombo Sant´Anna; Paula do Nascimento Maia; Priscilla Aguiar Araújo
Resid Pediatr. 2021MÉTODOS: Estudo retrospectivo, observacional e descritivo com pacientes com asma (classificados conforme as etapas clínicas sugeridas pela diretriz internacional do Global Initiative for Asthma (GINA) e submetidos à espirometria, acompanhados no Serviço de Pneumologia Pediátrica em hospital terciário em rede do sistema único de saúde.
RESULTADOS: Em 310 exames avaliados, a média de idade foi de 10 anos; 205/310 (66,1%) exames eram de pacientes do sexo masculino; 113/310 (36,5%) encontravam-se dentro da normalidade e 178/310 (57,4%) tinham distúrbio ventilatório obstrutivo leve. A resposta broncodilatadora foi avaliada em 284/310 (91,6%) exames, sendo positiva em 32,7% (93/284). Ao se analisar a etapa de tratamento, 94/310 (30,3%) dos pacientes encontravam-se na etapa 1; 86/310 (27,7%) na etapa 2; 101/310 (32,6%) na etapa 3 e 29/310 (9,4%) na etapa 4. Após análise dos dados clínicos e funcionais, através do teste do qui-quadrado, encontrou-se associação significativa entre: espirometrias normais e com distúrbio ventilatório obstrutivo (DVO) leve com as etapas 1 e 2 (p<0,05) e DVO moderado ou grave com as etapas 3 e 4 (p<0,05); odds ratio (OR) = 5,74; intervalo de confiança 95% (IC95%) = 1,858-17,72; p-valor = 0,0008606).
CONCLUSÃO: A classificação clínica de asma através das etapas de tratamento sugerida pelo do GINA associou-se diretamente aos resultados obtidos pela espirometria em crianças asmáticas.
Insuficiência respiratória em pacientes pediátricos com paralisia cerebral: como podemos prevenir?
Jáder Pereira Almeida; Sylvio Gilberto Andrade Ávilla; Paulo Ramos David João
Resid Pediatr. 2021Utilização da medida do comprimento da ulna comparada a medida do antebraço, para estimativa da estatura em crianças previamente hígidas atendidas em um hospital pediátrico
Lívia Souza de Oliveira Johansson; Izabela Mara Fogiato; Pedro Henrique Viscontti; Gabriela Oliveira; Jocemara Gurmini
Resid Pediatr. 2021Síndrome de Sanfilippo: o desafio do diagnóstico precoce para o pediatra - relato de caso
Giulianna Baldini; João Pedro Santanna; José Fernando L. Santos; Zumira Aparecida Carneiro; Charles Marques Lourenco
Resid Pediatr. 2021Redução numérica das células de Cajal em pacientes com doença de Hirschsprung não se relaciona com sintomas encontrados no pós-operatório
Juliana Oliveira Ribeiro; Lucas Rocha Alvarenga; Rita Barbosa de Carvalho; Rita De Cássia Perina Martins; Elizete Aparecida Lomazi
Resid Pediatr. 2021MÉTODOS: No período de 2001 a 2014, 48 pacientes foram operados por doença de Hirschsprung num hospital universitário, os prontuários de 24 pacientes que mantiveram seguimento ambulatorial no serviço foram revisados para registro de queixas clínicas referidas no pós-operatório. Amostras histológicas correspondentes ao coto cirúrgico proximal ganglionar foram processadas por imunohistoquímica em que CIC foram contadas em 10 campos de maior aumento (CMA), os valores encontrados foram classificados segundo Hagger et al. (2000)1, em esparsa: = 1 célula/CMA, pouca: 2 a 3 células/CMA, moderada: 4 a 8: células/CMA e muita >8 células/CMA.
RESULTADOS: Nos 24 pacientes os principais sintomas referidos e a sua prevalência foram: constipação (50%), vômitos (37,5%), incontinência fecal retentiva (29,1%), dor abdominal recorrente (25%), distensão abdominal (25%), diarreia (16,6%) e enterocolite (4,1%). Nos pacientes sintomáticos, foram registradas as seguintes contagens de CIC: 12 pacientes no grupo esparsa, três no grupo pouca e quatro no grupo moderada. Não houve diferença significante na distribuição dos pacientes com sintomas e assintomáticos de acordo com os grupos, p=0,721.
CONCLUSÃO: Número de CIC inferior ao de adultos saudáveis foi identificado no coto ganglionar de 80% das crianças investigadas, baixa contagem dessas células não se associou à ocorrência de sintomas no pós-operatório, essa contagem não teve valor como indicador preditivo de má evolução pós-operatória.