Logo

ISSN (On-line) 2236-6814

doi.org/10.25060/residpediatr

Powered by Google Translate

Resultados da Busca

Aterosclerose coronariana obstrutiva fatal em criança de 9 anos: relato de caso

Lucas Santiago Santos do Carmo; Maria José Leão Lima; Rogério dos Anjos Miranda

Resid Pediatr. 2021
|
| TEXTO COMPLETO
O presente caso é de uma criança de 9 anos com dor torácica e sinais clínicos de hipercolesterolemia. Durante a investigação foi confirmada hipercolesterolemia primária, além da presença de valva aórtica bicúspide e doença arterial coronariana severa, sendo esta a causa da dor torácica. Infelizmente, o paciente evoluiu a óbito durante o cateterismo cardíaco, apesar da implantação de dispositivo tipo stent e realização de ressuscitação cardíaca. A doença aterosclerótica é rara entre crianças, sendo comumente associada a formas familiais de hipercolesterolemia. A presença de valva aórtica bicúspide é uma alteração congênita comum, porém raramente é descrita a associação com hipercolesterolemia familiar. Dor torácica é uma queixa comum na população pediátrica e, ainda que na imensa maioria dos casos não esteja associada à causa cardíaca, deve ser investigada quando há um cenário clínico de hipercolesterolemia, especialmente as formas familiares.
Revisão de literatura: a lei do acompanhante - sua importância e descumprimento

Cristiane Cremiude Ribeiro-Fernandes

Resid Pediatr. 2021
|
| TEXTO COMPLETO
OBJETIVOS: No Brasil, em 2005 foi promulgada a Lei Federal no 11.108, que determina que os serviços de saúde são obrigados a permitir à gestante o direito a acompanhante durante todo o período de trabalho de parto, parto e pós-parto. Este trabalho tem como objetivo avaliar, através de revisão de literatura, a importância da Lei no 11.108/2005 e se essa tem sido cumprida de forma adequada.
MÉTODOS: Foram realizadas buscas nas bases de dados PubMed e SciELO para localizar estudos abordando relatos sobre o cumprimento e importância da Lei no 11.108/2005 em hospitais brasileiros.
RESULTADOS: Dos 27 resultados, foram selecionados 4 estudos para compor esta revisão. A Lei Federal que garante a mulher o direito de estar acompanhada por alguém de sua escolha na rede pública de saúde é muitas vezes descumprida, levando a parturiente e o bebê a não desfrutarem dos inúmeros benefícios do acompanhamento durante todo o período de trabalho de parto. Esse descumprimento ocorre, principalmente, pelo não conhecimento da mãe de seus direitos e pelo autoritarismo de instituições públicas e de seus colaboradores que não permitem à mãe ter o seu direito cumprido.
CONCLUSÃO: É de suma importância que os líderes de maternidades públicas estejam atentos a esse descumprimento para mudar este cenário.
Linfohistiocitose hemofagocítica por vírus Epstein-Barr: relato de caso em pediatria com abordagem diagnóstica

Jáder Pereira Almeida; Paulo Ramos David João

Resid Pediatr. 2021
|
| TEXTO COMPLETO
INTRODUÇÃO: Linfohistiocitose hemofagocítica (HLH) é uma doença caracterizada pela desregulação do sistema imunológico, podendo resultar em óbito. O principal agente infeccioso associado com HLH é o vírus Epstein-Barr (EBV).
OBJETIVO: Apresentar o caso de uma criança que desenvolveu HLH por vírus Epstein-Barr com evolução grave, descrevendo o processo de investigação até o diagnóstico.
RELATO DO CASO: Paciente do sexo masculino, 5 anos, apresentou febre diária associada à odinofagia e aumento do volume da região cervical por 10 dias antes da internação. Evoluiu com neutropenia febril e disfunção de múltiplos órgãos. Ampla investigação diagnóstica foi realizada, confirmando HLH por EBV. Apesar do tratamento, o paciente morreu de hemorragia pulmonar.
DISCUSSÃO: Linfohistiocitose hemofagocítica faz parte do diagnóstico diferencial de linfadenopatia cervical. Em alguns pacientes, existe dificuldade de confirmação diagnóstica devido à ausência de critérios diagnósticos no início do quadro. Além disso, a ocorrência de manifestações atípicas do EBV pode dificultar a interpretação dos exames complementares.
CONCLUSÃO: É necessário alto nível de suspeição de maneira a realizar diagnóstico precoce e contribuir para maior sobrevida aos pacientes que venham a desenvolver essa doença.
Síndrome de Pfeiffer tipo 2: relato de um caso

Lais Miranda Balseiro; Ingrid Pimentel Buosi; Haroldo Teófilo de Carvalho; Mauro Hatsuo Suetugo; Luis Antônio Baraldi

Resid Pediatr. 2021
|
| TEXTO COMPLETO
OBJETIVO: Descrever um caso raro de Síndrome de Pfeiffer tipo 2 em um recém-nascido do sexo masculino.
RELATO DE CASO: Recém-nascido do sexo masculino, pré-termo de 33 semanas e 2 dias, ultrassonografia seriada sugerindo no segundo trimestre presença de craniossinostose e outras anomalias como vértebras irregulares e estreitas, paquigiria e ventriculomegalia, sendo confirmada posteriormente com ressonância magnética. Não foram necessárias medicações e manobras obstétricas para o nascimento. Apgar de 4, frequência cardíaca menor que 100bpm, evolução respiratória precária, havendo necessidade de intubação orotraqueal, cateterismo venoso umbilical e sonda orogástrica. Com 2 horas de vida, apresentou bradicardia juntamente com instabilidade hemodinâmica, evoluindo para uma parada cardiorrespiratória sem sucesso na reanimação cardiopulmonar. Foi à óbito 3 horas após nascido.
COMENTÁRIOS: A síndrome de Pfeiffer é rara, sendo a tipo 2 a mais letal por possuir crânio em forma de trevo. É associada a mutações genéticas em receptores de crescimento de fibroblastos FGFR1, FGFR2 e FGFR3. A fusão prematura das suturas cranianas impede o crescimento normal do crânio interferindo no formato da face e cabeça. O prognóstico está associado à gravidade das anomalias e ao diagnóstico precoce através da história gestacional e familiar, por exames físicos detalhados e de imagens (ultrassonografia tridimensional e ressonância magnética). O paciente deve possuir tratamento multidisciplinar logo ao nascimento.
Pancreatite posterior a infecção por SARS-CoV-2 em paciente pediátrico indígena da tribo Paranapuã

Kamilla Mayr Martins Sá; Gabriela Coyado Grilo André Cruz; Isabella de Almeida Flores; Lorena Costa Araújo; Emília Soto Estebez; Iane Rocha Holanda; Gabriela Resende da Silva; Ulisses Kiskissian Martins; Marilene Kiskissian Martins; Rogério Aparecido D Dedivits

Resid Pediatr. 2021
|
| TEXTO COMPLETO
OBJETIVO: Aventar a hipótese de existir correlação entre a infecção prévia pelo SARS-CoV-2 e a pancreatite aguda devido ao processo inflamatório ocasionado pelo vírus em paciente pediátrico indígena.
RELATO DE CASO: Paciente indígena do sexo feminino de 7 anos, da tribo Paranapuã, com histórico de contato com comunidade com infectados pela COVID-19, apresentando quadro de pancreatite aguda de etiologia desconhecida mesmo depois de investigação laboratorial e por imagem, apresentando acometimento pulmonar e IgG positivo para SARS-CoV-2.
COMENTÁRIOS: No limiar da pandemia da COVID-19 verificou-se um aumento do acometimento de diversos órgãos e sistemas, principalmente em pacientes pediátricos, intrigando o aparecimento de quadros inflamatórios como a pancreatite aguda. Esse é um relato de caso descrevendo um acometimento raro e ainda não descrito na literatura de forma extrapulmonar da COVID-19, de uma possível correlação entre quadro inflamatório viral e acometimento de pâncreas em paciente indígena Paranapuã.
COVID-19 e suas manifestações nas crianças: uma revisão da literatura

Ana Flávia Lacotis; Ana Clara Benites-Ciani-de-Carvalho-Oliveira; Carolina Magalhães-Britto-Rodrigues; Rodrigo Afonso da Silva Sardenberg

Resid Pediatr. 2021
|
| TEXTO COMPLETO
A doença por coronavírus é um desafio de saúde pública global. Ao seu alto índice de variação o vírus pode se adaptar ao hospedeiro, o vírus pode causar graves doenças humanas, inclusive em crianças. O artigo é uma revisão da literatura por meio de pesquisas sobre COVID-19 em crianças, publicadas nas bases de dados realizados Med e MEDLINE, entre novembro de 2019 e março de 2021. Os sinais clínicos são semelhantes aos de outras doenças infantis, podendo evoluir para dispneia, vômitos, diarreia, letargia, tosse e febre. Na visão de tórax pediátrica, visível em áreas subplenas e irregulares bilaterais que podem ser irregulares em áreas esparsas, e/ou ou seja infiltrada na área externa ou externamente visível ou secundária. Dada a diversidade de sintomas e a maioria das pesquisas sobre COVID-19 com foco em adultos, os serviços de saúde melhoram os planos de tratamento para tratar pacientes pediátricos infectados com o vírus.
Perfil de ensaios clínicos pediátricos para COVID-19 no ClinicalTrials.gov: uma revisão sistemática

Marina Romi Zanatta Covolan; Luiza Regina Vilela Costa Tsuruda; Daniela Sampaio Silva; David Aciole Barbosa; Rubens Pasa; Karine Frehner Kavalco; Fabiano Bezerra Menegidio

Resid Pediatr. 2021
|
| TEXTO COMPLETO
INTRODUÇÃO: COVID-19 é uma doença infecciosa extremamente grave. No entanto, poucos estudos focaram no tratamento medicamentoso de pacientes pediátricos acometidos pela COVID-19.
OBJETIVO: Assim, esse estudo conduziu uma revisão de ensaios clínicos registrados no banco de dados Clinical Trials sobre o tratamento medicamentoso em pacientes pediátricos com COVID-19.
MÉTODOS: Uma pesquisa sistemática foi realizada no banco de dados Clinical Trials (https://clinicaltrials.gov/) usando a técnica de rastreamento da web para coletar ensaios clínicos re-gistrados que conduziram tratamento medicamentoso em pacientes pediátricos de 0 a 17 anos. Após as drogas utilizadas serem identificadas, sua posologia e outras informações pertinentes foram obti-das junto aos bancos de dados DrugBank (https://go.drugbank.com) e no DrugBase (https://www.drugbase.de).
RESULTADOS: Foram encontrados na pesquisa 8 ensaios clínicos classifi-cados como concluídos e 34 em andamento direcionados aos pacientes pediátricos. Os Estados Uni-dos foi o país que mais desenvolveu pesquisas envolvendo o uso medicamentoso em pacientes com COVID-19 pediátrica. A hidroxicloroquina foi a droga mais observada no tratamento dos pacientes pediátricos, seguida da remdesivir. Um aumento de ensaios de fase 3 e randomizados também foi observado entre as pesquisas em andamento quando comparadas com as pesquisas concluí-das.
CONCLUSÃO: Em comparação com adultos, a COVID-19 pediátrica tem necessidades distintas de tratamento. Assim, torna-se importante a conclusão dos ensaios clínicos descritos no presente estu-do, além de mais ensaios clínicos randomizados, antes que qualquer terapêutica ou outros objetos relacionados aos processos de manejo clínico para COVID-19 possam ser adequadamente recomen-dados e aplicados no tratamento pediátrico.
Síndrome de Hamman na infância - relato de caso

Caroline Scantamburlo Martins; Alline de Mello Ramalho; Anyne Silva Bairral França; Ana Carolina Gaudard; Victor Kamel Farsoun Junior

Resid Pediatr. 2021
|
| TEXTO COMPLETO
OBJETIVO: Relatar caso raro de pneumomediastino espontâneo ocorrido na infância.
RELATO DE CASO: Paciente do sexo masculino, oito anos, com quadro de tosse, dispneia e cornagem sem melhora ao tratamento para asma, a base de corticoide venoso e broncodilatador inalatório. Paciente foi submetido à extensa investigação com exames de imagem que sugeriram e confirmaram diagnóstico de pneumomediastino, excluindo causas externas - como trauma ou cirurgia de tórax - que pudessem ter evidente relação com as características observadas. O quadro teve involução espontânea com tratamento de suporte.
CONCLUSÃO: Síndrome de confirmação diagnóstica por imagem, geralmente de evolução benigna, com resolução espontânea e necessidade apenas de tratamento de suporte.
Encefalocele nasoetmoidal e nasofrontal: relato de caso

Mariana dos Santos Teixeira; Fabiana Jorge Bueno Galdino Barsan; Valéria Cardoso Alves Cunali; Barbara Elias do Carmo Barbosa; Kellen Cristiny Oliveira

Resid Pediatr. 2021
|
| TEXTO COMPLETO
OBJETIVO: O objetivo desse artigo é relatar o caso encefalocele nasofrontal, em um lactente, relacionando com fatores genéticos, sindrômicos e socioambientais, mostrando a importância da equipe de saúde estar atenta aos achados, sendo esta uma malformação rara, com alta taxa de mortalidade e morbidade, e que possui poucos relatos na literatura.
RELATO DE CASO: Lactente, sexo feminino, nascida a termo, parto vaginal, 3,570g, natural e procedente de Uberaba. Após nascimento permaneceu internada devido à cardiopatia congênita e síndrome de Down, sendo realizado cirurgia cardíaca. Nesse período, ao ser realizado fisioterapia respiratória percebeu-se dificuldade de introduzir sonda nasal aspirativa, sendo encaminhada ao otorrino, sem achados significativos, foi realizado tomografia craniana aos 4 meses, que diagnosticou a lactente com encefalocele nasoetmoidal e nasofrontal. A encefalocele é uma anomalia rara, com alto índice de morbidade, mortalidade e risco de complicações. Ela está relacionada com outras patologias diagnosticada na paciente e o com os fatores antecedentes ao nascimento, causas genéticas e ambientais.
COMENTÁRIOS: Embora a encefalocele seja rara, com alta mortalidade e morbidade, é de grande importância conhecer sobre os fatores que estão relacionados com essa anomalia, tanto para diagnóstico precoce, quanto para prevenção.
Logo

Todos os artigos publicados pela revista Residência Pediátrica utilizam a Licença Creative Commons