Volume 12 - Número 2
Desvio espontâneo da atenção básica para atenção de média e alta complexidade na pediatria
Anna Carolina dos Santos Souza
OBJETIVO: Discutir as razões pelas quais o fenômeno supracitado ocorre, suas consequências, bem como citar propostas de intervenção tomadas por outros para reverter o cenário.
MÉTODOS: Foi realizada uma revisão literária acerca do tema de artigos encontrados em bases de dados, como LILACS, BIREME e PubMed.
DISCUSSÃO: Esse desvio espontâneo tem, dentre suas variadas causas, noções como maior facilidade de acesso, comodidade e mais rápida resolutividade nos serviços de emergência, ou até mesmo a falta de percepção de uma urgência. Além disso, acredita-se que os pais preferem a atenção emergencial pelo fato de encontrarem maior variedade de especialidades e, consequentemente, maior resolutividade, em um só local.
CONCLUSÃO: A substituição pelos atendimentos de média e alta complexidade tem trazido repercussões não só para a saúde da criança, como para o próprio sistema de saúde. Sendo assim, os serviços de urgência e emergência não são usados da forma que deveriam e não têm a capacidade de suprir as necessidades de seus pacientes, haja visto que as queixas priorizadas nestes serviços são agudas, e muitos diagnósticos que poderiam ser feitos através de um acompanhamento longitudinal não são feitos pela necessidade de resolução imediata. Palavras-chave: atenção primária à saúde, atenção terciária à saúde, sistema único de saúde, serviços de saúde da criança, medicina de emergência pediátrica, pediatria.
Transtorno alimentar restritivo evitativo/ARFIRD: o que é esse transtorno alimentar?
Mariana Mello Mattos Shaw de Almeida; Luiza Amélia Cabus Moreira; Rachel Moreira Leahy
OBJETIVOS: Revisão da literatura sobre o transtorno restritivo evitativo.
MÉTODOS: Revisão integrativa da literatura sobre o tema no PubMed e a partir do mesmo, busca de material adicional a partir das referências. Foram avaliadas 30 fontes entre livros e artigos publicados.
CONCLUSÃO: O principal diagnóstico diferencial a ser feito é com a anorexia nervosa de início precoce. O tratamento não é bem estabelecido, porém há intervenções comportamentais e medicamentosas que vem sendo estudadas. Palavras-chave: comportamento alimentar, transtornos do comportamento infantil, criança.
Proposta de protocolo de atendimento para consultas pediátricas
Flávia Maestri Nobre Albini; Aline Didoni Fajardo; Carolina Marchi Guerra; Cristina Maria Pozzi; Gastão Dias Junior; Helena Moro; Marco Otilio Duarte Rodrigues Wilde,; Sandra Mara Witkowski
OBJETIVO: Organizar um protocolo de atendimento pediátrico, a fim de facilitar a consulta de puericultura, desde o primeiro dia de vida aos quinze anos de idade e expô-lo em forma de uma única tabela.
MÉTODOS: Esse estudo foi baseado no levantamento bibliográfico realizado nas bases de dados do PubMed, MEDLINE, com artigos dos últimos 10 anos, baseados nas recomendações da Sociedade Brasileira de Pediatria e da Academia Americana de Pediatria, além de outras sociedades internacionais e nacionais. Nesse protocolo, as recomendações iniciam com número e intervalo de consultas, testes de triagens neonatal, uso de vitamina D e sulfato ferroso, orientação de início de dietas e higiene oral, bem como quando iniciar e realizar avalições odontológicas, oftalmológicas, audiológicas, acompanhamento e prevenção de doenças cardiovasculares e enteroparasitoses, quando e que exames complementares devem ser solicitados na consulta de rotina, avaliação do desenvolvimento físico e neuropsicomotor, incluindo escalas para diagnosticar autismo e depressão e o calendário de imunizações.
RESULTADOS: Esse protocolo inclui uma tabela unificando todos as recomendações por mês e data de consulta, todos os aspectos necessários do cuidado, para facilitar o uso diário nos atendimentos ambulatoriais e em consultório.
CONCLUSÃO: O protocolo de atendimento pediátrico facilita a realização da consulta de rotina, evitando falhas e garantindo o desenvolvimento ideal da criança. Palavras-chave: pediatria, consultórios médicos, assistência ambulatorial, protocolos, cuidado da criança.
Checklist para desospitalização de pacientes pediátricos portadores de condição crônica complexa internados no Sistema Único de Saúde
Renata Arabian de Petta; Daniela Valença Silva; Ana Damaris Gonzaga; Joyce Liberali Pekelman Rusu; Karollini Birelo Ferreira
Os desafios do transtorno do espectro autista: da suspeita ao diagnóstico
Bianca Nayara Leite Siqueira; Áurea Christina de Lima Ferreira Prazeres; Allyssandra Maria Lima Rodrigues Maia
Dilemas éticos na atenção à saúde do adolescente
Aline Cristiane Cacure Salgueiro; Clóvis Francisco Constantino; Ana Cristina Ribeiro Zollner
MÉTODO: Revisão bibliográfica abrangendo o período entre 2014 e 2019.
RESULTADOS: Foram encontrados dilemas éticos relacionados com a gravidez na adolescência, infecções sexualmente transmissíveis, uso de álcool, disforia de gênero, confidencialidade e autonomia.
DISCUSSÃO: Os dilemas éticos levantados no âmbito da saúde dos adolescentes devem ser superados, visando o atendimento integral do grupo e garantindo seus direitos como cidadãos. Dessa forma, necessita-se de profissionais capacitados dentro do âmbito ético e legislação estruturada, para melhor atendimento e acolhimento daqueles inclusos na referida faixa etária, como forma de proteção do futuro. Palavras-chave: adolescente, gravidez na adolescência, disforia de gênero, confidencialidade, doenças sexualmente transmissíveis, assistência integral à saúde.
Lactato sérico em recém-nascidos asfíxicos e não asfíxicos: uma coorte histórica
Danilo de Freitas Magalhaes; Fernanda A. Oliveira Peixoto,; Paulo Sucasas Costa; Solomar Marques
OBJETIVO: Associar o nível de lactato sérico com o diagnóstico de asfixia perinatal.
MÉTODOS: Estudo descritivo de coorte histórica realizado através da análise de prontuários de recém-nascidos com idade gestacional maior ou igual a 34 semanas, que tiveram dosagem de lactato nas primeiras 24 horas de vida e foram internados na unidade de terapia intensiva do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Goiás, no período de primeiro de janeiro de 2015 a 31 de dezembro de 2018. Foi analisado o nível sérico do lactato com uma hora de vida e com 24 horas de vida. A análise estatística foi realizada com o auxílio do software SPSS v.20 (SPSS Inc.; Chicago, IL).
RESULTADOS: A amostra final foi constituída por 92 neonatos, com idade gestacional média de 36,5 semanas, média de peso de 2.746,7 gramas, sendo 52,2% do sexo masculino. Nas crianças com o diagnóstico de asfixia perinatal o valor de lactato sérico, na primeira hora de vida, foi significativamente maior (p=0,003) em relação ao grupo não asfixiado. Com 24 horas de vida houve uma queda relativa no valor de lactato, mas ainda permaneceu mais elevado nos recém-nascidos com asfixia perinatal.
CONCLUSÃO: Houve uma forte associação entre aumento do lactato sérico nas primeiras horas de vida e o diagnóstico de asfixia perinatal. Palavras-chave: neonatologia, asfixia neonatal, ácido láctico, perinatologia.
Sarampo e novas perspectivas: aspectos clínicos, epidemiológicos e sociais
Guilherme Homem de Carvalho Zonis; Fernanda de Carvalho Zonis; Rafaela Baroni Aurilio; Clemax Couto Sant’Anna
MÉTODOS: Revisão não sistemática da literatura nacional e internacional, relacionando artigos científicos encontrados através dos seguintes descritores de busca: sarampo; vacina; pneumonia; diarreia; recomendações.
RESULTADOS: Houve aumento no número de registros de sarampo nos últimos anos, provavelmente pelo surgimento de um possível facilitador que foi o movimento antivacina, apesar de a imunização ser obrigatória na faixa etária pediátrica. A suspeição clínica e a confirmação laboratorial, sempre que disponível, são importantes para a prevenção das complicações inerentes à doença. Além disso, frente à pandemia atualmente enfrentada pelo novo coronavírus, a prevenção da infecção pelo vírus do sarampo não pode ser esquecida, havendo um papel relevante das autoridades no enfrentamento das duas doenças. Palavras-chave: sarampo, pneumonia, diarreia, vacinação.
Influência de fatores clínicos e socioeconômicos no estado nutricional de pacientes pediátricos com fibrose cística
Maylla Moura Araújo; Sâmia Moura Araújo; Felipe Martins de Carvalho; Maria do Espírito Santo Almeida Moreira
MÉTODOS: Tratou-se de um estudo observacional, transversal, retrospectivo, descritivo com análise secundária dos dados, realizado através de coleta de dados de prontuários de 23 pacientes menores de 16 anos, com fibrose cística confirmada, atendidos em 2018.
RESULTADOS: Houve predominância discreta do gênero masculino e pardos, homozigotos (p=0,05), procedentes do sudeste piauiense, em faixa etária escolar. A idade ao diagnóstico foi de 2,0±3,0anos, com 13% assintomáticos. Os sintomas respiratórios e déficits no crescimento foram as principais manifestações iniciais. 47,8% foram diagnosticados pela triagem neonatal. A maioria apresentou classificação boa e excelente quanto ao escore de Shwachman-Kulczycki, média de 78,5±16,7. A maior parte era eutrófica, com valores adequados de escore-Z. Constatou-se influência do estado nutricional no escore de Shwachman-Kulczycki, sendo este significativamente menor (p=0,037) nos pacientes com déficit nutricional.
DISCUSSÃO: Houve atraso no diagnóstico desses pacientes, com baixa cobertura de realização dos testes de triagem neonatal. Os aspectos socioeconômicos e clínicos não influenciaram sobre o estado nutricional, exceto o escore de gravidade que se demonstrou pior naqueles com déficit nutricional.
CONCLUSÃO: O estado nutricional influenciou no escore de gravidade dos indivíduos, ratificando a importância do adequado manejo e da monitorização nutricional para a melhora da qualidade de vida dos pacientes. Palavras-chave: fibrose cística, estado nutricional, fatores socioeconômicos, epidemiologia.
Perfil lipídico em crianças e adolescentes com diabetes mellitus tipo 1
Anna Louise Monteiro; Adriane de Andre Cardoso-Demartini; Camilla Kapp Fritz; Andreia de Araujo Porchat Leão; Mônica Lima Nunes Cat; Gabriela de Carvalho Kraemer; Suzana Nesi França
OBJETIVOS: Avaliar o perfil lipídico de pacientes com DM1 acompanhados no departamento de endocrinologia pediátrica (UEP) do Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná (HC-UFPR), a prevalência de dislipidemia e sua correlação com o controle glicêmico, duração do DM1, história familiar dislipidemia e perfil nutricional.
MÉTODOS: Foram revisados dados do prontuário medico sobre diagnóstico, comorbidades, peso ao nascer, sexo, histórico familiar de diabetes, dislipidemia e cardiopatias. As medidas antropométricas, controle glicêmico, pressão arterial (PA), perfil lipídico e tratamento farmacológico para dislipidemia foram obtidas em quatro momentos: após três meses de diagnóstico (t1), dois (t2), cinco (t3) e dez (t4) anos doença.
RESULTADOS: 228 pacientes (122 meninas), com idade média no diagnóstico de 7,3 anos, foram incluídos. Em t3 e t4 houve um aumento significativo na elevação da PA. A prevalência de dislipidemia foi de 31,7% em t1, 33,7% em t2; 37,4% em t3; e 63,6% em t4. Houve um aumento significativo no nível de colesterol total e LDL-colesterol ao longo do tempo (p<0,001) e um aumento significativo nos níveis de triglicerídeos apenas em t4 (p=0,002).
CONCLUSÃO: As alterações no perfil lipídico em crianças e adolescentes com DM1 são frequentes, mas são pouco tratadas e, quanto maior a idade, maior a probabilidade de desenvolver dislipidemia. A triagem para dislipidemia deve ser realizada e o tratamento farmacológico deve ser instituído conforme recomendações. Palavras-chave: diabetes mellitus tipo 1, hipercolesterolemia, inibidores de hidroximetilglutaril-coa redutases, colesterol, dislipidemias, criança.
Elegibilidade para cuidados paliativos dos pacientes internados na enfermaria de pediatria de um hospital universitário
Giulia Cardoso Masotti; Antonia Teresinha Tresoldi
MÉTODOS: Estudo retrospectivo, descritivo com corte transversal da população de pacientes internados na enfermaria pediátrica do HC/UNICAMP, no período de junho a outubro de 2017. Os pacientes foram considerados elegíveis caso apresentassem como doença de base, no momento da internação, uma entre as seguintes: (I) doenças para as quais o tratamento curativo é possível, mas pode falhar; (II) doenças nas quais a morte prematura pode ser esperada, porém o tratamento integrado pode prolongar a vida com qualidade; (III) doença crônica progressiva, cujo tratamento é exclusivamente paliativo e potencialmente prolongado; (IV) deficiências neurológicas não progressivas que induzam a vulnerabilidades que possam levar à morte prematura. Os pacientes considerados elegíveis foram comparados com os não elegíveis no que diz respeito a gênero, idade, caráter de internação (urgência/eletivo) e frequência de reinternações. Níveis descritivos (p) inferiores a 0,05 foram considerados estatisticamente significantes.
RESULTADOS: 30,9% dos pacientes internados na enfermaria pediátrica do HC/UNICAMP foram considerados elegíveis para uma avaliação paliativista. Não houve diferença estatística no perfil demográfico entre os grupos. O número de reinternações e as internações em caráter de urgência dos pacientes elegíveis foram superiores às dos pacientes não elegíveis no mesmo período, com significância estatística.
CONCLUSÃO: O tema é desafiador, no entanto, a discussão se faz cada vez mais necessária para o aprimoramento da atenção ao paciente pediátrico em todas as esferas de cuidado. Palavras-chave: cuidados paliativos, cuidados paliativos na terminalidade da vida, pediatria
Síndrome da morte súbita do lactente no Distrito Federal, Brasil: existe evidência?
José Alfredo Lacerda de Jesus; Adriana Abreu Resende; João da Costa Pimentel-Filho; Dioclécio Campos Júnior; Rosana Maria Tristão
MÉTODOS: Estudo descritivo, transversal e retrospectivo dos dados existentes no Instituto Médico Legal do Distrito Federal relativos aos óbitos, autópsias e informações demográficas de crianças de 28 dias a um ano de idade, entre 2003 e 2009.
RESULTADOS: Durante o período estudado foram registradas 431 mortes de crianças com idade entre 28 dias e um ano. Desse total, sete (1,62%) morreram durante o sono e quatro atenderam aos critérios conceituais de SMSL. A idade média foi 102,28 (±11,28) dias. Nenhuma morte foi diagnosticada como SMSL e suas causas prováveis foram analisadas.
CONCLUSÃO: Não houve relato oficial de SMSL no Distrito Federal entre 2003 e 2009, ao contrário do que ocorreu nas regiões Sul e Sudeste do Brasil, que mostravam uma incidência variando entre 0,13 e 1/1.000 nascidos vivos. Este achado sugere subdiagnóstico e indica a falta de protocolo específico para identificação post-mortem por SMSL. O estudo mostra a necessidade da implantação de um protocolo investigativo para SMSL, do seu conhecimento e divulgação entre profissionais de saúde e comunidade do Distrito Federal, bem como mostra a importância de campanhas de sensibilização e prevenção desse fenômeno. Palavras-chave: morte súbita, autópsia, lactente.
Avaliação do conhecimento e atitudes de residentes em pediatria sobre o estímulo à promoção da leitura na infância durante a puericultura
Caroline Ramalho Rosa; Daniela Koeller Rodrigues Vieira
Avaliação subjetiva da qualidade de sono do cuidador principal de criança ou adolescente com paralisia cerebral
Weslei Douglas Leite da Silva; Jessica Aline de Andrade Melo; Andrea Obrecht; Ana Chrystina de Souza Crippa
MÉTODO: Estudo prospectivo transversal, com amostra composta por 55 cuidadores principais de crianças ou adolescentes diagnosticados com paralisia cerebral. Foram coletados dados socioeconômicos através de uma ficha de dados gerais e dados sobre a qualidade de sono através do questionário referente ao Índice de qualidade de sono de Pittsburgh. Foram excluídos do estudo os cuidadores menores de 18 anos de idade. Os dados foram tabulados em planilha do Excel® e analisados pelo software StatSoft Statistica, versão 10, para identificar frequências e estatística descritiva obtidas através dos questionários.
RESULTADOS: A maioria dos cuidadores principais considera ter uma boa qualidade de sono (50,9%). Entretanto, apenas 21 dormem a quantidade de horas adequada para o desempenho efetivo de funções diárias de um adulto, enquanto 85,44% apresentam latência do sono maior que 15 minutos e somente 27,27% não apresentam sonolência diurna. A eficiência do sono foi maior que 85% para 67,27% da amostra e 47,26% apresentam moderada ou muita indisposição ou falta de entusiasmo para atividades diárias.
CONCLUSÕES: Os resultados obtidos permitem identificar alterações na qualidade de sono dos cuidadores principais de crianças ou adolescentes com paralisia cerebral, o que questiona a percepção individual da maioria dos participantes quanto à presença de uma boa qualidade de sono. Portanto, tem-se indicação de avaliação desses participantes com polissonografia, a fim de complementar a análise da qualidade do sono. Palavras-chave: paralisia cerebral, sono, cuidadores, adolescente, criança.
Frequência de uveíte em pacientes pediátricos com artrite idiopática juvenil em hospital terciário
Vivian London; Adriana Rodrigues Fonseca; Rozana Gasparello de Almeida; Marta Cristine Félix Rodrigues; Sheila Knupp Feitosa de Oliveira; Monick Goecking; Flavio Sztajnbok; Julia Dutra Rossetto
MÉTODO: Estudo retrospectivo de pacientes com artrite idiopática juvenil (AIJ) atendidos no ambulatório de reumatologia de janeiro a julho de 2019.
RESULTADOS: Foram analisados 41 pacientes, dos quais, quatro (9,75%) apresentaram uveíte, todos com o diagnóstico da AIJ antes dos 7 anos de idade e todos com a presença de complicações oculares. Quanto ao tipo de AIJ, dois pacientes apresentaram a forma oligoarticular e dois a forma poliarticular fator reumatoide negativo. Três pacientes (75%) com U-AIJ apresentavam fator antinuclear (FAN) positivo. Todos os pacientes apresentaram uveíte nos primeiros 4 anos da AIJ.
CONCLUSÃO: Cerca de 10% dos pacientes com AIJ apresentaram uveíte no curso da doença. No grupo U-AIJ observou-se alta frequência de positividade do FAN, diagnóstico de AIJ antes dos 7 anos de idade e surgimento da uveíte nos primeiros 4 anos de doença articular. A presença de complicações oculares em todos aqueles pacientes com U-AIJ revela a gravidade e a importância da triagem para esta manifestação ocular. Palavras-chave: artrite juvenil, uveíte, reumatologia, oftalmologia, manifestações oculares.
Para pais e pediatras: por que os jovens estão se iniciando no cigarro eletrônico?
João Paulo Becker Lotufo
Massa não dolorosa: um triste final
Margarida Almendra; Rui Alves; Sofia Ferreira de Lima; Tiago Milheiro Silva
Um caso de fraqueza muscular na infância
Tainá Maia Cardoso; Leonardo Rodrigues Campos
Revista Residência Pediátrica e a busca pela excelência
Marilene Crispino Santos
Aspectos éticos no abuso de drogas por crianças e adolescentes
Carlindo de Souza Machado e Silva Filho
Ebstein-Barr vírus associado à dermatopolimiosite: relato de caso
Ana Clara Aragão Fernandes; Francisco Carlos Brilhante Neto; Laura Janne Lima Aragão; Cítara Trindade de Queiroz; Maria Luiza Bezerra Vieira; Anaís Conception Marinho Andrade de Moura
OBJETIVO: Relatar o caso de uma paciente com associação entre EBV e dermatopolimiosite.
RELATO DE CASO: Menina, 5 anos, com lesões de pele eritemato-descamativas em região extensora nos membros superiores e inferiores. Durante acompanhamento, a genitora retorna referindo piora da paciente, queixando-se de febre intermitente, infecção de via aérea superior e piora das lesões de pele com dificuldade ao deambular e sentar há aproximadamente três semanas. Ao exame físico encontrava-se com faringoamigdalite, adenomegalias cervical, axilar, inguinal e hepatomegalia. Pele com máculas eritematosas descamativas e pruriginosas em membros e sobre as articulações metacarpofalangeanas e interfalangeanas, fraqueza da musculatura pélvica e artralgia em joelhos e tornozelos. Foi submetida à biópsia muscular, a qual apresentou padrão para dermatopolimiosite, sendo, assim, iniciada imunossupressão com metrotrexato. Em conseguinte, obteve melhora laboratorial e clínica referente ao quadro de mononucleose e da sintomatologia referente a dermatopolimiosite. Segue em tratamento especializado e fisioterapia motora.
CONCLUSÃO: Deve-se atentar para a influência do componente viral, como o Epstein-Barr vírus, na patogênese da dermatopolimiosite em indivíduos geneticamente predispostos a doenças autoimunes. Palavras-chave: dermatomiosite, herpesvirus humano 4, mononucleose infecciosa, polimiosite.
Diagnóstico de colelitíase intraútero no 3º trimestre gestacional: relato de caso e revisão de literatura
Juliana Dal Pozzo Novaes; Cristina Teologides Marcon; Eduardo Vieira de Souza; Carolina Mie Sato; Alliny Beletini da Silva; Ana Carolina Goyos Madi; Carolina Talini
Histiocitose de células de Langerhans com acometimento exclusivo da pele
Luana Moraes Campos; Vanessa Alice Amorim; Maria Laura Malzoni; Gabriela Roncada Haddad
Estenose hipertrófica de piloro em recém-nascido prematuro com manifestação atípica: relato de caso e breve revisão
Daniel Albiero Pielak; Luiz Felipe Ferreira Ribeiro; Samara Vilela da Mata Nunes; Bruna Diniz Neiva; Marina Rodoy Bertol; Milene de Moraes Sedrez Rover; Carolina Talini
Sindrome de Silver-Russell: relato de caso
Fernanda Morellato Bravo; Bárbara Silva Ton; Isabella Vargas Baldon; Paula Morellato Bravo
MÉTODOS: Trata-se de relato de caso de uma criança do gênero masculino, 1 ano e 4 meses, internada em enfermaria onde recebeu diagnóstico de SSR. As informações do paciente foram coletadas com a família durante a internação e foi realizada análise de prontuário e revisão bibliográfica.
RESULTADOS: Paciente com desnutrição crônica, apresentava ao exame físico macrocrania, fácies alongada, orelhas grandes e com baixa implantação, rarefação capilar occipital, micrognatia, hipospádia, clinodactilia do 5º dedo e atraso dos marcos do desenvolvimento, recebeu diagnostico de SSR na internação. Exames complementares descartaram patologias do trato gastrointestinal e na avaliação fonoaudiológica não foram detectados distúrbios de deglutição. Foi iniciada dieta enteral para recuperação nutricional, porém o paciente manteve ganho de peso insuficiente e importante aversão alimentar, sendo então optado pela realização de gastrostomia. Em retorno ambulatorial após alta hospitalar, o paciente manteve baixo ganho de peso apesar do uso de fórmula hipercalórica e volume adequado para idade.
CONCLUSÃO: A SSR leva a um amplo espectro de características físicas anormais e anormalidades funcionais. O acompanhamento multidisciplinar e a intervenção precoce, específica, são necessárias para uma melhor gestão desse grupo de pacientes. Palavras-chave: síndrome de Silver-Russell, genética, desnutrição, sindactilia, transtornos nutricionais, retardo do crescimento fetal.
Síndrome de Cornélia de Lange: relato de caso
Ana Elisa Dias de Souza; Aline Garcia; Fernanda Lopes de Almeida Barcelos; Letícia Alves Vaz; Luciana Giarolla de Matos; Ana Luisa Giarolla Giarolla; Juliana de Sousa Cristo Marcelino
Cisto de duplicação entérica no período neonatal
Rafael Silva Sampaio; Catherine Klein Colombiano; Isabela Oliveira Fiorio; Mattielli Dias do Carmo; Patrícia Leal Pinheiro; Juliana Marques Coelho Bastos; Gustavo Carreiro Pinasco,; Katia Valéria Manhabusque,
Relato de caso: discinesia ciliar primária associada à síndrome de Kartagener
Giulia Beatriz Correia Matos; Mariana Soares Faria; Tiago Almeida Costa; Larissa Dantas Sobral; Isabella Santana Santos Chagas
RELATO DE CASO: O trabalho em questão descreve o caso de uma paciente com discinesia ciliar primária associada à síndrome de Kartagener. Serão destacados todos pontos significativos que levaram ao seu diagnóstico precoce (inferior aos 3 anos de idade), incluindo quadro clínico, exames de imagem e estudo genético.
DISCUSSÃO: É uma doença autossômica recessiva, e em metade dos casos está associada à síndrome de Kartagener, a qual manifesta sinais clássicos de sinusite crônica, situs inversus e bronquiectasia. Além disso, também é comum encontrar tosse persistente, dispneia, otite média, respiração bucal, pólipo nasal e até malformações cardíacas nos portadores da doença. O diagnóstico diferencial para discinesia ciliar é importante para que sejam pesquisados possíveis danos adicionais ao doente decorrentes de seu quadro clínico. Dessa forma, a investigação clínica em conjunto com radiografias, tomografias e exames citológicos são o principal método para análise de variações estruturais. Em suma, essa disfunção costuma ser identificada tardiamente, portanto seu estudo se faz suficiente necessário com a finalidade de auxiliar o diagnóstico precoce da patologia, contribuindo para a preservação da função pulmonar destes pacientes. Palavras-chave: doenças respiratórias, transtornos da motilidade ciliar, síndrome de Kartagener, dextrocardia, sinusite.
Neurotuberculose em vigência de tuberculose miliar em lactente: relato de caso
Márcia Reimol de Andrade; Cáritas Antunes Lacerda; Júlia Fernanda Costa Vicente; Joel Alves Lamounier
OBJETIVO: Descrever caso de neurotuberculose com evolução clínica favorável e demonstrar a importância do diagnóstico e tratamento precoces da TB.
RELATO DE CASO: Lactente, sexo masculino, 3 meses em tratamento para tuberculose miliar (TM). Durante o acompanhamento ambulatorial, ocorreu elevação das enzimas hepáticas. Houve pausa do tratamento e reintrodução gradativa de rifampicina, isoniazida e pirazinamida (RIP), a cada 7 dias. Durante a suspensão do tratamento, ocorreram desvio de comissura labial e estrabismo. Internação imediata, avaliação neurológica, realização de tomografia computadorizada de crânio (TC), exames para pesquisa de imunodeficiência e prescrição de piridoxina e dexametasona. A TC revelou lesões hipodensas focais com edema do parênquima e realce anelar pelo contraste iodado venoso, compatíveis com neurotuberculose. Manutenção dos fármacos, de acordo com protocolo do Ministério da Saúde (MS), além de fisioterapia motora. Após 10 dias, recebeu alta com acompanhamento multidisciplinar.
CONCLUSÃO: A neurotuberculose requer tratamento prolongado. O diagnóstico precoce e tratamento multidisciplinar foram de suma importância para a boa evolução deste paciente. Apesar da elevada incidência de TB no país, relatos como esse são escassos, podendo contribuir para disseminação de conhecimento a cerca desta doença. Palavras-chave: tuberculose, sistema nervoso central, lactente.
Pneumonia com empiema: complicação rara após picada de ouriço-do-mar
Maria Maria Mendes; Ana Teresa Teixeira; Pedro Sampaio Nunes; Helena Cristina Loureiro
Osteoporose e comprometimento laríngeo secundários à artrite idiopática juvenil: relato de caso
Rayana Camille Leichtweis de Oliveira; Angélica Luciana Nau; Rafaela Rossi Assmann; Marcia Bandeira
RELATO DE CASO: Feminino, 15 anos, diagnóstico de AIJ sistêmica há 12 anos com tratamento irregular, evoluindo com doença grave, limitante e de difícil controle. Apresentou quadro de estridor e dispneia, e à investigação com laringoscopia havia comprometimento da articulação cricoaritenoide com necessidade de traqueostomia. Diagnosticada também com osteoporose e coxartrose bilateral, com necessidade de artroplastia total de quadril bilateral. Palavras-chave: artrite juvenil, osteoporose, cartilagem aritenoide.
Múltiplas denominações para um fenótipo complexo: contribuição de dois casos clínicos para o reconhecimento da síndrome de deleção 22q11.2
Carlos Henrique Paiva Grangeiro; Juliana Cavalari Galdiano; Tatiana Mozer Joaquim; Juliana Alves Josahkian; Heloisa Marcelina da Cunha Palhares
Hérnia diafragmática congênita de apresentação tardia: relato de caso
Luiza Assis Bertollo; Lucas Durão de Lemos; Leticia Admiral Louzada; Letícia de Mory Volpini; Elaine Guedes Gonçalves de Oliveira; Gustavo Carreiro Pinasco; Patricia Casagrande Dias de Almeida
Tamponamento cardíaco na adolescência: dois casos clínicos
Filipa Valadares; Maria Mendes; Eugénia Matos; Carlos Escobar; Marta Moniz; Clara Abadesso; Pedro Nunes
Relato de caso: macroamilasemia em uma adolescente de 13 anos
Juliana Cristina Taguchi; Bianca Gomes Pereira; Renato Guilherme Silveira Corrêa Silva