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Trauma antes e durante a COVID-19 - consequências da quarentena num serviço de urgência pediátrica
Adriana Silva Costa; Bernardo Reis Monteiro; Maria Inês Mascarenhas; Helena Isabel Almeida
Resid Pediatr. 2021MÉTODOS: estudo restrospectivo realizado num hospital português. Foram incluídas todas as admissões no SUP entre 19 de Março e 19 de Maio de 2020 (período de confinamento) e comparadas com as visitas no mesmo período de tempo nos anos anteriores entre 2012 e 2018 (pre-pandemia).
RESULTADOS: Entre 19 de Março e 18 de Maio de 2020 foram admitidas 1879 crianças (média de 31 crianças por dia), 19.3% devido a lesões traumáticas (média de 6 por dia). A média por ano no grupo pre-pandemia era de 10042 visitas (média 167 crianças por dia), 18.5% devido a trauma (média 30 por dia). No grupo pre-pandemia 53.4% do trauma ocorria em adolescentes (>10 anos) e 21.7% em crianças abaixo dos 6 anos. Em 2020, 34% das lesões ocorreram em adolescentes e 58.6% em crianças abaixo dos 6 anos. O trauma foi responsável por 92% das admissões pre-pandemia, seguido do envenenamento (5.6%) e abuso (1.6%). Durante a pandemia, o trauma manteve-se a causa mais frequente (82%), aumentando a percentagem dos envenenamentos (14.4%) e abuso (3.6%). Em 2012-2018 existia uma clara diferença no ciclo semanal de admissões ao SUP devido a lesões traumáticas, com uma menor frequência aos fins-de-semana. Esta diferença deixou de se observar durante a pandemia, com uma distribuição regular ao longo dos dias da semana.
CONCLUSÕES: O confinamento alterou profundamente a atividade dos SUP e teve sérias consequências no estilo de vida das crianças.
Sazonalidade da bronquiolite em recém-nascidos e lactentes jovens em tempos de pandemia pelo SARS-CoV-2
Vitoria Marino Dobarrio de Paiva; Mário Cícero Falcão; Felipe Matsushita; Cristina Erico Yoshimoto
Resid Pediatr. 2021MÉTODOS: Estudo retrospectivo, incluindo crianças de até 45 dias de vida, com bronquiolite, internados nos anos de 2018, 2019 e 2020. Foram selecionados dos prontuários: sexo; idade e peso à admissão; agente etiológico; tipo de suporte ventilatório; tempo de internação e desfecho. Análise estatística: comparação entre grupos por frequência (qui-quadrado), por média (ANOVA), por mediana (Mann-Whitney).
RESULTADOS: Em 2018, a frequência de internações por bronquiolites foi de 6,4%, em 2019, 4,2% e em 2020, 1,3%. Média de idade na internação (dias) (2018 - 33,7, 2019 - 33,7, 2020 - 31,6); peso médio à admissão (gramas) (2018 - 2978, 2019 - 3855 e 2020 - 3873); Agente viral isolado (2018 - 28,5%, 2019 - 55,5% e 2020 - 66,6%); ventilação mecânica invasiva (2018 - 14,3%, 2019 - 44,4% e 2020 - 100%); tempo médio de internação (dias) (2018 - 8 (7-12), 2019 - 5 (4-10), 2020 - 12 (8-16)); alta hospitalar em 100% dos casos.
CONCLUSÃO: Em 2020, houve uma redução drástica no número de internações por bronquiolite, justificada pelo isolamento social que resultou em menor circulação de vírus respiratórios.
Líquen plano na infância: um relato de caso raro
Ana Paula da Cruz Gontijo; Julliana Rodrigues Soares; Luisa França Rocha; Mariana Gualandi Murad; Carolina Oliveira Felipe; Brenda Bernabé de Oliveira; Laisa Fiorezi Bassini; Karina Demoner de Abreu-Sarmenghi
Resid Pediatr. 2021Síndrome de Stevens-Johnson em pré-escolar em tratamento de pneumonia: relato de caso
Caroline Arns-Neumann; Camila Silvino Alves; Fernanda Yuki Ito; Beatriz do Rosario Schmidt; Larissa Habib Mendonça Topan; Leisiane Maia Cleve Bittencourt
Resid Pediatr. 2021RELATO DE CASO: Paciente masculino, 5 anos, branco, apresentou lesão bolhosa em lábio superior e febre, após um quadro de amigdalite bacteriana seguido de pneumonia, em que foram administrados sequencialmente amoxicilina, amoxicilina-clavulanato e ceftriaxona. Houve disseminação das lesões na mucosa oral e internamento com suspeita de farmacodermia devido ao uso dos antibióticos. Mesmo após troca do antibiótico e prescrição de anti-histamínicos, o paciente evoluiu com aumento do número de bolhas nas mucosas labial, oral e nasal, na língua, aparecimento de edema palpebral, lesão cutânea em pavilhão auricular e enantema conjuntival, genital e perianal. O paciente foi admitido na UTI pediátrica e foi realizada a biópsia das lesões cutâneas, que demonstrou extensa necrose epidérmica inferior com infiltrado de células inflamatórias, o que confirmou a suspeita diagnóstica da síndrome de Stevens-Johnson. O tratamento foi realizado com o uso de corticoide oral, prednisolona na dose de 1mg/kg/dia por 10 dias, com desmame gradual por mais 12 dias e uso de curativos com membrana de celulose.
CONCLUSÃO: O caso aborda a provável correlação da síndrome de Stevens-Johnson com o uso de amoxicilina e apresenta as manifestações clínicas características da SSJ, evidenciando a importância da suspeita diagnóstica e do tratamento precoce dessa condição.
COVID-19 em neonato com cardiopatia congênita: relato de caso
Paula Pires de Souza; Fernanda A. Oliveira Peixoto; Lais da Silveira Botacin; Melissa Ameloti Avelino
Resid Pediatr. 2021Cetoacidose diabética em paciente pediátrico associada a COVID-19: relato de caso
Kamilla Martins Duarte de Pádua; Bruna Serpa Silva; Glaucia Naves Silva; Wânia Martins Freitas Albuquerque; Fernando Neves de Paula; Alessandra Ribeiro Ventura Oliveira; Maria Carolina Guimarães Santos Alves
Resid Pediatr. 2021Aspectos bioéticos na prevenção da transmissão vertical e manejo do tratamento com antirretrovirais em gestantes portadoras de HIV/AIDS no Brasil
Cristiane Cremiude Ribeiro-Fernandes
Resid Pediatr. 2021Análise do ensino de pediatria nas escolas médicas de Recife e região metropolitana: um estudo transversal
Germanna Virgínya Cavalcanti Silva; Luana Freire Góes Lima; Camila Esteves Paredes; Maria Amanda Londres Lopes Pinheiro; Mariana de Freitas Berenguer; Jéssica Bezerra Diniz Dantas; Jeddson do Rêgo Nascimento; Carmina Santos; Eduardo Jorge da Fonseca Lima
Resid Pediatr. 2021MÉTODOS: Estudo de corte transversal. A coleta de dados ocorreu por meio de formulário padronizado, as informações fornecidas pelos coordenadores e/ou docentes em entrevista presencial. Foram abordados aspectos relacionados à carga horária da graduação e das atividades destinadas ao ensino de pediatria, o momento de inserção da pediatria na grade curricular e cenários de aprendizagem prática. A amostra foi composta por seis escolas médicas.
RESULTADOS: A natureza jurídica das instituições apresentou-se da seguinte forma: pública federal 1/6, pública estadual 1/6 e privada 4/6. Todas apresentaram carga horária da graduação superior a 7.000 horas, a carga horária de pediatria variou entre 601 e maior que 1.000 horas. O primeiro contato dos estudantes com a pediatria ocorreu no primeiro ano do curso em quatro das instituições, nas demais, ocorreu entre o segundo e terceiro ano. As instituições realizam avaliação de competências clínicas nos primeiros quatro anos da graduação. Cinco delas já realizam, ou está prevista para ser realizada, a avaliação de competências clínicas durante o internato.
CONCLUSÃO: Verificou-se que o ensino de pediatria desenvolvido nas escolas médicas avaliadas apresenta diferenças de carga horária, embora a maioria acabe por contemplar os objetivos das diretrizes curriculares nacionais. O aumento na carga horária de pediatria teve relação com a implementação da estratégia saúde da família.
Eficácia do uso do sulfato de magnésio intravenoso no tratamento da asma aguda em crianças e adolescentes: uma revisão integrativa
Cláudio Nunes da Silva; Alessandra Ribeiro Ventura Oliveira,,; Flávia Nunes da-Silva
Resid Pediatr. 2021Gravidez na adolescência: um estudo de base hospitalar
Carolina Dresch Dociatti; Maria Beatriz Reinert do Nascimento; Scheila Siebeneicher; Marco Antonio Moura Reis
Resid Pediatr. 2021MÉTODOS: Trata-se de um estudo observacional, retrospectivo, de abordagem quantitativa, por meio da avaliação de prontuários eletrônicos de adolescentes, com idade inferior a 18 anos, e de seus neonatos. Para caracterizar a população estudada, foram utilizados métodos estatísticos descritivos, calculando-se distribuições de frequências e medidas de tendência central. Para a análise da associação entre falta de realização de pré-natal satisfatório (oito consultas ou mais) e variáveis maternas e neonatais foram utilizados o teste do qui-quadrado e o teste exato de Fisher, admitindo-se um nível de significância de 0,05.
RESULTADOS: Foram 378 partos de gestantes com menos de 18 anos de idade. A frequência de prematuridade, baixo peso ao nascimento, admissão no berçário, óbito neonatal e amamentação à alta foram respectivamente 11,3%, 8,9%, 5,5%, 2,4% e 99,7%. Ter feito menos de oito consultas médicas no período pré-natal foi associado significativamente a variáveis neonatais como prematuridade, baixo peso ao nascer, internação na unidade neonatal e óbito neonatal (p=0,0000, p=0,0339, p=0,0231 e p=0,0152).
CONCLUSÕES: Assistência pré-natal insatisfatória foi associada à prematuridade, baixo peso ao nascer, admissão na unidade neonatal e óbito neonatal.