Logo

ISSN (On-line) 2236-6814

doi.org/10.25060/residpediatr

Powered by Google Translate

Resultados da Busca

Trauma antes e durante a COVID-19 - consequências da quarentena num serviço de urgência pediátrica

Adriana Silva Costa; Bernardo Reis Monteiro; Maria Inês Mascarenhas; Helena Isabel Almeida

Resid Pediatr. 2021
|
| TEXTO COMPLETO
OBJETIVOS: avaliar o impacto do confinamento devido à COVID-19 nas visitas ao serviço de urgência pediátrica (SUP).
MÉTODOS: estudo restrospectivo realizado num hospital português. Foram incluídas todas as admissões no SUP entre 19 de Março e 19 de Maio de 2020 (período de confinamento) e comparadas com as visitas no mesmo período de tempo nos anos anteriores entre 2012 e 2018 (pre-pandemia).
RESULTADOS: Entre 19 de Março e 18 de Maio de 2020 foram admitidas 1879 crianças (média de 31 crianças por dia), 19.3% devido a lesões traumáticas (média de 6 por dia). A média por ano no grupo pre-pandemia era de 10042 visitas (média 167 crianças por dia), 18.5% devido a trauma (média 30 por dia). No grupo pre-pandemia 53.4% do trauma ocorria em adolescentes (>10 anos) e 21.7% em crianças abaixo dos 6 anos. Em 2020, 34% das lesões ocorreram em adolescentes e 58.6% em crianças abaixo dos 6 anos. O trauma foi responsável por 92% das admissões pre-pandemia, seguido do envenenamento (5.6%) e abuso (1.6%). Durante a pandemia, o trauma manteve-se a causa mais frequente (82%), aumentando a percentagem dos envenenamentos (14.4%) e abuso (3.6%). Em 2012-2018 existia uma clara diferença no ciclo semanal de admissões ao SUP devido a lesões traumáticas, com uma menor frequência aos fins-de-semana. Esta diferença deixou de se observar durante a pandemia, com uma distribuição regular ao longo dos dias da semana.
CONCLUSÕES: O confinamento alterou profundamente a atividade dos SUP e teve sérias consequências no estilo de vida das crianças.
Sazonalidade da bronquiolite em recém-nascidos e lactentes jovens em tempos de pandemia pelo SARS-CoV-2

Vitoria Marino Dobarrio de Paiva; Mário Cícero Falcão; Felipe Matsushita; Cristina Erico Yoshimoto

Resid Pediatr. 2021
|
| TEXTO COMPLETO
OBJETIVOS: Comparar a frequência de recém-nascidos e lactentes jovens internados com bronquiolite em uma unidade de terapia intensiva neonatal externa antes e durante o primeiro ano de pandemia pelo SARS-CoV-2.
MÉTODOS: Estudo retrospectivo, incluindo crianças de até 45 dias de vida, com bronquiolite, internados nos anos de 2018, 2019 e 2020. Foram selecionados dos prontuários: sexo; idade e peso à admissão; agente etiológico; tipo de suporte ventilatório; tempo de internação e desfecho. Análise estatística: comparação entre grupos por frequência (qui-quadrado), por média (ANOVA), por mediana (Mann-Whitney).
RESULTADOS: Em 2018, a frequência de internações por bronquiolites foi de 6,4%, em 2019, 4,2% e em 2020, 1,3%. Média de idade na internação (dias) (2018 - 33,7, 2019 - 33,7, 2020 - 31,6); peso médio à admissão (gramas) (2018 - 2978, 2019 - 3855 e 2020 - 3873); Agente viral isolado (2018 - 28,5%, 2019 - 55,5% e 2020 - 66,6%); ventilação mecânica invasiva (2018 - 14,3%, 2019 - 44,4% e 2020 - 100%); tempo médio de internação (dias) (2018 - 8 (7-12), 2019 - 5 (4-10), 2020 - 12 (8-16)); alta hospitalar em 100% dos casos.
CONCLUSÃO: Em 2020, houve uma redução drástica no número de internações por bronquiolite, justificada pelo isolamento social que resultou em menor circulação de vírus respiratórios.
Líquen plano na infância: um relato de caso raro

Ana Paula da Cruz Gontijo; Julliana Rodrigues Soares; Luisa França Rocha; Mariana Gualandi Murad; Carolina Oliveira Felipe; Brenda Bernabé de Oliveira; Laisa Fiorezi Bassini; Karina Demoner de Abreu-Sarmenghi

Resid Pediatr. 2021
|
| TEXTO COMPLETO
Líquen plano é uma dermatose inflamatória crônica que se apresenta sob várias formas clínicas, as quais variam de acordo com a morfologia e distribuição das lesões. Sua incidência é maior em adultos, principalmente entre terceira e sexta década, sendo infrequente na infância, com incidência menor de 4% no total de casos. Por ser menos comum na infância, tem subdiagnóstico e retardo no início do tratamento. Isto compromete a qualidade de vida do paciente, visto que são lesões extremamente pruriginosas, com distribuição tanto cutânea quanto em mucosas, que ferem seu bem-estar emocional, social e psíquico. Desta forma, é importante o reconhecimento dessa condição também nesta faixa etária para que o diagnóstico preciso beneficie o paciente com atenção e tratamento adequado. Nós relatamos um caso de uma criança de 6 anos e 9 meses que apresentou um quadro de líquen plano cutâneo e oral, sua abordagem e desfecho.
Síndrome de Stevens-Johnson em pré-escolar em tratamento de pneumonia: relato de caso

Caroline Arns-Neumann; Camila Silvino Alves; Fernanda Yuki Ito; Beatriz do Rosario Schmidt; Larissa Habib Mendonça Topan; Leisiane Maia Cleve Bittencourt

Resid Pediatr. 2021
|
| TEXTO COMPLETO
INTRODUÇÃO: A síndrome de Stevens-Johnson (SSJ) é caracterizada por uma reação cutânea severa que pode ser desencadeada principalmente por reação alérgica a fármacos. É uma condição potencialmente ameaçadora a vida e possui uma incidência mundial de 0,36 em 100.000.
RELATO DE CASO: Paciente masculino, 5 anos, branco, apresentou lesão bolhosa em lábio superior e febre, após um quadro de amigdalite bacteriana seguido de pneumonia, em que foram administrados sequencialmente amoxicilina, amoxicilina-clavulanato e ceftriaxona. Houve disseminação das lesões na mucosa oral e internamento com suspeita de farmacodermia devido ao uso dos antibióticos. Mesmo após troca do antibiótico e prescrição de anti-histamínicos, o paciente evoluiu com aumento do número de bolhas nas mucosas labial, oral e nasal, na língua, aparecimento de edema palpebral, lesão cutânea em pavilhão auricular e enantema conjuntival, genital e perianal. O paciente foi admitido na UTI pediátrica e foi realizada a biópsia das lesões cutâneas, que demonstrou extensa necrose epidérmica inferior com infiltrado de células inflamatórias, o que confirmou a suspeita diagnóstica da síndrome de Stevens-Johnson. O tratamento foi realizado com o uso de corticoide oral, prednisolona na dose de 1mg/kg/dia por 10 dias, com desmame gradual por mais 12 dias e uso de curativos com membrana de celulose.
CONCLUSÃO: O caso aborda a provável correlação da síndrome de Stevens-Johnson com o uso de amoxicilina e apresenta as manifestações clínicas características da SSJ, evidenciando a importância da suspeita diagnóstica e do tratamento precoce dessa condição.
COVID-19 em neonato com cardiopatia congênita: relato de caso

Paula Pires de Souza; Fernanda A. Oliveira Peixoto; Lais da Silveira Botacin; Melissa Ameloti Avelino

Resid Pediatr. 2021
|
| TEXTO COMPLETO
Em 11 de março de 2020, a Organização Mundial de Saúde declarou como pandemia a COVID-19. Atualmente no Brasil, mais especificamente na região Centro-Oeste, a pandemia encontra-se no pico da curva de casos novos, inclusive entre os neonatos, que vêm apresentando manifestações clínicas diferentes das até então relatadas em outras faixas etárias, em raras vezes com necessidade de internação em leito de unidade de terapia intensiva, devido ao quadro multissistêmico, que passou a ser chamado de síndrome inflamatória multissistêmica pediátrica (SIM-P) relacionada à COVID-19. Neste relato, os autores demonstram o caso de um recém-nascido com cardiopatia congênita, com evolução desfavorável rara após infecção pela SARS-CoV-2 nos primeiros dias de vida.
Cetoacidose diabética em paciente pediátrico associada a COVID-19: relato de caso

Kamilla Martins Duarte de Pádua; Bruna Serpa Silva; Glaucia Naves Silva; Wânia Martins Freitas Albuquerque; Fernando Neves de Paula; Alessandra Ribeiro Ventura Oliveira; Maria Carolina Guimarães Santos Alves

Resid Pediatr. 2021
|
| TEXTO COMPLETO
A pandemia causada pela COVID-19 provoca doença que se manifesta através de sintomas gripais de leve à severa intensidade, até variadas apresentações clínicas, envolvendo diferentes órgãos e sistemas. Em pacientes pediátricos, a COVID-19 tem mostrado manifestações mais brandas em relação aos pacientes adultos. Os autores relatam neste artigo um caso que sugerem a cetoacidose diabética (CAD) como manifestação inicial da COVID-19, em paciente do sexo feminino de 13 anos de idade, previamente diagnosticada com diabetes mellitus tipo I, admitida em um pronto-socorro pediátrico com sintomatologia compatível com CAD, posteriormente testada positiva para o coronavírus. Discute-se, neste artigo, a importância de considerar a COVID-19 como causa de descompensação diabética na população pediátrica e a possibilidade dessa relação auxiliar na descoberta de novos mecanismos da doença.
Aspectos bioéticos na prevenção da transmissão vertical e manejo do tratamento com antirretrovirais em gestantes portadoras de HIV/AIDS no Brasil

Cristiane Cremiude Ribeiro-Fernandes

Resid Pediatr. 2021
|
| TEXTO COMPLETO
Em 2012, a Organização das Nações Unidas juntamente com a Organização Mundial de Saúde relataram que, até o término de 2011, existiriam cerca de 34 milhões de portadores do vírus da imunodeficiência humana no mundo. Entre outras formas, a transmissão vertical tem sido foco de atenção na medida em que se constatou aumento de casos de infecção em mulheres. Neste contexto, este trabalho objetiva presentar o tratamento com antirretrovirais em gestantes portadoras de HIV/AIDS, bem como discutir os aspectos bioéticos relacionados à prevenção da transmissão vertical. Em 1994, o Protocolo 076 comprovou que o uso de zidovudina em mulheres grávidas portadoras do vírus, durante o pré-natal e no momento do parto e, no bebê, durante as seis primeiras semanas de vida, reduziu em 2/3 a transmissão do vírus para as crianças. Posteriormente, o Ministério da Saúde adotou medidas para diminuir a incidência de transmissão vertical. Na atualidade o médico pode fazer uso de diretrizes e deve utilizar os tratamentos disponíveis para o bem dos enfermos, segundo sua capacidade e juízo, de acordo com a tradição hipocrática, desde que sejam adequadamente mensurados os riscos que tais medicamentos podem promover a gestante e ao bebê.
Análise do ensino de pediatria nas escolas médicas de Recife e região metropolitana: um estudo transversal

Germanna Virgínya Cavalcanti Silva; Luana Freire Góes Lima; Camila Esteves Paredes; Maria Amanda Londres Lopes Pinheiro; Mariana de Freitas Berenguer; Jéssica Bezerra Diniz Dantas; Jeddson do Rêgo Nascimento; Carmina Santos; Eduardo Jorge da Fonseca Lima

Resid Pediatr. 2021
|
| TEXTO COMPLETO
OBJETIVOS: Descrever as matrizes curriculares do ensino de pediatria nas escolas médicas da cidade do Recife e região metropolitana, analisando sua adequação em relação às diretrizes nacionais.
MÉTODOS: Estudo de corte transversal. A coleta de dados ocorreu por meio de formulário padronizado, as informações fornecidas pelos coordenadores e/ou docentes em entrevista presencial. Foram abordados aspectos relacionados à carga horária da graduação e das atividades destinadas ao ensino de pediatria, o momento de inserção da pediatria na grade curricular e cenários de aprendizagem prática. A amostra foi composta por seis escolas médicas.
RESULTADOS: A natureza jurídica das instituições apresentou-se da seguinte forma: pública federal 1/6, pública estadual 1/6 e privada 4/6. Todas apresentaram carga horária da graduação superior a 7.000 horas, a carga horária de pediatria variou entre 601 e maior que 1.000 horas. O primeiro contato dos estudantes com a pediatria ocorreu no primeiro ano do curso em quatro das instituições, nas demais, ocorreu entre o segundo e terceiro ano. As instituições realizam avaliação de competências clínicas nos primeiros quatro anos da graduação. Cinco delas já realizam, ou está prevista para ser realizada, a avaliação de competências clínicas durante o internato.
CONCLUSÃO: Verificou-se que o ensino de pediatria desenvolvido nas escolas médicas avaliadas apresenta diferenças de carga horária, embora a maioria acabe por contemplar os objetivos das diretrizes curriculares nacionais. O aumento na carga horária de pediatria teve relação com a implementação da estratégia saúde da família.
Eficácia do uso do sulfato de magnésio intravenoso no tratamento da asma aguda em crianças e adolescentes: uma revisão integrativa

Cláudio Nunes da Silva; Alessandra Ribeiro Ventura Oliveira,,; Flávia Nunes da-Silva

Resid Pediatr. 2021
|
| TEXTO COMPLETO
O estudo tem como objetivo analisar os principais efeitos do sulfato de magnésio intravenoso para o tratamento da asma aguda grave em crianças e adolescentes. Realizou-se uma revisão integrativa utilizando-se os descritores “sulfato de magnésio”, “asma grave”, “crianças” e “adolescentes” nos idiomas inglês, português e espanhol. Os critérios de inclusão foram artigos na íntegra que retratassem a temática do uso intravenoso do sulfato de magnésio no tratamento da asma aguda grave em crianças e adolescentes, publicados no período de 2010 a 2018. O estudo foi finalizado com 6 artigos e os principais efeitos observados foram eficácia e diminuição na taxa de internação dos pacientes pediátricos, ocasionando maior benefício aos pacientes estudados, nos últimos 7 anos.
Gravidez na adolescência: um estudo de base hospitalar

Carolina Dresch Dociatti; Maria Beatriz Reinert do Nascimento; Scheila Siebeneicher; Marco Antonio Moura Reis

Resid Pediatr. 2021
|
| TEXTO COMPLETO
OBJETIVOS: Caracterizar as adolescentes atendidas em uma maternidade de grande porte no sul do Brasil e avaliar a associação da assistência pré-natal inadequada com desfechos perinatais adversos.
MÉTODOS: Trata-se de um estudo observacional, retrospectivo, de abordagem quantitativa, por meio da avaliação de prontuários eletrônicos de adolescentes, com idade inferior a 18 anos, e de seus neonatos. Para caracterizar a população estudada, foram utilizados métodos estatísticos descritivos, calculando-se distribuições de frequências e medidas de tendência central. Para a análise da associação entre falta de realização de pré-natal satisfatório (oito consultas ou mais) e variáveis maternas e neonatais foram utilizados o teste do qui-quadrado e o teste exato de Fisher, admitindo-se um nível de significância de 0,05.
RESULTADOS: Foram 378 partos de gestantes com menos de 18 anos de idade. A frequência de prematuridade, baixo peso ao nascimento, admissão no berçário, óbito neonatal e amamentação à alta foram respectivamente 11,3%, 8,9%, 5,5%, 2,4% e 99,7%. Ter feito menos de oito consultas médicas no período pré-natal foi associado significativamente a variáveis neonatais como prematuridade, baixo peso ao nascer, internação na unidade neonatal e óbito neonatal (p=0,0000, p=0,0339, p=0,0231 e p=0,0152).
CONCLUSÕES: Assistência pré-natal insatisfatória foi associada à prematuridade, baixo peso ao nascer, admissão na unidade neonatal e óbito neonatal.
Logo

Todos os artigos publicados pela revista Residência Pediátrica utilizam a Licença Creative Commons